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@axjames
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alt-jonathanâ:
O suspiro longo escapou entre os lĂĄbios do altman instintivamente, nĂŁo teve tempo de absorvĂȘ-lo apĂłs o questionamento. embora ele quisesse que april se sentisse melhor, nenhuma das mençÔes anteriores se tratava disso. era uma logĂstica simples, onde fazia todo sentido cada um lutar com as armas que tinha. paciĂȘncia se april odiava o fato de ter pais importantes. os olhos ainda a encaravam, analisando o rosto se perguntando se de fato era um consolo que precisava. - James, se vocĂȘ sente pena de vocĂȘ, Ă© âânesse ponto, eu sinto muito. Eu estou dizendo isso porque bem, Ă© verdade. quando vocĂȘ aprender a usar as armas que tem, e isso inclui influĂȘncia, vocĂȘ vai deixar de ser boa e vai ser implacĂĄvel. EntĂŁo ajudaria bastante, inclusive, se vocĂȘ parasse com essa sĂndrome de impostor e percebesse que estĂĄ tudo bem. - A intenção nĂŁo era a grosseria de maneira alguma, porĂ©m, duvidava bastante que se as palavras soassem como um alento ou uma carĂcia verbal, april as ouviria. Ă s vezes, restava a jonathan ser insuportĂĄvel porque normalmente as pessoas sĂŁo muito mais motivadas pela raiva. Bem como ele havia aprendido sempre que recebia um xingamento ou punição por, sei lå⊠fazer o dever de matemĂĄtica andando de patins. A raiva o fazia sentar e, claro que o adderall ajudava mas, tinha a sensação que poderia parar pela irritação que sentia em cada uma das vezes.
â"âacademicamenteâ. Claro, a jovem james dificilmente admitiria como conseguiam ir bem juntos, no geral. Talvez ela considerasse isso uma traição ao seu amado plebeu sem qualquer objetivo, Kit. E talvez esse fosse um dos motivos da continuidade da provocação. Os olhos insistentemente verdes se insinuavam aos dela, como quem mantĂ©m um âvamos lĂĄ, admita"â. - NĂłs somos bons juntos. - insistiu no lugar da frase pensada, tinha a certeza de que a aspirante a advogada era esperta e visual o suficiente a ponto de entender o que queria dizer. mudando o foco do assunto, jonathan gesticulou para o motorista que esperava fora do evento, informando que nĂŁo demoraria a sair. A risada baixa que deixou escapar foi posterior a Ășltima frase proferida pela colega, nunca se surpreendia mas, sempre achava curioso como ela tinha a quase necessidade de informar como a relação era estritamente acadĂȘmica, embora pudesse ver o divertimento claro, queimando sobre a Ăris tĂŁo esverdeada quanto a sua, sempre que venciam ou competiam em algo. Era possĂvel que aquilo se desse por April achar que tinha de construir seu impĂ©rio sozinha, o erguendo debaixo, talvez por isso Kit fosse uma escolha tĂŁo Ăłbvia, ela literalmente teria que arrastĂĄ-lo durante toda trajetĂłria, jĂĄ que o comodismo cego nĂŁo o permitiria ter a vontade de escalar. - Talvez vocĂȘ devesse sĂł confiar em mim. E em vocĂȘ. - sinalizou por fim antes de ter a visĂŁo da limusine preta parada em frente a casa, a cabeça apontou em direção ao veĂculo, aguardando ser seguido por ela de braços dados. Assim que se aproximaram, acabou abrindo a porta, soltando do braço dela e se apoiando, esperando que ela entrasse. - EntĂŁo, JamesâŠCom emoção ou sem emoção?
april apenas encarou jonathan como se ele estivesse com uma fantasia de macaco vestido com um calção de bolinhas, nem em um milhĂŁo de anos qualquer aluno de direito daquela faculdade falava daquele jeito com ela, mas sem receio ou estribeira nenhuma, jonathan esfregava as verdades em sua cara como se nĂŁo fosse necessĂĄrio medir qualquer consequĂȘncia ou escolher as palavras certas para dirigir-se Ă zeta. e o pior Ă© que, de certa forma, ele realmente nĂŁo precisava. por mais maldosa e traiçoeira que april pudesse ser, tratava o altman como um igual o qual nĂŁo deveria brincar com. aquele homem estava acima de suas peças cruĂ©is e vinganças superficiais, e nĂŁo sĂł porque se igualavam em nĂveis de inteligĂȘncia e influĂȘncia, mas porque por mais que jonathan acreditasse que nĂŁo, a caçula dos james o escutava. exatamente como havia o feito agora. droga de homem esperto. â ââ existiam mil jeitos de falar isso de uma forma mais gentil. ââ â numa pequena careta, a mais baixa encerrou o assunto, como num deboche pelo o que nĂŁo iria refletir sobre. mas iria.Â
a afirmação ferrenha na devolutiva de sua tentativa de limitar aquela relação fez com que a garota sentisse o rosto quente dessa vez, enquanto olhava para qualquer ponto mais seguro e interessante do que o rosto confiante de jonathan, pois sabia que se o fizesse, o que mais temia poderia acontecer: perder seus argumentos. ela amava o ex-namorado-futuro-namorado-atual, nĂŁo amava? nĂŁo estava tentando reconquistĂĄ-lo? entĂŁo estava decidida, e nĂŁo importava se a dinĂąmica entre ela e o altman superava as expectativas de qualquer um, ou se tinha de admitir que a faĂsca entre eles estava sempre acesa, fosse no quesito competição ou parcerias. nĂŁo importava se tentava prolongar os segundos ao encarĂĄ-lo enquanto ele estava sorrindo, ou se secretamente buscava por sua presença e aprovação toda vez que ganhava algo. nĂŁo importava se naquele momento, jonathan era o Ășnico a conseguir fazĂȘ-la deixar de se sentir um pedaço de merda. â ââ talvez sejamos. de certa forma. ââ â e foi tudo o que conseguiu responder, porque dar o braço a torcer mais do que dera doeria tanto quanto olhar em seus olhos e admitir qualquer sentimento mais forte pelo futuro advogado.Â
â ââ eu estou confiando, jonathan. se eu nĂŁo confiasse, acha que eu iria entrar em uma limusine com vocĂȘ? vocĂȘ Ă© louco, quem realmente tem coragem disso? ââ â sorriu de canto finalmente conseguindo encarĂĄ-lo de volta, mas apenas porque ganhara uma oportunidade de provocĂĄ-lo. ao que entrou no carro, esperou-o sentar-se ao seu lado. ele realmente havia vindo com estilo. â ââ depende do lugar pra onde vai nos levar. se for um estabelecimento legalizado pela justiça, entĂŁo o mĂnimo que temos que fazer Ă© ter alguma emoção pra nĂŁo nos entediarmos. ââ â riu baixo, sem deixar de brincar. oh, ela jĂĄ estava rindo. ao lado de jonathan altman, como uma adolescente prestes a fazer besteira. como a adolescente que nunca fora. tentou dar o crĂ©dito de sua mudança de humor ao fato de que estavam se afastando de seu fracasso do dia, pra nĂŁo precisar admitir que estar ali com ele indo pra qualquer lugar nĂŁo planejado era, no mĂnimo, interessante. â ââ mas tenho que te dizer, essa pergunta aumentou minhas expectativas. ââ â
