The New Mutants (2020).
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The New Mutants (2020).

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Meu livro de poesia está vindo aí, então acho que vou fazer uns clipezinhos com alguns poemas. Um trabalho amador, mas amador significa feito com amor ;)
Invasion of the Body Snatchers has this subtext about conforming in order to be accepted. Once the majority of society transforms into a mass of apathetic, emotionless individuals, part of a collective mind devoid of independent thought, the protagonists realize that the key to flying under the radar is to act like the rest: hiding their emotions, much like pretending to be a zombie among zombies. Then, an unexpected scene unfolds. They could handle the idea of aliens replicating humans and absorbing their minds, but suddenly, a dog with a human face appears out of nowhere. That was simply too bizarre for them to process. To the masses, such grotesque oddity seemed perfectly normal, no one on the street was bothered by the human-faced dog, but for Elizabeth, this "new normal" was shocking and unexpected. It snapped her out of her charade of apathy; she screamed in terror, and the surrounding crowd realized she wasn't one of them, she did not accept what they considered normal. It is an emblematic scene, strange, yet kind of funny.
(29,07,2026)
Invasion Of The Body Snatchers (1956 vs 1978 same scene)
As várias versões de The Body Snatchers
Pluribus (2025) é uma série que tem chamado bastante atenção ultimamente por causa de sua abordagem peculiar de uma invasão alienígena: sem naves disparando raios, sem criaturas com tentáculos e até mesmo sem violência. A dominação da humanidade se dá de uma forma relativamente pacífica por meio de um micróbio que integra as pessoas em uma só mente coletiva.
Se todos são parte da mesma mente, não há inimizades, nem resistência, a adesão acontece de forma silenciosa e pacata. Obviamente o problema disso é que se trata de uma violação da livre vontade dos indivíduos e as poucas pessoas (13 apenas) imunes ao contágio são as únicas que questionam isso.
Bom, até o momento nem assisti à série, mas já tenho uma noção do que se trata, pois na era da internet há spoilers por toda parte. O criador é ninguém menos que Vince Gilligan, o mesmo da icônica Breaking Bad.
O fato é que essa premissa da série não é uma novidade. É um tropo já bem estabelecido na ficção e que se consagrou no filme de 1978 Invasion of the Body Snatchers (no Brasil, Invasores de Corpos), dirigido por Philip Kaufman e estrelado por Donald Sutherland, Brooke Adams, Jeff Goldblum, Veronica Cartwright e Leonard Nimoy (o eterno Spock).
Neste filme uma espécie de esporo alienígena viaja pelo espaço até chegar à Terra, infiltrando-se no ecossistema por meio da chuva, fazendo crescer um novo tipo de flor, então, ao entrar em contato com humanos durante o sono, estas criaturas criam uma réplica idêntica de cada pessoa, matam o original e passam a viver "normalmente" no lugar do humano substituído.
Eles assumem a vida que era do humano copiado, continuam trabalhando, mantendo os relacionamentos de antes, mas têm um temperamento fleumático, meio apático, o que causa estranheza nas pessoas que convivem com uma cópia. De toda forma, esse processo de substituição vai avançando rapidamente e logo todo o país ou o mundo está repleto de cópias.
Essa versão de 1978 é a mais conhecida, mas trata-se de um remake de um longa anterior dirigido por Don Siegel, o Invasion of the Body Snatchers de 1956 (no Brasil traduziram o título para Vampiros de Almas), estrelado por Kevin McCarthy e Dana Wynter. O plot é basicamente o mesmo do remake bem como de um segundo remake de 1993 intitulado Body Snatchers (no Brasil, Os Invasores de Corpos - A Invasão Continua), dirigido por Abel Ferrara.
A história original que inspirou estes três filmes vem do livro The Body Snatchers (1955), de Jack Finney, cujo plot foi relativamente bem mantido nas adaptações cinematográficas: sementes ou esporos alienígenas chegam à Terra, crescem na forma de plantas e criam cópias de pessoas enquanto estão dormindo, resultando em seres visualmente idênticos a humanos, porém apáticos, sem emoções.
