oi gato
ojovivo

dirt enthusiast
h
Peter Solarz
"I'm Dorothy Gale from Kansas"
TVSTRANGERTHINGS

titsay
Misplaced Lens Cap

Product Placement

Andulka

if i look back, i am lost

shark vs the universe

Janaina Medeiros
d e v o n
hello vonnie
Show & Tell
Alisa U Zemlji Chuda
cherry valley forever
seen from Japan

seen from Türkiye
seen from Malaysia

seen from United States
seen from Sri Lanka

seen from Malaysia
seen from United States
seen from United States

seen from United States
seen from United States

seen from Germany
seen from United States

seen from United States
seen from United States

seen from United States

seen from United States

seen from United States

seen from United Kingdom
seen from Germany

seen from United States
@ajusticier
oi gato

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch • No registration required • HD streaming
Optical Character Recognition || 3VS OTP ♥
A sala tinha uma aparência agradável exposta assim à luz do ocaso. Desde os casacos pendurados no cabide junto à porta, até as cortinas, transparentes e extremamente limpas bloqueando a vista mas não a luz do ambiente exterior a casa: tudo parecia se adequar perfeitamente em cada ponto. Tudo, exceto os convidados da casa da nova estrela do mercado musical. E isso, mais do que a apresentação da casa, Jay pudera constatar com os olhos furtivos que dançavam de canto em canto pousando vez ou outra nos velhos amigos. Era quase estranho. Tudo parecia diferente em demasia. Um diferencial tão único que era provável a ocorrência em que todos estivessem receosos demais para se submeterem a interromper a cena… ou talvez, receosos em se submeterem a interromper seus exímios exames uns aos outros, todos preparando o estômago não só para o que quer que Kitty estivesse preparando na cozinha, como também para o que quer que seus conhecidos tivessem se tornado durante todo esse tempo.
Afinal, foram dois anos.
Jay não conseguia ver mais diferenças em si mesmo do que em Peter ou em Kitsune, e já essas eram muitas. Só em observá-los já conseguia notar que os que não mudaram na forma física, mudaram em seus próprios jeitos. Max já não parecia tão ameaçador quanto parecera um dia, não lhe parecia que a aura a sua volta pudesse apodrecer flores como tinha certeza que poderia no passado. Peter, para o seu choque, não usava seu traje heroico, trazia uma acompanhante e… Jay não tinha certeza mas parecia ter ganhado alguns centímetros a mais que ele próprio. Quando reencontrara Nalu já poderia ter notado algumas diferenças, nunca tantas quantas haviam naquela sala. Eles já não eram mais os mesmos, disso tinha certeza. O que não podia comprovar era que por esta razão também já não eram amigos. Devia ser esse o motivo do receio materializado no ar que impedia o grupo de antigos amigos de conversarem de outra maneira que não pela conversa do olhar.
E conversaram. Conversaram, ou se analisaram. Jay não sabia ao certo. Não sabia se havia conversado com Max ou se havia sido analisado, se havia conversado com Pete ou se só havia tentado compreendê-lo por fora. Bom… Pelo menos com Sophie tinha certeza de que havia sido analisado e contra atacou, mas também sabia que em resposta a isso ela demorara alguns minutos despudoradamente longos com olhos sobre sua acompanhante loirinha, a mesma que de vez em quando o olhava de forma perdida.
O albino se encontrou odiando o desconforto presente - após desejar que Kitty chegasse logo com o que quer que estivesse cheirando tão bem. Queria que tudo acontecesse de forma harmoniosa como a de quando eram menores. Crianças. Éramos crianças. Ele queria conhecer os adultos dos quais seus companheiros haviam se tornado. Mas não foi exatamente isso que o compeliu a soltar a voz.
