É Sobre a vontade de não existir e outras calamidades,
pensei ter apagado essa linha etérea vivida, mórbidaÂ
acreditei que pulsões passageiras, teriam seu findarÂ
por acreditar, deixei como estava, logo me deixaria.Â
Mas não contam que pensamentos ruins, retornamÂ
e são extremamente voláteis em suas mudanças.Â
Variante a depressão me acompanha, cansaço,Â
nós deverÃamos ter nós tornado aliadas de vida.Â
Mas ela se vira contra qualquer vestÃgio de vida,Â
é uma visita que leva tudo, como se fosse seu. Â
O escuro parece confortável, luz ás vezes fere,
a vela tende a querer apagar a chama, dissipar
proteger o fogo do apagamento, queima a pele.
Anos, anos e mais anos, se constrói o século.
Ela não vai embora, persiste sendo eterna,
a luz agora cega, o pavio solta a fumaça
Um dia esteve acesa, o fogo não dança
a eternidade cobrou seu preço, esgotou.
Não mais desagua, os risos se mantém,Â
foi possa, lagoa e hoje se faz oceanosÂ
e sou eu que me afogo nesses mares.
Velas não se acendem molhadas,
a agua leva tudo, vira enchente
se aprende a não transbordar,
aqui já nem dá mais pé.Â
Queria poder ver o céu,
enxergar as estrelas.
Queria poder ver,
a cegueira arde