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BYUN EUIJOO [&DAY ON] 2024 AAA VLOG
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I am so ill, like so so ill
SUNGHOON– “Presente vivo”
A sala estava cheia.
Decoração preta, dourada e vinho espalhada pelo teto, um banner com o nome dele e um bolo que exalava chantilly fresco. Havia gente falando alto, música ambiente, copos sendo erguidos e parabéns sendo cantado com exagero.
Mas Sunghoon só conseguia olhar pra ela.
Você circulava pelo espaço com uma taça na mão, rindo com os amigos, os cabelos soltos, a maquiagem impecável e um vestido preto colado no corpo curto, de alcinhas, e levemente transparente sob certas luzes.
Você não estava tentando provocá-lo.
Mas já o tinha destruído sem perceber.
A cada risada sua, a cada vez que cruzava as pernas sentada, a cada vez que se abaixava pra pegar algo e ele via a curva da sua bunda… ele precisava respirar fundo.
— Você vai me matar hoje — ele sussurrou baixinho, aparecendo por trás de você na cozinha, as mãos deslizando discretamente pela sua cintura.
Você sorriu, sem se virar.
— Eu te dei uma festa. Seja grato.
— Eu sou. Mas eu ainda tô esperando o presente de verdade.
— Bolo? — você provocou.
Ele colou o corpo no seu.
— Não, amor.
— Tô falando de você. De joelhos. Enrolada em fita. Esperando eu te rasgar inteira.
Você prendeu a respiração, o corpo todo em alerta.
— Hoon, tem gente aqui…
— E você acha que isso vai me impedir de te levar pro quarto agora?
Você virou o rosto, o olhar de aviso misturado com o arrepio no corpo.
Ele estava sério. Olhos escuros. Desejo estampado.
— Me espera quando todo mundo for embora — ele pediu, e depois completou, com a voz baixa e suja:
— Ou eu vou te foder contra essa pia, com as luzes da sala acesas.
⸻
Demorou. Mas a festa finalmente acabou.
Os últimos amigos saíram rindo, o resto do bolo foi pra geladeira, e você apagava as luzes da cozinha quando sentiu a presença dele atrás de novo.
— Agora a casa é nossa — ele disse.
Antes que você dissesse qualquer coisa, ele virou seu corpo com firmeza, ergueu você pela cintura e te colocou em cima da bancada da cozinha.
— Hoon…
— Você achou mesmo que ia usar esse vestido, sorrir daquele jeito, e que eu ia esperar como um bom menino?
As mãos dele já subiam por suas coxas.
— Eu passei a festa inteira te comendo com os olhos. Agora vou fazer de verdade.
Ele te beijou com força, a língua invadindo, o quadril pressionando entre suas pernas, e os dois gemeram juntos.
— Vamos pro quarto — você pediu, quase sem ar.
— Vai na frente.
— Quero ver você andando com esse vestido enquanto eu penso em rasgar cada centímetro.
Você desceu da bancada e foi andando, sabendo que ele vinha atrás.
E quando chegou no quarto, ouviu a porta se fechar com força.
Sunghoon estava ali.
O aniversariante.
Com fome.
Com sede.
Com você.
E o presente, agora, era só dele.
O quarto estava em penumbra, só uma luz baixa acesa na lateral da cama, e o silêncio pesava entre os dois como uma promessa.
Você estava encostada na parede, os olhos fixos nos dele.
Sunghoon caminhava até você com calma. Cada passo dele parecia escolhido.
Os cabelos bagunçados, a camisa social ainda aberta no peito, os olhos pesados de desejo.
Você o conhecia o bastante pra saber que ele não ia ser apressado.
E estava certa.
Quando ele parou à sua frente, não fez nada de imediato.
Só passou os dedos pelo seu rosto, descendo pelo pescoço, até alcançar o contorno do vestido.
Tocou com as pontas. Sentiu a textura.
E sorriu.
— Fica quietinha. Eu quero desembrulhar meu presente devagar.
Você assentiu, já sentindo a respiração falhar.
Ele se inclinou e beijou a base do seu pescoço, depois o ombro.
Mordeu com leveza, depois lambeu.
Uma mão desceu até sua coxa e começou a subir por baixo do tecido.
— Sabe o que foi pior na festa? — ele murmurou contra sua pele.
— Ter que fingir que não queria enfiar a mão aqui no meio e descobrir se você estava usando calcinha ou não.
— E agora? — você provocou, com a voz fraca. — Vai descobrir?
Ele te virou de costas e puxou a barra do vestido.
Subiu até onde queria, e riu contra a sua nuca.
— Vermelha.
— Você é cruel.
— Eu sou atenciosa — você sussurrou, sentindo o quadril dele roçar no seu.
Ele te virou de novo, colou a boca na sua e te beijou com uma calma desesperadora.
Beijo de língua, molhado, lento.
Como se já estivesse transando com você só ali.
Depois, se afastou e te guiou até a cama.
Sentou-se primeiro, e te puxou pra ficar de pé entre as pernas dele.
— Tira pra mim.
Você puxou uma das alcinhas do vestido. Depois a outra.
Deixou a peça cair devagar, revelando seu corpo em lingerie — aquela vermelha, que ele amava.
Renda, transparência e alças finas.
Tudo feito pra ele rasgar.
— Meu Deus… — ele sussurrou, passando a língua pelos lábios.
As mãos dele seguraram sua cintura e puxaram você pra mais perto, até ele enterrar o rosto entre seus seios.
Beijava, mordia, gemia contra a pele.
— Você é tão linda… tão minha…
Te deitou na cama com cuidado, subindo por cima do seu corpo, distribuindo beijos na barriga, no quadril, nas coxas.
E então parou.
— Eu quero você implorando.
— Hoje é meu aniversário. Eu escolho o ritmo.
Você gemeu quando ele desceu, tirando sua calcinha com a boca.
A língua dele tocou devagar, de baixo pra cima, explorando com paciência.
Lambia como se saboreasse cada segundo.
Dava beijos suaves, depois chupava com força.
Alternava pressão, usava os dedos pra abrir mais, enfiava a língua fundo.
Você arqueou o corpo.
Segurou os lençóis.
Chamou o nome dele entre gemidos.
— Hoon… por favor…
Mas ele não parava.
Só olhava pra você com os olhos escuros, famintos.
— Eu quero você tremendo pra mim.
— Hoje você vai gozar na minha boca primeiro.
Ele sugou mais forte.
O dedo entrou junto.
O ritmo aumentou.
Você gritou.
Sentiu o corpo todo se contrair.
Gozo quente, respiração entrecortada, o nome dele escapando em sussurros.
Quando abriu os olhos, ele estava de joelhos na cama, passando a mão pela boca com aquele sorriso sujo.
— Agora sim.
Ele tirou a camisa, depois a calça, sem pressa.
Subiu por cima de novo, os corpos colando, o pau dele roçando entre suas pernas molhadas.
— Posso entrar?
Você sorriu, puxando ele pela nuca.
— Já devia estar dentro faz tempo.
Ele te olhou fundo.
E entrou devagar.
Quando ele entrou, foi com lentidão.
Como se sentisse o corpo dela o envolvendo aos poucos, quente, apertado, pronto pra ele, só pra ele.
Ela gemeu contra o pescoço dele, os braços ao redor dos ombros, os corpos se encaixando como se fossem um só.
— Caralho… – ele arfou, com os olhos fechados.
— Tão molhada… tão apertada…
— Porra, isso tudo é pra mim?
Ela só conseguia assentir, sentindo cada centímetro dele a preencher, o quadril pressionando mais, até ele estar todo dentro.
Ficaram assim por alguns segundos.
Corpos colados. Respiração pesada.
O quarto inteiro em silêncio, exceto pelos suspiros e gemidos abafados.
Ele começou a se mover devagar.
Puxava quase tudo, depois afundava de novo, com força, com precisão.
— Me olha – ele pediu. – Eu quero ver sua cara quando você gozar em mim de novo.
Ela obedeceu.
Os olhos vidrados nele, a boca entreaberta, o corpo todo se contraindo.
Ele acelerou o ritmo.
O som molhado dos corpos batendo preenchia o quarto.
Os gemidos dela cresciam.
Ele segurava a cintura dela com força, depois subia as mãos pros seios, apertava, chupava, mordia.
— Você é minha – ele dizia, a voz rouca no ouvido dela.
— Só minha. Só eu posso meter em você assim.
— Só eu faço você gritar desse jeito.
Ela tremia por baixo dele, os dedos cravados nas costas suadas, o corpo se curvando a cada estocada mais funda.
— Porra, Hoon… mais… mais…
Ele virou o corpo dela com habilidade, colocou de lado, levantou uma perna dela por cima do próprio quadril e meteu de novo, ainda mais fundo.
Cada estocada fazia o ar sumir dos pulmões dela.
— Vai gozar pra mim de novo – ele disse, com os olhos cravados nela.
— Agora.
E ela gozou.
Gritando o nome dele, o corpo tremendo, os olhos revirando.
O prazer atravessando tudo.
Ele segurou mais um pouco, até não aguentar.
Enterrou-se até o fundo, gemendo forte, e gozou junto.
Longo. Profundo. Todo dele.
Caiu sobre ela, suado, ofegante.
A boca colada no ombro dela.
Por alguns segundos, ficaram assim.
Corpos misturados.
Respiração voltando.
Então ele se virou de lado, puxou ela pro peito e beijou a testa, o cabelo, a ponta do nariz.
— Feliz aniversário pra mim – ele murmurou, com um sorriso bobo.
— Ainda tem bolo na geladeira – ela sussurrou, rindo fraca.
— Não quero bolo.
— Não?
— Quero de novo.
Ela riu, se aconchegando mais nele.
— Ganancioso.
— Por você? Sempre.
𝙤𝙝 𝙡𝙤𝙧𝙙…
Entre beijos, sacolas e nós dois | Heeseung
A lista de compras estava amassada no bolso traseiro da calça dele, completamente inútil porque ela não parava de esquecer o que tinha que pegar. Na terceira vez que parou no mesmo corredor, Heeseung riu baixo, encostou a mão no braço dela e levantou uma sobrancelha.
— Você tá em outro planeta hoje, amor.
Ela piscou, desviou os olhos do pescoço dele que estava perigosamente exposto graças à gola aberta da camiseta.
— Há? Tô não. É que eu... tô pensando no jantar.
Ele soltou uma risada curta, aproximou o rosto, quase roçando o nariz no dela.
— Ah, no jantar? Sei. Deve ser uma receita bem suculenta pra te deixar assim, né?
A filha deles, no carrinho, mastigava um biscoito de polvilho e assistia tudo com aqueles olhinhos atentos, sem entender nada. SN tentou disfarçar, virou de costas, pegou qualquer coisa da prateleira só pra fingir que estava focada em algo que não fosse a forma como o peito dele subia e descia tão perto.
Mas era impossível. Cada detalhe dele hipnotizava. O jeito como empurrava o carrinho com uma mão, a outra segurando o pacotinho de biscoito pra filha, o sorriso preguiçoso quando alguém da fila do caixa sorria pra eles, achando bonito demais aquele casal jovem, alinhado, tão absurdamente bonito junto.
Quando estavam na fila, ela nem escutou o valor das compras. Só percebia o pulso dele, as veias saltadas quando ele pegava o cartão na carteira, os dedos longos passando de leve na palma dela quando ele pediu:
— Segura isso aqui rapidinho, princesa.
Ela quase gemeu só de sentir o toque, disfarçou com um pigarro, mas Heeseung percebeu. Claro que percebeu. Passou o braço na cintura dela, colou os lábios no ouvido.
— Tô te deixando com calor, é?
Ela virou o rosto, fingiu irritação.
— Cala a boca, Hee. Para.
Ele riu, soltou um estalinho na bochecha dela e foi pegar as sacolas.
No carro, ela encostou a cabeça no banco, apertou as coxas, tentando conter a sensação de latejo. O silêncio dele era ainda pior que qualquer provocação. Ele deixava ela remoer sozinha, porque sabia que cada curva que ele fazia com uma mão no volante e a outra no câmbio era uma tortura.
Em casa, a filha dormia no bebê-conforto. Ele tirou devagar, cuidou de cada movimento, a levou pro quarto, enquanto SN, de costas, guardava as compras com pressa, como se quisesse ocupar as mãos pra não usar em outro lugar.
Quando ele voltou, encostou na porta da cozinha, braços cruzados, olhar baixo, um sorriso torto nos lábios.
— Não vai nem me olhar agora?
Ela esticou o braço pra guardar o café no armário mais alto. O vestido subiu um palmo na coxa.
— Heeseung... não começa.
Ele caminhou devagar até ela, parou tão perto que o cheiro amadeirado do perfume dele encobriu tudo. Passou os dedos na nuca dela, no cabelo preso de qualquer jeito.
— Não vou começar. Quem começou foi você. — Ele riu baixinho, encostou os lábios na testa dela. — Desde lá no mercado, me olhando com esses olhinhos de quem quer ser fodida no provador.
Ela se encolheu, o rosto esquentou. Tentou afastar, mas ele segurou a cintura dela com uma força preguiçosa.
— Você acha que eu não sei quando minha mulher tá querendo? — Ele puxou o elástico do cabelo dela, deixando os fios caírem livres. — Tá toda molhadinha, não tá?
Ela gemeu contra o peito dele, o corpo cedeu sozinho. Ele a virou, prensou na bancada, a boca colada na orelha.
— Fala. Tá ou não tá?
— Tô... — saiu num sussurro.
Ele sorriu contra o pescoço dela, mordeu devagar, a respiração queimando a pele arrepiada.
— Então me deixa provar.
Ela mal conseguiu responder quando sentiu a mão dele escorregar pela lateral da coxa, subindo por debaixo do vestido com calma, como se tivesse todo o tempo do mundo pra saborear cada centímetro dela. Heeseung sorriu contra o pescoço, a voz baixa, arranhando o ouvido dela.
— Só não seja barulhenta... se a nossa bebê não acordar, a gente pode aproveitar muito mais.
A ameaça soou como uma promessa molhada entre as pernas dela. Ele afastou a calcinha devagar, os dedos roçando de leve na pele quente, escorregando fácil demais.
— Olha isso... — Ele riu, encaixando dois dedos, sentindo o encaixar pleno em volta. — Tá me implorando desde o mercado, né?