— Então… Então arranjou uma garota tão azul quanto você, Pete? —Sorriu, conseguindo a atenção de Sophie e tirando-a de Nalu. — Ela também é naturalmente azul? — Sua voz soou mais agradável do que imaginara, estava contente com isso. Além disso, agora tinha uma voz de homem - por assim dizer - e tinha uma garota… fosse lá o que isso fosse. Lhe parecia ter tido sucesso na quebra do silêncio da sala então continuou. — Já nos cumprimentamos mas acho que não nós apresentamos. — Ele sorriu, dessa vez mais abertamente. -- Portanto… — Por sua cabeça a cena pareceu divertida. Depois de tantos anos ter de voltar a proferir seu nome numa apresentação perante aos seus amigos:
— Eu sou o Jay.
E depois de uma longa viagem, Sophie se perguntava do motivo pelo qual estavam ali, naquela sala de estar, em um clima inteiramente desconfortável. Pete dissera que aqueles eram seus amigos de longa data, seus melhores amigos, mas… Que tipo de melhores amigos era aquele, que mal trocavam olhares? De todos ali presentes, a única pessoa que parecia não notar toda aquela cerimônia era a loira de marias-chiquinhas, que infelizmente havia se infiltrado na cozinha assim que chegaram. Ela era mesmo muito sonsa… Ou muito, muito, esperta.
A questão era que, para um grupo de amigos que não se viam há muito tempo, tudo aquilo era de se esperar. Sabe, no primeiro dia de aula, quando as crianças do primeiro período se isolam, brincam com os seus próprios brinquedos, e ficam de vez em quando lançando olhares desconfiados umas para as outras? Então. Eles pareciam criancinhas acanhadas, mexendo nos seus celulares—Isso foi para o moreno, que era o dono da casa e deveria estar sendo obrigado a fazer sala. Aparentemente ele não era bom nisso.— ou em outros objetos pessoais.
O mais engraçado era que todos fingiam ser adultos.
O albino também estava incomodado com aquela situação. Olhava confuso para todos, perguntando-se quando e quem seria o primeiro a soltar uma palavra constrangida. Sophie só percebeu que estava encarando o mais novo quando o mesmo retribuiu o seu olhar com resistência. E poucas pessoas conseguem manter um olhar firme o suficiente para sustentar aqueles olhos azuis impróprios da azulada, o que a deixou intrigada. Certo, ou ele era forte ou era gay. A segunda opção era a mais provável, apesar da loirinha ao seu lado. Arqueou uma sobrancelha e abriu um sorrisinho de canto mínimo, jogando a atenção de suas órbitas na direção da baixinha.
Então arranjou uma garota tão azul quanto você, Pete?
Sophie finalmente fora arrancada de suas lonjuras, o que a fez sorrir. Sinceramente, desta vez. E como detestava a ideia de falarem por ela, tomou a iniciativa. — Naturalmente azul e sensual. — Ela era ela, no final das contas. — E eu sou a Sophie. — Disse, esticando sua destra para o tal Jay.
Dentro da cozinha, um barulho estrondoso fez com que todos na sala ficassem alerta. O moreno, antes limitando-se a fingir não notar as visitas, ergueu-se rapidamente, pronto para ir ver o que a loura tinha aprontado. Ela, por sua vez, soltou uma explicação manjada e constrangida, que não deixava de ser hilária.
“Opa, tô legal, tô viva. Apenas uns erros técnicos.”
O moreno relaxou, soltando um suspiro aliviado como se aquilo fosse algo que acontecesse todos os dias. Quase um “Essa mulher…”.
É, aquela mulher. Aquela loura…
… Que engolia o medo antes de finalmente sair daquela cozinha.
"Vamos lá comigo, Sop! Por favor, por favor, por favor, por favor, por favor, por favoooooooor! Vai ser legal, eu prometo! São meus melhores amigos! Eu apresento eles pra você e vamos conversar bastante e vai ser tão legal! Por favor!"
Talvez a única parte verdadeira no pequeno discurso que o azulado fez para convencer a sua namorada (ele adorava aquela palavra) Sophie de ir com ele até a casa de sua melhor amiga, Kitty, foi que seriam seus melhores amigos que os dois veriam.
