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@aubrey-bertram

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Everyone knows Life has its ups and downs One day you’re on top of the world And one day you’re the clown
Well I’ve been both enough to know That you don’t wanna get in the way when its working out The way that it is right now You see my heart i wear it on my sleeve Cause I just can’t hide it anymore
Start of Something Good, Daughtry
Space is just a word made up by someone who's afraid to get too close — Slinkbrey
misslinkhard :
O barulho do ponteiro do relógio estava a desconcentrando. Havia adiantado praticamente todo seu trabalho daquele dia e havia alguns poucos a serem resolvidos com seus superiores. No entanto, assim que faltou meia hora para que o horário de almoço chegasse, Wendy encontrava-se ansiosa. Tentou se focar nas matérias de edições anteriores da Witch Weekly porque não conseguiria mais ter foco para se dedicar as suas tarefas. E, mesmo assim, não estava tendo muito sucesso. Sentada em uma das mesas mais afastadas, reservadas para os estagiários, tudo que sua mente captava era o barulho do ponteiro e como parecia que as horas estavam se arrastando. Começou a bater com um dos pés no chão, seguindo o ritmo do barulho que escutava enquanto passava as páginas da revista, insistindo ainda em se distrair, sem sucesso algum. Pelo menos, quem a visse, poderia achar que a morena estava revendo matérias antigas para auxiliar para que as sessões não se tornem repetitivas e busquem inovar. Não que ela tivesse direito de dar opiniões a respeito, mas seu dever era auxiliar e Wendy buscava fazer da melhor maneira possível, mesmo que não fosse escutada - o que ela esperava que não fosse acontecer.
Estava como estagiária da revista Witch Weekly a alguns meses, graças ao professor Slughorn que havia a apresentado para um dos redatores antes mesmo de se formar. Slinkhard não pretendia deixar seu sonho de escrever um romance de lado, mas antes que pudesse ser aceita no mundo literário precisaria de estabilidade financeira. A revista também lhe serviria de aprendizado envolvendo a escrita e o direcionamento de públicos. Ela estava mais do que satisfeita com seu estágio. Entretanto, seu tempo era quase todo voltado para o trabalho. Mesmo em casa, às vezes tinha que fazer pesquisas ou revisões de textos não terminados durante seu tempo na sede da revista. Isso refletia muito no seu tempo para os outros momentos de sua vida, como a convivência com Bertram, agora seu namorado.
Eles haviam seguindo uma longa estrada antes que pudessem engatar o romance. Wendy havia sentido medo por tanto tempo de se sentir apaixonada pelo melhor amigo e após finalmente se darem uma chance, era como respirar ar puro, um peso tirado das costas. Ambos possuíam uma grande conexão e conheciam muito bem um ao outro, era fácil estarem juntos. Porém com Slinkhard estagiando na revista Witch Weekly e ele estagiando no Profeta Diário, o tempo de estarem juntos havia minimizado demasiadamente, comparado com o tempo que passavam juntos em Hogwarts. Wendy preocupada com o espaço que estava se criando, buscava meios que eles pudessem se ver, estarem juntos, nem que fosse pelo menos uma hora durante seus dias. Uma das saídas foi se encontrarem para almoçar ou jantar em alguns dias da semana. Por isso que estava ansiosa, pois se encontrariam para comerem juntos e, damn it, ela estava com saudades dele. Parecia que todo tempo que passavam juntos não era o suficiente.
Faltando dez minutos para seu horário de almoço, Wendy já estava arrumando sua bolsa e ajeitando sua mesa. Faltando cinco minutos, já estava saindo do escritório. Usou uma das lareiras para se locomover, por meio de pó de flu. Ela havia dito que o encontraria no Beco Diagonal, já que lá deveria ter algum local para comerem e era a sede do Profeta Diário. Transportou-se para o caldeirão furado e assim que pôs os pés no estabelecimento esquadrinhou o local para achar Bertram Aubrey.
Bertram Aubrey odiava seu atual emprego. Se ele ao menos imaginasse que sair de Hogwarts fosse tão ruim ele não teria desejado por aqueles dias por tanto tempo. Talvez ele tivesse estragado tudo por colocar tanto peso no que faria depois que se formasse, mas ele não fazia ideia de que seria tão ruim assim. Quando teve que decidir que caminho seguir sabia que não queria colocar a pintura, seu hobby, como uma profissão. Se não acabaria deixando de se tornar um hobby, e se tornaria uma obrigação. Com a ajuda de sua namorada, nem mesmo ele conseguia acreditar que tinha uma, o garoto decidiu confiar em seus professores, e se candidatar para uma vaga no Profeta Diário. Ele realmente acreditava que o Profeta seria um jornal sério por ser tão conceituado, e por conta de suas notas não haviam dúvidas se ele conseguiria o emprego.