quase final de expediente. bem, talvez para seus funcionĂĄrios, mas nĂŁo para april james. as pernas mesmo que curtas passavam rĂĄpida e elegantemente pelos corredores envidraçados do escritĂłrio que fundara ao lado de jonathan hĂĄ pouco mais de oito anos, consolidando-os como advogados respeitados em los angeles e tornando-os responsĂĄveis por vĂĄrios casos de sucesso para seus assessorados durante a dĂ©cada que se passara. obviamente, a james jamais esperara menos de si mesma ou de jonathan; era engraçado que, se a perguntassem em seus vinte e dois anos sobre que tipo de relação teria com o altman dez anos apĂłs a universidade, april jamais diria que seriam sĂłcios tĂŁo sĂłlidos e complementares ou mesmo um casal por tanto tempo - porque, bem, apesar de JA nĂŁo ter feito o pedido ainda, uma dĂ©cada era muita coisa. era quase um casamento.Â
casamento oficial este que april tinha suas dĂșvidas sobre a realização. mesmo apĂłs tanto tempo juntos (e deus sabia como era difĂcil separar o profissional do pessoal!), jonathan nĂŁo parecer nem mesmo ter a pretensĂŁo era algo com que a advogada lutava muito para nĂŁo ficar paranoica. e nĂŁo apenas isso. seu real objetivo no matrimĂŽnio, por mais que jamais o houvesse dito â nem mesmo para callie ou jazzy â , resumia-se numa necessidade a qual jamais pensou que desenvolveria. principalmente percebendo o quĂŁo felizes e completas callisto e anastasia eram com seus pequenos rebentos correndo pela casa. nĂŁo, april james ainda nĂŁo conseguia dizĂȘ-lo em voz alta, e nĂŁo sabia quando estaria pronta, mas o desejo interno de experimentar o mesmo crescia cada vez mais, a ponto de subir atĂ© a garganta antes de descer, como um choro inconveniente.Â
nĂŁo obstante, quando encarara jonathan pelo vidro de sua sala, nĂŁo sĂł via o homem que amava como tambĂ©m, Ă s vezes, sentia o julgamento silencioso de sua mĂŁe, fazendo questĂŁo de insinuar que april ainda era algo passageiro na vida do altman. nĂŁo podia deixar de pensar que a raiz das dĂșvidas estavam no compromisso nĂŁo formalizado e na falta de herdeiros, mas tambĂ©m nĂŁo devia deixar transparecer. e era por isso que agora passava para a porta com um sorriso convencido, cruzando os braços e encostando-se nela. â ââ eu disse pra vocĂȘ que eu ia ganhar o caso dos mcdermott, ainda acha que foi perda de tempo? ââ âainda que nĂŁo houvessem ganho uma comissĂŁo muito grande (na realidade, abaixo do que esperavam), aquilo era quase que um caso de honra para april. aquele casal merecia o que tinham de receber de indenização. desencostando-se da porta, a james aproveitou que o escritĂłrio estava esvaziando e caminhou atĂ© a mesa do namorado, sentando-se em cima dela, ao canto, encarando-o. â ââ callisto vai dar um jantar amanhĂŁ, pro pessoal todo. disse que o tyler acha que ânĂŁo passamos tempo juntos o suficienteâ. ââ â riu baixo, jĂĄ imaginando todo o drama na voz que o mccoy deveria ter usado ao apelar pelo sentimentalismo. como se nĂŁo fizessem um encontro por mĂȘs, basicamente, e nĂŁo se vissem frequentemente. â ââ somos tĂŁo bonzinhos assim pra termos amigos que se importam tanto? ââ â arqueou a sobrancelha, divertida. para pessoas tĂŁo competitivas e individualistas, tanto ela quanto jonathan eram cercados de boas pessoas e que surpreendentemente os amavam. â ââ enfim, acho que a gente deveria levar uma torta. as crianças gostam dos bolos da confeitaria ali da avenida. quero agradĂĄ-las. ââ â
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alt-jonathanâ:
Foi instintivo. NĂŁo como forma de chamar a atenção para si ou privĂĄ-la do distanciamento, Jonathan simplesmente nĂŁo conseguiu evitar. Lhe tocou o queixo, virando o rosto feminino para si. Afinal, nĂŁo tinham ele e April um acordo de guerra nĂŁo dito onde a batalha visual era sempre a que prevalecia? Bem, se nĂŁo tinham, ele iria instaurar, porque ainda que nĂŁo admitisse tantas vezes em voz alta, adorava os olhos dela. Olhos de tigresa convicta. A James era alguĂ©m pronta para dominar o mundo que jĂĄ era seu, talvez por vezes ela sĂł nĂŁo estivesse ciente disso ainda. OhâŠEla havia conseguido o que queria. Claro que havia, nĂŁo conseguia ver outra resposta da implacĂĄvel April que nĂŁo fosse essa. Ainda assim nĂŁo parecia⊠Feliz. Apesar das desavenças da noite e que se iniciavam automaticamente a cada encontro, naquele momento, a James parecia⊠Desarmada. Havia abaixado as metralhadoras e a armadura, o que ele nĂŁo conseguia entender, apesar de gostar. Teria era de fato ofendido por ele tĂȘ-la indicado ao juiz?Â
O cenho do Altman se franziu, pensando por alguns instantes em que causa poderia ter aquele desconforto aparente. Ele foi grosso demais com as afirmaçÔes sobre Kit? Pegou a moça de surpresa? TĂŁo egocĂȘntrico que era, Jonathan se quer conseguia considerar algo que nĂŁo o envolvesse. ââ
A explicação entĂŁo veio e fez os lĂĄbios do inglĂȘs prensarem. Enfiou as mĂŁos nos bolsos e um balançar de ombros blasĂ© quase voltou a formar a maldita postura de quem resolveu a vida. - Sabe⊠Apps, nem sempre vocĂȘ vai conseguir as coisas do jeito que vocĂȘ quer. EntĂŁo⊠Acho que vocĂȘ deveria trabalhar nisso pra nĂŁo te incomodar tanto assim. Talvez o que vocĂȘ quer seja mais relevante do que como vocĂȘ quer. VocĂȘ Ă© uma James e usar disso para chegar onde quer nĂŁo Ă© feio, Ă© inteligĂȘncia. Talvez se gastar menos tempo tentando provar que vocĂȘ Ă© boa apesar do seu nome, vocĂȘ consiga provar que Ă© melhor, independente dele. AlĂ©m do mais, nĂłs somos bons juntos, goste vocĂȘ ou nĂŁo. Mas⊠NĂŁo pense demais em mim sobre isso, vocĂȘ conseguiu com seu charme e⊠Nome, provavelmente. - Com a cabeça virada para o lado, os olhos de Alt se mantinham na colega. CĂ©us, se ao menos April conseguisse focar suas energias no lugar certo. Um suspiro longo saiu pelas narinas, enquanto a assistia se desdizer para nĂŁo dar o braço a torcer. Estaria se revirando por dentro? A mĂŁo direita se estendeu, como uma oferta. - Eu guio?