Vale mencionar ainda mais uma adaptação, agora dirigida por Oliver Hirschbiegel e intitulada simplesmente The Invasion (2007) e que repete a mesma premissa, porém enfatizando o detalhe de que o micróbio alienígena só é ativado durante o sono, então temos a protagonista, estrelada pela Nicole Kidman (e tendo como par o eterno James Bond, Daniel Craig), fugindo em uma cidade tomada por cópias ao mesmo tempo em que luta para se manter acordada.
(29,07,2026)

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Donald Sutherland, Brooke Adams, Jeff Goldblum, Veronica Cartwright and Leonard Nimoy in Invasion of the Body Snatchers (1978).
Kevin McCarthy and Dana Wynter in Invasion of the Body Snatchers (1956).
Invasion of the Body Snatchers (1956).
Atari fliers pt 1
Source: Atari 50: the Anniversary Celebration (2022).

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Atari arcade machines
Source: Atari 50: the Anniversary Celebration (2022).
Pit-Fighter, um clássico jogo de luta da Atari
Street Fighter II (1991) foi definitivamente o jogo de luta que mais me marcou na infância. Um ano depois, viria o Mortal Kombat, que tinha uma proposta de ser mais gore e com gráficos "realistas", bem diferentes do visual de anime do SF. Bem poderia ser o segundo jogo de luta na minha lista de infância, só que este lugar já pertence a outro, um joguinho menos famoso: Pit-Fighter (1990).
Pit-Fighter foi lançado pela Atari e rodava em diversas plataformas, até mesmo no MS-DOS. Experimentei o jogo no Mega Drive, na época em que eu ia para as locadoras, precursoras das lan houses.
A diferença na qualidade gráfica de Pit-Fighter para Street Fighter II é notável, bem como a jogabilidade, todavia Pit-Fighter tem seu charme. Adotava um visual simulando o realismo, pois os bonequinhos eram digitalizações de atores humanos (método semelhante seria usado em Mortal Kombat).
A jogabilidade era bem mais simples que a de SF ou MK. Não tinha todas as combinações de ataques especiais, nem muita variedade de personagens jogáveis. Era uma simulação de luta livre underground, com socos, chutes, agarrões e voadoras, mas tinha até uns curiosos golpes que nem Street Fighter nem Mortal Kombat tinham, como a possibilidade de você ficar pisando e dando joelhadas no oponente já caído no chão. É, dava pra jogar sujo. Eu diria que era o golpe mais satisfatório do jogo, ficar castigando o oponente caído.
Também a interatividade com o cenário superava os dois grandes jogos de luta da época. Era possível catar facas, estrelinhas e bastões largados no chão, bem como barris, motos e caixas que você podia arremessar na cabeça do inimigo. Também tinha um item que te deixava mais poderoso. Era o ultimate do jogo. Só que os inimigos podiam catar o item também, aí você se lascava.
Além disso, o cenário era cercado por uma multidão que assistia a luta, torcendo, mas também se intrometendo. Tinha uns caras na torcida que te empurravam se você chegasse perto, tinha a mulher da faca, que vinha pra cima com uma faca e você podia derrubá-la pra tomar a arma. Era um nível de interatividade com os "figurantes" do cenário que até hoje não é comum de se ver neste tipo de jogo.
(18,08,2021)
De Nim a Pong e o nascimento da indústria dos games
Video games surgiram praticamente junto com o computador analógico. Já em 1940, a Westinghouse Electric Corporation criou o Nimatron, um aparelho elétrico projetado para jogar Nim interagindo com humanos.
Em 1947 Thomas Goldsmith e Estle Ray Mann criaram o dispositivo analógico Cathode-Ray Tube Amusement Device, que funcionava como um simulador de mísseis.
O primeiro jogo eletrônico de xadrez foi criado em 1948 por ninguém menos que Alan Turing em parceria com D. G. Champernowne, o Turochamp.
Alguns anos depois, surgiriam outros programas de xadrez como o Robot Chess (1951), do alemão Dietrich Prinz; Los Alamos chess (1956), uma variante do jogo sem o bispo, projetada por Paul Stein e Mark Wells no Los Alamos Scientific Laboratory; Kotok-McCarthy (1962), projetado por um grupo de alunos do cientista John McCarthy no Massachusetts Institute of Technology; Mac Hack (1965), projetado por Richard D. Greenblatt também no Massachusetts Institute; Kaissa (1967), desenvolvido na União Soviética e cujo nome faz homenagem à deusa musa do xadrez Caissa.