O problema era que ele quase nunca escrevia. Por ser estagiário, ele esperava isso. Esperava ter que observar e aprender. Ou somente se focar em fazer pesquisa. Algo que ele realmente gostava. Se ainda fosse aquilo que ele fizesse estaria um pouco mais contente. Afinal, satisfeito ele não seria. Bertram Aubrey sempre foi um reclamador de primeira linha. Um dos problemas ao seu redor é que as pessoas pareciam não levar a sério tudo que acontecia ao seu redor. Era sempre como se estivesse cercado por dúzia de idiotas preocupados com apostas, corridas, novos empreendimentos, até mesmo chegaram a sugerir uma nova coluna somente sobre noivados na sociedade bruxa. Era demais para o garoto aguentar. Isso quando não ficavam mandado ele de tempos em tempos buscar mais tintas e pergaminho nos depósitos.
Bertram sempre fazia com que suas saídas durassem muito tempo, e depois simplesmente falava que estava perdido. Ele ficava na verdade apoiado na parede do deposito, apenas esperando que o tempo passasse mais rápido. Sabia que ninguém o estava obrigando a ficar ali, mas ele não queria decepcionar seus pais. Muito menos sua namorada que estava tão orgulhosa por ele estar seguindo um caminho que seria muito importante para ele. Se seu futuro era continuar escrevendo no Profeta Diário, Bertram sabia que acabaria cometendo ele mesmo alguns crimes. Por vários momentos, a ideia de Azkaban parecia mais agradável do que aquele pequeno inferno. E então, a imagem de Wendy vinha a sua cabeça, e ele sabia que deveria fazer aquilo por ela. Enrolara o suficiente no deposito para que no momento em que seu superior foi tentar chama-lo para um almoço para conversar o que ele achava do Departamento de Jogos e Esportes Mágicos ter adquirido novas vassouras. Ele simplesmente não conseguia lidar com aquele tipo de pessoas. Havia escapado por eles tempo o suficiente em Hogwarts, não seria fora dela que ele seria obrigado a ter conversas como aquela.
Educadamente o garoto recusou a proposta. Utilizando seu compromisso com Wendy como desculpa, e bem, era verdade. Ele sempre iria preferir mil vezes sua amada namorada do que qualquer um daqueles caras do escritório. Olhou no relógio e já estava um pouco atrasado para encontrá-la no Caldeirão Furado. Uma das coisas que Bertram mais odiava era ter que se apressar. Ao entrar no restaurante percebeu que Wendy já estava lá, o que significaria que ele ouviria um grande discurso sobre responsabilidade. Ele tentava guardar sua negatividade de lado quando estava perto da namorada, mas ainda assim ele não conseguia. Ao vê-la, Bertram levou suas mãos até o rosto delicado da garota levantando um pouco o mesmo, enquanto se abaixava para beijá-la. Seu braço contornou a cintura da garota levantando-a um pouco. Seus músculos relaxaram um pouco, e o garoto então a soltou. Um sorriso sem graça apareceu em seu rosto. Aquele era o efeito que Wendy tinha com ele. Poder transformar um dia ruim, em algo bom. Ele se sentou e respirou fundo. “Eu odeio meu trabalho, nada de novo.” Confessou enquanto revirava os olhos. “Quanto a você? Como foi o seu tão incrível estágio?” Ele estava sendo um pouco sarcástico, mas Wendy aquele ponto já estava acostumada.
como tá a vida no jornal, bertram? é ruim ser estagiário?
Para alguém que só queria ficar parado escrevendo ter que ficar indo para cima e para baixo é basicamente a mesma coisa que uma tortura sem condenação.

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Você já usou a sala de projeções astrais do quinto andar em cima do auditório?
Eu mal sei me localizar até a sala que eu devo ficar para escrever. Por favor, não mande isso para a Wendy. Ou ela vai querer que eu leve ela lá, e realmente ficar bobeando onde não se deve. Sem contar que é muito mais fácil enfeitiçar o teto de casa. Muito menos trabalho, e muito mais seguro.
Você acha que vai rolar guerra ou é sensacionalismo da galera?
Existem pessoas com raiva, e pessoas que querem fingir que nada está acontecendo. O que te fazer dormir durante a noite é sua resposta.
Superou o bullying e perdoou os coleguinhas de Hogwarts?
Eu tenho um emprego, uma namorada incrível, e meus amigos continuam me mandando cartas. Incessantemente dá até tédio de ter que responder tudo que chega por aqui. Por que raios eu deveria sequer pensar em certas pessoas que segundo as pessoas próximas de mim não valem a pena o pensamento? A vida é boa quando você para de se importar tanto assim.