Ela segurou o ar, mordeu o lábio pra não gemer alto quando ele começou a movimentar os dedos dentro, devagar, tão devagar que era uma tortura. O quadril dela buscava mais, mas ele a manteve firme, o outro braço prendendo a cintura contra a bancada.
— Fica quietinha, amor. — Ele sussurrou, a língua passeando pela nuca dela. — Se fizer barulho, eu paro.
Ela gemeu engasgado, as mãos buscando apoio na madeira fria, o corpo todo tremendo. O som molhado de cada estocada de dedo ecoava baixo, só pra enlouquecer mais. Ele alternava a pressão, apertava o ponto exato lá dentro, enquanto mordia o ombro exposto.
— Hee... por favor... — saiu quase chorado.
Ele tirou os dedos devagar, lambendo a própria mão na frente dela, só pra provocar. Depois, com uma risada baixa, virou ela de frente, empurrou até sentar na bancada, as pernas abertas pra ele se encaixar entre.
— Só mais uma coisinha... — Ele beijou a boca dela rápido, depois desceu os lábios, passando pela clavícula, pelo decote, até se ajoelhar de novo. — Promete que não vai gritar.
Ela não conseguiu prometer nada, porque a língua dele encostou no ponto mais sensível, primeiro um beijo úmido, depois a sucção forte, lenta, que arrancou um soluço abafado na palma da própria mão.
Ele segurava suas coxas abertas, língua e lábios trabalhando com uma precisão cruel. A cada estocada profunda da língua, ele olhava pra cima, os olhos escuros, famintos, sorrindo contra a pele quente dela.
Quando sentiu o tremor espalhar pelas pernas dela, ele só intensificou, segurou firme, sugando até sentir o gosto dela se espalhar na boca. E antes que ela recuperasse o fôlego, ele se levantou, abriu o zíper da calça com uma mão, puxou a calcinha arrebentada ainda presa na coxa e se encaixou dentro dela com uma estocada só fundo, quente, rasgando com um gemido abafado na garganta dela.
— Shhh... tá quase acabando, princesa. — Ele mordeu o lóbulo da orelha dela, enquanto começava a se mover lento, depois rápido, depois ainda mais rápido, o som da pele batendo na pele misturado aos arfares contidos dela. — Não acorda a neném. Não acorda.
Cada investida dele fazia a bancada tremer, os pacotes de mantimentos caírem ao redor, mas ela não se importava. Apertava os ombros dele, arranhava a nuca, enterrava o rosto no pescoço dele pra conter o grito que insistia em sair.
Ele gozou sussurrando que a amava, que ninguém podia ter aquilo dela, que cada parte era só dele. Quando ela desabou mole, ainda toda quente, ele ficou ali, dentro, beijando cada parte, saboreando o silêncio satisfeito da cozinha bagunçada.
— Eu disse... se ela não acordasse... a gente aproveitava bem mais. — Ele riu contra os lábios dela, dando um último selinho preguiçoso.
Quando o fôlego voltou aos poucos, ela ainda estava sentada na bancada, as pernas bambas tentando encontrar força pra descer. Heeseung ficou de pé na frente dela, calça meio aberta, os olhos escuros devorando cada tremor no corpo dela.
Ele passou a mão na nuca dela, puxou pra um beijo calmo, lento, enquanto os dedos passeavam pela pele úmida das costas. Quando soltou os lábios dela, falou baixo, um sussurro que fez a espinha dela arrepiar de novo:
— Vem cá. Não terminei com você ainda.
Antes que ela protestasse, ele segurou firme pela cintura, ergueu como se fosse leve demais pra dar trabalho. Ela se agarrou nos ombros dele, ainda tonta, tentando conter um riso fraco misturado a um gemido.
— Hee... a bebê...
— Tá dormindo. E se acordar... — Ele deu um sorriso torto, mordendo de leve o queixo dela. — Vai ter que esperar.
Ele a levou assim mesmo, carregada, deixando um rastro de sacolas e mantimentos caídos pela cozinha. Chegou na sala, largou ela deitada no sofá, o vestido já completamente fora de lugar, o peito subindo e descendo numa urgência que queimava o ar.
Heeseung ajoelhou entre as pernas dela de novo, puxou o tecido pra cima, expôs cada centímetro da pele quente e úmida, sem pressa nenhuma pra esconder o olhar faminto.
— Abre as pernas pra mim, amor. Isso... assim... — A voz dele arranhava, grave, o sorriso safado não combinava com a delicadeza dos dedos que contornavam a entrada dela devagar, sentindo ainda pulsar do jeito que ele deixara na cozinha.
Ela gemeu baixo, tentando fechar as coxas, mas ele segurou firme, espalhando beijos pelo interior da coxa, mordendo de leve, subindo, roçando a barba rala na pele sensível até chegar de novo no centro dela.
Dessa vez, a língua foi lenta, explorando, saboreando, enquanto ele murmurava palavras baixas que se misturavam ao som dos estalos molhados que ecoavam pelo estofado do sofá.
— Tão deliciosa, meu Deus... olha o estado que fica pra mim... — Ele ria contra a pele dela, sugava, mordia, deixava a ponta do nariz roçar no ponto mais sensível só pra ver o quadril dela tremer, se erguer buscando mais.
Quando sentiu que ela estava à beira de novo, ele subiu rápido, abriu a calça por completo, segurou o rosto dela com uma das mãos, os olhos cravados nos dela.
— Olha pra mim quando eu entrar, princesa. Quero ver esses olhos virando de prazer.
Ela tentou falar algo, mas engoliu as palavras quando sentiu ele se encaixar de uma vez, fundo, devagar, empurrando até onde ela podia aguentar. O sofá rangia debaixo dos dois, o peito dela colado no dele, os beijos entrecortados por gemidos engolidos entre mordidas.
Heeseung não deixou espaço pra folga. Cada estocada era mais profunda, mais urgente, mais crua. Ele a elogiava, a chamava de coisa mais linda, minha mais, minha esposa deliciosa, enquanto a mão apertava a garganta de leve, o polegar roçando o canto da boca molhada de saliva e gemidos.
Ela gozou de novo, sem vergonha, sem som, só o corpo inteiro tremendo sob o dele, que não parou nem quando sentiu o pulsar apertando ainda mais ao redor. Ele se afundou até o limite, gemendo baixo, deixando o peso cair sobre ela quando finalmente explodiu junto, a respiração dos dois misturada no silêncio quente da sala.
Quando recuperou o ar, ele a beijou lento, cheio de risos abafados.
— Agora sim... acho que a neném ainda tá dormindo. — Ele mordeu o lábio inferior dela, rindo. — Quer tentar mais uma vez no quarto ou tá satisfeita por hoje?
Ainda ofegante, ela se aninhou no peito dele, os dedos brincando na nuca suada enquanto sentia o coração tentar voltar ao ritmo normal. Heeseung acariciava a coxa dela, os lábios espalhando beijos preguiçosos pelo ombro. Quando percebeu o corpo dela mais mole que nunca, sorriu contra a pele quente.
— Vem, amor. Banho. Antes que eu te jogue no tapete pra mais uma.
Ela deu um riso cansado, sem força nem pra protestar. Ele a ergueu de novo, como se não pesasse nada, caminhou até o banheiro com passos lentos, deixando um rastro de roupas pelo caminho.
A água morna encheu a banheira enquanto ele a despia por completo, com beijos calmos entre cada peça tirada. Quando a acomodou na espuma, ela soltou um gemido satisfeito, os olhos semicerrados, a testa encostada na borda de cerâmica.
Heeseung entrou junto, puxou o corpo dela entre as pernas dele, abraçou pelas costas, espalhando água pelos ombros, lavando cada marca que ele mesmo deixara.
— Assim... relaxa... — murmurava entre beijos na nuca, uma mão acariciando a barriga dela debaixo d'água, a outra passeando preguiçosa pelas coxas, mas sem intenção de recomeçar — só pra senti-la inteira, mole, entregue.
Eles ficaram assim por alguns minutos, até o choro baixo da bebê romper o silêncio calmo do banheiro. SN tentou levantar, mas ele segurou firme.
— Nem pense nisso. — Beijou a cabeça dela, a voz soou firme, carinhosa. — Eu cuido dela, e ainda guardo as compras. Você descansa.
Ela sorriu, ainda derretida, beijou o queixo dele, murmurou um eu te amo meio arrastado. Ele saiu da água primeiro, pegou a toalha, enrolou nela como se fosse a coisa mais preciosa do mundo, deixou um último beijo na testa antes de sair do banheiro.
Do corredor, ela ouviu a voz dele, suave, acalmando a filha, os passos pela cozinha enquanto ele recolhia as sacolas, fechava as portas de armário, e tudo voltava a ser o lar quente e calmo que era sempre que ele estava ali.
Na banheira, ela fechou os olhos, deixou a água morna levar o peso do corpo, sorrindo boba por saber que, em qualquer lugar do mundo, ele era o único capaz de deixá-la assim: exausta, satisfeita e completamente apaixonada.
Quando ela finalmente saiu da banheira, a casa estava silenciosa de novo. O cheiro de café fresco misturava com o perfume limpo que ele sempre usava, e o som suave de uma musiquinha infantil vinha do quarto ao lado.
Enrolada na toalha, caminhou devagar até o quarto, ainda mole, os cabelos úmidos caindo pelos ombros. Parou na porta e encontrou a cena que aqueceria o peito dela por dias: Heeseung deitado de lado, a bebê aninhada no peito dele, a respiração dos dois tão sincronizada que parecia ensaiada.
Ele a viu ali parada, sorriu largo, silencioso, e fez um gesto com a cabeça pra que ela se aproximasse. Ela foi, quase flutuando, deitou do outro lado, enroscando o braço na cintura dele, a mão pequena da filha se fechando na camiseta do pai.
— Pronto, minhas meninas... tudo guardado, tudo limpo, tudo mundo cheirosinho. — Ele falou baixinho, beijando primeiro a testa da bebê, depois a dela, demorando mais no último beijo, como se quisesse marcar cada pedacinho do rosto.
Ela suspirou, a voz embargada de cansaço e amor.
— Você é perfeito, Hee...
Ele riu baixinho, roçou o nariz no dela, o olhar tão cheio de promessa que fazia o coração dela disparar de novo.
— Eu sou teu. Isso já basta.
A bebê resmungou no sono, buscando o calor do peito dele. Heeseung ajeitou o corpinho pequeno, deu outro beijo na cabecinha dela, depois voltou os olhos pra mulher que era o centro de tudo.
— Dorme, meu amor. Amanhã eu faço café, cuido dela, e se você acordar boazinha... — Ele mordeu de leve o queixo dela, rindo baixinho. — Te deixo me olhar daquele jeito no mercado de novo.
Ela bateu de leve no ombro dele, tentando conter a risada, mas se entregou logo em seguida, fechando os olhos com o rosto colado no peito quente, ouvindo o som das batidas firmes que diziam, sem palavras, que ali era o lugar dela.
Ali era casa.

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Rotina, bancada e eu toda dele | JAY
A pia estava cheia de louça do jantar, a música baixinha tocando no celular largado no balcão. Jay estava de costas, mangas da camiseta dobradas até o cotovelo, água escorrendo pelos antebraços enquanto ele ensaboava cada prato com aquela paciência que deixava qualquer um hipnotizado.
Você parou na porta da cozinha, encostada no batente, braços cruzados, só observando em silêncio. Não era a cena mais romântica do mundo, mas pra você ele era lindo até lavando talher — concentrado, calmo, dono de tudo que era seu.
Deu alguns passos até chegar bem atrás dele, passou os braços pela cintura, colando o peito nas costas largas. O cheiro de sabonete misturado ao amaciante na camiseta dele fez sua cabeça girar.
Jay soltou uma risada curta, continuando o movimento da esponja, mas virou o rosto de lado para sentir seu nariz roçando no pescoço dele.
— Tá tentando escapar da sua parte, né? — perguntou, com aquela voz baixa, grave, carregada de riso.
Você respondeu sem vergonha nenhuma, apertando mais o abraço:
— Não. Só tô te olhando. Meu homem todo bonitinho... lavando prato.
Ele largou o talher de volta na pia, fechou a torneira devagar, respirou fundo como se contasse até três pra não te foder ali mesmo. Virou de frente, o olhar firme cravado no seu rosto, uma das mãos indo parar na sua nuca.
— Quer me distrair assim, é?
Você deu um sorriso safado, mas antes que pudesse responder, ele encaixou as mãos na sua cintura, te ergueu de uma vez e te sentou na bancada fria. A diferença de altura agora era perfeita: ele no meio das suas pernas, o peito roçando no seu.
— Minha casa... minha bagunça... e minha mulher me provocando? — Ele sussurrou, roçando o nariz no seu, a respiração quente, as mãos já escorregando por baixo da sua camiseta. — Tem certeza que quer começar isso aqui?
Você mordeu o lábio, fingiu inocência, mas foi ele quem terminou a brincadeira: colou a boca na sua, num beijo lento, profundo, língua buscando cada canto enquanto a mão dele firmava sua cintura, puxando pra frente, colando seu centro no volume duro dentro da calça dele.
Quando ele afastou a boca, sua respiração saiu tremida. Jay sorriu, perigoso, e murmurou baixinho, rouco:
— Vai me provocar assim na minha casa?
E antes de qualquer resposta, ele puxou a camiseta por cima da sua cabeça, espalhou beijos no pescoço, descendo até onde a pele esquentava mais, pronto para mostrar que rotina com ele nunca era só rotina.
Ele não deu tempo pra você pensar em nada. Assim que tirou a camiseta do seu corpo, deixou cair no chão, as mãos deslizaram pelas laterais nuas, parando na cintura. O peito dele roçava no seu, o calor se espalhava na barriga enquanto a respiração de Jay batia no seu pescoço.
— Abre mais as pernas. — Ele ordenou baixo, a voz arranhada, enquanto usava o joelho pra empurrar suas coxas ainda mais abertas, encaixando o corpo entre elas. — Assim... isso, minha garota esperta.
Os dedos dele puxaram o elástico da sua calça de moletom, arrastando pra baixo num movimento rápido, impaciente, até jogar a peça em qualquer canto do chão da cozinha. Você se apoiou nos ombros dele, os lábios entreabertos, o peito subindo e descendo rápido quando sentiu o toque quente dos dedos dele escorregando entre suas pernas.
