O DIA EM QUE EU VIREI O BICHINHO DE ESTIMAÇÃO DO VAMPIRO.
Sinopse: como eu fui acabar ganhando o interesse de um vampiro eu não sei, mas como um caçador de monstros eu devo tirar proveito disso.
Capítulo 1: seus olhos foram o que me enganaram.
Eu corri atrás da criatura que gritava e chorava desesperada, suas perninhas corriam o mais rápido que podia (e para um rouba túmulos aquela coisinha era bem rápida) e seus bracinhos inchados e deformados se esforçavam ao máximo para carregar um vestido de uma senhora que havia sido enterrada no cemitério Rotten Rest, que se localizava perto da avenida dos não viventes o lugar preferido daquelas criaturas, os rouba túmulos gostam de roubar coisas dos já falecidos para se alimentar das memórias que aquele objeto trás, e é por isso que me chamaram aqui. Como um caçador de monstros meu dever é capturá-los e levá-los à agência para assim eles tomarem conta do empecilho.
Eu corri pelas ruas de Hollow Valley, fazendo um estardalhaço onde eu passava já que esses bichinhos horrendos são extremamente espalhafatosos e desastrados, mas esse me surpreendeu por conseguir equilibrar o vestido em suas mãozinhas medonhas, enquanto atravessava um varal de roupas, "eu vou pegar esse bicho é hoje que eu limpo o meu nome" pensei contente comigo mesmo. Por fim consegui encurralar o rouba túmulos, seus olhinhos amarelos me encaravam cheio de lágrimas enquanto ele colocava o vestido no chão, eu fui me aproximando lentamente do treco e me abaixei para ficar no mesmo nível de visão que ele:
- Você causou um monte de estrago naquele cemitério viu? – eu disse enquanto segurava uma risada para a carinha de desespero dele, com certeza ia anotar alguma coisa sobre as acrobacias que vi esse carinha fazendo hoje, eu levo as minhas mãos até o bichinho e o pego no colo, tudo estava indo bem até que o treco sorriu maleficamente para mim e me mordeu, rouba túmulos não são venenosos..., mas a mordida deles dói pra cacete. Eu deixei o bichinho cair no chão enquanto soltava um grito de dor, bicho de merda:
- CACETE STAUBER EU JÁ FALEI QUE NÃO SE PEGA ROUBA TUMULOS COM AS MÃOS SEM NENHUMA PROTEÇÃO. Gritou uma voz vinda atrás de mim, olhei para trás e vi meu superior, seu nome era Daimon Spring, ele era bem conhecido nos ramos de caçadores por ser pragmático nas caçadas e ser o mestre das estratégias, ele também me ensinou tudo o que eu sei sobre os monstros e me incentivou á virar um caçador. Daimon então lançou uma corrente abençoada para cima do rouba túmulos que soltou um guincho de dor (corrente essa feita por um metal especial chamado "aço de hefaisto" o único ferro do mundo que pode conter monstros e enfraquecê-los) o homem mais velho então me ajudou a me levantar e disse:
- Mesmo com os contratempos e o fato de que sua mão não vai poder ser usada por uns três dias... você conseguiu capturar seu primeiro monstro garoto
- Tecnicamente foi você quem capturou ele. Eu disse sem graça, Daimon deu um tapinha nas minhas costas e disse:
- Não desmereça seu esforço garoto. Porém antes que eu pudesse responder ouvimos um estrondo e nos viramos para ver o que tinha acontecido, o bichinho se libertou das correntes... subiu o muro do beco, mostrou a linguinha pra gente e foi embora.
Isso definitivamente não era para acontecer, 1: por que era uma corrente abençoada, 2: por que era uma corrente de nível 3 e os rouba túmulos só podem romper correntes de nível 1, o único monstro que pode romper correntes de níveis 3, 4 e 5 são vampiros, porém aquilo não era um vampiro disfarçado já que por algum motivo eles conseguem se transformar em todo tipo de coisa menos objetos (claro) e rouba túmulos:
-... como que aquela coisa rompeu a corrente? – Murmurou Daimon embasbacado, eu rapidamente comecei a apalpar meus bolsos em busca do meu caderninho finalmente o achando e anotando tudo o que tinha acontecido, Daimon me olhou surpreso e disse:
- Stauber você sabe a gravidade da situação? A gente perdeu o bicho
- Spring, você sabe que não precisa se preocupar com isso, já que é o primeiro que você perde – eu disse enquanto escrevia com detalhes o que havia acontecido, Daimon me encarou e disse:
- Eu sei disso cacete, mas... porra eu não to preocupado comigo, eu to preocupado com você, eu vou ganhar no máximo uma bronca, você pode ser expulso da agência. Eu suspiro e fecho meu caderninho e o guardo de volta em meu bolso, logo saindo do beco sendo seguido por Daimon:
- O senhor Corbus já sabe, agora o jeito é encarar as consequências. Bom eu já sabia que isso ia acontecer cedo ou tarde, mas não sabia que ia ser porque eu deixei o monstro mais fácil de se capturar fugir, o problema vai ser enfrentar a raiva de Lloid Corbus, o líder dos caçadores.