Em 1950 foi a vez do engenheiro canadense Josef Kates lançar a versão eletrônica do jogo da velha chamada Bertie the Brain.
Em 1951 a empresa britânica Ferranti desenvolveu o computador Nimrod que ocupava o espaço de um quarto inteiro e tinha a função de jogar Nim.
Em 1952 o britânico Christopher Strachey criou o programa Checkers e no mesmo ano Sandy Douglas criou seu programa de jogo da velha, o OXO.
Até antes da década de 70, alguns outros programas de jogos eletrônicos foram desenvolvidos como Bouncing Ball (1953), Tennis for Two (1958), Spacewar! (1962), Marienbad (1962), The Sumerian Game (1964), Hamurabi (1968), Space Travel (1969), Lunar Lander (1969), mas existe um que pode ser considerado o fundador simbólico da era industrial dos video games: Pong.
Até os anos 70, jogos eletrônicos eram acessíveis apenas para cientistas, estudantes de computação em grandes universidades e laboratórios, não era algo de acesso ao público ou para comercialização. Eis que Nolan Bushnell e Ted Dabney desenvolveram o Computer Space em 1971, um jogo que não precisava de um sofisticado computador para rodar e sim apenas uma TV com controles customizados, o protótipo do fliperama.
Eles venderam as máquinas de fliperama para algumas centenas de estabelecimentos como bares e lanchonetes, assim pessoas comuns podiam ter acesso ao jogo. Desta forma, Computer Space pode ser considerado o primeiro video game comercializado na história. Só que não foi o mais emblemático.
Empolgados com a ideia de comercializar fliperamas e licenciar jogos para outras empresas, Nolan Bushnell e Ted Dabney então fundaram a Atari em 1972 e o primeiro jogo desenvolvido pela nova empresa foi nada menos que o Pong. Aí sim nascia a indústria dos games.
Pong é extremamente simples, mas traz em si a essência do video game: interação, competição, pontuação. Duas barrinhas rebatendo uma bolinha. Assim nasceu a indústria de video games que hoje possui jogos tão complexos, tão graficamente impressionantes e realistas.
(24,07,2026)
Nicole Kidman in The Invasion (2007).
Brooke Adams doing the thing with her eyes.
Invasion of the Body Snatchers (1978).

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This opening scene from Invasion of the Body Snatchers (1978) is so cool. With just a few practical effects, it manages to convey the idea of a strange alien planet with bizarre life forms. That’s how sci-fi was done before CGI.
(21,07,2026)
A série Missile Command
Missile Command (1980)
Missile Command é um dos maiores clássicos da Atari. Foi originalmente desenvolvido por Dave Theurer, o mesmo criador de Tempest (1981) e I, Robot (1984). A jogabilidade é bem simples e intuitiva: você vê uma cidade (na verdade seis cidades) e mísseis começam a descer do céu, então você deve atirar nos mísseis.
O mundo estava no auge da Guerra Fria e eis que surge esse jogo sobre um ataque intercontinental de mísseis. Ideia ousada e que foi um sucesso imediato.
A versão original foi lançada em 1980 para arcade e logo vieram as portabilidades para outras plataformas: Atari 2600 em 1981, Atari 8-bit em 1981, Atari 5200 em 1982, Atari ST em 1987, Game Boy em 1992 e Game Boy Color em 1999.
Super Asteroids & Missile Command (1995)
Essa versão foi lançada para Atari Lynx, combinando Missile Command com Asteroids no mesmo cartucho. Desenvolvido por Steve Marschner, o jogo trouxe melhorias gráficas e no som.
Missile Command 3D (1995)
Engana-se quem acha que óculos de VR são uma coisa dos últimos 10 ou 15 anos. Eles existem há décadas. Em 1991, por exemplo, foi lançado um arcade com óculos VR, o Virtuality 1000CS, desenvolvido pelo Virtuality Group.
Em 1995 o Virtuality criou os óculos VR para o Atari Jaguar e no embalo também fez uma versão de Missile Command para jogar com estes óculos. No fim das contas, nenhum outro jogo foi criado para uso com o dispositivo, então Missile Command 3D foi o único compatível com o Jaguar VR.