— Tão molhadinha só de me ver lavando prato...? — Ele riu, cruel, colando a testa na sua enquanto o dedo médio afundava dentro de você sem pressa, devagar, explorando cada pulsar, cada gemido contido que tremia na sua garganta. — Fala pra mim.
— Eu... eu não aguento... Jay...
Ele tirou os dedos, lambendo devagar, saboreando o gosto de você, os olhos escuros cravados nos seus enquanto abria o próprio zíper, libertando a ereção pesada, vermelha, pulsando. A ponta roçou no centro molhado, fazendo seu corpo inteiro arquear na bancada fria.
Ele segurou sua cintura firme, encaixou devagar, mas fundo de primeira, arrancando um gemido sufocado nos lábios dele. A respiração dele ficou falhada no seu ouvido, o cheiro de sabonete e suor misturado ao seu cheiro inundava o ar da cozinha.
— Olha pra mim... — Ele ordenou, puxando seu queixo pra cima quando você fechou os olhos. — Quero ver sua cara toda manhosa enquanto eu te como aqui mesmo.
Ele se moveu devagar no começo, como se degustasse cada reação, cada aperto quente que fazia ele morder o lábio pra conter o grunhido rouco. Mas logo a calma virou urgência: as estocadas ficaram mais fortes, mais rápidas, o som da pele batendo na pele misturando com os estalos molhados do contato.
Você agarrou os ombros dele, as unhas marcando as costas através da camiseta ainda vestida. Jay soltou um riso abafado.
O balcão tremia, potes de tempero caíam ao lado, mas ele não ligava. Você choramingava o nome dele, o gemido engolido na boca dele a cada beijo faminto. Ele acelerou, uma mão na sua nuca, a outra segurando seu quadril no lugar, até sentir você se desfazer inteira ao redor dele, pulsando sem controle.
Ele mordeu seu pescoço, soltou um gemido grave e se afundou uma última vez, derramando tudo dentro, sem se mover por uns segundos, respirando pesado, a testa colada na sua.
Quando o corpo dele relaxou, ainda dentro, ele riu baixinho, roçando o nariz no seu rosto suado.
— Vai limpar essa bagunça comigo agora... ou quer mais, aqui mesmo?
Ele sabia a resposta. Você também. E o balcão da cozinha virou só o começo.
Ele ainda estava dentro de você quando te puxou do balcão, grudando os lábios nos seus num beijo sufocado, língua e dentes disputando quem deixava mais marcado. Jay respirava pesado, os olhos tão escuros que queimavam.
Ele se afastou só pra te olhar de cima a baixo, a camiseta dele no chão, sua calça esquecida na cozinha, a pele ainda brilhando do suor e do resto do tesão que ele mesmo espalhou em cada centímetro.
— Vem cá. Não acabei com você. — Ele pegou sua mão, te guiando pela casa, até jogar o próprio corpo no sofá da sala, sentando com as pernas abertas, o pau duro de novo, pulsando, ainda melado da primeira transa.
Ele bateu no próprio peito, um sorriso torto, aquele jeito perigoso de quem te desmonta só com um olhar.
— Sobe. Mostra que sabe usar isso aqui.
Você subiu sem pensar duas vezes, as pernas tremendo, encaixou o corpo sobre ele, a mão dele já posicionando a ponta na entrada quente, escorregando de uma vez, encaixar o corpo no seu.
— Tão linda assim pra mim... toda melada de mim. — Ele riu, a ponta roçando na entrada quente, só provocando, segurando firme sua cintura pra você não escapar. — Agora aguenta.
Ele entrou fundo, de uma vez, rasgando um gemido alto que ele abafou tapando sua boca com a mão. A outra segurava sua cintura como algema, puxando de encontro a cada estocada dura, ritmada, forte.
O som da pele batendo na pele enchia o quarto, misturado aos seus gemidos sufocados, o rosnado baixo dele a cada investida mais funda. Jay se inclinou sobre suas costas, mordeu seu ombro, sussurrando rouco, entre estocadas:
— Só minha. Só minha vadiazinha bonita... fala que é minha.
Você balançou a cabeça, arfando, sem conseguir falar direito. Ele riu, cruel, deu um tapa forte na bunda, que fez sua pele arder, antes de segurar seu cabelo, puxar pra trás, forçando seu peito a erguer do colchão.
— Fala. Ou eu paro.
— Sou sua... Jay... só sua... — saiu engasgado, quase um choro de tesão.
Ele gemeu, mordeu sua nuca e se enterrou até o limite, segurando você toda aberta pra ele até sentir as pernas tremerem, o prazer rasgar de novo dentro de você, quente, espesso, queimando tudo por dentro.
Quando o corpo dele relaxou sobre o seu, ainda dentro, ele riu baixinho, espalhou beijos preguiçosos na sua nuca, nos ombros, na bochecha.
— Vai fugir de mim? — Ele rosnou, segurando sua cintura com mais força, enterrando ainda mais fundo. — Não foge. Não na minha casa.
O peito ainda colado no dele, você mal conseguia se mexer em cima dele no sofá. Jay aproveitou cada segundo do seu corpo mole, as mãos passando preguiçosas na sua cintura enquanto o sorriso dele era só orgulho do estrago que fez.
Mas não era suficiente. Pra ele, nunca era.
Ele te segurou pela bunda, ergueu do colo e te jogou no ombro como se fosse nada. Você riu, tentou protestar, mas ele só bateu de leve na sua coxa, caminhando pelo corredor até o quarto, largando você na cama com o corpo virado de bruços.
— Não se vira. — Ele falou. — Fica assim. Bonitinha, de quatro, do jeitinho que eu gosto.
Você obedeceu, mãos enterradas no lençol, o coração disparado quando sentiu o colchão afundar atrás de você. Jay abriu suas pernas, espalhou beijos pela lombar, desceu mordendo cada pedaço da curva da bunda até fundo, rasgando um gemido que ele abafou mordendo o seu queixo.
— Isso... rebola pra mim. — A voz dele saiu grave, quase um rosnado. As mãos passeavam pesadas pela sua cintura, guiando o movimento, controlando a velocidade. — Bonita pra caralho... toda minha.
Você cavalgava devagar, depois mais rápido, as mãos nos ombros dele, o quadril descendo até sentir o peso dele esmagando o ponto certo lá dentro. Jay gemia baixo, a boca grudada no seu peito, língua quente lambendo, chupando forte, marcando cada pedaço que coubesse entre os dentes.
Um estalo ecoou quando ele deu um tapa no seu peito, só pra ver saltar mais ainda contra a boca dele. Você arqueou, gemeu alto, mas ele não deixou escapar: uma das mãos subiu até seu pescoço, apertou de leve, controlando o ar, os olhos cravados nos seus enquanto ele mordia o mamilo duro, sugava, gemia contra a pele.
— Rebola mais devagar... — Ele ordenou entre uma lambida e outra, o polegar apertando seu pescoço. — Quero sentir cada tremor... quero ver essa carinha implorando pra gozar.
Você obedeceu, o quadril ondulando lento, a fricção deliciosa misturando com o aperto do ar faltando. Jay riu baixo quando seus olhos reviraram, os gemidos saindo mais roucos.
Ele soltou o pescoço só pra dar um tapa no lado do rosto, de leve, um estalo que te fez gemer ainda mais alto.
— Gosta, né? Minha menina safada... tão linda cavalgando meu pau, toda manchadinha do meu tapa.
As mãos dele voltaram pra sua bunda, apertando, empurrando de encontro ao corpo dele a cada descida mais forte. Você já nem conseguia pensar em nada, só no som molhado, nos estalos, na voz dele:
— Isso... goza pra mim. Marca meu colo, vai.
Quando você explodiu, tremendo, quase caindo pra frente, ele segurou firme, gemendo rouco contra seu peito ainda na boca dele, gozando junto, enterrado até o fim, o corpo todo tenso, os dentes cravados no seio, marcando até doer gostoso.
Depois, ele soltou devagar, beijou a marca.
— Agora sim... — murmurou, saindo de dentro devagar, saboreando o gemido manhoso que escapou dos seus lábios. — Vem, banho. Vou lavar tudo isso aqui.
Ele te carregou no colo até o banheiro, ligou a água, te colocou embaixo do chuveiro quente, colou o corpo molhado no seu, lavando cada marca, cada lambança, cada tremor que ainda sobrava na sua perna.
Entre uma passada de sabão e outra, ele ria contra sua boca, murmurava que te amava, que da próxima vez ele te faria gozar no corredor, na escada, onde quisesse mas que agora, por hoje, você merecia descansar inteira, colada nele.
A paz depois da briga | NIKI
O barulho do portão batendo ecoou na rua silenciosa. Você saiu atrás dele, o coração socando as costelas, a raiva misturada com um nó na garganta que ardia mais do que o vento frio da madrugada.
— NIKI, VOLTA AQUI! — a voz falhou no fim, mas ele ouviu. Parou no meio do caminho, a respiração subindo e descendo forte, os punhos fechados ao lado do corpo.
Quando você se aproximou, viu o maxilar dele travado, os olhos escuros, perigosos, como se fosse explodir a qualquer segundo.
— Eu já falei pra você não ficar dando corda pra aquele babaca. — Ele cuspiu as palavras, a voz baixa, carregada de veneno. — Fica me testando por quê? Quer ver até onde eu aguento?
Você riu, amarga, engolindo o choro que insistia em subir.
— Não tava fazendo nada! A culpa não é minha se ele me chamou pra dançar! — E você foi, né? — Ele deu um passo pra frente, a ponta do nariz quase encostando no seu rosto. — Foi, riu, se esfregou, e depois vem dizer que tá tudo bem?
A raiva queimou na sua garganta, mas o peito pesava mais. Você empurrou o ombro dele, tentando abrir espaço, mas ele agarrou seu pulso com força, os dedos marcando a pele.
— Me solta, Niki. — Você sussurrou, odiando o tremor na sua voz.
Ele riu, um riso seco, de quem tá a um milímetro de perder toda a paciência.
— Soltar? Você acha que eu vou te soltar agora? Não, princesa. Não depois de me fazer passar de trouxa na frente de todo mundo.
Você puxou o braço de volta, os olhos ardendo, mas ele te arrastou pelo portão, abriu a porta do carro e praticamente te empurrou dentro. O barulho da porta batendo soou mais alto do que o seu peito estourando por dentro.
Ele deu a volta, entrou no banco do motorista, ligou o motor com um tranco seco. O silêncio dentro do carro era um campo minado só se ouvia a respiração de vocês dois, descompassada, quente, cheia de coisa não dita.
Ele acelerou sem olhar pra você, a mão segurando o volante tão forte que os nós dos dedos estavam brancos. Você engoliu o choro, virou o rosto pra janela, mas bastou ele falar baixo pra te fazer encarar:
— Olha pra mim.
Você não obedeceu. Ele soltou uma risada sombria, pegou seu queixo com a mão livre, virou seu rosto na marra, os olhos queimando nos seus.
— Vai me ignorar? Vai fingir que não sabe o que eu sou capaz de fazer com você quando me provoca?
Você abriu a boca pra responder, mas ele já tinha parado o carro numa rua escura, deserta, a respiração dele batendo forte no seu rosto. Num segundo, a mão que segurava seu queixo desceu pra sua garganta, apertando de leve, só o suficiente pra te lembrar quem mandava.
— Desce do banco. — Ele ordenou, a voz arranhada, misturada com um riso de quem perdeu o juízo. — Vem sentar aqui, do meu jeito.
Você engoliu em seco, abriu o cinto, passou pro colo dele, sentindo o cheiro misturado de perfume e fumaça de cigarro que ainda impregnava a camiseta dele. Ele não esperou mais nada: levantou sua saia, puxou sua calcinha de lado, encaixou a ponta na entrada molhada que te denunciava inteira.
— Tá molhada? Depois de toda essa merda? — Ele rosnou contra sua boca, enquanto descia você devagar, fundo, rasgando um gemido que ecoou dentro do carro abafado. — Fala. Tá molhada pra mim? Pra quem é?
Você tentou responder, mas ele começou a te guiar no colo dele, uma mão firme na sua bunda, a outra na sua garganta, controlando o ar, os gemidos, a sanidade.
— Hein? — Ele mordeu seu queixo, rindo baixo, sentindo você tremendo toda em cima dele. — Fala, vadia. Fala que é minha.
— Sou... sou sua... só sua, Niki...
— Então rebola. Quero ver a vadia que dança pros outros dançando no meu pau agora.
Ele te obrigou a subir e descer devagar, depois mais rápido, o som da pele batendo ecoando no carro fechado, o vidro já embaçado de tanto vapor. Cada estocada dele pra cima era forte, certeira, uma punição que te fazia gritar o nome dele engasgado.
A mão na sua garganta apertava e soltava no ritmo, os dentes dele arranhavam sua clavícula, subiam pra sua boca, misturando beijos duros com risadas baixas de quem te tinha na palma da mão.
Quando sentiu seu corpo inteiro tremendo, pronto pra explodir, ele gemeu no seu ouvido, a voz arranhada, suja:
— Goza. Vai. Marca meu colo, minha roupa, minha vida. Só minha.
E você obedeceu — molhando tudo, chorando de prazer, implorando por mais, enquanto ele gozava junto, enterrado até o fim, o carro rangendo com os tremores de vocês dois.
Quando o ar voltou, ele mordeu seu lábio, roçou o nariz no seu rosto, e sussurrou, ainda sem soltar a garganta:
— Da próxima vez que rir pra outro... vou te foder na frente dele.
E no fundo, você sabia que ele faria mesmo. O carro estava em silêncio, mas o som dos corações de vocês dois preenchia tudo — tão rápido, tão pesado, que parecia impossível respirar direito. O vidro todo embaçado, a sua perna tremendo no colo dele, a mão dele ainda na sua garganta, os olhos queimando na sua boca inchada.
Ele não se mexeu por alguns segundos, aproveitou cada pulsar quente em volta dele lá dentro, como se quisesse marcar cada milímetro. Então soltou sua garganta devagar, passando o polegar pela sua bochecha úmida de lágrima e suor.
— Olha pra mim.