os objetivos das palavras de jonathan provavelmente eram fazer com que april se desencantasse da ideia de que a vitĂłria sĂł era uma vitĂłria se conquistada por meios estritamente prĂłprios, mas para a james, soavam um pouco como relaxamento. entendia, e ao mesmo tempo nĂŁo; Ă s vezes, as formas de driblar sua sĂndrome do impostor eram violentas, e isso incluĂa vĂĄrias vezes maximizar suas glĂłrias ao mesmo tempo que enfatizava suas derrotas. a mente da estudante era um lugar complexo onde o sentido de perda e de ganho eram muito literais, entĂŁo o curioso equilĂbrio do altman, apesar de nĂŁo lhe convencer completamente, com certeza a complementava e, de alguma forma, a fazia enxergar a si mesma um pouco melhor. logo, talvez ela precisasse relaxar. talvez jonathan jamais estivesse errado, por mais que tentasse se convencer do contrĂĄrio. â ââ estĂĄ dizendo isso porque quer me consolar de alguma forma? ââ â âporque hoje eu fui uma fraude e construĂ uma vantagem em cima da competĂȘncia dos meus pais usando vocĂȘ como meio?â, imaginou complementar, mas talvez jonathan nĂŁo a entendesse, porque ele sempre conseguia as coisas tĂŁo fĂĄcil e ela tinha de pressionar a si mesma atĂ© o Ășltimo fio de cabelo, jĂĄ que era sempre tudo ou nada. apesar de pensar em quantas diferenças tinham, april nĂŁo pode ignorar a afirmativa do altman. eram bons juntos. eram bons juntos? de fato; apesar de nĂŁo compartilharem a maioria das aulas devido a diferença de semestres e o fato de que jonathan tinha dezenas de alunos pra monitorar, sim. toda vez que april e ele se juntavam, fossem em seminĂĄrios ou encontros da ĂĄrea, iam completamente bem, como se jamais houvesse sequer uma picuinha entre eles. como se ela nĂŁo travasse batalhas sozinha toda vez que o via, e como se nĂŁo precisasse ignorar a satisfação e a vontade de sorrir toda vez que ganhavam alguma coisa juntos, e ela encarava os olhos claros e tĂŁo cheios de orgulho quanto os dela e, que de repente, lhe traziam uma sensação diferente do que apenas convencimento. oh. desde quando mesmo reparava naqueles olhos claros? nĂŁo. nĂŁo devia fazer isso. april james precisava focar no lado profissional daquela expressĂŁo. profissional. â ââ de fato. tendo a... tendo a ir bem em relação aos meus objetivos toda vez que vocĂȘ estĂĄ comigo. acadĂȘmicos, claro. ââ â confessou (mesmo embora tenha rapidamente se corrigido), mordendo o inferior levemente depois de desviar os olhos do rosto do mais alto, que a encarava agora e lhe deixava desconfortĂĄvel. nĂŁo, nĂŁo desconfortĂĄvel. o que diabos estava sentindo, entĂŁo? os olhos desviaram rapidamente para a mĂŁo dele assim que lhe oferecera. a cabeça de april trabalhava a cem por hora desde em que a sensação de nĂŁo saber como agir na frente do futuro advogado tomara conta do corpo, trazendo flashbacks de tantas vezes que brigaram e batalharam um contra o outro em competiçÔes por vezes ridĂculas e, agora, jonathan estendia-lhe a mĂŁo. mĂŁo essa que ela aceitara, apesar das tantas consideraçÔes feitas. mĂŁo essa que ela estranhamente sentia quente e confortĂĄvel. â ââ e... talvez eu devesse confiar um pouco mais em vocĂȘ tambĂ©m. principalmente quando vocĂȘ se dispĂ”e a sair comigo daqui. ââ â
control-alt-del-rpâ:
Observador como era, Jonathan poderia ter passado a noite colecionado todos os pequenos tiques de cada um dos convidados daquele jantar. Entretanto, ao entregar April James aos passos do juiz McAbbot, acabou entregando possivelmente a Ășnica coisa que, de fato, achava interessante naquele local. NĂŁo que discussĂ”es sobre o futuro da humanidade e direito criminal, especialmente ligado a critĂ©rios de imputabilidade, nĂŁo chamassem sua atenção, era só⊠Bem, era sĂł - e nĂŁo admitiria isso se fosse perguntado - que a presença da colega de curso acabou por mexer no ponto qualitativo de suas faculdades mentais, tornando-o hipertenaz mas, hipovigil. Ou, distraĂdo, como poderiam simplificar. Mantendo a postura e o cinismo em perfeito estado, apĂłs alguns sorrisos simpĂĄticos para figuras no local, tratou de sair para um local aberto, onde pudesse ter o cigarro, seu velho companheiro, como companhia Ășnica. NĂŁo fosse o velho hĂĄbito de fumar em festas e a presença de desconhecidos (ou recĂ©m conhecidos) Jonathan Altman teria sigo pego no flagra enquanto estava - quase que nitidamente - inquieto pelo momento em que teria April James perto de si novamente.
Antes mesmo de processar a frase, a voz conhecida lhe soou como paz de neurotransmissores, fazendo sua cabeça parar de imaginar que frutos teriam gerado a conversa entre a zeta e o juiz, ou se ela havia se incomodado com a pequena intromissĂŁo do inglĂȘs. âTrĂ©guaâ, fora o que Jonathan escutou primeiro, o que era quase uma ironia. Em sua percepção, a relação de rivalidade construĂda entre ele e April tinha motivaçÔes distintas entre ele e a garota. Apesar de ridiculamente competitivo, Jonathan nem sempre tinha como objetivo principal ganhar da James, mas sim, vĂȘ-la tentando nĂŁo perder. April era motivada em tentar ser melhor que Alt, Alt por sua vez, se motivam em ver o empenho da outra. Em sua cabeça, viviam em uma guerra âsaudĂĄvelâ, se Ă© que isso poderia existir. Os lĂĄbios prensaram um contra o outro e o rosto virou para a mais nova sem pressa, movimento praticamente ensaiado jĂĄ que hĂĄ segundos atrĂĄs encontrava nervoso para fitar novamente a James. - TrĂ©gua, James. - Concordou. - Por favor nĂŁo me diga que estĂĄ chateada por eu ter apresentado vocĂȘs, digoâŠĂ© a Ășnica explicação Ăłbvia jĂĄ que, Ă© claro que vocĂȘ conseguiu o que precisava.
O corpo do inglĂȘs virou para o lado por alguns segundos, apenas para conseguir apagar e descartar o cigarro em um cinzeiro prĂłximo, voltando novamente a atenção a colega. As feiçÔes da mulher denunciavam um certo desconforto, que ainda nĂŁo havia entendido muito bem do que se tratava. A incĂłgnita fez o cĂ©rebro de Altman se revirar novamente, pego em uma nova sensação pela segunda vez aquela noite, a de nĂŁo saber o que esperar de April James. April que sempre tinha uma resposta bem formulada ou irritadiça para qualquer que fosse a frase lançada pelo estudante, agora parecia condescendente com ele e atĂ©âŠdisposta? O cenho franziu, e o olhar direcionado foi de certa preocupação.  - VocĂȘ quer ir para casa?
Internamente, sentiu a necessidade de agradecer Jonathan por nĂŁo insistir em qualquer tipo de provocação advinda de sua recente e imprevisĂvel bandeira branca. Era como se tivessem um pacto mudo sobre limites, e era uma das coisas que mais gostava na relação que tinha com seu veterano. Relação. April nunca realmente se prendera no real sentido da palavra e se a mesma realmente se aplicava ao que tinha com o Altman. De fato, seria estranho se nĂŁo tivessem, independente da intensidade e frequĂȘncia, afinal, estavam constantemente perto um do outro. A realidade era que aquela provavelmente era a primeira vez em que estava pensando de forma concreta sobre. O que Jonathan significava e, mais importante, por que era tĂŁo significativo em sua vida? Gostava de pensar que era porque ele lhe mantinha viva no que dizia respeito Ă sua busca por reconhecimento e poder, fosse como rival ou como â que ninguĂ©m nunca lesse seus pensamentos â mentor, mas vinha recorrendo ao rapaz com mais frequĂȘncia nos Ășltimos tempos. Andavam conversando mais, interagindo mais. Era como se Jonathan estivesse começando a ocupar uma pequena parte de seus dias que nĂŁo no momento acadĂȘmico, com piadinhas provocativas ali, alfinetadas sarcĂĄsticas lĂĄ, conselhos disfarçados de crĂticas acolĂĄ e atĂ© certo zelo que Ă s vezes fingia nĂŁo perceber, como mecanismo de proteção. Era um cuidado com o qual ela nĂŁo estava tĂŁo acostumada, e que a fazia estranhar um pouco toda vez que via os olhos claros e surpreendentemente lĂmpidos do Altman encontravam-se focados em nada mais do que ela, como fazia agora. Â
April baixou o prĂłprio olhar imediatamente, encontrando um interessante ponto no pequeno botĂŁo do terno do veterano para analisar assim que as orbes esverdeadas esbarraram nas deles. Uma reação ridiculamente estĂșpida, constatava, porque April James nĂŁo desviava o olhar de ninguĂ©m. NinguĂ©m. Tinha orgulho, tinha atitude, tinha poder e tinha controle, mas apĂłs a pergunta obviamente pura de Jonathan â a qual a fizera sentir-se uma prĂ©-adolescente de onze anos deslocada na escola e dependente de alguĂ©m mais velho para defendĂȘ-la â, encarĂĄ-lo com tais caracterĂsticas tornou-se uma ĂĄrdua tarefa. Foi entĂŁo que concluiu que JA havia acabado de desarmĂĄ-la com muito menos do que esperava. âNĂŁo Ă© isso.â Quase como num murmĂșrio, April mal abrira a boca para falar. NĂŁo queria acabar a noite. SĂł queria acabar com aquela sensação. âE sim, consegui o que eu queria.â Fizera questĂŁo de dizĂȘ-lo, afinal, embora nĂŁo conseguisse expressar adequadamente seu sentimento de fracasso pelo o que acontecera na conversa, deixar claro para Jonathan que sempre tinha o que queria era importante. âEu sĂł... NĂŁo achei que seria dessa forma.â Fora o melhor que saĂra. Contradizendo toda a sua eloquĂȘncia feroz, era difĂcil dizer ao rapaz que alĂ©m de conseguir uma chance por meio da habilidade dele, sua vitĂłria se concretizara em algo que nĂŁo suas habilidades e reconhecimento. â...E eu acho que nĂŁo diria nĂŁo se vocĂȘ tivesse uma ideia melhor do que continuar aqui com todas essas pessoas.â As palavras que saĂam de sua boca nĂŁo pareciam ser delas, afinal, era como se estivesse derramando em Jonathan a responsabilidade por sua escapatĂłria. Como se ele fosse uma solução, e isso imediatamente criara um alerta em sua cabeça. âQuer dizer, eu vou sozinha. Se quiser ir comigo, tudo bem.â Ătimo, assim parecia melhor.Â
Ela sĂł realmente nĂŁo sabia pra onde ir.