Para começar, não foi o Peter de sempre que havia tocado a campainha na grande casa da loira. Digo, ele não estava usando as roupas de super herói que tanto o caracterizavam. Por mais que Jane já desse o Caso Peter por encerrado e a polícia parasse de persegui-lo - por infortúnio das famílias prejudicadas com as mortes que ele causara e preferia esquecer -, o americano teimava em, quando sair de casa, abandonar as suas tão preciosas vestes, para que não chamasse tanto a atenção (já bastava-lhe o cabelo azul natural).
Claro que não abandonara por completo, porém. Ele precisava ser discreto, sim, mas como a onda de "Caça ao Peter" havia acabado, não precisava se preocupar tanto quanto antes. Também, já faziam dois anos. Grande parte da população esquece que um crime tão noticiado como aquele havia acontecido dois anos atrás. De qualquer forma, ele apenas abandonara a jaqueta e a calça azul claras (a qual trocou por um jeans escuro). A blusa preta lisa que usava por debaixo da jaqueta, permaneceu, assim como os all-stars "nada" chamativos vermelhos. E amarrou a tão fiel máscara vermelha no antebraço esquerdo.
Então estava tudo bem. Ele iria rever seus amigos que ficaram tanto tempo desaparecidos, e poderiam conversar e rir de novo. Talvez impediriam uma loira maluca e morder a sua cabeça que aparentemente tem gosto de chiclete. Ou de ela de enfiar uma daquelas armas japonesas pela garganta de um outro albino. E assim ririam, ririam, ririam... Certo?
Errado.
Sentado naquele sofá, do lado de Sophie, esperando qualquer palavra de qualquer pessoa - que não fosse ele próprio, obviamente (Peter era péssimo começando uma conversa) -, o clima parecia cada vez mais e mais pesado. Resistiu à tentação de segurar na mão da azulada ao lado dele umas três vezes, de tão inseguro que estava - e o desconforto de não estar com as suas roupas de super herói era praticamente nulo agora (ou apenas aumentava a tensão do ar sem que ele percebesse).
Era um tanto engraçado, porém, como os seus sentidos estavam todos embaralhados. A audição estava praticamente nula - o silêncio talvez o tivesse ensurdecido? -, enquanto a visão se limitava às suas mãos entrelaçadas, e só conseguia sentir o suor que escorria pelos dedos inquietos. O cheiro da cozinha de Kitty era a única coisa que ele conseguia sentir naquele momento - o que era estranho, pois tinha certeza que Sophie havia colocado um dos perfumes que ele havia lhe dado de presente (e que ele particularmente gostava muito do cheiro).
E, se sua mente fosse considerada um sentido, poderia estar em qualquer lugar: menos na sala de estar de sua melhor amiga, junto com seu outro melhor amigo, sua provável namorada e o noivo da primeira citada.
Mas foi com apenas uma fala descontraída de Jay Frost, sentado de frente para ele, em um outro sofá, que tudo isso se desfez. As mãos aquietaram, os olhos subiram de encontro aos do outro e ele passou a ouvir de novo - apenas o cheiro delicioso manteve-se no local (e disso ele não podia reclamar, na verdade), mas agora misturado ao do perfume de Sophie, finalmente. Um sorriso tímido transpareceu-se pelos lábios rosados de Peter, vendo que tudo começara a fluir novamente, pelo menos um pouco. O primeiro passo já havia sido dado.
Já ia responder a pergunta de Jay quando a azulada postou-se em fazer isso por ele. Depois da resposta, uma risadinha pôde ser ouvida do acompanhante ao seu lado, enquanto ele apenas chacoalhava os ombros, como se falasse "É, ela tem razão". Mas, mesmo assim, precisava dar continuidade à conversa. Por isso, depois dos dois se cumprimentarem, o americano lançou o olhar para a menor de todos os presentes, que parecia querer sumir, do tanto que estava encolhida no pequeno sofá, ao lado do albino. Então, para tentar acalmá-la, abriu um daqueles seus sorrisos calorosos antes de falar o que talvez tenha sido a pior tentativa de conversa da sua vida:
-- Bem... Mas e a sua loira, hein, Jay? -- ele começou, já sabendo que iria fracassar miseravelmente. --... Ela é... Uh... Natural?