Você abriu os olhos, e o sorriso torto dele apareceu, aquele sorriso de demônio satisfeito, mas faminto por mais. Ele puxou seu cabelo pra trás, beijou sua boca num estalo sujo, a língua bagunçando tudo outra vez.
Quando afastou, falou baixo, grave, voz arranhando de tanta raiva e tesão misturados:
— Vamo pra casa.
Ele respirou fundo, roçou o nariz no seu, mordeu seu lábio inferior, puxou até doer.
— Vou te comer até não lembrar nem o próprio nome, entendeu? — Ele riu, sem humor, a mão desceu pela sua cintura, apertou sua bunda, deu um tapa que estalou alto no silêncio abafado do carro. — Vou te deixar tão fodida que amanhã nem vai conseguir abrir essas pernas direito.
Você soltou um gemido fraco, tentando se segurar nele, mas ele já te ajeitava de volta no banco do passageiro, ainda respirando pesado, ainda duro dentro da calça que ele prendeu de qualquer jeito.
Ligou o motor de novo, acelerou como se estivesse fugindo de um crime uma das mãos no volante, a outra no seu joelho, subindo e descendo, lembrando que ele ainda mandava em tudo.
— Chegando em casa, você vai engatinhar pro quarto. Vai abrir essas pernas na minha cama. E vai agradecer por eu não te foder na sala mesmo.
O caminho até em casa foi uma tortura deliciosa cada farol, cada curva, ele parava a mão entre suas pernas, pressionava só pra ouvir sua respiração falhar de novo. Quando parou na garagem, desligou o carro e olhou pra você com aquele sorriso de fera prestes a devorar tudo outra vez.
— Vai. Sobe. Quero ver.
E você sabia: aquela noite só tava começando.
Assim que a porta da casa bateu, ele te empurrou pra dentro com uma força que misturava raiva, posse e uma fome que te fazia derreter só de olhar pra ele. Você tentou falar algo, mas ele segurou seu rosto, apertou suas bochechas com uma mão só, aproximou o rosto, rosnou baixo, a respiração batendo quente na sua boca.
— No chão. Agora.
Você engoliu seco, sentindo a pele do rosto quente sob os dedos dele. Ele te soltou bruscamente, recuou um passo, abriu o zíper da calça devagar, os olhos fixos nos seus como se cada segundo fosse um aviso de que não tinha volta.
— Ajoelha, vadia. Quero ver essa boca trabalhando direitinho pra compensar a palhaçada de hoje.
Suas pernas falharam quando você desceu, os joelhos tocando o piso frio do corredor. Ele tirou o pau duro, grosso, ainda úmido do carro, e encostou na sua boca, batendo de leve na sua língua exposta.
— Abre mais. — Ele sussurrou, o tom quase carinhoso, mas o sorriso sujo denunciava que não tinha nada de doce ali. — Isso... olha pra mim enquanto engole.
Você tentou segurar o ritmo, mas ele segurou seu cabelo na nuca, enfiou fundo de uma vez, a ponta rasgando sua garganta, o som molhado enchendo o corredor. Ele gemia baixo, a mão firme controlando a profundidade, puxando seu rosto pra frente, depois soltando só pra te ouvir engasgar.
— Tão linda... toda engolindo minha raiva. — Ele riu, um sopro rouco, os quadris acertando seu nariz a cada estocada. — Engole tudo, porra. Isso. Minha boca favorita no mundo.
Quando sentiu o estômago revirar de tesão, ele te puxou pelos cabelos, tirou você do chão num tranco, te jogou na cama de bruços, sem dar tempo pra limpar a boca lambuzada.
— Agora vou te rasgar direitinho. — Ele rosnou, ajoelhando atrás de você, abrindo suas pernas com pressa, o som do cinto caindo no chão enquanto ele alinhava de novo na entrada quente, inchada. — Pede. Quero ouvir.
— Niki, por favor... — saiu um soluço, misturando medo e vontade.
Ele sorriu, cruel, puxou seu cabelo pra trás, mordeu sua orelha, encaixou de uma vez — fundo, forte, sem dó, arrancando um grito engolido pelo colchão.
— Isso. Assim que eu gosto. — Ele gemeu no seu ouvido, cada estocada mais forte que a anterior, o som da pele batendo ecoando pelo quarto. — Toma. Toma tudo. Vou te arrebentar hoje.
Ele segurava sua cintura com uma mão, a outra espalmada nas suas costas, forçando você a ficar arqueada do jeito perfeito pra ele afundar até o limite. O som era sujo, molhado, imoral. A cada investida, ele dava um tapa na sua bunda, outro na lateral da coxa, marcando a pele quente, vermelha, sua.
— Vai gozar? Vai gozar assim, sem vergonha, toda aberta pra mim? — Ele rosnava entre grunhidos, os dentes raspando na sua nuca, os quadris martelando sem parar. — Goza então. Goza agora.
Quando seu corpo estremeceu, quebrando inteiro, ele segurou ainda mais firme, sentindo tudo apertar, puxando o próprio prazer num grito rouco contra sua orelha, derramando tudo dentro, quente, pesado, exausto — mas sem sair de dentro de você.
Ele riu, a respiração falhada, a boca mordendo sua pele enquanto o corpo dele pesava nas suas costas.
— Fica assim. — Ele sussurrou, ainda duro dentro de você. — Vou de novo. E de novo. Até lembrar quem manda nessa porra toda.
O quarto ainda tremia com a respiração dos dois quando ele saiu de dentro de você devagar, como quem reluta em abrir mão do que é dele. Você mal teve tempo de recuperar o ar Niki já agarrou sua nuca, forçou seu rosto contra o colchão, espalhou um beijo quente na sua coluna e rosnou baixinho:
— Banho. Antes que eu te foda aqui de novo e te deixe sem andar até amanhã.
Ele te puxou pelo braço, te arrastou pro banheiro, ligou o chuveiro na água quase fervendo. O vapor tomou conta de tudo em segundos, mas o calor real vinha dele ainda nu, a respiração cortando o ar, os olhos cravados na sua boca machucada de tanto engolir ele.
Você encostou na parede fria, tentando buscar fôlego, mas Niki não deixou. Pressionou seu peito com o corpo dele, o pau já duro de novo roçando na sua barriga, a água escorrendo pelos ombros largos, pingando na ponta do nariz enquanto ele mordia sua clavícula com força.
— Tá vendo? — Ele sussurrou, voz baixa, rouca de tesão e ódio contido. — Nem precisa de muito pra eu querer te comer outra vez.
Ele virou você de frente pra parede, o peito dele colado nas suas costas, a água batendo quente na pele sensível. Uma mão grande tapou sua boca, a outra guiou o pau dele de volta pra dentro de uma vez, sem pedir licença, sem delicadeza.
Você engasgou num gemido abafado pela palma dele, os quadris empurrando pra trás, querendo mais, querendo tudo. Ele riu no seu ouvido, a respiração quente misturada ao barulho da água estourando no azulejo.
— Shhh... a vizinhança não precisa saber como a minha putinha geme gostoso, né? — Ele rosnou, mordendo o lóbulo da sua orelha. — Fica quietinha, deixa eu brincar.
As estocadas começaram lentas, pesadas, fazendo o som molhado ecoar pelo boxe. A mão dele apertava sua boca, mas o quadril batia cada vez mais rápido, mais forte, o barulho da pele contra pele se misturava aos grunhidos baixos que escapavam da garganta dele.
De repente, ele tirou a mão da sua boca só pra virar seu rosto, forçando você a olhá-lo por cima do ombro. O olhar dele queimava escuro, faminto, perigoso.
— Tá aguentando? — Ele perguntou, mas não esperou resposta. Deu uma estocada tão funda que suas pernas falharam. Ele te segurou pela cintura, manteve você firme, sem dó. — Aguenta, princesa. É o mínimo depois de hoje.
A água quente caía na curva da sua coluna enquanto ele metia fundo, sem pausa, o som abafado dos gemidos engolido pelo vapor pesado no banheiro. Você tremia inteira, arranhava o azulejo, a voz falhando cada vez que o prazer subia mais alto que a vergonha.
Ele soube que você ia gozar antes de você abrir a boca. Sorriu contra seu pescoço, a mão descendo pra esfregar o ponto certo na frente, enquanto a outra segurava seu queixo, forçando você a manter os olhos abertos.
— Goza de novo pra mim. Assim. — Ele gemeu, a respiração dele quebrada, os quadris batendo sem misericórdia. — Isso, porra... toda minha.
Você explodiu, mole na parede, o corpo dele esmagando o seu, o jato quente dentro de você misturado à água escorrendo. Ele mordeu sua orelha, respirou fundo, e mesmo gozando, continuou se movendo devagar, como se quisesse tatuar aquilo em cada fibra sua.
Quando tudo virou silêncio, só restou o barulho da água, o peito dele grudado no seu, os beijos úmidos e preguiçosos no seu ombro, como se ele pedisse desculpa pelo estrago com cada mordidinha.
— Agora sim... — Ele murmurou, rindo baixinho, a voz embargada de cansaço e vício. — Agora tá pronta pra dormir. Mas não muito, né? Amanhã eu acabo contigo de novo.
E você soube, sem dúvida nenhuma: ele faria exatamente isso.
A casa toda respirava um silêncio quente enquanto vocês dois respiravam um no peito do outro. A luz do abajur projetava sombras mansas na parede do quarto, a cama bagunçada, o cheiro de sabonete misturado ao cheiro dele grudado na sua pele, como marca registrada de quem é de quem.
Você estava deitada de lado, as pernas enroscadas nas dele, a cabeça encaixada perfeitamente na curva do ombro largo. Os dedos dele faziam círculos preguiçosos na sua costela, de vez em quando apertavam de leve, como se quisessem ter certeza de que você não ia fugir.
O peito dele subiu mais forte, uma respiração profunda, antes de soltar a voz aquela voz mais baixa, mais verdadeira, que ele escondia de todo mundo, menos de você.
— Ei...
Você abriu os olhos devagar, encontrou o olhar dele fixo no teto, mas a mão dele não parava de brincar na sua cintura.
— Eu sei que... — Ele parou, mordeu o lábio, desviou o olhar pra você, agora sério, sóbrio, cru. — Eu sei que às vezes eu passo do ponto contigo. Sei que sou grosso.
Ele respirou de novo, mais fundo, roçou o nariz na sua testa, a mão apertando sua cintura como se fosse a âncora dele no mundo.
— Eu não queria ter falado alto hoje. Nem ter segurado teu braço daquele jeito. Eu perco a cabeça quando é você. Eu... — Ele riu baixinho, sem graça, o peito vibrando no seu ouvido. — Eu amo você tanto que eu fico cego.
A outra mão subiu devagar pro seu rosto, os dedos contornando sua bochecha, parando no cantinho da sua boca, sentindo a respiração quente sair tremida.
— Desculpa, tá? Se eu fui desrespeitoso com você... Se eu passei do limite... Eu não deixo ninguém falar contigo assim, então eu também não devia.
Ele encostou a testa na sua, fechou os olhos, o polegar roçando sua boca, o suspiro dele engolindo qualquer desculpa que ele não conseguia dizer direito.
— Eu só odeio... odeio essas merdas de gente te olhando, falando, achando que pode ter o que é meu. Eu odeio. E eu te amo tanto... tanto que eu não sei amar de outro jeito.
Ele deu um riso abafado, abriu os olhos, te olhou tão perto que dava pra ver o brilho molhado na beirada dos cílios longos.
— Eu juro... eu te amo mais do que eu amo eu mesmo. Você é tudo que eu tenho.
Ele colou a boca na sua devagar, um beijo calmo, nada a ver com o caos de antes. Um beijo de desculpa, de promessa, de tudo misturado. Quando afastou, mordeu de leve seu queixo, sussurrou, rindo baixinho:
— Então me perdoa, tá? E dorme logo... senão eu vou acabar fazendo merda de novo aqui nessa cama.
E você soube que o mundo podia acabar mas enquanto tivesse aquele peito pra se enfiar, você era intocável.
Inferno preferido | Sunghoon
O quarto tava escuro, só com a luz fraca da TV piscando no fundo. Sunghoon tava jogado do seu lado, metade da cara enterrada no travesseiro, o braço esticado por baixo do seu pescoço e a respiração bem mais lenta do que antes. Ele tava quase dormindo.
Você, por outro lado, tava... inquieta.
— Amor?
— Hm.
— Você já parou pra pensar que química é uma coisa louca?
Ele soltou um grunhido.
— A gente sente uma energia, um negócio que arrepia a pele só de olhar, o corpo inteiro pede, entende? É biológico, tipo... uma necessidade.
— Você tá filosofando meia-noite e quarenta por quê?
Você virou o rosto pra ele, os olhos sérios.
— Porque você devia estar me comendo agora.
— ...
— Sério. Era o que fazia mais sentido. Cientificamente falando.
Ele piscou devagar, virando só a cabeça na sua direção.
— Você tá falando sério? Eu tô quase dormindo.
— Culpa sua.
— Minha?
Você sentou na cama com indignação encenada.
— Você postou aquela foto na academia de regata. Todo gostoso. Suado. Ombro largo. Veia saltando. Peito suado. Aquilo foi um ataque. Agora meu cérebro tá em modo "preciso sentar". Aí você me traz pra cama e dorme?!
— Eu não postei pensando nisso...
— Mentira. Você sabe o efeito que causa. E ainda de regata branca, Sunghoon. Você me odeia, né?
Ele passou a mão no rosto e riu, ainda com a voz arrastada.
— Você é doente.
— Doente por você, talvez.
— Você quer que eu me levante, mesmo acabado, pra te comer porque eu postei uma foto de regata?
Você mordeu o lábio, deu de ombros e sussurrou:
— Ou você pode só me virar de lado e meter devagarzinho até eu gozar quietinha. Só pra eu não ficar com isso entalado na alma.
Sunghoon ficou em silêncio por três segundos. Depois jogou o cobertor pro lado, subiu em cima de você e falou com a cara mais séria do mundo:
— Se eu levantar agora, você não dorme antes de gemer meu nome três vezes.
— Acordada por você eu fico até o fim da minha vida.
Ele passou a mão na sua cintura, levantou sua perna e sussurrou:
— Então vira de ladinho. E para de filosofar.