And I’m waiting for the right time for the day I catch your eye to let you know that I’m yours to hold // Slinkbrey
misslinkhard :
Desde o momento em que decidiu fazer o piquenique nos jardins com Bertram, estava calma e animada para o programa. Estar ao lado do amigo lhe fazia esquecer sobre o mundo que esperavam por eles fora das paredes de Hogwarts como também alegrava seu dia. Embora houvesse sentimentos para além da amizade, havia nada que a atrapalhasse o relacionamento deles. Mas após aquele pequeno lapso onde trocou as palavras e deixou a verdade sair em forma de palavras na frente do mesmo, Wendy temeu que ele percebesse e compreendesse o que aquilo significava. Ela não tinha intenção de se falar sobre o que sentia para o melhor amigo porque acreditava que o momento adequado não havia chegado ou se viria a chegar. Na verdade, Wendy considerava o que vinha sentido poderia se esvair naturalmente em algum momento, mesmo que nos últimos dias ela não estivesse cooperando e procurando estar junto de Bertram o máximo que podia. Ela via as brechas para estar perto dele e não resistia como também provocava essas oportunidades, pois achava que ele não suspeitaria de nada. No entanto, estava com medo que estivesse se deixando levar longe demais. Ela se questionava mentalmente se era capaz de controlar as suas palavras dentro si. Wendy era muito sonhadora e havia já imaginado as mais diversas situações onde revelava seus sentimentos, num universo onde Bertram a corresponderia e eles ficavam juntos. Palavras já imaginadas e presas. Mesmo que julgasse que seria errado continuar, seria estranho voltar atrás naquela altura, ele era inteligente demais para perceber que algo não se encaixaria, ainda mais depois daquele discurso atrapalhado.
Wendy o levou para os jardins dizendo a si mesma que ela poderia passar tempo ao lado dele sem estragar o programa. Ela precisava acreditar nisto. Contudo, não poderia negar para si mesma que queria se deixar ser atrapalhada, queria que as palavras saíssem sem filtro qualquer, queria deixar suas mãos correrem para seus cabelos dourados e sentir a respiração dele perto do seu rosto. Ela queria tanto aquilo, sentir todas essas sensações, que até doía quando se permitia pensar. Porém, lá estava ela com sorriso no rosto encorajando Bertram a prosseguir e ficar com a mesma nos jardins, mesmo sabendo o quão perigoso poderia ser para si mesma. Estendeu um pano quadriculado, que havia trago de casal no natal para futuros planos de piquenique (embora naquela época não havia planejado desta forma), e colocou a cesta cheia em um dos cantos para que pudessem se sentar confortavelmente. Foi surpreendida com o questionamento do rapaz. Ela não sabia do que exatamente ele estava falando, se estava finalmente percebendo as estranhezas sobre as ações dela ou estava apenas curioso porque ela havia resolvido fazer um piquenique e insistido tanto na ideia. De qualquer forma, ela ficou nervosa com o questionamento e tentou ao máximo não transparecer. “O quê? O piquenique?” Perguntou cautelosamente. “Eu achei que poderia ser um bom dia para se ficar nos jardins, já que o clima está ameno e você poderia ter ideias para seus desenhos. Aproveitar esses poucos instantes que ainda temos em Hogwarts. E você sabe, eu gosto de passar tempo do seu lado.”
O menino não gostava de sair de seu dormitório. Todos que o conheciam sabiam daquilo, mas ainda assim a sensação de estar debaixo do sol era bastante confortante. Mesmo que não houvessem tantos dias assim de sol, e que ele soubesse que daqui a pouco o vento tomaria lugar. Pelo menos, as pessoas estavam conseguindo relaxar um pouco após todos aqueles problemas que haviam passado. Bertram andava bem preocupado, o que não era algo comum dele. Ele até mesmo estava nervoso, mas naquele momento era pela resposta da garota. Ele tentava não parecer tão óbvio encarando a garota daquele jeito, mas era impossível não olhar com tanta ternura para Wendy. Ele nunca soube o que fez para merecer uma amiga tão boa. O menino sabia que a presença de Wendy em sua vida foi algo bem complicado perceber que sentia algo a mais por uma pessoa que não era sua namorada, e ter se conformado em ser apenas amigo. Eram passos bastante difíceis, e ele possuía um pouco de esperanças quando havia perguntado para Wendy o que estavam fazendo ali. Ela deveria saber que era a única pessoa que fazia com que ele saísse do castelo sem nem pensar duas vezes. Ele sempre dizia sim para ela, e nem mesmo pensava nos efeitos de suas ações. Ele fazia tudo pela garota. Como ela não poderia perceber?