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control-alt-del-rpâ:
Com frequĂȘncia, Altman dava respostas espaçadas em diĂĄlogos complexos ou que naqueles em que sabia que nĂŁo precisava rebar prontamente, uma vez que, o outro interlocutor da discussĂŁo - nesse caso, a outra - estaria tĂŁo inquieto com o embate, que haveriam mais frases sequĂȘncias. Assim, ainda que tivesse uma resposta na ponta da lĂngua, simplesmente se manteve quieto, observando a aproximação e o afastar da James enquanto ela nitidamente tentava controlar a pequena explosĂŁo que deveria estar perto de consumi-la por dentro. Dentre as diversas coisas que impressionavam em April, seu autocontrole em frente as pessoas, certamente era um deles. Todavia, apesar de Jonathan achar aquilo uma qualidade imensa, tinha a teoria de que era tambĂ©m um fraco, afinal, era um caminhar na corda bamba, prestes a tombar no equilĂbrio mesmo ao toque mais discreto. A primeira resposta a aproximação da zeta, foi virar o rosto para fitĂĄ-la, e movimentar os lĂĄbios em um meio sorriso torto. A segunda fora reagir aos movimentos da mais nova apoiando a mĂŁo esquerda aberta em meio as costas da mesma, com o polegar estendido sobre as vertebras, posição que conseguira apĂłs arrastar o mesmo pelo local, enquanto a direita se estendeu para a James, em um convite. SĂł apĂłs o entrelaço e posição correta para os passos impecĂĄveis que ambos dariam a seguir os lĂĄbios de Altman se entreabriram, rente ao rosto da estudante, jĂĄ que ele avia encostado sua tĂȘmpora na dela. - Eu fui convidado, James. E, se eu estivesse tentando te desestabilizar, daria dois passos dois milissegundos mais rĂĄpido para esquerda, jĂĄ que vocĂȘ estĂĄ se apoiando no meu braço e nĂŁo na sua prĂłpria postura. - Disse em seu habitual tom tranquilo, ainda que houvesse ficado discretamente impaciente. Ainda que vendo ao longo do campo, o jogo A.J vs J.A fosse uma guerra fria nitidamente o lado explosivo seria o da James, vez por outra Jonathan se incomodava em como a moça conseguia sempre enxergĂĄ-lo como um oponente, o que ao ver do rapaz, nĂŁo era o que ocorria. Embora fosse uma cascata de competitividade, ao observar todo empenho e pontos fracos da mais jovem, se viu em um dilema onde a vontade de ganhar tornava-se imensamente menor que a de ver sua caloura tentando ganhar. - Se eu tivesse cuidado da sua vida, April, vocĂȘ estaria na kappa se divertindo e nĂŁo fingindo se divertir para se vingar de um ponto e vĂrgula, vĂĄ por mim.Â
Ainda que no geral, fosse com a cara de Kit, nĂŁo lhe parecia coerente a relação dele com James. NĂŁo que achasse que ele fosse a pessoa ideal ou nada do tipo, nĂŁo eraâŠMas, April definitivamente nĂŁo aguentaria a mediocridade de passar a vida com alguĂ©m que parava em uma circunstĂąncia cĂŽmoda ao alcançar a mĂ©dia e continuava sĂł porqueâŠvocĂȘ sabe, as pessoas medianas tocam sua vida, com um ponto e virgulada. Sim, era prepotĂȘncia achar que entendia a vida da James melhor do que ela, ainda mais quando nĂŁo entendia a prĂłpria mas, por trĂĄs de frases bem colocadas e falsa despreocupação, bemâŠJonathan nunca disse que era modesto. Um suspiro longo ecoou entre os lĂĄbios do mais velho, que deu dois passos para o lado, apontar com os olhos e parecer desconversar. - Aquele Ă© o juiz McAbbot, Ă© um gabinete condecorado aqui em LA, alguns, hĂĄ alguns veteranos se matando por um estĂĄgio de pelos menos quatro semanas lĂĄ, vocĂȘ devia gastar sua estabilidade com isso. Ademais, vocĂȘ nĂŁo devia viver tĂŁo surpresa, James⊠atĂ© porque, como vocĂȘ sabe, eu sou muito bom em administração de tempo, e multitarefas. - Afirmou, afastando discretamente a tĂȘmpora da outra, apenas o suficiente para inclinar a cabeça um pouco para o lado e poder fitar-lhe os olhos. - Se vocĂȘ quer um exemplo prĂĄtico, eu consigo dançar, te incomodar por ter razĂŁo, e tentar cuidar da sua vida, porque ocasionalmente mais do que vocĂȘ ou seu prĂncipe estagnado, eu realmente me interesso. - Os olhos que se mantinham sobre os traços sutis da James desviaram da mesma ao que os braços se afastaram. O sorriso de Jonathan se tornou mais largo e amigĂĄvel, fitando o anteriormente mencionado juiz, e abrindo o diĂĄlogo cercado da discreta intimidade que as sequenciadas partidas de golf aos sĂĄbados e a paciĂȘncia ao ouvi os longos relatos da complexidade de ser um prestigiado juiz abertamente gay, lhe proporcionava. - Vou tomar como um jantar fracassado se o senhor nĂŁo dançar. E eu honestamente desconheço parceira mais capacitada que April James. - disse, a puxando sem qualquer força pela mĂŁo, para se aproximar do outro homem, assentindo com a cabeça em seguida e dando alguns passos em afastamento.Â
A vermelhidĂŁo indiscreta do rosto da James deu o ar da graça em puro constrangimento ao receber a resposta simplĂłria de Jonathan onde criticava sua postura como parceira de dança. O mais alto conseguia ser ridiculamente cordial e devastador ao mesmo, como o cavalheiro que era, e sabia bem como atingir um ser humano faminto por perfeição, como April claramente tambĂ©m era. Ainda assim, a estudante de direito deveria agradecĂȘ-lo pelo comentĂĄrio, em sua totalidade; isso fazia com que a vergonha por seu julgamento fosse maior que a sensação quente dos dedos compridos e curiosamente frios do Altman em suas costas parcialmente desnudas, que lhe traziam uma sensação tĂŁo bem vinda quanto nĂŁo deveria ser. NĂŁo conseguira nem mesmo respondĂȘ-lo â pelo menos nĂŁo verbalmente, pois discretamente ajeitara a prĂłpria postura durante a dança, como uma aluna seguiria os conselhos e as ordens de um professor. Da mesma forma que a conduzia, Jonathan tinha a destreza de um falcĂŁo em tirĂĄ-la da zona de conforto. NĂŁo sabia como se sentir sobre o comentĂĄrio seguinte, afinal, era difĂcil, muitas vezes, identificar suas intençÔes mesmo com as palavras tĂŁo bem colocadas. Era difĂcil tambĂ©m nĂŁo irritar-se com o veterano ao escutĂĄ-lo rebaixar Christopher Ă uma passagem, reduzindo-o Ă uma existĂȘncia banal. E era difĂcil, tambĂ©m, ler o texto do Altman e uni-lo com o tom tranquilo e cru, de uma forma sincera da qual April tinha muitas dĂșvidas. Era complicado para a James enxergar a total boa vontade e intenção de Jonathan, porque isso queria dizer que ele realmente se importava com ela. E Jonathan importar-se era um mundo completamente novo para uma mulher que sempre o intitulava como concorrĂȘncia e que começava a ter dĂșvidas sobre nĂŁo estar jogando um jogo apenas para uma pessoa. Como se pudesse enxergĂĄ-lo totalmente de um outro modo, um modo que o humanizava mais e a fazia sentir-se de outro jeito. âVocĂȘ sabe que Ă© prepotente da sua parte pensar que poderia mudar as coisas pra mim dessa forma, nĂŁo sabe?â Indagou. Sem sarcasmo, sem ironia, sem mençÔes sobre Kit â porque falar sobre ele com Jonathan era uma partida perdida, e porque de qualquer forma, estaria certo. Ele saberia como criticĂĄ-lo, e ela perderia a razĂŁo em defendĂȘ-lo com falĂĄcias. Agora era apenas sobre April James. April James e a peculiar curiosidade sobre como Jonathan P. Altman poderia tĂȘ-la feito menos miserĂĄvel naquela noite, como nĂŁo quisera deixar ninguĂ©m perceber que estava.
