Deu vontade de escrever sobre você. Fui pega de surpresa pelas suas mãos grandes e ásperas que descobriam no toque o meu corpo junto ao seu. Desde então tenho sido invadida por memórias e imagens de você dentro de mim. Essa não é uma escrita romântica, queria que ela tivesse um tom sexual. É sobre o desejo de você me degustar como quem traga uma iguaria e não esquece o sabor. É sobre se deliciar entre corpos antes desconhecidos até fazer mar em meu lençol. É também o suor que escorre de nossos corpos pelo movimento incansável de penetrar o desconhecido. É você dentro de mim incessantemente como quem precisa saciar a sede, e uma noite inteira de muitas águas não é o suficiente. É a lembrança do teu braço, os ombros, a boca, o peito, o cheiro. Sou eu no seu colo. Sou eu no seu colo várias vezes. É você me prendendo e depois me fazendo carinho. É a dualidade do teu toque, bruto e selvagem mas também macio e atencioso. É a diferença entre as nossas idades e o seu potencial de me deixar mais viva.
Fico me perguntando se você vem me procurar. Se sim, quando vem. Porque ando com receio de me apaixonar a toa. O engraçado é que foi uma noite só, mas uma noite toda de foda boa. Não era o plano, mas ando pensando em você.












