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Ferdinand Keller , Lady Absinth (1901)
Ferdinand Keller (or von Keller) (German, 1842-1922)

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Kate Bush.
18-03-2022
Bibia e Guigui
Aprender a lidar com as coisas boas foi a parte mais fácil dos meus recentes dias. Existe sempre alguma fração de dia que foi muito boa e que consequentemente transforma qualquer dia em bom. Pelo menos, é o que eu tento fazer. Durante a pandemia, os dias meus eram tão vazios e sem propósito que aprendi a tornar maiores os menores momentos de felicidade que eu tinha. Isso foi e ainda é minha bússola mental. E tenho conseguido me manter estável até que por bastante tempo. Mas todos os dias tem sua dose de frustração. E talvez com a frustração ainda me falte tato. Quando nada de extremamente pequeno e maravilhoso acontece, o que fazer? Talvez essa agora seja a minha questão. A decepção do dia de hoje com certeza me ajuda a enxergar o problema nas semanas. Hoje meu pai devia vir me buscar. A gente (eu e meu irmão) ia passar o fim de semana com ele. Eu já tinha me esquecido do quanto ele é bom em furar compromissos e em decepcionar. Pensando bem durante toda a minha vida essas falta desesperadora esteve lá. Um buraco que olha pra você o tempo todo, te lembrando constantemente do que ela representa. Por incrivelmente que pareça é bem silencioso. Lembrar dessa parte da minha vida é me lembrar de viver no silêncio. No ápice do trauma parece que todas as palavras foram embora de mim. Eu nem escrevia mais. Nem falava também. Por isso memórias tão silenciosas. Hoje a decepção me trouxe raiva e um pouco de dor. Mas mesmo assim sou feliz. Estar chateada não muda isso.
Eu preciso aprender a lidar com os dias comuns, onde nada de novo acontece. Nesses me sinto estagnada. Talvez inconscientemente esperando algo que me motive e mude minha perspetiva. Mas não é assim que acontece. O fluxo do tempo não funciona a tão curto prazo diariamente. É só um dia. Todo dia é diferente. As vezes eu não quero que tudo mude. Só que o dia mude, por isso é difícil. Achar uma maneira de lidar com essa espiral de pequenas frustações e decepções que podem me ocorrer é essencial. Talvez não exista uma resolução pronto como beber um remédio e melhorar. Mas sim, uma coisa que requer esforço e tentativa diária. Eu tenho tentado viver um dia de cada vez e cada dia requer seu esforço. Agora tenho uma rotina diária matinal que sigo religiosamente. Tenho tentado a tarde e a noite mas ainda não achei uma que se adapte a mim.
Voltei a ser amiga dos meus amigos. E tem me feito tão bem. Adoro ver o rosto deles e como me contam histórias. Eu adoro histórias. E gosto de como eles são livres. Admiro quem eles são e estar com eles me dá a esperança de que talvez eu seja assim também. O amor que emana das minhas amizades é parte de quem eu sou e parte de quem eu quero ser. Eles são pedaços felizes.
Sobre a situação específica de hoje é só isso que tenho a dizer. Recentemente descobri coisas que eu adoro fazer como filmar, editar e andar de bicicleta, mas sobre isso pretendo criar posts mas específicos. Sobre outros aspectos de quem eu sou também.