 A atenção Ă s palavras de Jonathan tomaram o controle de seus olhos, buscando a figura do homem mais velho com agilidade pelo salĂŁo tĂŁo bem decorado. Olhou, da forma que pode, pela lateral, prĂłxima ao ombro do Altman, como se o mesmo pudesse protegĂȘ-la da descoberta de uma encarada indiscreta a qual ela exageradamente tomava conta para que nĂŁo fosse percebida. Ainda que com as orbes claras grudadas na figura bem humorada do juiz, os ouvidos estavam bem atentos nas palavras de seu veterano. De forma alguma April duvidada das habilidades de J.A, afinal, se nĂŁo reconhecesse, nĂŁo havia motivo para buscar superĂĄ-lo e respeitĂĄ-lo ao mesmo tempo. Os olhos esverdeados encontraram os tambĂ©m claros do mais alto na primeira menção de movimento. Era a primeira vez que April via-se tentando decifrar a cor e as nuances das verdades nos belos olhos de um Jonathan que as esfregava em sua cara naquele momento, e lhe deixava sem palavras para respondĂȘ-lo. E isso raramente acontecia. âJonathan, eu-...â O afastamento dele e o seguimento de seus planos fizeram com que a James calasse a boca. Recompondo-se rapidamente, sorriu para o homem respeitĂĄvel em um belo terno, saudando-o com um de seus mais finos sorrisos e a partir dali, dando inĂcio a uma conversa agradĂĄvel. Olhando por cima do ombro de McAbbot, April acompanhou as costas de Jonathan como se ele fosse alguĂ©m que nunca vira na vida, mas que repentinamente, e Ă contragosto, lhe fizera falta.Â
O contato que Jonathan diretamente lhe proporcionara gerara um fruto interessante para April, que com sucesso fora convidada para um segundo jantar apĂłs o juiz mencionar o nome de seu pai. Todavia, sentiu-se um fracasso imediatamente, levando em consideração o que o Altman havia feito por ela. Jonathan conseguira aquele contato por si sĂł, em meio Ă s suas centenas de qualidades, enquanto ela se resumira a filha de juiz sem habilidade atĂ© mesmo para se apresentar sem a ajuda de alguĂ©m mais especial do que ela. ApĂłs despedir-se de McAbbot, inconscientemente seu olhar buscou a figura do veterano pelo salĂŁo. Encontrando-o prĂłximo Ă s grandes janelas de vidro do jardim, traiu a si mesma e viu-se caminhando atĂ© a figura altiva e delicada ao mesmo tempo, que a olhava de uma forma que nĂŁo sabia o que significava. Mas estava cansada e sentindo-se um lixo. Queria ir embora dali, mesmo conseguindo o que queria (embora nĂŁo do jeito que esperava). Tomou a frente antes que ele comentasse qualquer coisa sobre sua expressĂŁo de derrota. âTrĂ©gua. Por hoje. VocĂȘ jĂĄ provou mais do que eu precisava comprovar em menos de quarenta minutos.â E, daquela forma, Jonathan com certeza deveria saber que aquela era a forma que April James tinha de expressar-se e dizer que estava lhe dando razĂŁo. Sobre aquilo e sobre tudo.
ohletshunteranerdâ:
Embora tivesse pronta certeza de que a aproximação e as gesticulaçÔes sequenciadas de April tivessem o provĂĄvel intuito de distrai-lo, ela havia conseguido chegar num ponto. Embora Liam Hunter fosse completamente contra a ideologia de passar pano para qualquer situação, especialmente quando envolvia a maioria âopressoraâ do campus tais quais eram as zetas e os alphas, ele acabou pego e distraĂdo nos olhos da James que mesclavam um verde acastanhado interessante, ou assim lhe pareciam. Todavia, balançando a cabeça negativamente, como quem volta de um transe, Hunter fitou a outra com atenção. - SimâŠNa verdade, Ă© um argumento bem vĂĄlido. MasâŠVocĂȘ sabe que afirmar que mente bem nĂŁo retifica o questionamento e sim, ratifica, nĂ©? Ă claro que vocĂȘ sabe⊠- Assentiu. - De toda forma, obrigado novamente por nĂŁo me entregar, Ă© claro que vocĂȘ sairia dessa mais ilesa que eu, se assim quisesse. E simâŠ.Aparentemente estĂĄ. O queâŠVocĂȘ sabe, pode ser uma qualidade, desde que vocĂȘ sabia quandoâŠO que eu acho que vocĂȘ deve saber. - Afirmou, sem querer entrar em um novo embate, jĂĄ que haviam acabado de sair de uma situação complexa. - BemâŠIsso Ă© um elogio tambĂ©m, certo? DigoâŠJornalistas nĂŁo deviam ser comprometidos com a verdade? - Questionou erguendo uma sobrancelha, antes de pigarrear complemente sem jeito a segunda pergunta. - Bem, pela sua irritação com o apelido, acho que se eu tivesse e chamasse, elas deixariam de ser, hm?
A resposta corretiva do Hunter fez com que April risse um tom abaixo e num volume ainda mais discreto, interessando-se â surpreendentemente, nĂŁo de uma forma irritadiça como sempre fazia quando a retrucavam â pela forma com a qual o estudante mantinha seu ponto claramente firme, como era de se esperar da James. Talvez fosse o modo como Liam era compassivo com a direção de seus argumentos, tentando evitar qualquer conflito com ela. April adorava pessoas mansas, porque eram de fĂĄcil acesso e tato. NĂŁo precisava de tanto para devorĂĄ-los, mas era divertido quando tinham pontos e ideias a defender. Era como um exercĂcio mental. âĂ claro que sei. SĂł estou tentando dizer que sĂł minto pelos motivos certos.â O flerte nunca fazia parte de seus debates e discussĂ”es, mas nĂŁo conseguira evitar a pequena brincadeira enquanto o moreno formulava seu agradecimento, provavelmente tentando fazĂȘ-lo de uma forma que nĂŁo o comprometesse muito enquanto o encurralava. âSe estĂĄ tĂŁo agradecido, entĂŁo uma hora vocĂȘ me paga de volta, Hunter. Uma mĂŁo lava a outra.â April trocara o sorriso casto pelo levantar de um dos lados dos lĂĄbios finos. Como uma futura advogada, gostava muito de acordos. Muito. A resposta para sua provocação sobre a falta de habilidade de mentir do rapaz surpreendeu a James, fazendo-a rir de novo. âSim, Hunter. Acho que pode levar como um elogio.â Numa situação daquelas, seguindo o protocolo de sua personalidade mais amarga, ter que manter aquele contato seria irritante e estressante para a morena, mas inesperadamente, a aura inocente e livre de maldade que Liam tinha bloqueava a sensação de mau humor. Estava sendo... AtĂpico. Encarando-o com os olhos claros levemente apertados, em sinal de reconsideração, negou com a cabeça, demorando alguns segundos pra responder. âNa realidade, atĂ© que foi meio... Foi ok.â Encolhendo os ombros e revirando os olhos em concordĂąncia consigo mesma num sinal de anĂĄlise e contentamento, fitou-o novamente, com o mesmo sorrisinho cretino. Alguns segundos de silĂȘncio foram suficiente para que a garota soltasse levemente o ar pelas narinas, em um riso curto e mudo. âFica esperto de agora em diante, Hunter.â Levando uma das mĂŁos atĂ© o zĂper da jaqueta dele, subiu as mĂŁos atĂ© que ajeitasse a gola, sem encarĂĄ-lo, mas perto o suficiente para que a presença de seu corpo fosse marcante o bastante. âE vĂȘ se nĂŁo me segue de novo. NĂŁo vai achar nada mais do que uma estudante comum do campus.â E mostrando mais uma vez que entendia entrelinhas tĂŁo bem quanto um estudante de jornalismo, April afastou-se com seu novo sorrisinho, lhe dando um tchauzinho ao andar de costas, antes de tomar seu rumo. Garoto engraçado, esse tal de Hunter.Â
control-alt-del-rpâ:
