— Kazimierz Nowak, 1934.

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— Kazimierz Nowak, 1934.

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— Adolf Loos, 1904.
— Na onda da coragem, 2014.
— Balanço geral, 2014.
— Menina da vila, 2014.

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— Aleksandra Waliszewka. 2014.
— Berenice Abbott. 1933.
(via)
— Niemeyer. "Método", 19??.
Foi grande a alegria de encontrar essa transcrição nos meus arquivos. Pensei que havia perdido. Lembrei dela outro dia, pensando que era bastante válida sua divulgação.
Ao olhar para minha formação, honro a honestidade e clareza que encontrei neste pequeno texto, por sorte nos primeiros períodos do curso, que me influenciou com as seguintes atitudes: 1.desprender, de início, a imaginação espacial dos desenhos que a representarão; 2.experimentar/passear, como gente curiosa, pelos espaços imaginados; 3.justificar textualmente todos os aspectos da solução; 4.lidar com o programa de forma propositiva (e não passiva).
Por óbvio, o texto não se basta como manual (nem se pretende ideal, como o autor deixa claro no primeiro parágrafo), mas é ótimo para elucidar um modo ainda comum de fazer arquitetura, naquela primeira fase, a mais empolgante de qualquer projeto: a concepção. Boa leitura!
"Não vou apresentar o método ideal de elaborar um projeto, pois outros processos mais práticos e eficientes podem existir. Vou apenas contar como trabalho, como elaboro meus projetos de arquitetura.
Meu método é simples: primeiro, tomo contato com o problema —o programa, o terreno, a orientação, os acessos, as ruas adjacentes, os prédios vizinhos, o sistema construtivo, os materiais, o custo provável da obra e o sentido arquitetônico que o projeto deve exprimir.
Depois, deixo a cabeça trabalhar e durante alguns dias guardo comigo —no inconsciente— o problema em equação, nele me detenho nas horas de folga e até quando durmo ou me ocupo de outras coisas. Um dia, esse período de espera termina. Surge uma idéia de repente e começo a trabalhar. Analiso a idéia surgida e outras que me ocorram ao fazer meus desenhos. Às vezes é uma planta, um partido arquitetônico que prevalece, outras vezes, uma simples perspectiva que me agrada e procuro testar. Escolhida a solução, inicio meu projeto, na escala 1:500. É a escala que prefiro, que me prende melhor à solução de conjunto indispensável. E começo a desenhar o projeto, vendo-o como se a obra já estivesse construída e eu a percorrendo curioso. Com este processo, sinto detalhes que um desenho não permitiria, detenho-me nos menores problemas, sentindo os espaços projetados, os materiais que suas formas sugerem, etc. Uma vez, elaborei um texto explicando as colunas do Palácio do Planalto, mostrando como as fixei, como, nesse passeio imaginário, entre elas circulei, apreciando suas formas, modificando-as, procurando criar novos pontos-de-vista, o espetáculo arquitetural.
Terminados os desenhos e cortes, começo a escrever o texto explicativo. É a minha prova dos nove, pois se não encontro argumentos para explicar o projeto, é natural que eu o reveja, pois lhe falta alguma coisa importante.
E nessa explicação só me sinto satisfeito quando vejo que um elemento novo foi incorporado ao projeto, que ele não é vulgar nem repetitivo, que é fácil defendê-lo com o entusiasmo que um bom exemplo de arquitetura permite.
Dou um exemplo recente: acabo de projetar a Assembléia Municipal de Vitória, Espírito Santo. Depois do projeto concluído e terminada a maquete, senti que faltava esse exemplo indispensável. E aproveitei as vigas que cobriam o plenário, criando com elas uma série de gomos verticais e, para atender aos problemas de orientação, os fiz em alturas diferentes, mais altos para o lado não insolado. Tinha dado ao projeto a feição própria que faltava. A forma de gomos adotada não era uma invenção, mas da maneira que os desenhei, variando suas alturas, era sem dúvida o elemento inovador.
Às vezes, o que não raro acontece, o programa proposto é desatualizado e nele tento intervir. Foi o que aconteceu, por exemplo, com o Centro Musical, cujo programa elaborei com toda liberdade, criando uma grande praça coberta com três auditórios e o público entre eles a circular. Uma solução discutível, mas sem dúvida diferente e inovadora.
Na Universidade de Constantine também me foi possível atuar nesse sentido, recusando a solução apresentada, cujo programa desatualizado previa um edifício para cada faculdade. E projetei dois grandes blocos de ensino: um, de classes, com salas de aulas e auditórios, e outro, de ciência, com todos os laboratórios e setores de pesquisa, obtendo assim uma solução mais flexível, mais econômica, capaz de explicar a universidade integrada dos tempos atuais.
Terminada essa fase de composição técnica e arquitetural, convoco os técnicos especializados, com eles discutindo o sistema estrutural imaginado, o dimensionamento de apoios e vigas, os serviços técnicos de ar condicionado que complementam a arquitetura.
E o projeto está pronto. Não é um simples estudo preliminar, como se diz, mas um ante-projeto bem pensado, bem explicado, pronto para qualquer análise criteriosa.
A maquete está retificada, as proporções do projeto controladas, os volumes anexos revistos plasticamente e os jardins e espelhos d'água integrados no plano geral.
O álbum que apresenta o projeto inicial inclui o texto explicativo, os croquis, as plantas em 1:500, as fotos da maquete.
— Edward Hopper. 1960.
— Chuva em casa forte. 2014.