Eu posso ser um caçador mas não acho que posso ser chamado de um, eu nunca capturei um monstro se quer, a única coisa que sou bom mesmo é escrever sobre os monstros que encontro para assim tentar completar o livro que eu chamo carinhosamente de "monsterpedia" mas mesmo assim todos me lembravam que eu nunca ia ser de verdade um bom caçador, mas tudo bem, que se danem o que os outros dizem, o dia que eu lançar esse livro eu vou esfregar o meu sucesso na cara deles e ai eu quero ver quem vai me chamar de "Mason Stauber o maníaco dos monstros". Nós dois finalmente chegamos no enorme lugar que era a central de comando dos caçadores, e assim que chegamos fomos recebidos com sussurros e olhares julgadores, as notícias se espalham rápido hein? Bah, mas pouco me importa esses fofoqueiros, o que realmente me preocupa é o fato do meu chefe estar na frente da bancada da recepção do hall de entrada. Quando eu disse que enfrentaríamos a "fúria" dele, não quis dizer que ele tem uma fúria de dar medo, muito pelo contrário, meu chefe é uma pessoa muito tranquila e gentil, porém a cara de decepção que ele faz toda a vez que eu volto de mãos vazias me dá uma dor no coração:
- Senhor Stauber, Senhor Spring... Que situação não é mesmo? – ele disse tentando disfarçar a tristeza em sua voz, nós abaixamos a cabeça e dizemos em unioso:
- Perdão senhor Corbus, não irá se repetir. Ao ouvir isso tudo o que o loiro fez foi soltar um suspiro longo, logo dizendo:
- Assim eu espero... pode se retirar Spring, Stauber eu quero você na minha sala – e com estas palavras eu sentir meu corpo ficar frio, enfim acabou minhas chances, o desespero me consumiu e em passos lentos eu segui o homem até o seu escritório.
Assim que chegamos lá, Lloid fechou a porta, logo se sentando em sua cadeira logo me encarando:
- Mason... era um rouba túmulos, como você foi perder um rouba túmulos – ele disse me encarando decepcionado – Mason eu acredito em você, juro que acredito, mas você precisa capturar um monstro, eu não posso manter um caçador no esquadrão que não consegue pegar nem um misero rouba túmulos. Eu apenas ouvia tudo aquilo em silêncio. Tá tudo bem... talvez eu não seja merecedor desse cargo mesmo:
- Mas eu acredito que tudo tem uma primeira vez – um fio de esperança! – Então eu vou fazer um trato com você, você tem 72 horas pra me trazer um monstro, se você falhar eu não terei escolha a não ser te tirar do esquadrão, como isso soa?
- ÓTIMO!... Quer dizer... soa ótimo senhor – Lloid então riu da minha formalidade e então disse:
- Certo, então vá você tem muito trabalho a fazer – Eu balancei a cabeça freneticamente e sai da sala.
Corri como um doido até a saída do lugar... 72 horas, pouco tempo, mas acho que dá, eu só preciso achar um caso paranormal e capturar a criatura, o problema é: NÃO ACONTECE QUASE NADA NESSA CIDADE! E eu duvido que o Corbus vá aceitar um mero rouba túmulos... o que eu vou fazer? Eu vou perder meu emprego e vou ter que ir morar nas ruas sobrevivendo de esmola.
Porém enquanto eu me afogava em minhas paranoias eu sinto uma mão em meu ombro que assim me tirou delas:
- Perdão, mas você por acaso seria Mason Stauber? – perguntou o dono da mão, sua pele era pálida como a lua e seus cabelos dourados como o sol que fazia um contraste magnifico com sua pele, em seu rosto ele possuía um par de olhos carmesim que a meu ver eram hipnotizantes, para completar ele usava roupas elegantes e luxuosas e carregava um guarda-chuva preto cheio de rendas sobre a sua cabeça que eu presumi que fosse para afastar o calor do sol forte que pairava sobre nossas cabeças:
- H-hum... sim? Pois não? – eu disse com uma certa desconfiança, ele sorri pra mim e diz:
- Bom... você é o caçador que nunca capturou nenhum monstro certo? – que fama que eu carrego hein? Eu faço que sim com a cabeça e ele completa o que ia dizer:
- E agora você está numa corrida contra o tempo para conseguir capturar alguma criatura certo? Para assim conseguir manter o emprego estou errado?