Já esperava um balde de água fria surgiu após as palavras da amiga. As coisas eram realmente daquele jeito. Wendy queria ser sua amiga, e não importava o que ele pudesse pensar ou supor. Ele teria que conviver com o fato que nem sempre as pessoas ficariam juntas, e bom, ele era grato por pelo menos ter a amizade da garota. Deu de ombros desistindo, então de qualquer outra coisa. Imaginou que a garota deveria ter trazido algum livro para se distrair. Bertram acabou deitando a cabeça no colo da garota, igual quando faziam quando simplesmente queriam relaxar. Era isso que geralmente faziam quando só queriam ficar no jardins. Já haviam feito aquilo inúmeras vezes. Por que ele cogitaria que aquela vez seria diferente? Bertram apenas fechou seus olhos e deixou um pouco que tinha do sol tomar conta de seu rosto. Pelo menos eles estavam juntos ali. Ele poderia aproveitar o pouco de tempo que tinha com a amiga antes que fossem separados pela formatura. Bertram tinha a certeza que a garota só andava com ele, e como a mesma disse “gostava de sua companhia” por não ter nenhuma outra melhor. Deveria supor que Septima e Jake estavam em alguma espécie de encontro ou apenas aproveitando no salão comunal. Tentando com uma pouco dificuldade ele entre abriu um dos olhos, e sentiu um leve desconforto ao contato com o sol. Focou o rosto no da garota. “O que trouxe para ler hoje? Ou vai escrever? Tentando achar um desfecho para seu herói preguiçoso?” Comentou com um pouco de descaso, e até mesmo poderia revirar os olhos. Percebeu que poderia estar incomodando a garota, e então saiu do colo da mesma, e se pós a deitar na toalha. Com os braços cruzados por detrás de sua cabeça. “Ainda não desistiu da ideia?” Perguntou mais baixo, e suspirou um pouco. Aquilo era bem fácil.

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Tea, Coffee, and Books | Bertram & Iseult
iseultahern :
Aquela Iseult sentada em um sofá na sala comunal da Ravenclaw era apenas um espectro da Iseult que havia existido um dia. Enquanto todos seus amigos e colegas de Casa recomeçavam a colocar suas vidas no ritmo normal, Is permanecia perdida. Frequentava suas aulas, mas isso não queria dizer que ela conseguia entender ou aprender algo; nem ler, que era algo que ela amava desde quando havia aprendido a juntar as letras para formar palavras e juntar palavras para formar frases, lhe trazia mais alguma sensação de conforto, a única sensação que reinava em Iseult Ahern era a de que aquilo tudo poderia acontecer novamente. Tudo se agravava quando seus olhos verdes encontravam a figura de Wilkes. O que ela sentia em tais momentos era o pior que ela já havia se permitido sentir na vida: raiva, ódio, nojo. Uma mistura tão podre quanto o próprio Wilkes.
Havia deixado seu dormitório pouco depois do jantar, logo viria o horário de recolher e aquela noite era sua para as rondas. Desde o acontecido no festival a jovem passara a ter receio de fazer suas rondas sozinha, seu maior medo era encontra-lo e tudo acontecer novamente. Sempre deixava a sala comunal acompanhada de alguém de sua confiança, sentia-se mais segura daquela maneira. Naquela noite em especial havia recebido um bilhete, no qual dizia que sua roda havia sido trocada com a de Yaxley, a monitora do sexto ano da Slytherin. Cansada de encarar as paredes de seu dormitório, Iseult permaneceu sentada no sofá da sala, encarando o fogo da lareira.
Foi pega de surpresa por seu novo acompanhante, imaginava que a maioria dos companheiros de Casa já teriam se recolhido àquela hora. O que fez com que ela notasse que não estava mais sozinha foi uma caneca pairando à sua frente, precisou olhar com mais atenção para notar que a pessoa lhe oferecia o que quer que estivesse lá dentro. Moveu sua cabeça negativamente, sinalizando que não queria. Direcionando sua atenção para a pessoa agora a jovem reconheceu Bertram, um dos garotos de seu ano que mais gostava. O jeito simples e respeitoso dele sempre passara uma boa impressão para Ahern.
Ela não estava muito disposta para conversas, sabia que assim como a maioria das outras que tivera durante todos aqueles dias teria o mesmo desfecho: alguém querendo saber o que aconteceu com ela e quem fora o responsável. Iseult sabia quem era o responsável, mas não fora capaz de verbalizar, de dar um nome para os aurores que estavam investigando o caso e a história de Madame Pomfrey sobre amnésia pós-traumática veio a calhar naquela situação. Por não querer conversar a jovem agradeceu mentalmente Bertram ter sugerido que jogassem uma partida de xadrez, Is não jogava há tempos e uma distração seria de muito bom uso. “Claro.” Lançou para ele um singelo sorriso – sorrisos agora eram um artigo escasso no rosto da jovem. Aproximou-se do tabuleiro na mesinha e com um aceno de varinha as peças pretas se ajeitaram, apenas esperando o comando dela para que pudessem se mover após as peças brancas e Bertram se moverem primeiro. “After you, sir.”
Havia algo na paz do castelo durante a noite que Bertram admirava. Por mais que não fosse recomendado, dado as circunstancias, ficar fora do dormitório após o horário de recolhida. Bertram sabia que não era o único ali. Não havia sido a primeira vez que ele encontrara outro colega apenas acordado. Como se alguém conseguisse ter uma boa noite durante aqueles últimos dias. Bertram não sabia como se sentir. Abençoado por não ter passado por tudo aquilo por conta de sua preguiça. Ou culpado. O sentimento de alivio o corroía. Quanto mais ele escutava sobre os relatos de seus colegas, ele se sentia mais culpado. Não deveria se culpar. Ele não havia feito nada, mas não ter feito nada em uma situação como aquela ainda parecia ruim. Bertram sabia que eventualmente, teria que largar seu jeito quieto, e afastado. Não era saudável para ninguém, ainda mais para o que poderia acontecer. Bertram sempre fora inteligente o suficiente para saber que toda aquela tempestade traria uma calmaria por um tempo, mas que o furacão ainda não havia chegado.