Você virou de ladinho, pronta pra receber aquele sexo preguiçoso, gostosinho, com beijo na nuca e metenção lenta... mas o que veio foi totalmente diferente.
Sunghoon se afastou por um segundo, puxou o moletom pela cabeça e ficou só com a calça de pijama pendurada no quadril.
— Achei que você tava com sono — você provocou, ainda deitada, com a perna dobrada.
— Tava — ele respondeu, subindo de novo na cama, com aquele olhar escuro que só aparecia quando ele ia te destruir. — Mas aí você falou em sentar. E agora meu corpo decidiu que quer te foder com gosto.
Ele te puxou pela cintura, te virou de barriga pra cima e colou o rosto no seu pescoço, beijando devagar.
— Vai filosofar agora, princesa? — ele sussurrou, enquanto descia a boca pela sua clavícula.
— Vai me chupar ou vai ficar falando?
Você mal terminou a frase e já sentiu ele descendo com pressa, puxando sua calcinha com os dentes, espalhando beijos molhados pelo seu abdômen, pelas coxas, pelos ossinhos do quadril. Ele ficou ali, lambendo de leve, brincando, te deixando toda arrepiada.
— Tá com pressa? — ele perguntou, os dedos abrindo você com cuidado.
— Tô.
— Que pena. Eu não.
E então ele lambeu.
Fundo. Quente. Preciso. Com a ponta da língua fazendo círculos lentos no seu clitóris enquanto os dedos dele exploravam com calma sua entrada. Primeiro um. Depois dois. Depois a curva perfeita pra te fazer gemer alto.
— Você tava com saudade disso aqui, né? — ele murmurava entre uma chupada e outra. — Dessa boca te deixando toda molhadinha, das minhas mãos metendo enquanto você implora...
Você agarrava o lençol, os olhos fechados, o corpo inteiro tremendo.
— Hoon... mais...
— Mais o quê?
— Chupa mais forte.
— Assim?
Ele sugou com força e deslizou os dedos mais fundo, fazendo sua perna tremer de imediato. Ele sabia exatamente onde te tocar. Exatamente o ritmo. Exatamente como te deixar a um fio do orgasmo e depois... parar.
— Não goza ainda — ele disse, subindo de volta e lambendo a própria boca. — Quero sentir você gozar no meu pau. Mas antes...
Ele ficou de joelhos, puxou seu corpo até a beirada da cama, abriu suas pernas de novo e esfregou a cabeça do pau molhado na sua entrada, sem entrar de verdade.
— Olha como você tá escorrendo. Só de preliminar.
Você gemeu, o corpo implorando.
— Sunghoon, por favor...
— Não. Você vai gozar de novo com a minha boca. Antes de eu meter.
Ele abaixou e voltou a chupar você com mais força, mais velocidade, com tesão real. E quando você explodiu, gemendo alto, ele não parou. Continuou lambendo tudo, comendo sua alma pela boca, até você gozar de novo na língua dele.
Seu corpo tremia.
Ele subiu, passou a língua pelo pescoço, mordeu seu queixo e sussurrou no seu ouvido:
— Agora eu vou meter. E você vai agradecer ajoelhada por eu não ter dormido.
Ele se encaixou entre suas pernas com facilidade, a cabeça do pau roçando na sua entrada sensível, ainda pulsando da última gozada que ele te arrancou com a boca. E então ele entrou.
De uma vez.
Fundo.
Você soltou um gemido que reverberou pelo quarto. Sunghoon grunhiu contra sua boca, os olhos fechados por um segundo.
— Puta que pariu... você tá apertada demais.
Ele ficou parado ali por alguns segundos, só sentindo. O corpo colado no seu, o pau encaixado perfeitamente, a respiração pesada batendo na sua bochecha.
— Fala de química de novo. Vai. Fala.
— Química, física, biologia, porra toda, você tá me desmontando.
Ele sorriu, e aí começou a meter.
Rápido. Profundo. Ritmado. Cada estocada fazia seu corpo se mover na cama, os lençóis embolados, os dedos dele marcando sua cintura.
— Isso... olha como seu corpo aceita tudo. Foi feito pra mim, não foi?
Você gemia alto, sem filtro. Ele segurava seu quadril e metia mais forte, mais fundo, com o pau te preenchendo até o limite. A cada estocada, ele descia a boca no seu pescoço, mordia, sussurrava:
— Grita pra mim, vai. Grita meu nome.
— Sunghoon... porra...
— Mais alto. Quero ouvir de novo.
— Sunghoon!
Ele te virou de lado, puxando sua perna sobre a dele. E ali, com você completamente vulnerável, ele metia de ladinho, com uma mão segurando sua boca e a outra esfregando seu clitóris.
— Tá tremendo... olha como você geme toda vez que eu passo aqui... — ele murmurava, pressionando de novo aquele ponto. — Vai gozar de novo?
Você tentava negar, mas seu corpo dizia sim.
Ele aumentou o ritmo. A mão dele esfregava seu clitóris no tempo exato da metida. Seus gemidos viraram gritos abafados na palma da mão dele.
— Isso, amor... goza assim. Goza toda pra mim. Mostra que valeu a pena eu ficar acordado.
E então veio. Um orgasmo tão forte que seu corpo travou, os músculos se contraíram, a pele arrepiou. Você gozou molhada, quente, descontrolada e ele não parou.
— Quer mais?
— Hoon... não...
— Mentira. Sua bucetinha ainda tá apertando meu pau. Você quer mais sim.
Ele te virou de quatro.
Segurou sua cintura com força.
E meteu com tudo.
Sem pena.
Sem freio.
Você chorava de prazer. Literalmente. As lágrimas escorriam enquanto ele batia forte, o som dos corpos se chocando ecoando pelo quarto.
— Isso... chora gemendo, princesa. Faz drama. Depois me agradece.
Você gemeu o nome dele entre soluços. E gozou de novo. Forte. Intenso. Molhado. O colchão já ensopado.
Sunghoon grunhiu, meteu mais duas vezes, e gozou fundo, segurando sua cintura como se nunca mais fosse soltar.
Silêncio.
Só os dois bufando, suados, destruídos.
Ele caiu pro lado, puxando você pro peito e beijando sua nuca.
— Agora pode filosofar o quanto quiser.
— Você ainda tá implicando com aquilo?
— Tô. E eu ainda vou rasgar aquela roupa em nome da minha sanidade.
Ele virou você de frente devagar, os olhos baixos, com aquele sorrisinho safado que deixava tudo pior.
— Pode rasgar. Só não reclama se eu meter no mesmo minuto.
— Sunghoon.
— Hm?
— Você é um inferno.
Ele encostou o nariz no seu, os dedos deslizando preguiçosos pela sua cintura.
— Um inferno que faz você gozar até perder o rumo?
— Exato.
— Então tá tudo certo.
Ele te puxou mais pra perto, encaixou sua perna entre as dele e beijou sua testa, depois a ponta do nariz, depois a boca daquele jeitinho que só ele sabia: meio preguiçoso, meio possessivo, inteiro apaixonado.
— Vai dormir, safada.
— Você vai me deixar dormir mesmo?
— Depois de você gozar três vezes? Vou. Mas amanhã...
— Amanhã o quê?
— Amanhã eu acordo antes e te como de manhã. Só pra garantir a química do dia.
Você mordeu o lábio, rindo baixinho, o corpo ainda doendo no melhor sentido possível.
— Me lembra de nunca mais te provocar perto da hora de dormir.
— Me lembra de nunca mais dormir vestido.
— Me lembra de casar com você.
Ele sorriu largo, os olhos já quase fechando.
— Eu já sou teu. Agora cala a boca e dorme, mulher.
Você se aconchegou no peito dele, sentindo o coração ainda acelerado. Ele passou a mão nas suas costas com a pele marcada, o colchão molhado, o cheiro de vocês dois grudado no quarto inteiro.
E a certeza absoluta de que o inferno que era Sunghoon... era o melhor lugar pra morar.
Silêncio, estamos na biblioteca | Jungwon.
Você já estava na biblioteca fazia vinte minutos, mas a concentração tinha ido pro ralo no exato momento em que Jungwon sentou do seu lado.
Primeiro, ele tava de óculos. Depois, ele usou aquele moletom cinza que te deixava desestabilizada. E por fim, ele passou a língua pelos lábios cinco vezes em menos de dez minutos. Você contou.
— Você tá anotando o conteúdo ou o número de vezes que eu respiro? — ele perguntou do nada, sem nem levantar o olhar do caderno.
Você arregalou os olhos, fingindo inocência.
— Ué? Tô focada!
— Focada na minha boca, talvez — ele murmurou, agora te lançando aquele olhar lateral que sabia exatamente o que fazia.
Você bufou, tentando esconder o riso.
— E você, tá focado no quê?
— No seu sutiã vermelho que tá aparecendo toda vez que você se estica pra pegar o marca-texto.
Você congelou. Depois deu um sorrisinho cínico.
— Então para de olhar.
Ele riu baixinho, se aproximando só um pouco, o suficiente pra te fazer prender a respiração.
— Para de provocar.
— Quem disse que eu tô provocando?
— Sua boca. Sua blusa. Sua risadinha. Essa sua cara de "vou te deixar louco e fingir que não sei por quê".
Você fingiu anotar algo só pra disfarçar o arrepio.
— Jungwon... estamos na biblioteca.
— Então para de me deixar duro na biblioteca.
Você tossiu pra disfarçar a risada, e ele encostou o joelho no seu por baixo da mesa. O toque era pequeno, mas elétrico.
— Se você continuar assim, a culpa vai ser sua se eu fizer alguma besteira aqui dentro.
Você virou o rosto devagar, encontrando os olhos dele.
— Então faz.
Ele te encarou por dois segundos. Dois segundos inteiros.
E então fechou o caderno devagar, se inclinando até o rosto quase encostar no seu.
— Sala três tá vazia. Me dá cinco minutos. Ou eu te beijo aqui mesmo, e você vai ser expulsa pela bibliotecária que já tá de olho.
Você mordeu o lábio.
— E se eu disser que cinco minutos é muito?
Ele pegou suas anotações e cadernos, juntou com os dele, e sussurrou no seu ouvido:
— Então me segue. Agora.
A porta da sala se fechou com um clique suave. Jungwon trancou com a maior calma do mundo, virou devagar e encostou as costas na madeira. Os olhos dele estavam mais escuros agora, e o ar entre vocês parecia denso, pesado, carregado de tensão acumulada.
— Tira a blusa.
— Aqui?
— Aqui. Agora.
Você não hesitou. A blusa foi pro chão, deixando à mostra exatamente o sutiã vermelho que ele tinha mencionado. Jungwon nem se mexeu só olhou. Longo. Devagar. A língua passando pelos lábios como se estivesse saboreando a visão.
— Vem cá — ele murmurou, abrindo os braços.
Você deu dois passos. E no terceiro, ele te girou contra a parede.
Sua boca se abriu num arfar surpreso, mas não deu tempo de falar. A mão dele cobriu sua boca com firmeza, e o corpo dele se encaixou no seu por trás, o pau já pressionando sua bunda mesmo com as roupas ainda no lugar.
— Shh... silêncio, lembra? — ele sussurrou no seu ouvido, a voz rouca, baixa, deliciosa.
Ele passou a outra mão pelo seu quadril, subindo pela sua barriga até alcançar os seios por dentro do sutiã, apertando com força e carinho ao mesmo tempo. Seus gemidos vieram abafados contra a palma dele.
— Olha você... toda quente... toda molhada, e ainda nem tirei sua calcinha.
Ele te virou de frente de novo, e antes que você pudesse reagir, ele ajoelhou.
Isso mesmo. Jungwon de joelhos, no chão da salinha abafada da biblioteca, com as mãos na sua cintura e o olhar faminto.
— Abre as pernas.
— Jungwon...
— Não me faz repetir.
Você obedeceu. Ele puxou sua calcinha pra baixo com os dentes. E sem tirar os olhos dos seus, passou a língua por toda sua intimidade, devagar, explorando, brincando, torturando. A mão dele subiu e cobriu sua boca de novo quando os gemidos escaparam altos demais.
— Fica quietinha — ele sussurrou contra você. — Ou a biblioteca inteira vai saber o quanto você gosta da minha língua.
Ele chupava com tanta precisão que suas pernas tremiam, os dedos cravados no ombro dele, e cada estocada da língua fazia seu corpo se arquear contra a parede.
Quando você estava prestes a gozar, ele parou. Levantou devagar, o queixo molhado, o sorriso sujo.
— Se eu entrar em você agora, você vai gozar no meu pau em menos de um minuto.
— Entra, então.
Ele tirou a calça só o suficiente, te ergueu no colo e te penetrou de uma vez fundo, quente, perfeito. A mão dele tapou sua boca outra vez enquanto ele te fodia devagar, mas firme, a testa colada na sua, o ar compartilhado entre gemidos abafados e olhares intensos.
— Isso... assim... boa menina — ele sussurrava no seu ouvido. — Tão apertada, tão molhadinha, tão minha.
Você gozou no colo dele, tremendo, com o corpo desmoronando no dele e os olhos virando de prazer. Jungwon mordeu seu pescoço e meteu até gozar também, bem fundo, com um gemido rouco que ficou preso na garganta.
Silêncio de novo. Só o som da respiração de vocês.
— A gente estudou alguma coisa hoje? — você perguntou, rindo fraco.
— Estudei o caminho da sua alma com a boca.
— Ridículo.
— E você me ama.
Você bufou, beijando o canto da boca dele, ainda grudada no colo.
— Cala a boca e me ajuda a achar minha calcinha.
— Vamos lá pra casa — ele disse, quando vocês saíram da biblioteca como se nada tivesse acontecido.
— Fazer o quê? — você perguntou, ajeitando a roupa e tentando fingir normalidade.
— Jogar. Relaxar. Ficar de boas.
— Você me fodeu contra a parede dez minutos atrás.
— Exato. Agora é hora de um joguinho. Vem.
Meia hora depois, você tava jogada no sofá da casa dele, com o controle do videogame largado no chão e a blusa dele no seu corpo. Jungwon estava atrás de você, te abraçando pelas costas, mas você já sabia que ele tava te cercando feito uma cobra prestes a dar o bote.
— Vai me comer de novo ou vai fingir que tá esperando carregar o jogo? — você provocou, virando o rosto.