- ... Como você sabe disso? – Perguntei indignado, ele apenas riu e disse:
- Os rumores voam meu caro
- Olha moço eu não tenho tempo para ficarem tirando sarro de mim, então se me der licença. Porém antes que eu pudesse sair ele segurou meu braço e disse:
- Eu não estou aqui para te ridicularizar, muito pelo contrário me deixe ajudá-lo- Suas palavras soaram gentis e seu olhar carregava um certo ar de santidade:
- Certo, o que você quer? – Perguntei e de novo ele abriu o mesmo sorriso gentil e inocente:
- Eu quero fazer um acordo com você, não é nada de mais eu prometo. Eu sei que não se deve confiar em estranhos, mas eu tô desesperado e as chances de sucesso aumentam se você deixa alguém te ajudar... sem falar que algo dentro de mim quer um pouco mais da presença desse homem:
- Sou todo ouvidos. Eu disse e ele sorriu mais ainda e disse:
- Bom... eu vou te ajudar a capturar um monstro, porém em troca você me deverá um favor
- E seria? – perguntei:
- Eu acho melhor você ficar sabendo na hora meu caro – ele disse de maneira suave e calma... bom não custa tentar:
- Desde que esse favor não me mate... tudo bem – eu disse estendendo a mão e ele logo estende a dele assim apertando a minha em um ato amistoso:
- É um prazer fazer negócios com você meu caro – e assim ele pegou meu braço e foi me puxando pelas ruas da cidade como se fossemos velhos amigos.
Eu não perguntei o nome dele e não tenho muito interesse em saber, mas o que importa agora é que eu tenho uma mínima esperança de conseguir manter o meu emprego, ele me leva até a Biblioteca pública e nos faz sentar em uma das mesas, logo puxando o que parecia ser um pedaço de jornal do bolso e me mostrando a matéria:
- "Saci é visto aterrorizando moradores locais" – eu li em voz alta enquanto encarava a notícia abismado – Um Saci na Inglaterra? Mas pelo que eu saiba eles geralmente aparecem mais no Brasil, como que esse cara foi parar aqui? – Completei espantado, o homem misterioso apenas deu de ombros e disse:
- Tem uma primeira vez para tudo meu caro, mas o que importa é que você agora tem um caso para resolver
- M-mas isso aí é um caso de hank 6, e eu consegui a proeza de perder um de hank 2. Eu disse preocupado, afinal se eu perdi um rouba túmulos, como é que eu vou capturar um Saci? O estranho apenas segurou minha mão gentilmente, assim acariciando a mesma e dizendo:
- Eu disse que ia te ajudar não disse? Se acalme, vai dar tudo certo, eu acredito em você – ao ouvir isso senti meu corpo inteiro esquentar, foram as palavras mais doces que eu já ouvi em toda minha vida, eu nem me atrevi a responder nada, apenas fiquei encarando o chão:
- Você sabe como capturar um Saci? – Ele perguntou, ainda segurando minha mão, eu faço que sim com a cabeça freneticamente e digo:
- Sim! Em teoria é fácil, tudo o que você precisa é uma peneira, uma garrafa e por último tirar a carapuça dele, que no caso seria perigoso por causa do redemoinho..., mas é melhor morrer tentando do que não tentar, não é? – Ao ouvir isso ele apenas sorriu para mim, se levantou logo fazendo sinal para que eu me levantasse e nós dois saímos da biblioteca:
- Você sabe onde achar a criatura? – ele perguntou:
- Bom... eu tenho uma dedução de que talvez ele esteja em alguma zona rural, eles gostam de pregar peças, mas não tem o mesmo senso de justiça que nós humanos, por exemplo: arrancar o braço de alguém para eles é apenas uma brincadeira, porém para nós é imoral. Eu disse enquanto ele ouvia tudo atentamente. Primeira vez que alguém me ouve tagarelar sobre monstros... antes que eu pudesse completar minha linha de raciocínio um estranho estrondo pode ser ouvido da mercearia:
- VOLTA AQUI SEU MOLEQUE – gritou o dono do estabelecimento, e de lá saiu um jovem de no mínimo uns 18 anos, ele usava uma camisa vermelha um jeans rasgado com uma das pernas faltando, em seu único pé possuía um all star da mesma cor de sua camisa, e em sua cabeça que além de abrigar uma grande quantidade de cachos escuros possuía a famigerada carapuça vermelha, em suas mãos que eram literalmente furadas ele carregava um casal de codornas e em sua cabeça uma galinha descansava tranquilamente:
- VALEU FALOU TIO! – O Saci disse enquanto rodopiava e uma rajada de vento se formava em volta dele... achamos o Saci:
- VAMOS! – Eu disse agarrando a mão do homem misterioso e correndo atrás do redemoinho que se formou.