A figura de Is a sua frente parecia confortá-lo um pouco. Antes a ruiva quieta do que qualquer outro colega animado demais para fazer com que Bertram falasse alguma coisa. Por mais que alunos da Ravenclaw fosse conhecidos por todo o seu conhecimento ninguém ali poderia ter previsto o que acontecera. Algumas vezes, Bertram pensava que o perigo estava dentro daqueles corredores. Agora ele sabia que eles não passavam de moleques entediados. Eles não conseguiriam fazer mal naquela escala. Apenas ricos entediados. O que havia causado toda aquela tormenta era algo muito maior. Isso fazia Bertram ficar desconfortável. Um estrategista como ele sempre gostava de pensar em suas próximas jogadas. Prever seus inimigos, e estar preparado para todo tipo de situação. Essa era uma das razões para ele gostar tanto de xadrez. O esporte abria várias possibilidades para ele, mas como ele agia com algo que ele não conseguia prever os próximos movimentos? Alguém em que ele não conhecia a personalidade para imaginar o tipo de ação. Bertram ficava encucado com coisas daquele tipo, ainda assim não conseguia se distanciar muito. Seus pés continuavam, no chão, e assim moveu sua peça em resposta a amiga.
Dificilmente Bertram começaria a puxar uma conversa. Ele era muito mais do tipo que respondia a tudo com uma ou duas palavras exigindo o mínimo de esforço possível da parte dele. Naquela noite, Is parecia estar mais quieta do que ele. O que era bastante engraçado na cabeça dele. Ele não sabia puxar conversas, e nunca gostava de incomodar as pessoas. Assim como não gostava de ser incomodado. Havia algo no fato da amiga estar ali àquela hora, e claramente desconfortável que fez com que Bertram começasse a pensar no que falaria. Era a sua parte que o culpava por não ter participado. O problema era que o garoto não queria ser mais uma dessas pessoas que estavam sufocando umas às outras. Discretamente enquanto esperava a continuação da jogada Bertram pensou bastante, e então decidiu sugerir a amiga. “Se precisar eu tenho algumas poções que ajudam a dormir. Elas são bem simples.”
Aquela era sua abertura, e provavelmente a única coisa que ele falaria sobre o assunto. Bertram era um aluno bem inteligente, talvez pudesse ser um dos melhores se não fosse tão preguiçoso. Pelo menos era isso que seus colegas falavam para ele. Ele tentou abrir um sorriso pequeno para Is, pois não sabia do que a garota precisava. Lembrava de sua ex namorada que sempre tentou que o garoto se esforçasse mais para se relacionar com outras pessoas. Assim como Wendy também se esforçava em fazer esse mesmo tipo de discurso. Ele acreditava estar fazendo uma grande melhora, mas aquele era o máximo que conseguia fazer sem estar forçando a si mesmo, e acreditando que estava dando o espaço necessário para Iseult.
(Flashback) I’ll have nightmares about this | Bertram & Septima
baddestvector :
Para Septima Vector, uma pessoa que levava sua vida de forma organizada e sem muitos tipos de problemas ou confusões, ela não estava acostumada a lidar com algumas situações imprevisíveis como aquela em que encontrava naquele momento. Tudo bem que às vezes dava algumas escapadas, como na vez em que se encontrou com William Branwell na biblioteca, e ela sempre tomava extremo cuidado para não ser pega, mas até mesmo os maios cuidadosos tinham o seu dia de azar e esse dia havia chegado. Sentia-se completamente fora do controle da situação, não sabia o que dizer para seu amigo Bertram esquecer-se daquele momento inconveniente de minutos atrás, e muito menos podia obrigá-lo a esquecer — se bem que aquilo era algo provável de acontecer, pois conhecendo seu amigo ela sabia dizer que aquele encontro estava sendo mais constrangedor para ele do que para ela, então esquecer aquilo não seria nada complicado. E da próxima vez, isso é que houvesse uma próxima, Septima iria tomar muito mais cuidado. Já tinha aprendido a sua lição e não precisava de um segundo encontro com Bertram, pois aquela noite estava sendo uma das mais constrangedoras de toda sua vida até então.
