não é nenhuma surpresa ver mik`ael weingardner andando pelas ruas de arcanum, afinal, o humano dotado precisa ganhar dinheiro como professor na universidade de arcanum. mesmo não tendo me convidado para sua festa de. quarenta e dois anos, ainda lhe acho empático e confiável, mas entendo quem lhe vê apenas como ansioso e recluso. vivendo na cidade ha 5 anos, mickey cansa de ouvir que se parece com adam brody.
Biography
Por toda ala hospitalar em Chicago, não há quem desconheça o sobrenome Weingartner, isso porque a família vem de uma longa linhagem de judeus, chegados ao país durante a segunda guerra. Assim, a expectativa não podia ser maior para receber o primeiro neto do famoso neurocirurgião David W, especialmente os familiares que haviam acompanhado a dura trajetória de Rebekah para engravidar.
Aquele menino era abençoado, como diziam mesmo antes de o primeiro suspiro. E, não estavam em erro. Porém, quando as primeiras vozes começaram a ecoar de longe cérebro a dentre, Mickey não entendeu. Aos dez, ainda que a fase de super-heróis esteja eu seu ápice, talvez ele tivesse encontrado alivio se pensasse em ser um X-men. Mas ao contrário disso, Mik`ael hiperventilou. O acumulo de vozes em praça publica o fazia sentir que perdia espaço cerebral, não conseguia processar. As respirações rápidas, descompassadas diminuíam a oxigenação de tal maneira que, por alguns minutos a consciência se esvaiu e o garoto desmaiou. O despertar, minutos depois, seguiu todo o tipo de exame que possa ser imagino e, a explicação posterior da agitação foi seguida de mais investigação.
Tomografia computadorizada. Ressonância magnética. Coleta de liquido cefalorraquidiano. PET-Scam. Marcadores tumorais. Os Weingardner varreram diagnósticos até se contentarem com a possibilidade de Mickey ser esquizofrênico.
Antipsicóticos de segunda geração. Psicoterapia.
Em uma sessão aos 12 Mik`ael finalmente entendeu que não estava ouvindo vozes e sim, pensamentos. Cada uma das analises mentais minuciosas da Dra. Harvest pareciam falas em alto e bom tom, ele não estava imaginando. A tentativa de se explicar, no entanto, não teve bons resultados e para seu pai, um anestesista impaciente apenas pareceu que ele estava preso em uma crise de piora.
Seis meses de internação. Uma sessão de eletroconvulsoterapia. Uma sessão desastrosa.
Não que fosse contra a tentativa de tratamentos, agora Mickey so não acreditava precisar de um. Relutava antes de ser levado a maquina, anestesiado e o que quer que tenha passado. Relutou ao ponto de gerar uma explosão e consequentemente o curto circuito da clinica, o que lhe deu a chance de fulga.
13 anos. A telecinese finalmente apareceu. Mas, ela demorou a ser entendida. A percepção dos poderes fez com que os Weingardner finalmente parassem de tentar tratamentos medicamentosos e, buscassem outro tipo de ajuda. Ou ao menos, foi o que sua mãe fez.
Existe uma longa lista de coisas que somente uma mãe faz pelo filho. Rebekah deu as costas a familia ao perceber que eles não poderiam ou estariam interessados em ajudar seu unigenito. Ela vagou cidades, listas telefônicas e até endereços de charlatões em busca de quem pudesse ajudar a entender pelo que passava o filho. Até o contato de uma medium em Lyon parar em suas mãos. Sem pensar duas vezes as malas foram feitas e assim, Mickey conheceu Sylvie, sua mentora.
Com muito custo e anos, o domínio sobre as habilidades finalmente veio, bem como a curiosidade pela maneira desconhecida pela qual as habilidades se apresentavam, foi dessa maneira que conheceu o mundo mágico, começando a pesquisar sobre outras pessoas com habilidades, dadivas, pactos, feitiços. E, aos poucos foi se tornando especialista no assunto, ajudando sua mentora a guiar outros dotados perdidos.
Se afeiçoou de verdade a cada um dos seus aprendizes conforme crescia, passando a enxerga-los como irmãos mais novos e, por um irmão muita coisa se faz, inclusive vagar terra a dentro, passando por lugares desconhecidos para procurar alguém que sumiu.
Mickey nunca conseguiu achar Caleb. E nunca conseguiu retornar ao lugar de onde viera originalmente. Ficou perdido em uma cidade criada. Em um centro de magia. Mais uma vez ele e suas habilidades eram prisioneiros em um lugar que não imaginava merecer.
Cinco anos se passaram e, embora adaptado a vida em Arcanum, Mik`ael ainda pensa como a vida seria la fora se ele não tivesse sido atraído ao local. Hoje, adaptado como professor na universidade de Arcanum, ele leva uma vida comum na cidade, se é que algo pode ser considerado comum.
Inside out
Sylvie era uma professora hábil, nem sempre a mais gentil e nem sempre com os métodos mais didáticos. Como primeiro aluno, Mickey foi colocado sobre situações intensas de pressão como por exemplo ser jogado em praça lotada sem qualquer controle de seus poderes, dentre outros por menores. Cada um de seus aprendizados o tornou melhor mas fez, em conjunto com suas habilidades, desenvolver certo grau de ansiedade social, fazendo com que odeie locais lotados, com exceção claro de sua sala de aula. Para lidar com isso, tem feito uso de um comprimido/poção formulado por uma criatura de confiança, que lhe tranquiliza ao passo que diminui seus poderes como telepata, fazendo com que consiga se concentrar melhor.
O jeito visualmente calmo, no entanto, não se deve a medicação, com o tempo desenvolveu a crença racional de que, de uma maneira ou de outra, as coisas se resolvem. Embora boa parte do tempo, esteja fervendo de ansiedade por dentro.


