E assim se seguiu, eu corria feito um louco atrás daquela coisa enquanto praticamente puxava meu mais novo amigo (eu acho que posso chamá-lo assim?) pela mão, até que de algum jeito eu alcancei o rapaz... parece loucura, mas eu me atirei no redemoinho, assim que eu fiz isso acabei caindo em cima de alguém, quando abri os olhos vi que era o Saci:
- QUE É ISSO MALUCO TÁ ME TIRANDO? SAI DE CIMA DE MIM TIO! – esbravejou o rapaz que se aumentava as rajadas de vento para me tirar de cima dele... Eu não vou soltar essa coisa de jeito nenhum, fechei meus olhos e continuei agarrado na criatura até que o redemoinho parou e eu senti o baque do chão me atingindo, eu acabei o soltando sem querer... Eu não sirvo pra nada mesmo:
- AINDA NÃO ACABOU VAMOS! – gritou o homem mistério praticamente me arrancando do chão e agarrando minha mão assim correndo na direção para onde o Saci havia ido, até que paramos em frente a uma casa enorme:
- O marginalzinho tá lá dentro – falou uma voz vinda de trás de nós, olhamos para trás e vimos uma velha senhora que carregava um ar destemido consigo:
- Dona Martha? Que que a senhora tá fazendo aqui? – Perguntei, dona Martha é uma senhora Brasileira a qual me ensinou muita coisa do folclore de lá, ela é como uma vó, faz doces maravilhosos e conta histórias para você caso você peça com jeitinho:
- Eu vi ocês passando correndo que duas galinha doida, cês tão atrás do marginalzinho que passou rodopiando por aqui, pensa que eu num sei Mason? Já vi muito desses pilantra quando era nova, tó – ela então me deu uma peneira e uma garrafa – pra ocês pegarem o pilantra, depois trás pra mim ver – ela disse de forma alegre... a partir de hoje eu devo minha vida á dona Martha, eu agradeço a senhora e sai em disparada para dentro da casa:
- PUTA QUE PARIU, CÊS NÃO DESISTEM NÃO OU SEUS TCHOLA? – esbravejou o saci enquanto criava um enorme ciclone para tentar me fazer ir embora, eu acabei tendo de me agarrar em uma das tabuas soltas do chão para não voar pra longe:
- CACETE TU É PERCISTENTE HEIN TIO? – ele disse enquanto ria diabolicamente e aumentava a potência de seus ventos, com um pouco de dificuldade eu joguei a peneira em direção ao ciclone assim finalmente deixando o causador dos problemas da cidade preso na mesma... eu... eu consegui? EU CONSEGUI! Eu fui correndo para a peneira levantei uma frestinha e peguei a carapuça do Saci, eu chorava e ria de felicidade, finalmente eu consegui:
- E capturamos o Saci, parabéns para nós – disse o homem mistério se inclinando para prender o treco na garrafa:
- ME DEIXA SAIR! – esbravejou o Saci:
- Eu consegui... EU CONSEGUI EU CONSEGUI! – gritei em euforia enquanto me atirava no homem loiro para abraçá-lo, ele apenas riu:
- Viu? Eu disse que você conseguia – ele disse enquanto me abraçava de volta.