— Espero conseguir rir disso um dia, pois no momento a única coisa que estou tentando fazer é não deixar transparecer a minha de choque, mas acho que não está funcionando muito bem, não é? Parece um pouco injusto culpar o Jake por ele não estar aqui, mas se bem que parece uma alternativa mais fácil colocar a culpa em outra pessoa — já tinha visto algumas situações em que algumas pessoas culpavam terceiros apenas para escaparem de algum tipo de problema, era uma atitude que Septima considerava imoral e que jamais conseguiria praticar com ninguém, principalmente, com Jacob. Seria mais fácil de lidar com a situação se não fosse somente sua culpa, mas aquele não era o caso e por isso teria de lidar sozinha, talvez contando apenas com Jake para escutá-lo dando boas risadas sobre o ocorrido. — Obrigada, Bert — uma das melhores características de Aubrey era a lealdade do garoto, e por isso a Vector apreciava tanto aquela amizade de seu colega, pois sabia muito bem que ele era uma das poucas pessoas em que ela podia contar para tudo, uma das poucas pessoas que estavam ao seu lado para quando fosse preciso. Bertram Aubrey junto de Wendy Slinkhard e Jacob Kraavitz eram os melhores amigos de Septima Vector, eles eram seu porto seguro. — Se algum dia eu resolver ter filhos você vai ficar sabendo, e pode apostar que esse dia vai custar a chegar. Já vou estar mais velha — era um fato que a ravina não se imaginava sendo mãe, mas se esse dia algum dia chegasse ela esperara ter mais de 20 anos e, de preferência, formada e já trabalhando.
— O Jake não me colocou em nada, eu decidi fazer isso por mim mesma. Eu não sou estupida Bertram, meu nome é Septima Vector e eu estou percebendo que você tem um tipo de interesse na Wendy, e como ela é a minha melhor amiga eu gostaria que um cara legal como você ficasse com ela — por mais que tivesse demorado para perceber seus reais sentimentos por Jake, estava na cara de Aubrey que ele sentia algo por Wendy e como uma boa amiga ela estava tentando ajudar ambas as partes, o que ruim tinha naquilo? Valia a pena insistir naquilo, apesar de todas as reclamações de Bert. — Ela provavelmente deve saber que eu estava com o Jacob, e ela sabe que ele não é capaz de fazer nada de ruim comigo.
Os hábitos de Bertram acabariam matando ele qualquer dia desses. O mesmo sempre acreditou que seria sua preguiça. Que o faria nunca mais levantar de algum lugar, porém seu prazer pela noite foi o que estava o deixando em uma saia justa naquele momento. Bertram possuía uma espécie de insônia, mas ele geralmente não deixava transparecer muito para não incomodar seus colegas de dormitório. Então normalmente se contentava em ficar com as cortinas em torno de si. Desenhando, escrevendo, lendo. Ele já havia bolado inúmeras estratégias para controlar seu sono. Se ele ao menos tivesse se agarrando a uma delas não precisaria estar ali passando por aquele momento tão vergonhoso com Septima. Não conseguiria nem imaginar com qual cara teria que lidar com Jake quando o mesmo aparecesse no dormitório. Ele até estava cogitando forçar o sono para evitar alguma cena daquela. Ele simplesmente queria alguma bebida quente. Ainda assim, ali estava Septima e a bochecha de ambos possuía um tom mais avermelhado que os cabelos da garota. Bertram se encolheu em seu roupão. Seus passeios noturnos diminuiriam drasticamente após aquela noite. Ou ele checaria se o melhor amigo estava no quarto antes de sair. “Desculpa te deixar constrangida. Pensa que a situação também é bastante complicada para mim. Você e Jake são meus melhores amigos, então fica bastante difícil ficar perto de vocês quando ficam bastante carinhosos. Essa aqui não era uma cena que eu estava querendo ver também, mas antes você de pé caminhando para o dormitório do que dar de cara com você e o Jake lá embaixo.”
O ravino queria sair correndo dali. O mais rápido possível, mas ele sabia que a situação de Septima era a mesma que a dele. Ainda assim os dois estavam ali tentando seguir adiante com tudo aquilo. Bertram não sabia se conseguiria rir. Aquele não era o humor dele. Na verdade, estava mais como uma peça de terror, porém ele estava tentando. O que já era mais do que ele faria alguns anos atrás. Com as palavras da menina sobre Wendy, Bertram se encolheu ainda mais em seu roupão. Jake, e Septima saberem sobre Wendy não era algo tão chocante para ele. O que o deixava incomodado era saber que nenhum dos dois sossegaria quanto ao assunto. Bertram era uma pessoa quieta e sossegada. Não fazia parte das ações do garoto romance. Não depois do desastre com Delilah. Bertram nunca fora bom em se relacionar. Por mais que ele gostasse muito de Wendy, ele acreditava que ela merecia mais. Da mesma forma como ele acreditava que Delilah merecia mais. As pessoas não entendiam isso, mas Bertram sim. Amar alguém era dar a liberdade para eles. Então, ele nunca prenderia ninguém. Liberdade. Como ele gostava daquela sensação. Em Hogwarts, muitas vezes, ele sentia-se preso a algumas regras. Ao que as pessoas pensavam e a inúmeros fatores. Ele não poderia aguardar para se formar.