Adderall para se concentrar. Riss para dormir. HĂĄ exatos cinco dias, era tudo o que o jovem Altman vinha consumindo. A logĂstica por trĂĄs da parada no ĂĄlcool e mesmo nos cigarros, vinha da necessidade de parecer ligeiramente mais composto do que o normal. NĂŁo que no geral a vida medicamentosa de Alt estivesse exposta para todos verem, pelo contrĂĄrio, era muito discreto sobre as medicaçÔes que tomava - ao menos sobre as sabidamente prescritas. De toda forma, o uso advertido de substĂąncias aquela semana, fazia a aparĂȘncia do rapaz parecer melhor do que costumava ser. Os fios de cabelo mantinham-se no lugar graças a pomada que usara ao sair da delta, a camisa de linho off white encontrava-se perfeitamente ensacada na calça azul marinho e por baixo do blazer - que aquela altura, havia ficado no armĂĄrio de casacos. O fato Ă©: Ele estava perfeito para a reuniĂŁo do grupo especial do Dr. Lindermann, o qual apĂłs passar quase uma semana bajulando o homem sobre seus artigos de Ă©poca de faculdade e lançar emails e contatos para cerca de metade dos membros daquele local, havia conseguido entrar. Se havia uma coisa que sua mĂŁe havia lhe ensinado Ă© que o mundo dos espertos Ă© essencialmente formado pelos contatos certos, dessa forma, o rapaz fazia questĂŁo em tĂȘ-los. A prova disso era que mesmo que estivesse odiando todo o roteiro e histĂłrias de viagem de Maverick e Ella Bishop, juristas relevantes de LA, ria para eles como se os achasse as pessoas mais divertidas da Terra, se afastando dos mesmos apenas apĂłs pedir licença, por perceber a entrada de algo, de fato, interessante. April James e seus fios impecĂĄveis presos acima de sua cara de novata no ambiente haviam adentrado o salĂŁo. Apesar da vontade de caminhar atĂ© lĂĄ, Alt sabia que April jamais controlaria a indignação de vĂȘ-lo no local, assim, caminhou quase despretensiosamente atĂ© uma das laterais do salĂŁo, prĂłximo a a mesa em que alguns cartĂ”es de perguntas se encontravam, a taça de vinho verde que tomava - tentando manter, Ă© claro, o equilĂbrio, afinalâŠninguĂ©m gosta dos cem por cento sĂłbrios em uma reuniĂŁo como aquela - foi a boca quando um gole pequeno de bebida foi tomado antes de a pergunta ecoar. Os lĂĄbios do inglĂȘs entortaram para o canto direito em um meio sorriso e entĂŁo apoiara a mĂŁo esquerda em seu bolso. - Porta da frente. NĂŁo foi nada difĂcil, luv. E vocĂȘ? - Disse, com tranquilidade, fitando a colega de classe. April era uma das poucas pessoas que usava o primeiro nome de Alt, e ele podia jurar que isso era feito como provocação. - Eu poderiaâŠMas, nĂŁo. E, obrigado, Apps, eu fico feliz de conseguir te surpreender tanto assim. O que eu posso dizer? Foi meu charme natural. OuâŠAlĂ©m de ir as festas da âkappaâ correr para o leite derramado, eu tenha me ocupado em fazer os contatos certos.Â
A resposta pronta de Jonathan em nada surpreendera a morena, mas nĂŁo podia deixar de sentir a irritação que subia de seu Ăąmago para o rosto, que provavelmente avermelhava-se de Ăłdio no momento. Respostas infantis como aquela geralmente nĂŁo lhe causavam mais do que desdenho, mas quando vindas dela, era como se houvesse recebido um tapa na cara de qualquer zeta desavisada de sua força de devolução. Tinha que relaxar. NĂŁo podia perder a compostura, nĂŁo ali. Altman podia ser tudo: desde um homem pomposo e nariz em pĂ© atĂ© um maldito sortudo que parecia nĂŁo precisar fazer qualquer esforço pra chegar onde estava agora, mas com certeza nĂŁo seria o motivo de seu descontrole. âVocĂȘ Ă© insuportĂĄvel, Altman. Pode ser um adulto e me dar uma resposta sĂ©ria pelo menos uma vez na sua vida?â Indagou, chegando mais perto ao ao que o sussurro parecia vindo da verdadeira April, a debochada que nĂŁo dava o braço a torcer. A resposta dele para sua segunda indagação fora a gota dâĂĄgua. Jonathan fazia questĂŁo de tocar nos pontos mais sensĂveis de sua vida e, pelo visto, havia acabado de encontrar uma ferida aberta e bastante recente para se cutucar. Fora um erro ter ido atĂ© Ă Kappa, ela sabia. Fora um erro chegar lĂĄ para encontrar e enxergar o que nĂŁo queria, e fora um erro ter se comportado de forma que fizesse com que outros comentassem e, por fim, a notĂcia chegasse aos ouvidos dele. Era ridĂculo que se encontrasse numa situação dessas. Era ridĂculo que fosse ele a pessoa a lhe colocar nessa posição. âOh, quem sabe seja isso, entĂŁo. Porque me surpreende vocĂȘ ter tempo de fazer tantos contatos certos e trabalhar tanto pra conseguir estar aqui quando tudo o que parece fazer Ă© cuidar da minha vida. VocĂȘ se diverte, Jonathan? Isso tudo Ă© interesse em mim?â O tom suave e atencioso contra a audição do veterano do curso de direito velava a agressividade complexa que nĂŁo expunha Ă ele. No ano passado, quando começara estudar na USC, Jonathan parecia o tipo de homem inalcançåvel, apesar de sua sociabilidade e de como fazia tudo parecer tĂŁo fĂĄcil. Monitor e queridinho dos professores mais prestigiados, era intocĂĄvel, como atĂ© hoje. Imponente, importante e perfeito. Apesar da competição, nĂŁo podia negar que tambĂ©m havia aprendido muito com ele durante o primeiro ano, mesmo que nĂŁo fosse admitir. Tinha para si que o Altman nunca se conformara que ela prĂłpria alcançara seu nĂvel com seu esforço, e por isso implicava tanto. Ele a instigara, a fizera desejar ser melhor. A competitividade entre ambos sĂł crescera entĂŁo e, agora, via-se presa nesse ciclo vicioso que nĂŁo conseguia largar, porque nĂŁo queria perder: era ela ou ele. âPor que vocĂȘ nĂŁo me explica por que vai tĂŁo baixo pra tentar me desestabilizar?â Mais importante do que isso, era ela tentar entender como ele conseguia. Com a banda tocando ao fundo, e como se nem mesmo estivessem discutindo algo sĂ©rio, a morena posicionou-se automaticamente entre os braços do mais velho, assim como todos os outros pares que estavam começando a dançar, assim como eles. âVocĂȘ nĂŁo ganha muito com isso, entĂŁo nĂŁo entendo.â
ohletshunteranerdâ:
Naquela noite, houveram diversos momentos quando April James em nada se pareceu com a April James idolatrada por todos no campus. Uma delas fora quando a flagrara invadindo o prĂ©dio administrativo, outra, com a fala levemente rude, que para Liam, poderia tranquilamente ser justificada pelo susto e a adrenalina de quase ter sido pega. O que surpreendera o jovem Hunter, no final das contas, nĂŁo foi a leve grosseria que deixara o rapaz com o âpĂ© atrĂĄsâ e sim, o quĂŁo rĂĄpido a zeta mudara de posicionamento. Os lĂĄbios de Hunter prensaram entre si antes de responder qualquer coisa, ponderando se entrar em um debate com April nĂŁo sĂł sobre a situação mas, sobre sua postura, era algo relevante. Eles provavelmente sequer contactuariam novamente caso simplesmente ignorasse aquilo e fingisse que nada havia ocorrido. Os olhos apontaram para o chĂŁo, demorando alguns segundos ali, as mĂŁos se enfiaram ainda mais no bolso e o kappa acabara por tomar fĂŽlego para o pouco tempo de coragem que viera a seguir. - Eu estou bem⊠Eu sĂłâŠEu nĂŁo sei, vocĂȘ se recompĂŽs de tudo assustadoramente rĂĄpido. O que, vĂĄ por mim, nĂŁo Ă© uma critica sĂłâŠNĂŁo Ă© a primeira vez, Ă©? - Ergueu uma das sobrancelhas, fitando a outra. - Digo, eu nĂŁo pergunto isso como forma de julgamento ou nada parecido masâŠVocĂȘ mentiu com muita tranquilidade para alguĂ©m que nĂŁo mente.Â
Embaralhado em palavras mais uma vez. Por mais que houvesse ficado curioso, a Ășltima coisa que Liam queria era ofender a James de alguma forma. Ele havia, na verdade, ficado intrigado com toda a situação, e apenas frisado sua teoria que por trĂĄs de toda a perfeição embutida sobre a zeta, havia algo ou talvez diversas coisasâŠde errado. - Eu sinto sobre o apelido, aliĂĄs. DigoâŠFoi a primeira coisa que pareceu convincente, afinal, uma garota com vocĂȘ ouvir um apelido idiota como esse de alguĂ©m como eu e nĂŁo retrucar, fazia o que vocĂȘ contou parecer mais verĂdico. - disse simplesmente, dando de ombros, apesar de ter ficado um pouco nervoso apĂłs a reclamação.Â