Ele riu baixo, e sem dizer nada, levantou e te pegou no colo.
— Segundo round — ele disse. — E dessa vez eu quero ver você perder o controle.
Ele te jogou na cama com um sorriso lento e os olhos acesos. Tirou a blusa do seu corpo, beijou seu pescoço e desceu. Devagar, mas com intenção. Quando chegou entre suas pernas, ele abriu com os dedos e soprou contra sua pele.
— Você já tá molhada de novo.
— Culpa sua.
— E eu vou fazer você molhar esse colchão inteiro.
Você abriu a boca pra retrucar, mas o primeiro toque da língua dele te desmontou. Ele chupava, lambia, pressionava com precisão, com fome e paciência. Enquanto uma mão te segurava firme pela coxa, a outra usava dois dedos pra entrar devagar.
E aí ele achou seu ponto. Aquele maldito ponto.
— Aqui, né? — ele provocou, esfregando devagar com os dedos. — Olha como sua perna treme...
Você gemia alto, já sem filtro. A cabeça virada pro lado, os olhos fechados, e o corpo arqueado.
— Por favor, Jungwon...
— Não goza ainda.
Mas você não aguentou.
Quando ele sugou seu clitóris com força ao mesmo tempo que pressionava o ponto com os dedos, seu corpo travou e o primeiro esguicho saiu sem aviso. Você arqueou, gritou o nome dele, e gemeu alto.
— Aí... isso, amor. Isso. Tá linda. Faz mais.
E ele não parou.
Continuou. Pressionando. Lambendo. Dedando. Intensificando.
O segundo jato veio mais forte. Você tentou fechar as pernas, tentou empurrar ele, mas ele segurou firme, te segurando aberta, te olhando esguichar e implorar.
— Jungwon... por favor... eu...
— Mais uma vez. Só mais uma. Goza pra mim.
Você implodiu.
Seu corpo tremeu, o colchão molhado, a pele quente, o coração descompassado. Você soluçava de prazer, com lágrimas nos olhos de tanto gozar.
Ele subiu, te abraçou, beijou sua bochecha com carinho e sussurrou:
— É só o segundo round. Cê ainda vai me pagar por tudo que fez na biblioteca.
Você ainda estava deitada de lado, o corpo inteiro formigando, as pernas bambas e o colchão claramente denunciando o estrago. Jungwon passou a toalha quente nas suas coxas com cuidado, como se estivesse lidando com algo delicado.
— Eu vou te matar.
— Se matar for isso, pode deixar morrer mais umas quatro vezes, amor.
Você tentou empurrar o peito dele com as mãos, mas não tinha força nem pra levantar o braço direito. Ele sorriu, convencido, e te puxou mais pra perto, te ajeitando contra o peito dele.
— Para de rir — você murmurou, com a voz rouca. — Eu vou me vingar.
— Vai sim — ele sussurrou, beijando sua testa. — Mas vai precisar de uma semana de fisioterapia antes.
Você riu fraco, e ele te abraçou mais forte, passando a mão pelas suas costas nuas com carinho, a outra acariciando seu cabelo.
— Você tá tremendo — ele comentou.
— Eu esguichei. DUAS vezes. Você queria o quê?
Ele riu de novo, agora contra seu pescoço.
— Eu só queria te ver perdendo o controle.
— Conseguiu.
— E amanhã eu quero mais.
Você ergueu um dedo trêmulo no ar, apontando pra ele.
— Jungwon, se você encostar em mim antes de terça-feira, eu te denuncio pra Anvisa.
— Justo. Mas se você me beijar de novo, eu entendo como autorização.
Você mordeu o lábio, tentando esconder o sorriso.
— Escroto.
— Sua desgraça favorita — ele disse, puxando o cobertor sobre vocês dois e selando a noite com um beijo demorado, quente, e absurdamente apaixonado.
Algemado por você | Jake
A mão dele entrelaçada na sua era quente, firme e perfeitamente encaixada. Jake andava do seu lado como se não tivesse pressa, como se o mundo lá fora estivesse em câmera lenta só pra ele aproveitar cada segundo do seu lado.
— Você já leu esse? — ele perguntou, tirando um exemplar da prateleira e mostrando pra você com um sorriso animado.
— Sim, chorei horrores — você riu.
— Ótimo. Vou evitar então, não quero ver você chorando de novo igual ontem quando o cachorro morreu no filme.
— Eu só tava emocionada!
— Você soluçou no meu moletom por quinze minutos — ele provocou, se aproximando com o livro ainda na mão, o rosto colado ao seu. — E eu amei cada segundo.
Você empurrou o peito dele de leve, rindo, e Jake roubou um beijo rápido nos seus lábios, como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo e, de fato, era.
Depois da livraria, vocês foram andando até uma doceria pequena, escondida entre as árvores do bairro antigo. Jake puxou a cadeira pra você sentar e logo pediu dois cafés e um pedaço generoso de bolo de chocolate com morangos.
— Acho que eu tô viciado nesse negócio de sair com você — ele comentou, com a colher ainda na boca, os olhos grudados nos seus.
— Isso não é vício, é amor — você respondeu, provocando.
— Pior ainda. Amor com açúcar. Tô ferrado.
Ele se inclinou pra frente, limpando o canto da sua boca com o polegar antes de lamber a pontinha e sorrir daquele jeito. Aquele jeito que você sabia exatamente onde ia dar.
Vocês voltaram pra casa andando devagar, com as sacolas da livraria balançando e os dedos entrelaçados de novo. Jake entrou primeiro, largando os livros na mesinha da sala, e antes mesmo de tirar o casaco, ele te puxou pela cintura.
— Você sabe que eu fiquei o dia inteiro me segurando, né?
— Pra quê?
— Pra não te beijar encostada em cada parede daquela livraria.
Sua respiração vacilou.
— E agora você vai...?
— Agora eu vou fazer pior — ele murmurou, encostando os lábios nos seus.
O beijo aprofundou num estalo, as mãos dele descendo pelas suas costas enquanto seus dedos já puxavam o moletom dele pra cima. Estavam tão grudados que mal dava pra respirar, o calor crescendo rápido demais, a língua dele brincando com a sua num ritmo lento e desesperadamente bom.
Até que você empurrou o peito dele.
— Espera, espera um segundo!
— O quê?! — ele perguntou ofegante, com a testa encostada na sua, claramente frustrado.
Você se soltou do abraço e foi até o canto do quarto, agachando pra puxar uma caixa discreta debaixo da cama. Jake ficou parado, ainda tentando entender o que tava acontecendo.
— Você tá... guardando livro aí?
— Quase — você respondeu, abrindo a tampa com um sorriso cheio de segundas intenções.
Ele se aproximou curioso — e parou no meio do caminho quando viu o conteúdo.
Um vibrador rosé. Um plug discreto. Uma vela de massagem. Um par de algemas de couro.
Jake arregalou os olhos, abrindo um sorriso lento, como se tivesse acabado de encontrar um tesouro escondido.
— Isso é pra mim? — ele perguntou, com uma voz rouca e... surpresa.
— Pode ser... se você merecer.
Você nem terminou a frase e ele já tava se abaixando na frente da cama, ajoelhado, os olhos ainda fixos nas algemas.
— Me prende — ele disse, erguendo os pulsos na sua direção como se fosse o pedido mais natural do mundo.
— Porra, você gostou mesmo da ideia, hein?
Jake riu, o olhar escuro e brilhante.
— Você não faz ideia. Vai... me prende, e vê o que eu vou fazer com você depois disso.
Você olhou pra ele ajoelhado ali no chão, braços estendidos com os pulsos erguidos como um presente. Os olhos brilhavam, famintos, e o sorriso dele... Deus, aquele sorriso era quase um desafio.
— Cuidado com o que deseja — você murmurou, se abaixando pra alcançar as algemas.
O clique do couro apertando os pulsos dele ecoou no quarto como uma promessa. Você prendeu cada algema na cabeceira da cama com calma, sentindo os músculos do Jake se moverem sob sua pele à medida que ele se acomodava — os braços acima da cabeça, o peito subindo e descendo rápido.
— Vai me torturar? — ele sussurrou, com um tom brincalhão e cheio de desejo.
Você se sentou com calma na beira da cama, entre as pernas dele, mas não o tocou. Apenas tirou a blusa devagar, deixando seus seios à mostra, o olhar fixo no dele. Jake mordeu o lábio com força.
— Não. Só vou me divertir — você respondeu, deslizando os dedos pela sua própria barriga até alcançar a calcinha.
Ele puxou as correntes, mas não conseguiu se mover.
— Você vai me matar.
— Que bom que você sabe.
Sem desviar os olhos, você afastou a calcinha pro lado e começou a se tocar devagar. Um gemido escapou dos seus lábios antes mesmo que os dedos afundassem. E Jake... meu Deus. Ele mal piscava. As mãos presas tremiam, e a respiração estava completamente fora de controle.
— Você tá tão molhada... — ele murmurou, o tom quase desesperado. — Por mim?
Você soltou um risinho, provocante, os quadris começando a se mover contra a própria mão.
— Não sei... talvez eu esteja pensando em outra coisa.
Ele gemeu alto, puxando as algemas mais uma vez, os olhos cravados entre suas pernas.
— Você é cruel.
Você se inclinou sobre ele, a boca quase tocando a dele, mas sem beijar.
— E você é meu brinquedo hoje.
Jake rosnou baixinho, o quadril se movendo contra o colchão, implorando por qualquer atrito. Mas você não deu.
— Não encosta. Não faz nada. Só assiste. Até eu deixar.
Você voltou a se sentar e aumentou o ritmo dos dedos, os gemidos se misturando com os dele, que pareciam completamente à beira da insanidade. A cama rangia de leve com cada tentativa frustrada dele de se soltar.
E o pior (ou melhor?) Ele amava cada segundo.
— Por favor... — ele arfou. — Por favor, deixa eu te tocar...
Você sorriu, mordendo o lábio, o corpo já tremendo com a intensidade da provocação.
— Só se você implorar bonito. Bem bonito.
Ele olhou nos seus olhos. E gemeu.
— Princesa... por favor... me deixa tocar você. Eu te suplico. Te imploro. Faz o que quiser comigo, mas não para. Não para nunca.
Você soltou um gemido baixo, os olhos se fechando quando o orgasmo veio intenso, quente, molhando seus dedos e sua pele. E quando você abriu os olhos, Jake estava ali, de boca aberta, completamente vidrado, como se tivesse acabado de ver algo sagrado.
E preso.
Você soltou uma das algemas devagar, os olhos ainda colados nos seus dele. Jake mal respirava. O peito subia e descia rápido, e ele já estava suando os músculos tensos, as veias pulsando nos braços, e o pau duro, latejando, completamente ignorado até agora.
— Vai continuar me torturando? — ele sussurrou, a voz rouca, carregada de tesão.
— Não — você respondeu, subindo na cama, entre as pernas dele. — Agora eu vou recompensar.
Jake soltou um gemido baixo quando você se abaixou devagar, passando as unhas pelas coxas dele com tanta calma que fez o quadril dele tremer. O membro já pulsava, exposto, rígido, brilhando na ponta com o líquido que escapava há tempo demais.
Você olhou pra ele, os olhos maliciosos, e passou a língua devagar pelo lábio inferior antes de descer. Sem pressa. Sem aviso. Só desejo.
E então...
Sua boca envolveu a ponta com um beijo lento e molhado, e Jake arqueou as costas como se tivesse tomado um choque.
— Puta que pariu... SN...
Você riu contra a pele dele antes de sugar devagar, bem devagar, os lábios deslizando pela extensão enquanto sua mão segurava firme a base. Jake gemia alto, completamente à mercê, os punhos ainda algemados à cabeceira, impotente, completamente entregue.
Você foi fundo, mais fundo, sentindo ele latejar contra sua língua, a respiração dele descompassada, os quadris se contorcendo sem controle.
— Você vai me matar... — ele choramingou, o corpo inteiro tremendo.
Você tirou a boca só por um segundo e olhou pra cima, provocante:
— Se for assim que você quer morrer, eu faço com gosto.
E voltou a chupá-lo com ainda mais vontade. Fazendo barulho, descendo a garganta, sugando forte. O corpo dele virou um caos, cada músculo tenso, os olhos revirando, as palavras desconexas escapando da boca dele entre gemidos desesperados.
Ele tentava se soltar. Tentava implorar. Mas você não parava. Não até sentir ele estremecer, gemer seu nome alto, e finalmente gozar na sua boca, o corpo todo contraído, a cabeça jogada pra trás como se tivesse sido arrebatado.
Você engoliu tudo.
E ainda passou a língua devagar pela cabeça sensível, só pra provocar mais.
Jake arfava, suado, destruído. Mas sorria.
— Casa comigo. Agora.
Você soltou a outra algema com um sorriso maldoso.
— Só se prometer ser bonzinho.
Ele puxou você pro colo no segundo seguinte.
— Nunca. E agora é a minha vez.
Assim que a última algema caiu, Jake nem te deu tempo de reagir. Te puxou pra cima dele com uma força crua, o corpo ainda trêmulo, mas o olhar escuro, faminto, como se você tivesse acendido algo impossível de apagar.
— Você realmente achou que ia fazer isso comigo e sair ilesa?
Você nem conseguiu responder.
Ele te virou de costas num movimento rápido, empurrando seu corpo contra o colchão e puxando sua cintura com uma firmeza que arrancou um arfar dos seus lábios. Sua calcinha ainda estava no lugar ou melhor, quase porque em um puxão, ele rasgou o tecido como se fosse nada.
— Jake!
— Shh — ele rosnou no seu ouvido. — Agora quem manda sou eu.
Ele esfregou a cabeça do pau entre seus lábios molhados, provocando, espalhando o gozo que você ainda carregava da última vez que se tocou na frente dele. E então, sem qualquer misericórdia, te penetrou de uma vez só, fundo, forte, inteiro.
Você gritou.
Ele segurou firme sua cintura com uma das mãos e a outra foi direto pra sua nuca, te empurrando contra o colchão enquanto metia com uma força ritmada, possessiva, que fazia seus gemidos ecoarem pelo quarto.
— É isso que você queria, né? Me ver preso, desesperado... e agora tá aí, toda molhadinha por mim.
