Conheça a Adhara Yaxley de 17 anos. Os quadros comentam que ela é sangue-puro e que se parece muito com a trouxa Nina Dobrev. Encontra-se indisponível nos próximos horários.
“A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás, mas só pode ser vivida olhando-se para frente.”
O casamento de Noah Yaxley e Aella Carrow havia sido, como muitos outros, arranjado. A cerimônia fora elegante ao estilo desejado da família da noiva, muitos convidados vindo celebrar mais uma união entre duas famílias tão tradicionais. Nada de diferente de tantas outras que aconteceram naquele mesmo ano. Como resultado de um casamento tão bem sucedido, só poderia haver herdeiros para continuar a luta pelo objetivo de pureza total entre as famílias consideradas sagradas. O primeiro fora Thomas, o sonho de qualquer mãe o seguidor inquestionável de ordens, e que se espelhava no pai como seu maior exemplo, desde muito pequeno. Depois, veio Adhara. Ela nasceu em um dia de tempestade que só poderia ser um prelúdio de seu humor instável. Chorou, mas poucos instantes depois seus grandes olhos escuros já fitavam seus pais como se os acusasse por terem lhe trazido para aquele mundo. Cresceu como uma jovem garota de família pura deveria, sendo ensinada á respeito das mais precisas boas maneiras, tendo aulas de dança e até da forma exata de como caminhar elegantemente. Suas palavras raramente eram rudes, mas sua mudança de humor era surpreendente. Por vezes era considerada a calmaria, aquele vento preguiçoso que refresca, e de repente mudava, era a instabilidade, a ventania que destruía tudo o que via pela frente.
A caçula dos Yaxley não poderia receber menos atenção do que uma princesa exigia, pois era exatamente daquela forma que a garota era tratada. Adorava frequentar os bailes oferecidos pelas famílias tradicionais porque sua maior diversão era usar o talento natural que tinha para a sedução. Apesar disso, sempre foi uma garota extremamente cuidadosa com quem se envolvia, e não se deixava levar por qualquer história. Altamente inteligente, tendo uma grande habilidade de perceber quando alguém lhe contava alguma mentira, e mesmo que fosse incomum, uma apreciadora de literatura. Tornou-se quase normal ver a jovem com livros grossos em frente a seus olhos e nas aulas era quase sempre a sua mão que se erguia quando o professor exigia alguma resposta. Certamente era a mais inteligente de sua família, o completo oposto do que todos eles eram. Algumas pessoas chegavam a sugerir que Adhara não era filha de Noah, mas a semelhança física entre os dois era incontestável. Sempre havia uma resposta sábia na ponta de sua língua, e ás vezes até mesmo sarcástica. Um pouco ambiciosa, era verdade, porque alguém não poderia nascer em uma família purista e não levar consigo ao menos um pouco daqueles ensinamentos, mas o que sempre importou para Adhara era o seu futuro. Não desejava casar-se forçada e tornar-se uma esposa submissa, queria traçar seus próprios caminhos, definir os rumos de sua vida sem a pressão de sua família.
Por ter sido tão mimada, sempre tivera um bom relacionamento com seu pai, e o orgulho estampado no rosto do homem a qualquer movimento da filha era evidente. Essa boa relação, no entanto, apenas se abalou meramente quando Adhara descobriu sem querer, ao ouvir uma conversa do pai com o avô, que Noah havia traído Aella nos primeiros anos do casamento, e o fruto daquela traição era uma criança bastarda da mesma idade que a garota, chamado Mark. Apesar de saber que o pai nunca os abandonaria por causa de um filho indesejado, Adhara não podia deixar de se sentir traída, assim como a mãe, mas evitava qualquer comentário na frente de Noah porque também não queria magoá-lo. Amava seu pai acima de qualquer outra coisa, então sabiamente escolheu deixar de lado qualquer rancor para focar-se apenas em dar orgulho a ele, sendo uma das garotas mais inteligentes de seu ano e aprofundando todos os seus conhecimentos em Feitiços e Poções, as suas duas matérias favoritas.
[Amortentia: Pergaminho novo, chocolate e café fresco.]
[Varinha: Ébano e pena de fênix. 25 centímetros. Maleável.]
[Bicho-papão: Ser substituída.]