“Fico feliz. Vocês são muito novos. Imagina só. Jake, pai. Consigo ver toda a cena desastrosa daqui. Até me arrepia.” Brincou para deixar o clima mais leve. E então encarou Septima. Se apoiou em um dos corrimões da escada que dava acesso ao salão comunal. “Sep, não importa o que eu sinto. Wendy merece um cara legal. Você mesma disse isso. Eu não vou dar a ela o que ela quer ou precisa. Eu quero ficar sentado o dia inteiro lendo meus livros. Ou acordar de noite para pintar as estrelas. Não é isso que ela quer. Ela precisa de atenção. Alguém que a leve a inúmeros lugares. Eu não sou esse cara.” Bertram já havia ensaiado aquele discurso para falar para os amigos. Não seria a primeira vez que ele falaria algo assim para Septima e Jake. Conhecendo os amigos ele ainda teria muito trabalho com isso. Bertram sabia que ele não era a resposta, e por mais que aquele não fosse o melhor momento. Decidiu começar a conversar com Septima antes do melhor amigo. Acreditava que ela o entenderia melhor.
hestiasweetjones :
As pessoas que te falam isso são seus amigos e eles apenas estão pensando no seu melhor, ficar se escondendo no Salão Comunal não é a melhor opção de todas. Você deve respirar mais um pouco. Tudo bem, não precisa sair citando os problemas em que eu já te meti, apenas tenha em mente de que eu só estava pensando no melhor para você, e sendo sua amiga eu gostaria de te ver aproveitando um pouco mais a vida.
Não estou me escondendo. Só não tenho paciência para a maioria de idiotas que tem no castelo. Que estão mais interessados em festas do que as provas finais. Quero ver quando descobrirem que o Três Vassouras e o Caldeirão Furado não vai conseguir contratar todos eles. Sei que suas intenções são boas, mas não podemos ficar lendo ou jogando xadrez?
hestiasweetjones :
Isso não é apenas uma impressão sua, e sim é um fato. Você precisa sair um pouco do Salão Comunal, se exercitar mais, respirar um pouco de ar fresco… deixe de ser preguiçoso, Bert. Alguma vez já te meti em algum tipo de problema?
Todo mundo insiste nessa história que eu devo sair do salão comunal. Insistem tanto que eu acabo nem ficando tanto tempo lá igual eu gostaria. Eu já respiro o suficiente nas aulas de Trato de Criaturas Magicas. Você quer mesmo que eu fale, Hestia?
Por que eu sinto que esse seu cinco minutos vai me custar a tarde toda?

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misslinkhard :
O Festival dos Fundadores de 1978 havia marcado a história de muitas pessoas, provavelmente viria ser um marco na história de Hogwarts, quiza na história bruxa britânica, dependendo da proporção de acontecimentos que poderiam vir acontecer pelos próximos meses. Todos esperavam que fosse um caso isolado, um acontecimento que o departamento de aurores seriam capazes de lidar e prender todas aqueles envolvidos. Wendy era otimista e se apegava a essa esperança, porque era tudo que restava diante da situação nacional bruxa. Mas ela era inteligente o suficiente para saber que havia chances que outros atentados acontecesse antes que houvesse um final, para o bem ou para o não. Ela via seus dias finais em Hogwarts como um presente, uma segurança que provavelmente nem todos teriam quando se formassem e até o retorno do próximo ano letivo para os demais alunos. Wendy tentava se focar nisto, aproveitas os dias que haviam lhe restado no castelo. E o engraçado era a parte onde Jake e Septima, por mais que continuassem seus melhores amigos do mesmo jeito, a morena dos olhos puxados apenas se sentia segura e bem ao lado de Bertram. Após o atentado no vilarejo durante o feriado, o rapaz de cabelos claros havia sido o primeiro a encontrá-la agitada e a feito se acalmar. O mesmo jeito acalmante havia repercutido pelo restos dos dias. Wendy não entendia se era somente porque ele havia sido aquele que a acalmou quando mais precisou ou se era uma forma de seu corpo juntar esse fator com seus sentimentos inesperados pelo rapaz. E era por isso que ela encontrava motivos para se passar mais tempo ao lado de Bertram, embora costumava dar a desculpa que precisava do melhor amigo quando o casal não estava presente. Wendy nunca se sentiu tão agradecida à Septima e Jake por viverem juntos o maior tempo possível.