— Jake... porra...
— Não. Nem vem chorar agora — ele sussurrou com a voz grossa. — Aguenta.
Ele saiu por completo e te virou de frente, o olhar selvagem. Subiu em cima de você, segurando seus pulsos acima da cabeça como se ainda estivessem presos, e te penetrou de novo mais forte, mais bruto, mais fundo.
Cada estocada fazia seu corpo arquear, seus olhos fecharem, os gemidos virarem gritos abafados contra o peito dele.
— Você adora isso, né? — ele sussurrou no seu ouvido. — Me provocar... me deixar maluco. Mas agora vai aprender o preço.
Ele metia sem parar, a pele batendo contra a sua, os gemidos dele colados no seu pescoço, e você sentia tudo: o calor, a dominação, o tesão acumulado explodindo em cada movimento.
Até que ele desceu a boca pelo seu pescoço, mordeu forte, e disse rouco:
— Goza pra mim. Agora. Quero sentir você tremer inteira.
E você não teve escolha.
O orgasmo veio como um terremoto, rasgando seu corpo de dentro pra fora, e Jake continuou metendo até sentir você implodir embaixo dele, o corpo tremendo, os olhos virando, a boca aberta sem som.
Ele gozou segundos depois, com um gemido abafado contra sua pele, pressionando o corpo contra o seu como se quisesse se fundir.
Silêncio. Respiração pesada. Suor. Pele colada.
Jake se afastou só o suficiente pra olhar nos seus olhos e sorrir, ainda ofegante.
— Se você fizer isso de novo... eu te deixo algemada na cama por três dias.
Você sorriu, destruída, com a voz falhando:
— Promete?
Ainda colado ao seu corpo, Jake respirava fundo contra sua clavícula. A pele suada, o coração descompassado e um sorriso idiota crescendo no canto da boca.
— Você... — ele começou, beijando seu ombro. — Você quase me matou.
Você virou o rosto de leve, com os olhos meio fechados, a voz arrastada:
— E você me deixou sem andar.
— Justo — ele sorriu, levantando o tronco e te olhando como se tivesse acabado de ganhar na loteria.
Com um suspiro, Jake te pegou no colo, mesmo com você reclamando de fraqueza nas pernas.
— Jake, eu tô mole, me larga...
— Tá mole porque eu fiz direito. Agora cala a boca e deixa eu cuidar de você.
Ele te levou direto pro banheiro, ligou o chuveiro morno e entrou com você nos braços. Te colocou de pé com cuidado e foi abrindo o shampoo como se estivesse num spa particular.
— Vira de costas.
— Por quê?
— Porque eu quero ver se deixei marca da minha mão nessa bunda perfeita.
Você riu, mas obedeceu. E ele passou os dedos com carinho pelo seu corpo, massageando seu couro cabeludo, lavando cada parte sua com um cuidado tão exagerado que você quase chorou de rir.
— Isso aqui é lavagem pós-exorcismo?
— Isso aqui é eu te tratando como uma princesa depois de arrebentar — ele respondeu, beijando suas costas. — Acha que vou meter daquele jeito e te deixar jogada igual um trapo?
Ele te enxaguou, te secou, colocou sua camiseta preferida nele em você e depois te jogou de novo na cama.
— Agora dorme. Amanhã eu algemo de novo.
Você virou de lado, rindo.
— Amanhã é você que vai implorar.
Ele te puxou pra perto, mordendo seu ombro devagar.
— Mal posso esperar.

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Saudade em Forma de Tesão | Sunghoon
O som da porta se abrindo ecoou pela casa, seguido do barulho inconfundível das chaves sendo jogadas no aparador. Ellie estava na cozinha, de costas, apenas com uma camisola curta de cetim que mal cobria sua bunda e uma toalha enrolada nos cabelos ainda úmidos. A luz amarelada refletia em sua pele ainda molhada do banho.
Sunghoon parou na entrada da sala, os olhos cravados naquela visão que parecia um castigo. Ou um presente dos deuses. Depois de quase duas semanas longe, tudo que ele queria era ela. Aquela mulher. Aquela bunda. A boca dela. O cheiro dela. O gosto dela.
— Porra... — ele murmurou baixo, já trancando a porta e largando a mochila no chão sem pensar duas vezes. — Você tá querendo me matar, né?
Ellie riu de leve, virando o rosto por cima do ombro.
— Nem sabia que você já tava chegando — respondeu com um sorrisinho atrevido, enquanto pegava um copo d’água na pia.
Mas ele já estava atrás dela. Grudado. As mãos em sua cintura, puxando-a contra o corpo que já estava duro demais pra fingir controle.
— Senti tanto a sua falta, Ellie... Você não tem noção. — a voz dele veio rouca, faminta, com o nariz roçando no pescoço dela. — Dois segundos aqui e eu já quero meter até você esquecer o próprio nome.
Ela soltou um gemido baixo, o corpo reagindo na hora. A camisola já estava sendo puxada pra cima, e ele abaixou só o suficiente pra expor aquela bunda molhada, redondinha, arrebitada e então só veio o primeiro tapa.
— Aaaah, Sunghoon! — ela gemeu, se segurando na bancada.
— Olha essa bunda, caralho. Que saudade de ver isso aqui balançando pra mim. — outro tapa, seguido da mão dele apertando com força. — Toda molhadinha, só pra mim.
Sunghoon se abaixou e passou a língua pela curva da bunda dela até chegar na coxa, subindo de volta enquanto gemia contra a pele dela.
— Você me deixa doente, sabia? — ele rosna contra o ouvido dela, puxando a toalha da cabeça dela e jogando de lado. — Tava pensando em você todo dia. Metendo punheta no banheiro só de lembrar da tua boca... — ele lambe o lóbulo da orelha dela. — Mas não tem comparação, porra. Nada se compara a meter em você de verdade.
Ele a virou de frente com força, fazendo Ellie arfar ao sentir a mão dele segurando seu pescoço, firme, como ela gostava.
— Vai fazer o quê agora, hein? — ela provoca, deslizando a mão por dentro da calça dele.
— Vou te foder em cima dessa bancada até você pedir arrego — ele respondeu com os olhos escuros de tesão, a voz baixa e suja. — Até você implorar pra eu parar e depois pedir mais.
Ele a levantou como se não pesasse nada, colocando-a sentada sobre a bancada. Tirou a calcinha com uma puxada só, e se ajoelhou no chão.
— Abre as pernas pra mim, minha deusa — ele sussurrou, com um sorriso sacana.
E ela obedeceu. Sempre obedecia.
A língua de Sunghoon era um vício. Ele lambeu devagar primeiro, só pra provocar. Depois afundou o rosto com vontade, sugando o clitóris, enfiando a língua fundo e gemendo como se estivesse saboreando o melhor doce do mundo. Ellie agarrou os cabelos dele, os quadris se movendo sem controle.
— Ai, caralho, Sunghoon... não para... — ela arfava.
Ele se levantou com a boca suja do prazer dela, lambendo os lábios enquanto tirava a camisa e a calça às pressas. A camisola dela ficou amassada na cintura quando ele a puxou mais pra beirada da bancada, o pau dele já roçando entre suas pernas.
— Fala que tava com saudade do meu pau. Fala, Ellie. — a ponta empurrava devagar, só a cabeça entrando.
— Eu tava... caralho, tava sim! Enfia logo, porra!
Ele deu um sorriso satisfeito e então afundou tudo de uma vez, fazendo Ellie gritar. O som molhado, os gemidos, o barulho dos corpos se chocando — tudo preenchia a cozinha inteira.
Sunghoon segurou o pescoço dela de novo, com a outra mão na bunda, puxando com força contra ele a cada estocada.
— Olha só como você tá me engolindo, porra... Desse jeitinho que eu gosto. Minha putinha linda.
— Sou sua, só sua... — ela gemeu contra a boca dele.
Ele mordeu o lábio inferior dela com força, sem parar de se mover dentro dela.
— Vai gozar pra mim, Ellie? Vai me sujar todinho com essa bocetinha deliciosa?
Ela gritou de prazer quando ele meteu mais fundo ainda, segurando o pescoço dela com uma firmeza insana e ao mesmo tempo carinhosa. Os dois gozaram juntos, corpos colados, tremendo.
— Caralho, Ellie... — ele sussurrou contra a testa dela. — Eu te amo tanto, mas às vezes eu acho que amo mais ainda quando você me recebe assim... toda quente, toda entregue, toda minha.
Ela riu, ofegante, colada nele.
— Então volta mais vezes com saudade assim. Eu não reclamo.
Ele mordeu o ombro dela de leve e sussurrou no ouvido:
— Da próxima, eu te como no chão da sala. E depois no chuveiro. E depois no sofá. Você aguenta?
— Se for você, eu aguento até morrer de tanto gozar.
Ainda ofegantes, os dois ficaram um tempo abraçados na cozinha, corações descompassados, corpos ainda colados. Mas Ellie tinha aquele olhar no rosto. Aquela expressão sacana que deixava Sunghoon em alerta ou excitado demais pra pensar direito.
— Vem comigo — ela disse, pegando a mão dele e puxando pela casa.
Ele a seguiu, ainda pelado, sem nem se importar com a toalha caída ou o caminho que faziam. Quando chegaram na sala, ela o empurrou com força no sofá, fazendo ele cair com um sorriso de canto, completamente entregue a ela.
— Não achei que você ia querer mais depois daquele primeiro round — ele disse, a voz arrastada de prazer recente.
— Eu ainda tô com saudade, Sunghoon — Ellie rebateu, subindo no colo dele com os joelhos de cada lado do quadril. — E você ainda tá duro.
— Porra... — ele gemeu, sentindo o quanto ela estava quente e molhada ao se esfregar nele.
— Você vai me matar hoje, né?
Ela se inclinou até encostar os lábios no ouvido dele e sussurrou:
— Vou te deixar implorando pra gozar. Igual você faz comigo.
Sunghoon jogou a cabeça pra trás no sofá, as mãos segurando firme as coxas dela.
Ellie se moveu devagar, roçando a intimidade escandalosamente molhada contra o pau dele, que logo voltou a pulsar como se não tivesse acabado de transar. Com uma das mãos, ela segurou a base dele e encaixou na entrada. E então desceu, sem pressa, milímetros por milímetros, sentindo cada centímetro entrar.
— Ah... caralho... — ela mordeu o lábio, gemendo com a sensação deliciosa de estar sendo preenchida de novo. — Eu tava precisando disso.
— Você cavalgando em mim assim... é a porra da minha visão do paraíso — ele disse, com as mãos indo direto pros quadris dela, ajudando a guiar o movimento.
Ellie começou a cavalgar devagar, rebolando no final de cada descida, fazendo ele grunhir baixo. Ela estava no controle, e sabia disso. Rebolava provocando, depois acelerava, depois parava — e ria quando ele tentava guiar o ritmo.
— Que foi, amor? Tá desesperado pra gozar de novo? — ela provocava com os olhos brilhando.
— Porra, Ellie... se você continuar assim eu vou gozar só com a tua voz — ele arfava, os músculos tensos de tanto tesão. — Você é perfeita, caralho... Olha só como tá se esfregando em mim, toda gostosa... essa bocetinha me apertando como se quisesse me prender dentro.
Ellie se inclinou, colando os seios no peito dele e prendendo o rosto de Sunghoon entre as mãos.
— Eu quero te prender. Você é meu. Só meu. Fala isso.
— Sou teu, porra. Só teu. Pra sempre.
Ela gemeu alto e voltou a cavalgar com mais força, mais rápido agora, a fricção perfeita entre eles fazendo os dois entrarem em combustão. Sunghoon mordeu o ombro dela e gemeu contra a pele quente:
— Vai gozar pra mim de novo, minha delícia?
— Tô quase... Ah, caralho, tô quase...
Sunghoon apertou a bunda dela com força, puxando com vontade, e enfiou a mão entre os dois pra estimular o clitóris.
— Goza pra mim, amor. Me mostra como essa boceta ama meu pau. Vai... me suja todo de novo...
Ellie gritou ao gozar pela segunda vez, o corpo todo tremendo em cima dele. E Sunghoon veio logo em seguida, agarrado nela, gemendo alto, o corpo inteiro se contraindo ao sentir ela apertando em volta dele como se nunca mais quisesse soltar.
Ela caiu mole sobre o peito dele, os dois suando, ofegantes, sujos e absolutamente satisfeitos.
— Me avisa se você tiver planejando um round três — ele disse, rindo contra o cabelo dela. — Porque vou precisar de água, açúcar e talvez um desfibrilador.
Ellie riu baixinho, ainda deitada nele.
— Tô pensando em te amarrar na cama depois do banho. Mas só se você se comportar.
— Fudeu. Nunca mais vou me comportar então.
O silêncio da sala era quebrado apenas pelo som das respirações ainda pesadas. Ellie estava deitada sobre o peito de Sunghoon, as pernas ainda tremendo levemente, o corpo inteiro mole. O calor dos dois ainda pairava no ar, misturado ao cheiro de sexo e suor.
Sunghoon passava os dedos lentamente pela coluna dela, desenhando caminhos invisíveis com uma delicadeza que contrastava com a selvageria de minutos antes.
— Tá viva? — ele murmurou com um sorriso preguiçoso.
— Mal — Ellie respondeu, a voz rouca e arrastada. — Você me destruiu. Parabéns.
Ele soltou uma risada baixa, puxando a camisola dela pra baixo e cobrindo as costas nuas com carinho.
— Eu vou tatuar isso. "Você me destruiu" — ele disse, brincando. — Com a tua assinatura embaixo.
Ela ergueu o rosto só pra olhar pra ele com aquele sorrisinho safado nos lábios inchados.
— Então eu também mereço uma tatuagem. Algo como "Propriedade de Park Sunghoon", bem clichê e cafona.
— Só se for na bunda — ele retrucou, dando um tapa leve na lateral dela. — Que é onde essa marca deveria estar desde o início.
Ellie riu, enterrando o rosto no pescoço dele.
— Você fala cada besteira, meu Deus...
— Besteira nada. — Ele virou um pouco o rosto pra beijar a testa dela. — Eu tava com tanta saudade... que achei que ia explodir só de te ver naquela camisola. Com a porra daquela toalha na cabeça... — ele balançou a cabeça. — Por que isso foi tão sexy?