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@plastictoy2
black angels
Dias depois da mudança. Dias depois da experiência. Eu diria que foi um momento de redenção. Não pude explicar durante porque só tive tempo de mudar. E agora que já passou não será mais mencionado. Afinal de contas, o passado não existe. Nem o futuro. Só existe presente. E no presente eu sou feliz. Acho que o ano passado foi um baque muito grande pra mim. Foi como pular de um precipício. E esse ano agora é como voar. Entendo que o mundo ainda não é um lugar perfeito pra se viver. Mas minha perspetiva do aqui e do agora são muito individuais. As coisas têm tomado um ótimo rumo. Isso me faz questionar se não é porque estou proxima do fim de um ciclo. Eu sempre sei quando os meus ciclos começam e terminam. Os finais são sempre bons. Sempre agridoces. Pra depois começar outro extremamente aterrador. Mas ainda se tem as boas memórias. A vontade de criar novas memórias é algo que me move. Eu sempre aceito novos desafios e novos caminhos por pensar no prazer que as novas memórias vão me trazer. Eu aprecio o tempo que passei com cada um dos meus amigos. Mesmo que um dia não sejamos mais amigos, eu vou sempre me lembrar. Porque as memórias me moldam. Se tornam parte de quem eu sou. E agora eu tenho as melhores memórias. Vivências que eu não tinha antes agora eu tenho e finalmente posso seguir em frente. Eu odeio o medo de toda forma. Por isso não tenho mais medo das coisas. Aprendi a apreciar a vida de uma maneira única. Descobri que eu realmente sou extrovertida e é com as outras pessoas que mais aprendo. Aprendi a não temer poderes maiores que eu. Eu só os aceito. Eles não têm o poder de se envolver em mim se eu não quiser. Aprendi de novo que adoro ler. Adoro bibliotecas e isso nunca vai mudar. Reaprendi a cantar. Isso faz parte de mim e não vou mas fugir. Mas continuarei no meu ritmo. Não aceito que queiram me controlar. Aprendi a ser dona de casa oficialmente. Quando eu era criança meu pior pesadelo era ter que ser dona de casa. Acho que eu não sabia bem o que isso significa. Ser dona de casa não tem a ver com ser uma escrava do lar, em parte tem, mas não pra um homem. E como isso é aliviador. Sempre repudiei a idéia de ser submissa a um homem. Odeio essas relações onde homens tem mais poder sobre mulheres. Eu quero uma relação de poder equivalente. Quero uma pessoa pra ser companheiro não chefe. Nesses dias também acabei aprendendo mais sobre mim. Sobre como sou uma mulher que tem desejos e que é linda e totalmente desejável. Antes eu não me via como alguém que outras pessoas iriam querer. Hoje eu sei que sou muita areia pra qualquer caminhãozinho. E minha relação com a minha beleza tem melhorado a cada dia. Aprendi a ser além de filha companheira e amiga pra minha mãe. Eu me orgulho muito de ter deliberadamente me esforçado pra melhorar o nosso relacionamento. Minha relação com o álcool melhorou muito também. Não tento mais escapar da realidade. Eu escolho enfrentar e lutar. Dessa maneira as coisas tem sido melhores. Meu pai tem se tornado alguém presente na minha vida de novo. Isso me deixa feliz. Perdemos muito tempo e não podemos voltar, mas podemos recomeçar. Também tenho tentado ser uma melhor colega para os meus colegas da escola. E ser uma boa irmã. Agora eu tenho uma irmã. E é meio louco porque eu quero ter uma. E quero ser boa irmã pra ela. Então ter escolhido ser a melhor versão de mim mesma modificou muito a minha vida. Ser você é um processo difícil quando existem coisas que te oprimem ou te oprimiam. Coisas que desde a infância distorceram quem você é. Só você tem o poder de ser quem você é.
Brasil
Look de hoje, 25-01-2022.
Nunca usei assim um cinto que eu comprei especificamente. Só os cintos que já vem e são de outras roupas. Eu gostei da sensação de poder que vem de usar um cinto. Quando eu era criança só homens usavam cinto assim e normalmente ele era usado como uma forma de exercer poder. Na minha vida eu não tive a presença de um pai autoritário, mas tive contato com os meus tios. Um dos meus tios em especifico, é um homem que até hoje eu admiro muito e usar cinto meio que me fez sentir como ele sabe. Eu sempre quis obter esse poder que sempre foi dado apenas aos homens. Pode parecer uma coisa pequena e irrelevante, mas no dia de hoje essa foi a minha conquista, o pedaço que mais me motivou.
Matrizes, 2021.
Um quadro com o qual ganhei uma competição na minha escola.

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Almanaque Do Aluá N° 2 - 2006
adorei o calendário
Os últimos dois dias me foram conflituosos. Se ontem foi minha verdadeira frustração durante o dia, só pela noite fui feliz. Hoje, no entanto, o dia foi amplamente satisfatório. Sair com minha família sempre me deixa bem. Li um almanaque pelo inicio da tarde. Depois saímos. Fomos ver o rio. Contemplamos nossas existências. Bebemos Monster. Na casa da minha avó eu brinquei com meu primo pequeno. Eu não sei porque, mas sempre que estou mal, o menor vislumbre de uma criança já me faz sorrir. Segura-las nos braços, às vezes, é um alento. Cantei com uma prima. Dancei. Mostrei pra todos minhas unhas pretas. Provavelmente me julgam por dentro. Eu não me importo. Minhas amigas e eu decidimos fazer um clube. Vamos pintar quadros e dividir musicas umas com as outras. Talvez a gente possa se reunir toda semana. Eu não sei, mas me deixa esperançosa. Eu adoro pintar quadros. Misturar as cores me motiva. Tenho paciência pra cada detalhe e não importa o resultado final, o simples processo já me alegra. Estou meio ansiosa pras minhas aulas voltarem. Meu irmão está no ensino médio agora. Me empolga um pouco. Preciso de uma agenda nova. Da minha antiga gastei todas as paginas. E por hoje foi isso.
Eu tô de castigo agora. Porque eu voltei tarde de um rolê com umas amigas. Eu moro em uma merda de cidade pequena. É tão estranho porque agora parece que eu já conheço tudo aqui e nada de novo nunca vai acontecer. Parece que eu já vivi todos os rolês que tinha pra viver por aqui. Bem provável que estou só sendo dramática, mas aqui eu me permito ser. Agora tô meio viciada em Arctic Monkeys, The Strokes e Cage The Elephant. Eu quero encontrar uma nova verdade pra mim. Achar uma nova eu e aprender a lidar comigo mesma. Aceitar quem eu sou e deixar de tentar ser coisas que eu não só pelos outros. Hora de amadurecer. Ou só aprender eu não sei. Pensar e achar as respostas.
Andrômeda, por onde andas, minha filha?
Acho que vou registrar a minha vida em 2022 aqui nesse tumblr. Então, vamos as apresentações. Vocês aqui podem me chamar de Andrômeda pra gente manter as aparências né. A melhor maneira, eu penso, por agora, seria ir contando conforme for acontecendo. Pra não confundirmos as partes. Eu tenho 17 anos. Sou de leão. Até pensei em fazer isso aqui em inglês porque as coisas por aqui no tumblr funcionam mais em inglês. Se eu mudar de ideia depois é só traduzir. Mas por enquanto é só. Vamos por partes.