Mas foi algo tão constrangedor de ser dito que, antes mesmo de ele ter terminado a palavra "natural", um barulho estrondoso veio da cozinha, interrompendo-o (milagre!), e o moreno alto - o tal noivo de Kitty, Max - que até então não havia falado uma única palavra, olhou desesperado a fonte do mesmo, preocupado (muito mais que todos os outros olhares que o barulho chamara a atenção e que também se fixavam na cozinha). Uma risada feminina acabou por invadir o local, ao mesmo tempo em que uma frase escapava dos lábios de uma garota, que, só de Peter pensar que logo a veria novamente, fez os cabelos de sua nuca se arrepiarem por completo.
O azulado riu mais uma vez. Agora ele tinha certeza de que quem estava cozinhando para eles era a sua melhor amiga, Masashi Kitsune. Então, graças a aquele pequeno ocorrido, o clima tenso que pairava sobre o grupo já pareceu ter ido embora, como mágica. E por causa disso, o garoto com a máscara amarrada no braço finalmente conseguiu dizer alguma coisa que não o constrangesse. -- É... De qualquer forma, eu não me apresentei. -- e essa, ele fez questão de dizer olhando direta e profundamente nos olhos tão azuis quanto os dele de Jay.
-- Eu sou Peter.
By: いしみ
Depois de algum tempo parada ali, Emiko percebera a sua estupidez. Chorar por um motivo tão idiota assim não era algo que ia optar, mas do mesmo jeito o fez. Estúpida. Estúpida. Estúpida.
Fitou o chão de forma inexpressiva, mudando um pouco sua posição. Mostrar sua expressão triste parece um estranho era idiota, e ela nem estava triste, somente assustada por causa do voo e sequer tinha medo de altura. Pensar naquilo a fazia parecer mais idiota…
A única pessoa que viu aquele lado de D-ne fora… Não era hora de pensar nele. Mas os dois eram extremamente similares em vários aspectos, apesar de não se darem tão bem quanto parecia. E lá vai ela pensando em mais coisas idiotas.
Limpou as lágrimas com o braço rapidamente, encarando aquele quem havia lhe levado até The Slums.Splendid estava… Chorando? Olhando bem, até muito mais do que ela, a morena sentia que não havia sido o único motivo do choro do rapaz, algo a mais por trás.
Se levantou e se aproximou devagar dele, sem mais nenhum sinal do choro de alguns minutos atrás. Agachou-se tocando seus ombros, um sorriso presente em seu rosto. Apenas o seu sorriso sincero e normal de sempre.
— O que foi? Por que você está… Chorando? — Perguntou num tom baixo, mas alto o suficiente para que ele pudesse ouvi-la com clareza. — Eu devo ter parte da culpa, mas não é só isso. Se não quiser dizer tudo bem.
Por que você está… Chorando?
Essas palavras atingiram o coitado como se fossem diversos tapas. É, por que você 'tá chorando, Peter? repetiam as vozes, ridículas, gozando de sua estupidez e ridicularidade. É, por que o herói de todos estava chorando, hein? Por quê, por quê? Em meio à esses pensamentos, o garoto apenas trincou os dentes, e fechou os olhos com mais força.
O toque em seus ombros o fez estremecer. A culpa não era de D-ne. Por que ele continuava a ter aquela pose ridícula de herói, sendo que o mundo - e todos que nele habitavam - jogavam na sua cara que ele não tinha o perfil para isso? Ele era simplesmente um monstro. Um monstro que matava pessoas, e ainda sem querer. Um psicopata.
Abriu a boca para falar mais alguma coisa, mas apenas um soluço engasgado foi o que escapou de seus lábios. Finalmente, um som de choro havia escapado dali. Cappuccino, ao ouvir o barulho, rapidamente começou a andar na direção do dono. Peter, ouvindo os passinhos do amigo, rapidamente lançou um olhar para que ele não se aproximasse. Mas a concha o desobedeceu. Caminhou até ficar ao seu lado, e deitou-se lá.