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— Sem uma mão, sem um pé. 2014.
— Ashley Eriksson. 2008.
— Harold Edgerton. 1937.
—Woods. 1999.
(Rest in peace, Lebbeus Woods)
—Niemeyer. "Centro Administrativo de Pernambuco", 1980.
O texto e as imagens que seguem são de autoria de Oscar Niemeyer, publicados em sua Revista Módulo, número 58 —quando o trabalho do arquiteto ainda era mais comentado que a sua idade. Apesar de ser corrente entre os colegas de curso, os desenhos do partido e da proposta são raríssimos. A apreciação de projeto tão ambicioso —no conforto das três décadas que nos separa dele— me parece saudável, principalmente para os pernambucanos:
Ao iniciarmos este projeto, procuramos, em primeiro lugar, estudar o local escolhido para os três palácios que representam o Centro Administrativo. Como já tínhamos calculado suas áreas úteis, sentimos que o espaço oferecido não permitiria uma solução generosa, como se impunha, à expansão inevitável. (1)
Examinamos com a maior atenção a região proposta para todo o conjunto, verificando que ela se destinava exclusivamente ao Centro Administrativo, sugerindo portanto um traçado viário próprio e definido, sem compromissos com o plano rodoviário estadual, sem cortar o terreno desnecessariamente, sem criar movimentos de terra onerosos nem dificultar –o que era fundamental– as ligações entre diversos setores do Centro Administrativo. (2)
E resolvemos propor uma solução radical que constituísse uma contribuição efetiva, justificando assim nossa colaboração.
Os acessos existentes para o local escolhido são feitos pela Avenida Beira-Rio e pela Linha Férrea, Tronco Norte da RFFSA. Centralizar esses acessos, nos pareceu a preliminar indispensável. (3) Para isso, criamos na entrada do Centro Administrativo um grande estacionamento e, próximo ao mesmo, uma estação para a estrada de ferro. Dessa estação parte o monorail projetado, levando para o Centro Administrativo os passageiros da ferrovia e, mais adiante, os que deixaram seus carros no estacionamento. (4)
É um esplêndido passeio, suspenso sobre a paisagem: primeiro, surge a praça cívica com seus espelhos dágua e sua arquitetura feita de curvas e grandes espaços livre; depois, a zona cultural com suas formas harmoniosas e a seguir a linha austera dos blocos das secretarias e os prédios anexos, com eles contrastando plasticamente. (5)
Sob o monorail fica a avenida de pedestres, a espinha dorsal do conjunto. Nela circulam os que, deixando o carro no estacionamento, preferem seguir a pé pela avenida que conduz ao Centro Cívico, vendo a arquitetura do Centro Administrativo a surgir pouco a pouco, numa escala mais verdadeira, e nela penetrando interessados. (6)
Por baixo da avenida de pedestres passam apenas os veículos dos que trabalham no Centro Administrativo ou os que para isso possuem a devida autorização. (7) É uma estrada subterrânea que varia de nível em função da conformação natural do terreno e que, após os blocos das secretarias, continua a céu aberto até os prédios anexos. (8)
Como a idéia do monorail sempre desperta dúvidas –técnicas e econômicas– previmos a possibilidade de deixar essa solução para uma etapa posterior, usando, provisoriamente, dentro do esquema viário fixado, uma linha de micro-ônibus para a ligação da estação rodoviária com o Centro Administrativo. (9) É uma alternativa que apresentamos a contragosto, principalmente agora que o monorail já tem protótipo em teste no Rio Grande do Sul. Seria bonito o passeio pelo monorail. Que idéia de progresso técnico não daria a utilização desse sistema tão simples e lógico, ainda desconhecido em nosso país!
Na praça Cívica ficam os palácios: do Governador, da Justiça e da Assembléia Legislativa, e sob ela, aproveitando as curvas de nível existentes, o estacionamento de veículos qe serve aos três edifícios. (10) É o princípio de não alterar as inclinações naturais do terreno que procuramos manter, dentro do possível, em todo o projeto, criando sob a praça o enorme estacionamento, fixando para os demais edifícios do conjunto um gabarito de altura definido de modo que eles se adaptem ao terreno, variando, se necessário, o número de pavimentos. (11)
A arquitetura dos palácios guarda o denominador de unidade desejado: o mesmo espírito arquitetônico e os grandes vãos livres que o concreto nos oferece generoso.
Quem não se entusiasma ao ver a antiquíssima cúpula de Roma, com 42 metros de vão? E não é a arquitetura da cúpula que desperta esse entusiasmo, mas imaginar como foi possível fazê-la em época tão distante, com a técnica ainda limitada e incipiente! Na verdade repetimos apenas a lição do passado, dos grandes exemplos da arquitetura.
