Havia um castelo no alto de uma montanha. Próximo a ele existe uma vila, rodeada de pessoas. A história mais contada por eles é sobre um barulho estranho na noite, algo como moedas caindo. Poucos tiveram a coragem para investigar; cada um voltava com uma versão.
O mais destemido de todos afirma ter visto uma árvore soltando moedas à noite, sem explicação alguma para tal ato, e que em uma das torres era possível ver um homem o observando.
Naquela vila existia um homem velho, que vivia bebendo no bar. Sempre que se embebedava, gritava um nome: “Conde de Cobre”. As pessoas o perguntavam de quem se tratava e, em uma resposta rápida, ele dizia: “Um vampiro”. E, no fim, todos riam dele.
A lua cheia se aproxima, o barulho de moedas caindo se torna cada vez mais audível. Essa noite era diferente, um grito ecoava pelo local. Lá estava ele de pé, carregando um corpo em seus braços. As pessoas se assustaram de início, em choque ao descobrir que eram verdade as histórias do bêbado.
Conde de Cobre, como era chamado por aqueles que acreditavam se tratar só de uma lenda, mas para seus “convidados” o seu nome era Cyprian. Há alguns séculos, ele trouxe uma árvore para o seu jardim, havia feito um pacto com um demônio para ter riqueza infinita, mas foi enganado e, no lugar do ouro, a árvore dava moedas de cobre. Porém, um preço era necessário para essa ação da árvore. Sangue; a árvore se alimenta de sangue humano para florescer seus frutos, que logo se tornaram moedas.
Todas as noites o conde vai até a cidade e escolhe sua vítima; não fazia muita cerimônia, qualquer um serviria, estava obcecado pelas moedas, pela riqueza, pela luxúria. Ao sair da vila, ele solta sua frase de sempre.
— O tributo foi pago — afirmou ele. Sua voz era como o arranhar do metal na pedra, ecoando por toda a vila.