Peter ficou sim, um tanto mais tranquilo com isso. Seria melhor do que ter que explicar tudo para o animalzinho. Daria uma sensação horrível na garganta... Ah, espera. D-ne ainda estava lá. E, ao perceber que teria que o fazer, de um jeito ou de outro - ela não o obrigava, mas ele sentia que deveria fazê-lo -, um nó - como se fosse uma forca interna - formou-se em sua garganta.
-- Hey, D-ne... -- ele começou, a voz meio abafada por conta de não ter tirado o rosto dos joelhos - mas suas frases eram completamente audíveis, sem problemas. --... Se você conhecesse o maior hipócrita do mundo... O que você diria pra ele? -- perguntou, mordendo os lábios, no final. Agora era só esperar pelo o que viria.
Perante as desculpas do outro, Emiko não disse nada e não diria. Ela não se sentia a vontade para falar, e o seu corpo trêmulo era um outro obstáculo para isso, então simplesmente se aconchegou e respirou fundo, sem sequer tentar se acalmar ou parar de tremer.
Fazendo uma breve avaliação do que tinha visto dele até agora suas intenções eram boas, por aquele motivo a morena não conseguia ficar com nenhum resquício de raiva, apenas se sentia um tanto mal e a quase certeza de um possível medo de altura.
Não prestara mais atenção nem parecia interessada em saber se estava chegando logo ou não, ficar quieta e esperar aparentava ser uma opção convidativa que fora muito bem vinda a D-ne.
Ao ser colocada no chão ficou parada por alguns segundos, sem reação nenhuma. Nem triste muito menos feliz, a colegial encarava o chão como se fosse algo extremamente interessante de ser observado. Mas aquilo durou pouco. O rosto neutro deu o lugar a uma expressão chorosa, com algumas lágrimas nos olhos.
Sentou-se no chão, ainda o encarando. Não iria chorar agora, mas também não limpara as poucas que já caíram. Se arrependeria disso depois.
Aquela cena, da menina aos seus pés, chorando, olhando-o bem nos olhos - porque o idiota ali teimou em fazer contato visual -, destruiu o herói por dentro. Aliás, que tipo de herói ele era, se conseguia, em poucos minutos, assustar uma das pessoas a qual deveria, na verdade, proteger e ajudar, e fazê-la, ainda por cima, chorar, bem aos seus pés? Não, ele não merecia ser um herói. Não, não merecia.
Deu alguns passos para trás, enquanto todas aquelas vozes de antes voltavam-lhe à cabeça. As vozes das diversas rejeições dos seus pais. As vozes maldosas dos cientistas que o invejavam. As vozes dos seus colegas de classe, que igualmente o invejavam, e, ao mesmo tempo, queriam que ele crescesse e largasse de ser uma estúpida criança. A voz angelical e doce da sua amiga de infância e interesse romântico destruindo o seu coração em mil pedaços. As vozes dos meninos da reabilitação.
Levou ambas as mãos à cabeça, fechando os olhos com força. Ainda dando alguns passos para trás, acabou por tropeçar nos próprios pés, e cair com tudo no chão. Uma cena até que engraçada, se Peter não tivesse com - muito mais do que a menina - lágrimas escorrendo-lhe de seus olhos azuis, e caindo pelas bochechas, enquanto o canto dos seus lábios sentiam o gosto salgado que algumas poucas o proporcionavam.
Não soluçava, não fungava, nem nada. As lágrimas apenas caíam. Era um choro silencioso, alguns poucos notavam. Os dedos atrapalhados foram em direção ao nó da máscara, mas estavam tão descoordenados que nem conseguiram tirar o nó. Então o pano vermelho continuou cobrindo o seu rosto, por mais que não quisesse mais usá-lo - ele não era honroso o suficiente. Herói, ele? Pfff, que piada. Peter Hecox não passava de um monstro, e nada mais que isso.
E ah, como aquelas palavras doíam-lhe. Doíam-lhe como facas encrustadas em seu peito, erradiças, disferidas por alguém cego, que só tinha o objetivo de atingir o coração - mas que também quebrava-lhe as costelas e perfurava-lhe os pulmões, tamanha a sua dor. Juntou ambos os joelhos, enquanto afundava o rosto neles, as mãos segurando firmemente as laterais da cabeça.
É. A crise de auto-estima estava começando.