O cartucho vem com o jogo original em 2D, bem como a versão 3D que é jogada em primeira pessoa e uma versão VR que se passa num cenário submarino. É uma proposta bem avançada para a época.
Coletânea Atari 50 (2022)
Bom lembrar que todas as versões citadas acima estão disponíveis na coletânea Atari 50, que reúne uma centena de jogos clássicos e as diversas versões do Missile Command. Adquiri o Atari 50 numa boa promoção na Steam, mas também está à venda para consoles. Outras coletâneas anteriores também já traziam o Missile Command, mas a mais recente e completa é a Atari 50.
Versão para Xbox (2007)
Uma versão com gráficos modernizados de alta definição foi lançada para Xbox 360 em 2007. Nunca joguei, mas já vi alguma gameplay no Youtube e visualmente ficou bem legal.
Missile Command: Recharged (2020)
Nos últimos anos a Atari lançou a série Atari Recharged, produzindo remakes modernizados de alguns de seus clássicos como Centipede, Asteroids, Yars, Asteroids, Caverns of Mars, entre outros. E o Missile Command foi o primeiro a ser lançado em 2020. desenvolvido pelo indie Adamvision Studios. Em 2022 o jogo foi relançado em uma versão melhorada.
É uma agradável nova versão que investe em rejogabilidade com achievements, upgrades das torres ao acumular pontos, missões desbloqueáveis e um ranking multiplayer.
M.A.D. (1982)
Um jogo menos conhecido, mas que tem muita semelhança com Missile Command é o M.A.D. (acrônimo para Missile Attack and Defense), desenvolvido pela U. S. Games para Atari 2600.
Até o momento não cheguei a jogá-lo, o fato é que ele foi a inspiração para a versão indie a seguir, um joguinho que me marcou bastante.
M.A.D. (2007)
Este jogo não é oficial da franquia Atari, mas um indie claramente inspirado no M.A.D. , só que aqui a sigla significa Mutually Assured Destruction, um conceito da teoria de guerra especialmente aplicado na corrida nuclear segundo o qual uma guerra nuclear entre países que possuem a bomba atômica resultaria sem vencedores, com a mútua destruição assegurada. E é por isso, inclusive, que nenhum país que tem a bomba ousa usá-la. Isto se chama dissuasão nuclear, é como um "impasse mexicano" em escala global.
Enfim, o fato é que conheci este jogo antes mesmo de jogar o Missile Command. Nunca tive um Atari. O que cheguei a jogar de Atari na infância foi na casa de um amigo e, quando chegaram as locadoras de games, precursoras das lan houses, eu passei a frequentar para jogar no Super Nintendo ou Mega Drive, isso lá nos anos 90. O Atari já tinha perdido lugar para esses novos consoles, de modo que não tinha Atari nas locadoras.
Logo, só fui por as mãos em jogos antigos do Atari muitos anos depois, e jogando no PC. O Missile Command, por exemplo, creio que só joguei pela primeira vez lá em 2017 quando comprei a coletânea Atari Vault na Steam. E agora em 2026, com a Atari 50, voltei a experimentar não só o original quanto as diversas versões incluindo a 3D.
Quanto ao M.A.D., eu o conheci bem antes, na era de ouro dos joguinhos em flash que a gente jogava direto do navegador em sites como o Kongragate. Foi ali entre 2009-2010 que devo ter jogado o M.A.D. pela primeira vez e foi amor imediato, não só pelo estilo de jogo, como pela música épica que vai evoluindo ao longo da partida.
Com o passar dos anos, estes sites de jogos em flash caíram em desuso, ainda mais com o crescimento da Steam, e até esqueci o nome desse jogo. Vez ou outra eu lembrava dele e da música formidável, mas como não lembrava mais do nome, nem sabia como procurar. Só consegui lembrar do nome há uns 5 anos e assim pude encontrar novamente o jogo e até a música disponível no Youtube.
Esse jogo permanece obscuro. Só sei que é creditado a um tal Nic Daniel. De toda forma, ele continua disponível para jogar no site Kongregate.
(20,07,2026)