Diante do Palácio do Governador é o vão espetacular que domina, a viga virandeil a sustentar os pré-fabricados das lajes de pisos; o pilotis alto –8 metros– e sob ele, dando-lhe pelo contraste maior realce, a tribuna e as rampas de acesso. (12) Ladeiam o Palácio do Governador, a Assembléia Legislativa e o Palácio da Justiça, circulares como seus programas exigem. (13) Ambos de funcionamento complexo, o da Assembléia principalmente, tão cheio de minúcias funcionais que para bem elaborá-lo redigimos, preliminarmente, este pequeno texto:
“O mais importante no projeto de uma Assembléia Legislativa é a ligação correta entre seus diversos setores e uma flexibilidade interna que permita qualquer modificação futura. No Congresso Nacional, a falta de um programa, a urgência da obra etc, dificultaram as modificações surgidas. Algumas, motivadas por alterações no próprio sistema –parlamentarismo etc– outras, pelas incompreensões inevitáveis. Felizmente, prevaleceu quase sempre a necessária receptividade e o Congresso Nacional foi recuperado e construídos os prédios anexos que compreendem, como os escritórios particulares dos deputados, opções posteriores.
O problema de uma Assembléia Legislativa se resume, principalmente, na boa circulação interna que tem como base o plenário. Com ele devem estar ligados todos os setores da Assembléia, desde a direção geral: Presidência, vice-Presidência, secretários, líderes, diretor geral, imprensa, bar etc, até os serviços complementares, como os setores jurídicos, técnicos e administrativos. No plenário devem estar integrados o recinto do público, as cabines de imprensa, rádio e tradução simultânea, inclusive os serviços de taquigrafia, datilografia etc. (14) E como as distâncias devem ser curtas, a arquitetura caminha, naturalmente, para uma forma circular em cujo centro fica o plenário, ponto de convergência de todo o conjunto. (15)
O projeto deve ter suas áreas generosamente fixadas, visando a modificações futuras, os escritórios particulares dos deputados construídos em bloco separado, diretamente ligado ao plenário e um bloco para futuras ampliações do setor administrativo. (16)
Quanto às entradas, devem ser independentes para os deputados, público e funcionários e servidas dos respectivos estacionamentos. (17)
A estrutura deve evitar colunas internas e marcar com amplos espaços livres a importância da obra.
E a arquitetura sóbria e correta, como convém a uma Assembléia Legislativa.”
Foi baseado neste estudo que projetamos a Assembléia Legislativa de Pernambuco, e a solução adotada nos parece clara e funcional, elástica e expansível, que de outra forma não mais a poderíamos conceber.
Quanto ao Palácio da Justiça, as mesmas razões de bom funcionamento nos serviram de guia, pois se trata de uma obra que exige, como a Assembléia Legislativa, um esquema de circulação exato e total flexibilidade interna. A solução circular que propomos visa, igualmente, reduzir as distâncias, criando para o público largas rampas, galerias de 5 metros de largura etc. Dentro da forma circular adotada se distribuem os diversos setores. O da Presidência e dos desembargadores ligados à sala do Pleno e o das varas criminais ao salão de julgamento, com capacidade para 300 pessoas, sala secreta, acessos independentes para os jurados e os próprios acusados.
O restaurante está localizado nos pilotis, que fica livre, entregue ao público, como uma grande praça coberta. Nas fachadas, como na Assembléia e no Palácio do Governador, são as grandes superfícies de vidro, protegidas quando necessário. E na cobertura uma placa de concreto, protegendo o pátio interno.
No Palácio do Governador, o programa é mais simples, permitindo maior liberdade plástica. Isso explica os grandes vão adotados, a viga virandeil que sustenta totos os andares, dando ao palácio um aspecto inventivo e inesperado, como se feito para o mundo de amanhã.
Seus pilotis de 8 metros de altura lhe conferem a escala que um prédio desse gênero requer e o conjunto de rampas e esculturas, pelo contraste, a grandeza arquitetural procurada.
Interiormente, o palácio compreende um enorme salão, livre de colunas, apto a todas as modificações possíveis: íntimo ou esperacular conforme os espaços para esse fim organizados. Extermanente, é o palácio suspenso sobre o espelho d’água, lembrando, como disse uma jornalista italiana sobre o auditório de Constantine: “Uma astronave que ali tivesse pousado de repente!”

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— É fogo. 2012.
— Pio Panfili.1782.
Plate from fourth edition of Bartoli's translation of Alberti's De Re Aedificatoria.