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch • No registration required • HD streaming
— Certo, não vai demorar muito, pelo menos. — Sorriu, voltando ao normal. De maneira nenhuma iria ficar envergonhada e com medo a viagem inteira, estaria sorridente como sempre. Pelo menos estava mais calma agora, o voo era tranquilo e talvez pudesse confiar em Peter. Ele parecia confiável em sua visão.
Agora se perguntava o porquê de tanto medo, estava sendo realmente boba. Não seria um problema voar no momento, pelo menos, tinha esquecido completamente do sentimento de desconforto de antes. Seria graças a vergonha ou o tal beijo? Preferia não pensar nessa hipótese, mas admitia que o ato a deixou um pouco mais tranquila.
Sentiu aquele que a carregava vacilar e cair alguns metros. Emiko segurou o grito, segurando-se bem mais forte nele. Por instinto praticamente se levantou e colocou os braços em volta do pescoço do azulado, se segurando ali mesmo.
— P-por favor, tome mais cuidado… — Pediu, sem se mover dali. Não devia ter depositado sua confiança nele, no fim. O encarou por alguns segundos, com uma expressão séria e assustada. Não conseguiu manter a seriedade e se apoiou em Splendid totalmente, tremendo um pouco.
Na verdade, Peter é um rapaz totalmente confiável. Fofo, honesto e inocente, também - o que só aumenta seus pontos de confiança com as outras pessoas. Sério mesmo. Você não sabe o quão decepcionado o azulado estava de si mesmo, por ter se deixado levar pelo vento, e acabar se desequilibrando no ar - ele havia tropeçado no nada, essa era a verdade, mas ele também tinha uma pontinha de orgulho que não o deixaria admitir isso.
-- Eu... Desculpa. -- ele disse, quase que como um murmúrio, ainda sem nem fixar os olhos nos dela, novamente. Os problemas com a auto-estima estavam começando à subir à tona, de novo. Ele era irresponsável demais para ser um herói. Ele não merecia. Aquele ser inútil que era, ah, não. Ridículo, retardado, e todos aqueles nomes que os delinquentes cuspiram contra ele quando estavam chutando-no no chão e...!
Opa. Agora não era a hora disso. Provavelmente, quem sabe, quando voltasse para casa, e colocasse Cappuccino para dormir - também não seria legal começar com baixa auto-estima perto do pequeno animalzinho. Além do mais, se continuasse assim, aí que iria acabar por cair, mesmo, e se tornaria cada vez mais inútil. Chacoalhou a cabeça, enquanto tratava de puxar os cantos dos lábios, formando um curto sorriso. -- Desculpa, desculpa mesmo. Não foi minha intenção. -- falou, já com um tom mais calmo na voz.
Aí, acabou por ver Cappuccino, há alguns metros de distância, dando um mergulho. Ao olhar para baixo, percebeu que estavam em cima de The Slums, o que era ótimo. Parou de voar para frente ali mesmo, e, bem devagar, segurando com um pouco mais de firmeza a menina em seus braços - por mais que ela estivesse quase sufocando-o por causa do pequeno "abraço" em seu pescoço - para que descessem suavemente, acabando por fazer um pouso perfeito.
-- É, chegamos! -- anunciou, deixando, com delicadeza, a menina no chão, agora com o usual sorriso positivo e alegre no rosto.
acrystallineguy replied to your post: acrystallineguy replied to...
Eu nunca fui. Porque eu separo o casal. Ou vão se agarrar longe de mim ou não se agarram. Minha mãe deixou eu ir no encontro de fãs de PJO/HP/THG. Vou bater em todo mundo no caça bandeira <3 E você?
