Sinceramente, havia coisa melhor do que fazer compras? Era como se as roupas conversassem com ela! E nada mais justo do que ela conversar de volta, não é? Estava com os olhos presos em um sapato Prada vermelho, de camurça, que praticamente fazia seu coração disparar. E ele queria tão desesperadamente ser comprado, era impressionante. “Eu sei. Eu sei, eu sei! Eu queria muito ajudar, você não tem ideia do quanto eu queria te comprar” ela se lamentava, praticamente apoiando o rosto na superfície de vidro da vitrine. Tudo bem, sua mãe tinha uma bela de uma herança de seu segundo marido e Emel ganhava bem, não era como se ela não pudesse de forma alguma comprar, não era um sapato barato. Ela abaixou os olhos a tempo de ver a etiqueta na vitrine e juntou os lábios em um biquinho. “Mil duzentos e três dólares. Isso é muito dinheiro. E a pior parte é que nem tem meu tamanho, ai… e se eu levar você pra alguma amiga? Eu tenho certeza que alguma delas ia amar….” Talvez não. Mas talvez sim! Ele queria tanto ser comprado. E calçar 40 não era fácil, ela sempre passava por aquela situação de não ter seu tamanho. Suspirou. “Preciso pensar, sapatinho… E se chegar do meu tamanho? E se eu esperar para ver se eu ganho de presente? Porque eu juro, eu tô quase namorando, certeza que ele me daria um se eu pedisse, sabe?”
Embora amasse compras de mercado, Aiden não gostava de comprar roupas. Poderia viver com poucas peças pelo resto da vida, mas estava com duas blusas furada e uma calça puída, então não via alternativas a não ser gastar dinheiro em um shopping. Sabia que seu perfume favorito estava acabando também, então como preferia gastar dezenas de dólares em perfume do que roupas, acho o shopping era o lugar mais apropriado. Tendo já em mãos o que necessitava ( apenas quinze minutos após chegar! ), Aiden começava a se dirigir para a saída do lugar quando ouviu um lamentar. Voltou-se na direção da moça, que parecia falar com... um sapato? Começou-se a se preocupar com o estado mental dela. “Você está bem?”, se aproximou, cuidadoso. “Precisa de alguma ajuda?” Estava disposto a ajudar caso necessário. “Esse sapato é realmente caro. Não deve valer a pena. Poderia utilizar o dinheiro em coisas mais legais e importantes.”, falava como se tentasse persuadir uma criança.
















