Me peguei pensando esses dias, sobre todo o caos que se formou ao meu redor. Sobre como as pessoas tem lidado umas com as outras; e até em como, ultimamente, "empatia tem sido usada fora do convencional".
Eu me peguei pensando sobre o fim das coisas. Da vida. Da terra. Do ser.
Me peguei pensando em que fim teria. Em qual seria o meu destino.
Considerando a ciência, ainda há muito o que viver, mesmo se muitos tiverem seu fim, e se meu fim não for agora, claro.
Se hoje é meu fim, imagino pela perspectiva de crença que abracei, ser bem provável que eu esteja longe do "paraíso".
Eu retorno a realidade e penso em tudo o que vivi, do que abri mão e do que passei, e consigo relembrar dos melhores momentos da minha vida. Mas não sei se ainda assim, pela perspectiva de crença que abracei, é suficiente para estar perto do "paraíso".
Tenho mudado minha visão sobre mim mesmo. Aceitado a mudança que tem acontecido em mim. Hoje me vejo com um olhar diferente, uma olhar mais completo e carinhoso sobre mim mesmo, que antes eu não tinha. Olho pra mim, e vejo que a mudança começou quando eu decidi acreditar que a minha visão de mim mesmo, era uma visão alheia, e que nunca me permiti, olhar, sob minha ótica, quem eu sou.
E volto a pensar sobre o fim. Se hoje, eu me vejo tão distante do paraíso, que visão de mim construíram, na esperanca de que eu estivesse nesse lugar? Que visão de mim construíram, idealizando uma presença em um lugar que talvez nunca fosse meu por direito. Que tipo de empatia tiveram para comigo?
Que visão construíram de mim, e que visão eu tenho de mim hoje?
É possivel, que mesmo olhando dessa forma, eu esteja criando uma fantasia sobre o que tenho vivido. A realidade nunca foi o que eu imaginei e a visão que tenho de mim, seja uma tentativa de escapar de todo caos que se forma ao meu redor.