-- { Eu não faço isso porque seria sacanagem (era o primeiro encontro dos dois, aliás). Além do mais, eles nem se agarram, só ficaram se abraçando e coisa e tal. Ew. Não sei como o amor existe, coisa grotesca. De qualquer forma, eu vou quase indo pra um show dos barbixas, hehe. E boa sorte lá no encontro dos fãs, eu queria tar no seu lugar. }
/Headcannon/
Peter tem problemas de auto-estima.
Seja por conta dos pais, que nunca lhe deram atenção, ou por conta dos amigos de turma, que lhe desprezavam por causa de suas notas perfeitas até demais, e pela infantilidade do garoto, ou talvez até mesmo por conta de Jane e sua famosa frase, que perturba o azulado até em seus mais temidos pesadelos ("Cresça, Pete. Não acha que já tá na hora?"). De qualquer forma, ele tem. No reformatório, ao parar para pensar por pelo menos alguns segundos em toda a sua vida, vira o quanto ela fora, realmente, uma droga - e como ela estragara a vida de várias outras pessoas. Por isso, por mais que o menino saia contando para todos que é o herói de Fantasia, no fundo, não consegue acreditar nele mesmo - não mais.
-- { Srta. Carolinda se encontra? }
Espere. Mas o que… Ele tinha beijado ela…? Para acalmá-la, mas… A beijou! Um toque íntimo com um desconhecido, uma pessoa que acabara de conhecer, e o garoto tinha feito isso. Em suas poucas memórias com a família, sua mãe havia feito aquele mesmo ato uma única vez e nunca o repetiu novamente. Em muito anos.
— O-o que… A-ah… — Ela não conseguia formular uma frase completa. O seu medo ainda estava presente e aquele toque bagunçara seus pensamentos. Emiko estaria com… Vergonha? Sim, um pouco. Apesar de não estar tão ruborizada a ponto dele perceber. Só era estranho. A pouca vermelhidão logo sumira, e D-ne sentiu Splendid a segurar mais próxima de seu corpo.
Por que tomar aquele cuidado com uma estranha? Uma menina que acabara de conhecer! Se bem que a própria não poderia falar nada, quantas vezes já ajudara estranhos e fizera coisas por eles? É, a morena tinha fama no colégio de uma pessoa bastante gentil, fazia jus a isso. — Hm… Nós já estamos chegando? — Perguntou, sem conseguir sorrir.
A única coisa que Peter pôde fazer foi dar uma curta risada, enquanto suas bochechas adquiriam um leve tom de rosa, por conta da pequena vergonha que se apoderava dele. Ah, mas ele não devia ter vergonha, foi apenas um pequeno beijo de consolo - e nem fora nos lábios, erh. De qualquer forma, ao ver a menina ficando envergonhada com suas ações, fez um lembrete mental: não dar mais beijos nas bochechas de D-ne.
-- Ah, estamos, sim. -- o azulado disse, desviando o olhar azul para baixo, vendo aonde estavam - e, pelos seus cálculos mentais de enorme precisão, deveriam estar no lugar desejado dali há exatos três minutos. -- Só espere... Erh, mais um pouquinho, 'tá bem? -- falou, assentindo com a cabeça.
Era muito boa, a sensação de voar. Do vento deliciosamente acariciando o seu rosto, enquanto seu corpo ficava mais leve do que uma pena. Você poder balançar, mesmo que de leve, os seus pés, só para não sentir o chão perto de você. Os seus cabelos sendo desarrumados e... Você praticamente desequilibrando porque acabou se empolgando demais.
Incrível como até mesmo no ar Peter era capaz de tropeçar. Como se realmente tivesse algo para que ele caísse, o garoto vacilou, e acabou por cair uns três metros no ar, mas logo recuperou-se e postou-se à se dirigir, novamente, para The Slums. O rosto, agora, corado ao extremo, por conta do erro - ah, ela devia ter ficado assustada! -, enquanto as orbes dirigiam-se para qualquer lugar menos Emiko.