Mais e mais Slinkhard pensava em opções de atividades para arrastar Bertram, atividades em que poderia usar qualquer desculpa para passar o tempo ao lado do amigo. Se ele estava percebendo que ela estava estranha, não havia deixado claro com palavras. Acreditava que Bertram poderia chegar a conclusão sobre estar assim por conta dos problemas após o festival, o que não deixava de ser uma verdade. De qualquer forma, duvidava que o rapaz pudesse perceber todas suas outras intenções envolvidas, então ela se deixava sair do controle ocasionalmente, como encher sua cesta de piquenique com comidas pegas durante as refeições daquele dia no Salão Principal. “É claro que eu tenho certeza. Você não é minha última opção, Bertram. Só não chamava com mais frequência porque você nunca está afim. Mas agora, o senhor não tem muita opção. É tão dificil de acreditar que eu prefira você do que qualquer outro aqui? Digo para me fazer companhia.” Wendy deixou o mais claro possível para que seu melhor amigo não arrumasse mais desculpas para fugir da sua proposta. Wendy deu um sorriso para não assustá-lo com as palavras que havia dito. Aumentou seu olhar pidão na tentativa de não ter mais nenhuma brecha da qual ele poderia fugir. Por breves segundos, sentia-se mal por estar o forçando daquela maneira, mas acreditava que o mesmo apesar de não gostar tanto de estar nos jardins como ela própria, iria gostar de passar a tarde do seu lado. Bom, pelo menos, era o que demonstrava depois de todas as vezes que Wendy o arrastava para alguma atividade. “Vamos! Por favor?” Tentou mais uma vez, estendendo a mal para o rapaz.
O problema de ser inteligente, era que muitas vezes, Bertram achava que as coisas passavam apenas em sua cabeça. Como, por exemplo, quando ele havia escutado que Wendy tinha declarado que preferia ele ao invés de todos os outros. Aquilo não poderia ser verdade. Em que mundo tendo todos aqueles garotos mais sociáveis e divertidos, a garota preferiria andar com um deslocado como ele? Bertram só possuía habilidades em um papel. Seja em provas, ou pintando. Era a única forma do garoto conseguir expressar o que passava em sua cabeça ainda assim havia se tornado bastante problemático. Ele queria tanto ouvir aquelas palavras de Wendy que ele poderia muito bem ter pensado nelas, e acreditado que a garota havia falado. Porém, parecia real. A forma como ela acabava encarando ele. Tudo que o garoto mais queria era poder colocar suas mãos no rosto de Wendy. Ele nunca pediria mais do que isso. Colocar a mão no rosto da mesma, e fazê-la sorrir. Aquilo era ser egoísta? Provavelmente. Wendy algum dia teria isso de algum cara que não seria ele. Jake sempre falava que isso seria culpa dele. Bertram preferia acreditar que estava deixando a garota ser feliz. De uma maneira que ele não iria conseguir. Sabia que durante o ataque havia sido ele que conseguira acalmá-la. Tê-la em seus braços, e poder dizer que tudo estava bem. Ele nunca havia feito aquilo. Mentir. Seu cérebro geralmente fazia com que ele sempre dissesse a verdade. Pensar com seu coração nunca era a resposta, mas quando se tratava de Wendy ele falaria o que ela precisava ouvir. Naquele momento ela precisava ouvir que tudo ficaria bem, e ele havia dito. Eles estavam bem, mas tudo aquilo fizera somente Bertram abrir uma possibilidade em sua mente de que talvez os dois fossem dar certo. Uma possibilidade que ele já havia tentando enganar tantas vezes. O problema também de ser inteligente era que não havia espaço para ilusões. Era muito mais provável que Wendy se cansasse dele, ou, acontecesse o mesmo do que com Delilah. Ele simplesmente não seria bom o suficiente para acompanha-la. Ainda assim, ali estava ele negando todas as suas hipóteses e se aventurando com o improvável.
Deixou ser guiado pela garota, mas ainda assim as coisas não pareciam certas. Havia alguma coisa. Alguma coisa que precisava ser dita, e que ambos sabiam que o mais que adiavam conversar o pior se tornava. As coisas só se tornavam pior quando as pessoas não conversavam sobre elas, e por mais que Bertram fosse um grande fã de adiar as coisas e deixar tudo para depois. Nem mesmo ele conseguia mais continuar daquela forma. Se o mundo estava acabando ele tinha de fazer alguma coisa. Porém, seus sentimentos eram todos conflituosos. Ele queria conversar. Ele queria falar a verdade. Ele queria Wendy. Porém, sabia que ela merecia mais do que ele. Ela merecia alguém muito melhor. Ele não era o príncipe que ela sempre escrevia. Nem mesmo era um escudeiro. Bertram sem dúvidas seria o amigo do príncipe que ajudaria ele com todas as estratégias de batalha. Talvez um general. Generais não ficavam com a garota. Generais morriam gloriosamente. Bertram Aubrey não se importava em morrer desde que fosse por uma causa em que salvasse Wendy. Ele era preguiçoso, mas não era um covarde. Ele não havia levantando e feito algo contra James e Sirius, mas isso era outra questão. O garoto se tornou mais maduro depois do ocorrido, e sabia que os alunos da Gryffindor construiriam sua própria ruina. “Wendy. Eu acho que devemos conversar. Por que você fez tudo isso?” Ele estava curioso para saber o que passava pela mente da garota. Antes de falar qualquer coisa ele precisava ouvir o lado dela também.
A sock is a sock regardless of it’s color.