— Porque você é tarado — ela respondeu, manhosa. — Um safado obcecado por mim.
— E com orgulho. — Ele passou a mão no cabelo dela, agora todo bagunçado. — Obcecado, viciado, louco... tudo. Se você soubesse quantas vezes eu sonhei com você montando em mim assim... porra.
— Já tem motivo pra outra tatuagem, então — ela provocou. — "Louco pela Ellie."
— Eu tatuo isso agora, sem anestesia. — Ele olhou pra ela com aquela expressão mole, apaixonada e suja ao mesmo tempo. — Mas antes... quero tomar banho com você.
— Só se você prometer lavar meu cabelo — ela disse, com um biquinho fingido.
— Eu lavo, seco, hidrato, e ainda te faço gozar encostada na parede do chuveiro.
Ellie arfou, sentindo o corpo reagir só com a ideia.
— Você não cansa?
— De você? Nunca.
Eles ficaram ali mais alguns minutos, sem pressa, trocando beijos lentos e preguiçosos, como se o mundo inteiro tivesse parado mesmo. E, na cabeça de Sunghoon, tinha parado mesmo. Porque quando Ellie tava nos braços dele, o resto do mundo deixava de importar.
Era só ela. Só os dois. Só aquela paz suada depois do caos delicioso.
E ele não trocaria isso por nada.
Sunghoon a levou no colo até o banheiro, os corpos ainda grudando um no outro. Ellie ria, com os braços em volta do pescoço dele, enquanto ele a colocava em pé dentro do box e abria o chuveiro, ajustando a temperatura.
A água quente começou a cair sobre eles, escorrendo pelos corpos como uma segunda pele. Sunghoon ficou parado um instante, só olhando. O vapor subia lentamente, e a visão de Ellie com a água molhando os cabelos e deslizando pelas curvas era tão erótica que ele chegou a fechar os olhos por um segundo.
— Vira de costas pra mim — ele disse, com a voz baixa e carregada.
Ellie obedeceu, deixando que a água caísse direto sobre o topo da cabeça. Sunghoon pegou o shampoo e começou a espalhar nos fios, massageando o couro cabeludo com uma delicadeza que fazia os olhos dela se fecharem de prazer.
— Hmmm... isso tá bom demais... — ela murmurou.
— Você merece — ele respondeu, com um beijo no ombro molhado. — Eu amo cuidar de você assim.
Enquanto massageava o cabelo dela, os olhos dele desciam pelas costas nuas. A tatuagem no centro das costas — aquela que ela fez numa viagem do nada e que ele nunca superou — chamava a atenção como sempre.
— Sabe... — ele começou, a voz mais rouca. — Eu sou completamente apaixonado pelas suas tatuagens.
Ellie sorriu, ainda de olhos fechados.
— Qual é sua favorita?
— A das costas. Aquela porra me deixa louco. Sempre que você vira de costas eu fico duro na hora, só de lembrar o quanto eu queria meter em você desde o dia que vi pela primeira vez. — Ele passou a mão lentamente pelas costas dela, traçando o desenho da tattoo. — Essa tatuagem e essa bunda... são o meu colapso.
Ellie soltou um riso preguiçoso, provocando:
— Então você só me quer pelas tatuagens?
Ele se inclinou, pressionando o corpo contra as costas dela, roçando o pau já ereto na curva da bunda.
— Quero você por inteiro. Mas as tatuagens me lembram que você é minha. Cada centímetro da sua pele marcada, registrada, feita pra mim.
— Sunghoon... — ela gemeu ao sentir os dedos dele escorregando entre suas pernas, brincando com o clitóris sob a água quente.
— Relaxa, amor... — ele sussurrou contra o pescoço molhado. — Só quero te fazer gozar mais uma vez. Bem aqui. Com a minha mão... enquanto você geme meu nome.
Os dedos dele começaram a se mover em círculos, firmes e precisos. Ellie se segurou nas paredes do box, a respiração já falha.
— Ai, porra... não para...
— Eu nunca paro, lembra? — ele respondeu, mordendo a orelha dela. — Você é minha. Minha arte viva. Minha mulher tatuada e deliciosa. E eu vou te fazer gozar de novo agora.
Ele a penetrou com dois dedos, o polegar pressionando o ponto certo, enquanto sua boca grudava na nuca dela.
Ellie gemeu alto, o corpo inteiro se arqueando, a água caindo como uma trilha sonora perfeita para o caos de sensações.
— Goza pra mim, Ellie. Me dá isso de novo. Quero sentir você tremer na minha mão.
E ela gozou. Forte. Com o corpo colado no vidro, as pernas bambas, os gemidos abafados pelos beijos dele.
Sunghoon segurou firme, mantendo ela de pé, beijando cada pedacinho da pele dela enquanto murmurava:
— Eu te amo. Te amo tanto que dói. Até suas tatuagens... me fazem te amar mais.
Ellie virou de frente pra ele, com os olhos molhados — de água e de emoção.
— Eu sou sua, Sunghoon. Por dentro, por fora, marcada e molhada... só sua.
Ele a puxou pra um beijo lento, molhado, cheio de promessas sujas e amor profundo.
E ali, no box cheio de vapor, eles não precisaram de mais nada além um do outro.
Tira esse Moletom | Niki
A tarde estava preguiçosa, abafada, e SN fazia de tudo pra evitar qualquer tipo de esforço. Estava deitada no sofá com as pernas jogadas por cima do encosto, o celular numa mão, e o outro braço enfiado dentro do moletom cinza que tinha pego do guarda-roupa do Niki.
Na verdade, não pegou. Roubou. Porque era macio, confortável e cheirava a ele um misto de perfume fresco, lençóis limpos e alguma coisa quente que ela não sabia descrever. E também porque ele odiava quando ela fazia isso.
Justamente por isso era mais gostoso.
Ni-ki apareceu na sala minutos depois, com a toalha ainda jogada no ombro e o cabelo molhado, saindo do banho.
Parou quando viu a cena.
— Você tá com meu moletom?
SN nem olhou.
— Tô.
— Vai devolver?
— Não.
Ele deu uma risadinha curta, o tipo de riso que precedia alguma provocação.
— Você não tem moletom?
— Tenho. Mas esse é melhor.
Ela deu de ombros.
— Serve em mim, é macio, cheira bem.
Niki passou a língua pelos dentes, caminhando devagar até o sofá.
— Cheira bem, né? Porque cheira a mim.
— Exato.
— Isso te excita?
Ela finalmente olhou pra ele, arqueando uma sobrancelha.
— Você se excita com cheiro de shampoo. Qual o problema com isso?
Ele se aproximou mais e puxou a barra do moletom, levantando o tecido até mostrar a parte de baixo da coxa dela.
— O problema é que você tá por baixo disso tudo. E eu não sei o que tem ali.
Deu mais um puxão.
— Tá de calcinha?
— Talvez.
Ele riu, aquele riso debochado que ela odiava.
— Vai bancar a difícil hoje?
— Vou.
SN empurrou a mão dele, voltando a olhar o celular.
— Vai se entreter com outra coisa. Me deixa em paz.
Niki passou por trás do sofá e inclinou-se até o pescoço dela, o cabelo ainda úmido pingando no ombro dela. A voz veio baixa, rouca.
— Se eu meter a mão aqui agora, você não tá nada difícil. Só tá se fingindo.
Ela soltou um suspiro irritado.
— Você vive com esse ego inflado. Tudo gira ao seu redor?
— Você, gira.
A mão dele já estava embaixo do moletom, os dedos subindo pela coxa dela devagar.
— E quando eu te tocar de verdade, cê vai se lembrar por quê.
— Niki—
Ele colou a boca no pescoço dela, lambendo devagar antes de morder de leve a pele.
— Tira esse moletom.
— Não.
— Tira, porra.
Ela virou pra ele, encarando.
— Por quê?
Ele sorriu.
— Porque eu quero ver sua pele arrepiando quando eu lamber cada centímetro. Porque eu quero chupar você com os peitos livres, saltando na minha cara. Porque esse moletom é meu e você só pode usar se estiver montada em mim, gozando com a boca aberta.
implorando pra não parar.
Ela encarou ele por três segundos. Depois jogou o celular de lado, levantou e tirou o moletom devagar, deixando escorregar pelos braços, revelando o corpo nu por baixo só uma calcinha preta rendada.
Niki ficou em silêncio por dois segundos. Os olhos escurecendo. A língua passando pelos lábios.
— Acha que pode me provocar assim e sair ilesa?
SN sorriu.
— Vem provar.
Ele agarrou a cintura dela e a jogou no sofá com facilidade, subindo por cima. Beijou com força, com raiva, com fome. As línguas se misturando, os dentes raspando. As mãos dele apertavam tudo cintura, coxa, bunda. Cada toque parecia uma punição.
Niki desceu os lábios pro pescoço, sugando com força, deixando marcas.
— Quero você toda marcada. Quero que amanhã, quando se olhar no espelho, lembre de hoje. Do quanto implorou.
A boca dele desceu, deixando um rastro de saliva entre os seios até alcançar o mamilo. Ele chupou forte, lambeu devagar, depois mordeu com calma.
— Cê é perfeita assim — murmurou, abocanhando o outro seio com a mesma intensidade. — Inteira, quente, tremendo por mim.
Ela arqueou as costas, os dedos no cabelo dele, gemendo baixo.
A mão dele desceu pela barriga até a calcinha. Passou um dedo por cima, pressionando o clitóris com movimentos circulares.
— Molhada. Sabia.
— Niki, p—
Ele puxou a calcinha. Lento. Provocador. Como se estivesse abrindo um presente.
Depois ficou de joelhos entre as pernas dela, segurou firme nas coxas e mergulhou.
Língua quente. Suave. Depois intensa.
Ele chupava com gosto, afundando o rosto entre as pernas, gemendo contra ela. A pressão exata, os movimentos precisos. Os olhos subiam de vez em quando, só pra ver o quanto ela estava perdida.
— Você tem o gosto mais viciante que existe.
SN tentou fechar as pernas, tremendo, mas ele segurou.
— Abre pra mim. Isso. Assim.
Dois dedos deslizaram dentro dela enquanto ele chupava com força. A sensação era absurda, insuportável de tão boa. Ela gemeu alto, puxando o cabelo dele, dizendo que não ia aguentar.
— Goza na minha boca. Quero sentir você toda.
E ela gozou.
Com um gemido rouco, o corpo arqueando, a respiração falha.
Ele subiu, com a boca brilhando, e colou os lábios nos dela, deixando ela sentir o próprio gosto. Depois, mordeu de leve o queixo dela e sussurrou:
— Agora você pode usar meu moletom.
Ela riu, ainda ofegante.
— Você é um idiota.
— Um idiota que te faz gozar até chorar.
Ela ainda tentava recuperar o ar quando ele se posicionou entre suas pernas, o olhar colado no dela.
Niki subiu os dedos até a boca dela e forçou entre os lábios, sujos do prazer que ele tinha acabado de tirar dela com a língua.
— Chupa.
Ela obedeceu. Sujou a própria língua, chupou os dedos como se fosse o pau dele. Os olhos dele escureceram mais.
— Isso... olha como você é linda quando se entrega.
Ele puxou os dedos e se abaixou, beijando os lábios dela com força, invadindo a boca, mordendo. A respiração dos dois se misturava. Os corpos colavam.
E então ela sentiu.
O toque quente, firme, a cabeça do pau pressionando contra sua entrada.
— Vai me deixar entrar devagar ou quer que eu te faça lembrar quem manda?
Ela encarou ele com um sorriso provocador.
— Você fala muito.
A resposta dele foi um gemido rouco no ouvido dela quando entrou de uma vez, fundo, inteiro, fazendo o corpo dela se arquear.
Ela gritou.
Ele riu baixo.
— Fala agora, vai. Quer ver se tem coragem.
Niki segurou os pulsos dela acima da cabeça com uma das mãos e começou a meter devagar. Só a pontinha. Depois tudo. Entrava e saía, cada estocada mais forte que a anterior.
— Tão apertada pra mim. Essa boceta foi feita pra me engolir.
Ela gemeu alto, os quadris se mexendo por reflexo, tentando acompanhar o ritmo.
— Isso, se mexe... se oferece... você adora quando eu fico assim, né?
Ele soltou os pulsos e desceu a mão até o pescoço dela. Apertou de leve, só o suficiente pra fazê-la sentir o controle.
— Você gosta quando eu falo com você assim. Gosta quando eu te uso.
Ela apertou as pernas ao redor dele.
— Mais forte.
Ele obedeceu.
Segurou a cintura dela com força e começou a foder com vontade, os quadris batendo com força contra os dela, fazendo o sofá ranger.
— Olha isso... você tá molhada até os lençóis.
O som dos corpos se chocando, o cheiro do sexo no ar, os gemidos abafados, tudo estava tão quente que parecia impossível não perder o controle.
Niki se inclinou, chupou os seios dela com voracidade enquanto continuava metendo fundo. As mãos apertavam, arranhavam, moldavam cada curva.
— Vai gozar de novo, não vai?
— Eu não aguento, eu vou—!
— Vai gozar pra mim, de novo. Isso. Goza agarrada no meu pau.
Ela explodiu. O corpo inteiro tremendo. Os gemidos saindo altos, intensos, desesperados. Ela apertava as costas dele com as unhas, e ele metia mais fundo ainda, até gozar também com um gemido rouco, longo, enterrando-se até o fim, tremendo por cima dela.
Eles ficaram ali, grudados, ofegantes, os corações batendo como se tivessem corrido uma maratona.
Niki se apoiou nos cotovelos, olhando pra ela.
O cabelo grudado no rosto dela, o peito subindo e descendo, os olhos fechados como se estivesse flutuando.
Ele sorriu.
— Ainda quer usar meu moletom?
Ela virou o rosto devagar, os lábios entreabertos.
— Só se for pelada por baixo de novo.
Ele soltou um riso rouco, beijou a testa dela e depois os lábios, mais devagar agora. O toque mais suave, carinhoso, mesmo com o gosto do caos ainda grudado na pele dos dois.
— Você me enlouquece, sabia?
Ela sorriu, preguiçosa.
— Você que começou.
Ele encostou a testa na dela, ainda dentro, ainda colado.
— E eu nunca vou saber a hora de parar.