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch • No registration required • HD streaming
— A-ah! — Exclamou, com uma face surpresa, ao sentir ser levantada. Instantaneamente se segurou nele com força, como se tivesse medo de cair. Pois é, nem começaram a voar ainda e ela já estava um pouco nervosa. um grande mal sinal. Afrouxou o aperto, mais calma.
Respirou fundo, não era como se tivesse medo… Ela não tinha acrofobia… Não tinha… Repetia aquilo diversas vezes, até que a deixava tranquila, pelo menos um tanto. Emiko se sentia estranha por estar sendo carregada daquele jeito.
— Acho que já estou me segurando, e usando muito força. — Ela fala, um pouco baixo, dando um mínimo sorriso. Assim que ele levantou voo D-ne começou a tremer um pouco, a sensação desconfortável se apossando de si. Fechou os olhos, encolhendo-se.
O azulado não pode deixar de sorrir pelo canto dos lábios com o desespero dela. Foi um tanto engraçado, sim - mas ele não podia gargalhar, porque isso seria errado. De qualquer forma, quando estavam já voando, e o olhar azul da cor do céu do garoto focalizado na pequena conchinha, há poucos metros de distância dos dois ali, indicando-os o caminho - se fosse Peter que os guiasse, com certeza se perderiam novamente.
Vendo o desespero da menina em seus braços, tremendo e com os olhos fechados, não hesitou, dessa vez, em dar uma pequenina risada. Podia ser maldade dele, mas ele achou engraçado, mesmo assim. Não, pera... Engraçado não. Fofo. Fofo é a palavra certa. -- Oe. Não precisa ficar assim, não. -- ele disse, antes de despositar um pequeno beijinho na testa da morena. Sem malícia nessa frase, ou nesse gesto - era apenas uma das únicas maneiras a qual ele conhecia que acalmava as pessoas.
Acelerou o voo um pouco, mas só um pouco mesmo - Cappuccino já estava ficando longe dos dois, esse era o motivo - para que a menina não ficasse com mais medo do que já estava. Sua mente geniosa deduziu que ela deveria ter medo de altura - ou, pelo menos, um pouco de vertigem, assim como ele mesmo tinha, quando começou a treinar com o poder -, por isso, segurou-a mais próxima de seu corpo ainda, com apenas um pouco mais de força - só por segurança e precaução.
Emiko ficou com um pouco receio, pensando se deveria ir voando com ele. A garota se sentia desconfortável em lugares altos, não gostava, por mais que aquilo não chegasse a ser acrofobia. Sorriu, se não tinha medo também não havia motivo para se preocupar.
— Não, sem problemas. — Balançou a cabeça, tentando se auto convencer com aquelas palavras. Se perguntou por um segundo, estava com medo? Não tinha muita certeza. — Eu acho que não conseguiria voar sozinha, então poderia me levar?
Pedir para ser levada no colo era meio… Estranho. O tipo de situação pela qual ela nunca havia passado. Mas iria do mesmo jeito, afinal de maneira alguma voar sozinha era uma opção.
-- Beleza, então! -- ele concordou, colocando ambos os punhos fechados na cintura, e estufando um pouco o peito, com alguns brilhinhos aparecendo do lado de sua cabeça - bem, agora ele tinha uma missão, e de maneira alguma ele iria vacilar com D-ne, ela parecia ser uma pessoa muito gente boa -, como se fosse algum herói de anime ou coisa parecida.
De qualquer forma, foram necessários apenas quatro segundos para que ele agachasse, e, com os braços esticados, pegasse a menina neles. Ah, até que ela era leve, não seria nenhum problema carregá-la. Com um gesto com a cabeça, "disse" para Cappuccino sair de seu ombro, e a conchinha logo obedeceu, disparando na frente do azulado, já que sabia, exatamente, aonde queriam ir.
-- Se segura, hm? -- ele disse, para Emiko, enquanto dobrava levemente os seus joelhos, fechando os olhos, apenas para se concentrar um pouco mais, e, enfim, com um pequeno impulso dos pés, como se fosse dar um pequeno pulo, acabou por voar - assim como todas as outras vezes em que fazia isso -, e, para sua alegria - e talvez a da própria menina em seus braços -, foi um início de voo perfeito e tranquilo.

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch • No registration required • HD streaming