w. @aarvnâ
Era a primeira vez que colocava os pĂ©s no interior daquela fraternidade, fazia algum tempo que vivia ali e mesmo assim, nunca tinha ido atĂ© lĂĄ, entrou com facilidade porque, de alguma forma, conhecia um nĂșmero generoso de pessoas que viviam ali e todos esperavam que ele estivesse ali para ver uma pessoa, nĂŁo, nĂŁo queria vĂȘ-lo, o que surpreendeu um nĂșmero bastante curioso de pessoas. Pela primeira vez Jude procurava bater naquela porta, com uma aparĂȘncia deplorĂĄvel, parecia atĂ© vestir ainda as roupas de quando tudo aconteceu, pois haviam respingos manchando a blusa branca, mas era a Ășnica peça que usava, as outras foram todas jogadas no lixo. Jude nĂŁo era o garoto que havia parado no tempo, estava de moletom, a calça preta no qual havia puxado a barra atĂ© o joelho, por ter ficado curta demais, o casaco do lakers surrado e com alguns furos na regiĂŁo da gola, peças que encontrou no achados e perdidos enquanto voltava para o campus, jĂĄ que nĂŁo teria nada para vestir no quarto da garota que havia socorrido ele.
NĂŁo falou com ninguĂ©m, mesmo que tivessem alguns olhares curiosos na sua direção, apenas fizeram o que foi pedido, quando Aaron apareceu, Jude apenas sorriu mesmo que nĂŁo estivesse com uma visĂŁo muito privilegiada de seu rosto, inchado demais pela recente arte do destino. âHey⊠podemos conversar?â Ainda tinha suas mĂŁos enfiadas nos bolsos laterais do casaco que estava com o zĂper aberto, entĂŁo, a blusa manchada estava totalmente a mostra, mas nem precisariam focar nisso, os roxos e os cortes ainda cobertos por curativos pequenos, quase minĂșsculos perto dos pequenos cortes que tinham em locais especĂficos, isso jĂĄ dizia tudo o que a camisa nĂŁo podia dizer. âDe preferĂȘncia no seu quarto, por favor!â
 đđđ đĄ đĄđ©đ đđđđđ đđđ đđđąđđ đ, đđąđđ đđ đđđ đđđđđ â .â â â§œâ â â  â e Ă© por isso que eu sou muito grato por terem me dado a chance de representĂĄ-los, alpha. nĂŁo pretendo decepcioâ â duas batidas na porta e aarĂłn se sobressaltou, quase deixando cair o celular onde podia se ver o bloco de notas abertas e o texto que havia preparado para poder discursar no prĂłximo encontro com os irmĂŁos de fraternidade, onde usaria da oportunidade para agradecer a vice-presidĂȘncia. era o seu plano inicial? nĂŁo. mas realista do jeito que era, ele jĂĄ havia previsto aquela possibilidade quando seu âoponenteâ era o mister simpatia do campus. agora cabia a ele trabalhar em parceria e nĂŁo se desanimar pela janela que havia sido aberta, mesmo querendo ter entrado pela porta.Â
          o ortega nĂŁo estava vestindo muito mais do quĂȘ uma cueca e ele tambĂ©m nĂŁo se incomodou em ir se cobrir â parte porque as batidas na porta se tornaram mais insistentes e tambĂ©m porque nĂŁo precisava se sentir envergonhado diante de um colega de fraternidade. eles provavelmente veriam coisas muito mais vergonhosas entre si que alguĂ©m de cueca. entreabriu a porta e foi recebido com um recado que nĂŁo esperava. âjude harrison estĂĄ procurando vocĂȘâ. ele umedeceu os lĂĄbios, confuso. a citada ao nome trouxe a imagem do mĂșsico a sua mente. ele sabia quem era, mas, nĂŁo sabia se aquilo era mesmo para ele. jude nĂŁo era muito prĂłximo de guillermo bullstrode? â eu acho que vocĂȘ errou a porta, o guiâ â nĂŁo, nĂŁo. jude estava procurando pelo ortega.Â
          uma calça de moletom e uma regata branca capturada ao pĂ© da cama. aarĂłn caminhou descalço e apressado atĂ© chegar ao salĂŁo comunal, onde estavam outros alphas e a figura bagunçada de jude harrison. os olhos escuros mal se viam, devido o inchaço. os lĂĄbios finos partidos. ele parecia alguĂ©m saĂdo de uma briga de rua, apesar de aarĂłn nĂŁo acreditar que aquilo fosse de seu feitio. mal parou a frente dele e jude jĂĄ disparou suas palavras. aarĂłn piscou, ainda sem entender muito bem toda a situação. ele estava mesmo o procurando? por que? â Ă© claro... huh, por favor â disse, abrindo espaço e direcionando o caminho com a mĂŁo no ar; seguiram em silĂȘncio, deixando para trĂĄs os olhares curiosos e os sussurros. aarĂłn nĂŁo podia culpĂĄ-los por aquilo, nem mesmo ele estava certo do que estava acontecendo.Â
           â vocĂȘ precisa de alguma coisa? tipo, um analgĂ©sico ou um enfermeiro... o que foi que aconteceu? â de porta fechada, o ortega sugeriu sua cama para o outro sentar e se acomodou numa poltrona prĂłxima a escrivaninha. os olhos presos em jude, como se tentasse ler entre os machucados o que tinha causado aquilo.Â


