Hunter era menos babaca e estĂșpido do que pensava. Na realidade, esperto por conseguir ler o que a maioria ou nĂŁo tinha habilidade de fazĂȘ-lo ou entĂŁo simplesmente ignorava e era condescendente com suas açÔes naquele lugar. TambĂ©m era corajoso por ousar chegar Ă conclusĂŁo de que ela nĂŁo devia ser verdadeira, apesar de ter escolhido suas palavras tĂŁo bem. Ele era um estudante de jornalismo, afinal, sabia como usĂĄ-las. Isso a fez pensar melhor no que deveria respondĂȘ-lo. ApĂłs o incidente, esperava que cada um seguisse seu caminho sem mais perguntas, mas a petulante curiosidade dele estranhamente lhe deixara um pouco nervosa e mais ressabiada sobre o que ele era capaz de fazer. A sobrancelha arqueada dele a fez arquear a prĂłpria tambĂ©m, um pequeno sorriso. âOra, Hunter...â Começou, levando as mĂŁos para trĂĄs do corpo e juntando-as, como se tudo o que haviam passado fosse algo completamente normal. âEu acho que nunca conheci nenhuma pessoa que nunca mentiu na vida. Todos nĂłs fazemos isso, seja para o nosso bem ou o bem de quem nos importamos. NĂŁo que isso deva virar um costume, e seria pĂ©ssimo que uma estudante de direito dissesse o contrĂĄrio pra vocĂȘ,â A morena riu brevemente, aproximando-se. âmas talvez seja exatamente por isso que eu tenha essa habilidade de mentir tĂŁo bem.â
âMas eu agradeço o... Elogio? Aparentemente estou sendo verdadeira, nĂŁo acha?â E dessa forma, April James sempre desconversava e levava a conversa pra onde queria. âApesar disso, o apelido te entregou tambĂ©m. E agora eu acho que vocĂȘ Ă© um pĂ©ssimo mentiroso.â Concluiu, encostando-se na parede ao lado dele com o ombro, de frente para o garoto. âMe conta. Ă assim que vocĂȘ chama as suas namoradas?â Provocou, numa distĂąncia pouco segura, no intuito de encurralĂĄ-lo sem que ele percebesse ser de propĂłsito.
xmasonxâ:
A cozinha, por algum milagre, encontrava-se deserta. Se nĂŁo fosse pela presença dele e de April ali, aquele cĂŽmodo pareceria ser inexistente para a casa. Se perguntou se o dono da festa havia colocado uma regra muito explĂcita sobre o local e agora ambos estavam ali quebrando a tal regra, e quebrando feio, afinal, atĂ© colocar April sentar no balcĂŁo ele jĂĄ havia feito. Tentava abster quaisquer pensamentos maldosos sobre a garota de sua cabeça, era claro que salvar April James de uma tamanha vergonha nĂŁo estava em sua lista de prioridades, mas aquela nĂŁo era a primeira vez que ele agia antes de pensar, havia puxado aquilo de seu pai. Deuses, ele nunca vira alguĂ©m demorar tanto tempo para beber uma ĂĄgua, porĂ©m, se ouvir as baboseiras proferidas por ela fosse o preço a pagar, ele estava disposto. As informaçÔes dadas por ela sĂł serviram para confirmar as suspeitas de que ela estava ali apenas para causar ciĂșmes a Kit, o ex-namorado. âEu achei que vocĂȘ era melhor do que isso, April. Ă Ăłbvio que vocĂȘ Ă© bem mais bonita que as duas e o idiota Ă© o Daugherty.â, ele deu de ombros, percebendo em seguida que talvez tivesse sido sincero demais naquelas palavras, passando a impressĂŁo errada a ela e principalmente, correndo o risco de quebrar sua imagem de mal moço. Pigarreou antes de voltar a encarĂĄ-la. âEu acho que a dança vou passar e a bebida nĂŁo cabe mais dentro desse seu corpo, nĂŁo quero levar ninguĂ©m atĂ© o banheiro.â, deu de ombros, em seguida estendendo a mĂŁo para ela. âMas a piscina eu aceito.â, ele nĂŁo tinha ideia do porque estava aceitando o convite, mas talvez diverti-la e fazĂȘ-la esquecer do entĂŁo amigo fosse ser o seu highlight da noite e com certeza seria mais divertido do que apenas encostar num canto e observar o movimento, que era o que ele costumava fazer. Assim que ela aceitou a mĂŁo, começou a caminhar com ela em direção Ă piscina. âSĂł nĂŁo vĂĄ tirar a ideia errada disso daqui, ok?â, impĂŽs. Aquele tipo de garota tinha a incrĂvel mania de se apaixonar rĂĄpido demais e essa era a Ășltima coisa que ele queria.
Sentada no balcĂŁo, tudo o que April fez depois de beber a ĂĄgua que ele lhe ajudara a tomar foi alcançar um copo de bebida qualquer de cima do mesmo, de forma gatuna virando-o mais uma vez como afronta ao Gerritsen. O homem nada tinha feito para receber algo do tipo, mas era como se fosse uma criança respondona que queria mostrar do que era capaz de fazer. April James nĂŁo era uma garota fraca. NĂŁo a garota fraca que Mason estava pensando que ela era, como queria insinuar com suas palavras sobre seu ex-namorado traidor. A forma como o entendia a protegia do elogio que parcialmente a consolava, porque nĂŁo queria sentir que ele estava fazendo algo bom por ela. Isso a deixava sensĂvel, e isso era inadmissĂvel em um momento como aquele. O jogador de futebol realmente pensava daquela forma? Ou sĂł estava tentando fazĂȘ-la parar de dar problema? âPensei que vocĂȘ ia defender o seu amigo, Mason. Ele te disse por que terminou comigo?â O sorriso trĂȘmulo da garota bĂȘbada mostrava-se estĂĄvel, escondendo o medo da rejeição. Se ele sabia, entĂŁo ele tambĂ©m pensava o mesmo que Christopher? Que ela era uma cretina trapaceira? Ou o que ouvia de algumas zetas mais novas, serĂĄ que o Gerritsen pensava que ela era uma vaca manipuladora e insuportĂĄvel? Porque tinha medo de jĂĄ ter se perdido no personagem. NĂŁo queria mais pensar naquilo. NĂŁo queria pensar em Kit, nĂŁo queria pensar no desrespeito velado das zetas, ou sobre sua reputação antes intacta no momento sendo questionada por alguns. Ela queria esquecer e se divertir. A resposta de Mason viera apenas para consolidar o fato do que precisava fazer: qualquer coisa que a entretesse de seus problemas diĂĄrios e, se nĂŁo fosse o ĂĄlcool a fazer isso, seria o Gerritsen. Aceitou a mĂŁo dele para descer do balcĂŁo, abraçando-o pelo pescoço logo depois propositalmente com o intuito de se equilibrar. âAcho que eu nĂŁo sou tĂŁo detestĂĄvel assim, nĂ©?â Sorriu, arrastando os lĂĄbios no queixo dele atĂ© os lĂĄbios, selando-os rapidamente antes de soltĂĄ-lo e puxĂĄ-lo pela mĂŁo atĂ© a parte externa do jardim. Estava particularmente frio, entĂŁo nĂŁo havia muitas pessoas fora da casa, o que por vez era culpa do esquecimento sobre a piscina aquecida. âQue ideia errada eu tiraria disso, Gerritsen?â Perguntou com a voz arrastada, querendo saber onde aquilo ia dar. Soltando a mĂŁo grande, estendera os braços para os lados enquanto dançava a mĂșsica que soava em um volume aceitĂĄvel de dentro da casa, confortĂĄvel para que conversassem e mesmo assim escutassem o som. Deu alguns passos para trĂĄs por ter rodado muito, tonta e um pouco enjoada, mas o encarou, sorrindo. âAcho que quem tĂĄ tirando alguma ideia errada disso Ă© vocĂȘ.â Devolveu, começando a tirar a roupa, atĂ© ficar apenas com a lingerie. Ora, ela nĂŁo iria pular na piscina com as peças impecĂĄveis que usava, certo? âVocĂȘ vai vir ou vai ficar olhando?â

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VocĂȘs sĂŁo bem curiosos sobre o que eu penso do Gerritsen, certo? Aqui, Ă© tudo o que posso dizer sobre ele.Â
SATIN: what is your most favorite article of clothing?
