O Diabo comendo o Poema
Não chore, meu amor pelo leite que não derramei por ti nem pela farinha que agora esgota da tua cesta básica teu pão acabou e o diabo está ocupado demais devorando poemas de verdade transpirando versos salgados (que nunca serão teus) e sem fazer alarde
Não chore, meu amor ninguém se lembra mais de ti e tua ausência fortifica as flores que se alastram no luar desse quintal cores formas perfumes liberdade para ser vivida e obrigado por levar o medo contigo restou aqui coragem e amor ao pé d’ouvido
Não chore Por favor, não chore meu amor você já secou e espernear não garantirá o teu sorriso mas sobreviva, eu te imploro força! quero te ver lúcida e atenta a verdade é o que te dói enquanto a mentira é o que te orienta me desculpe pela alegria a mesma luz que constrói é a que te apaga e te atormenta seja noite seja dia


