Eu sou apaixonada por blazers, saias xadrez e cardigans, porque sĂŁo confortĂĄvel e combinam com muitas peças, assim como os oxfords com salto. No verĂŁo, eu uso muito vestidos e saltos anabela que combinem com eles. Jeans, baby looks e regatas com uma cor apenas (como branco, ou rosa) tambĂ©m sĂŁo bem recorrentes no meu guarda roupa. Ă provavelmente a Ă©poca do ano em que eu mais gasto dinheiro, inclusive. No mais, eu amo o uniforme das cheerios e o nosso famoso tĂȘnis branco. NĂŁo sĂŁo lindos?
â maybe someday we will be two people meeting again for the first time . â (mason)
Mais uma briga. Tinha certeza de que se ambos fossem pessoas com gĂȘnios e visĂ”es sobre a vida diferentes, aquele tipo de coisa nĂŁo aconteceria. Conhecia Mason hĂĄ pouco tempo, mas sua relação com ele jĂĄ era tĂŁo intensa que por vezes se perdia sobre qual bandeira realmente levantava ao discutir com ele. Ele nunca fora um exemplo a seguir, apesar do coração que tinha certeza que deveria esconder, por mais que ele nĂŁo deixasse ninguĂ©m saber. Ela, pelo contrĂĄrio, sempre fora um exemplo a ser seguido, apesar de que nĂŁo tinha nada dentro dentro que fizesse jus Ă admiração dos outros, e ele sabia disso. Sabia, e por isso, a distĂąncia e o estranhamento sempre venciam a polaridade negativa e positiva que se atraĂam. E isso, estranhamente, lhe incomodava profundamente. âO hoje acaba com vocĂȘ saindo por essa porta, nĂŁo Ă©? Porque Ă© o que a gente faz, a gente foge.â Respondeu, antes que ele, de fato, saĂsse. âTudo bem, Mason. AmanhĂŁ vocĂȘ checa se uma nova versĂŁo minha surgiu magicamente na sua frente, jĂĄ que essa nĂŁo Ă© uma que vocĂȘ gosta.â
[ TIED ] your muse tying my muse down. (mason)
A meia luz do quarto dentro da Kappa era provinda da janela, a lua iluminando parcialmente a cama onde os dois corpos se encontravam enquanto o vento espalhava as cortinas claras. Ela permanecia por cima do corpo masculino, tocando-o, experimentando-o entre beijos e provocaçÔes contra seu pescoço e o peito largo, no qual arrastava delicadamente as unhas compridas atĂ© as laterais de seu corpo propositalmente atĂ© a borda da boxer, a qual puxara apenas para afrontĂĄ-lo. Mason tinha um perfume marcante e intenso que a inebriava, que a fazia suspirar contra a pele quente e a impelia a fazĂȘ-lo sentir o mesmo a cada selar necessitado. Ela gemia baixinho a cada toque mais ousado feito pelas mĂŁos experientes do Gerritsen no corpo curvilĂneo, mas assim que homem mencionara tomar o controle com as mesmas, a corda pronta do lado da cama fora apanhada em um movimento ĂĄgil, enquanto o distraĂa para buscar os punhos e prendĂȘ-los na cabeceira da cama do rapaz, amarrando-os com propriedade. Com sua surpresa, a James lhe presenteara com um sorriso de canto, como fazia em toda afronta muda entre ambos. âSe me obedecer hoje, prometo que nĂŁo vai se arrepender.â Murmurou, num Ășltimo selar intenso e demorado antes de descer os lĂĄbios peito e abdĂŽmen abaixo, entre os toques e arranhĂ”es. Abrira os olhos repentinamente, apesar disso.
Estava chegando com a cabeça próxima à virilha de Mason quando acordara, em um pulo. Olhara para os lados, ajeitando os cabelos completamente desconcertada pela peça que sua mente acabara de lhe pregar, como se Jasmyne e Callisto pudessem julgå-la mesmo sem saber o que se passava dentro dela enquanto dormiam na paz de Deus no quarto. Com as mãos tocando o rosto quente, estava chocada com o que seu subconsciente andava trabalhando. Logo ela, que o julgava tanto. Logo ele, que era tão insuportåvel para ela. Deus, precisava de um banho. Jå era sete da manhã e tinha que ir para o treino da equipe de corrida. Quem sabe assim, dispersaria um pouco de todo aquele absurdo. Pff. Mason Gerritsen. Deus, que vergonha.
Fmk
Vou participar pela graça, porque nĂŁo Ă© muito do meu costume começar com essas listinhas bobas.Â
f: @texflxres; @tomgxrcia; @kaikaibalao, @millsxphil (esses trĂȘs Ășltimos, me pergunto se me atraio por nerds. O primeiro nĂŁo vou me dar o trabalho de responder, nĂŁo me entendo). m: provavelmente vocĂȘs sabem quem, mas alĂ©m dele, @runningbackalexâ (um futuro promissor, nĂŁo?) e @xfrancescox (afinal, ele parece ter um pouco mais de classe que o resto dos meninos).
k: @control-alt-del-rp; @xmasonx; sem remorso.

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đ mason
Eu nĂŁo sei muita coisa do Gerritsen. Quer dizer, ele Ă© um Kappa, do tipo bad boy mas que vira e mexe faz freelance de fiscal de bebida em certas festas por aĂ, entĂŁo Ă© meio difĂcil entender qual Ă© a dele. Provavelmente gosta de colocar fogo nas coisas e Ă© bastante irritante quando quer, mas... NĂŁo sei. Ă difĂcil ver o que hĂĄ por dentro de uma pessoa que age da forma que ele age. Ăs vezes ele parece meio louco, Ă s vezes parece o tipo de cara legal demais pra se envolver com certas coisas no campus, e isso Ă© bem... Interessante. Tirando a parte de ele conseguir me tirar do sĂ©rio na maioria das vezes e provavelmente ter a capacidade de infernizar a vida de alguĂ©m, talvez eu deva ficar atenta aos prĂłximos passos desse cara. Sabe como Ă©, pra observĂĄ-lo e nĂŁo correr nenhum risco. Sim. Talvez eu mantenha os meus olhos nele.Â
"Are you sure about this?" (dave)
April respirou fundo, alisando o body preto na cintura e ajeitando a borda da legging reluzente de mesma cor no abdĂŽmen. Olhando-se no espelho ao checar os cachos e o penteado dos anos sessenta caprichosamente feito, virou-se para Dave com toda a certeza e confiança do mundo inteiro. âVocĂȘ quer o papel?â Indagou, caminhando atĂ© ele para ajeitar-lhe o topete recĂ©m feito, assim como desamassar a camiseta preta. no corpo bem desenhado âEntĂŁo temos que tirar a melhor vibração de um clĂĄssico. Ă o nĂșmero perfeito.â NĂŁo fora fĂĄcil convencĂȘ-lo, mas sempre contava com a sede inesgotĂĄvel do rapaz por ganhar. Nesse ponto, eles eram a dupla perfeita, e que quĂmica mais especial dos musicais batia Olivia Newton-John e John Travolta em Grease? âEntramos em dez, OâConnor. Eu te prometo, a gente vai esmagar todos os outros.â Começando o aquecimento vocal incomum de ambos, com diversos âprrrr!!!â e âvruu vrruu vruuâ e âyahm yahm yahmâ, April e David entraram como se o palco da audição para a primeira peça do ano do clube de teatro fosse apenas deles.Â