Eu voltei para a central dos caçadores (depois de mostrar o pilantra na garrafa para a dona Martha claro) com o peito estufado, enquanto todos me olhavam abismados vendo o que eu tinha na mão: um saci em uma garrafa:
- Eu quero reportar uma caçada bem-sucedida para o chefe. Eu disse orgulhoso enquanto a secretária me olhava com um olhar de deboche, porém quando eu ergui a garrafa e ela viu a criatura, seus olhos se arregalaram e ela rapidamente ligou para o escritório de Lloid que prontamente me recebeu:
- Eu sabia que você ia me trazer algo, só não achava que era um hank 6... meus parabéns, bom trato é trato e você cumpriu sua parte e eu estou orgulhoso disso – ele disse colocando a mão no meu ombro – você tem um potencial e tanto senhor Stauber, agora vá, vá curtir sua vitória. Ele disse em tom orgulhoso, eu fiz que sim com a cabeça e sai do escritório levando a garrafa comigo, o Saci não vai ser recolhido até amanhã então não tem problema ele ficar na minha mesa por um tempo:
- STAUBER MEU GAROTO! SEU SORTUDO DA PORRA! – Disse Daimon me dando um tapaço nas costas – CÊ CAPTUROU UM SACI CARA! MEUS PARABÉNS! – o mais velho disse enquanto sorria orgulhoso para mim, eu apenas murmurei um obrigado pois tentava me recuperar do tapa que recebi.
Os dias seguiram cada vez mais empolgantes pois agora todos me tratavam bem e eu ia bem em quase todas as missões na qual eu participava (pelo menos eu não perdia mais os monstros) eu não vi mais o homem loiro, eu gostaria de agradecer ele propriamente, mas ele nunca mais apareceu, e o Saci? Bom disseram que só conseguiriam recolhê-lo depois de alguns meses então ele acabou ficando de enfeite na minha mesa (de vez em quando eu abria um pouco a garrafa para alimentá-lo afinal ninguém é de ferro, mas eu nunca chegava a abrir a garrafa, apenas jogava algum pedaço de salgadinho lá dentro, junto com um pouco de água) porém uma coisa de diferente aconteceu hoje, eu acabei recebendo uma carta de alguém "Meu caro Mason: como tem passado? Eu espero que bem, peço perdão por não ter ido te procurar antes, porém como pode ver sou um homem ocupado, mas agora que tenho tempo finalmente posso acertar nosso acordo, me encontre na catedral da rua dos não vivos as 21:00, esperarei você lá.
Com amor: L.g" era o que a carta dizia, bom aparentemente agora eu vou finalmente poder agradecer meu salvador:
- Ou, você aí abestado – disse uma voz vinda da minha mesa, olhei para baixo e vi que era o Saci:
- O que você quer Saci? – perguntei, ele me olhou feio e disse:
- Tu não me chama assim não pô
- E Saci tem nome para eu te chamar de outra coisa? – indaguei:
- Nem, ninguém nunca me deu um nome, mas me chamar de Saci é muito careta, todo mundo chama os meus parça de Saci, e os meus parça são meus parça eu sou eu, então eu acho melhor tu me chamar de Sa, por que aí sim vai ter mais pique morou? – eu apenas suspirei e disse:
- Tá... o que você quer Sa? – Ele apenas olhou pra mim e disse:
- cê recebeu a carta do maluco lá que te ajudou no teu trampo... tu sabe o que ele quer? – a criatura perguntou e eu fiz que não com a cabeça – pô mas tu é burro hein? Bom... ele sempre quer a mesma coisa de todos os caras que ele encontra no meio da rua, mas fazer o que ele te ajudou com teu trampo
- Você o conhece? – perguntei abismado, Sa nada respondeu, apenas se sentou na garrafa e ficou encarando o relógio:
- é melhor tu meter o pé logo, são 20:40, o loirinho não gosta de atrasos. E assim eu fiz, sai em passos rápidos da central e com a mesma velocidade fui até a igreja, e lá estava ele com roupas igualmente elegantes, porém o que sobressaia mais era um colar com um pingente de coração vermelho. Assim que ele me viu ele sorriu, logo se aproximando de mim e estendendo a mão para me cumprimentar e eu aceito o aperto de mão:
- Você realmente veio... que bom. Ele disse feliz, logo me guiando para dentro da igreja.
- Uau esse lugar é... Uau – eu disse enquanto olhava maravilhado para os vitrais da igreja, o loiro apenas riu da minha reação, colocou suas mãos na cintura e disse:
- Que bom que gostou, bom como você sabe eu já cumpri minha parte do acordo, agora só falta a sua.
E nisto ele não está errado, bom não custa nada perguntar o que ele quer, não é? Porém quando eu me virei para perguntar o que ele queria, eu fui rapidamente arremessado para o chão, logo vendo meu salvador em cima de mim, seu sorriso que antes era acolhedor e gentil agora havia se tornado um sorriso aterrorizante e maquiavélico e se parasse para prestar bem a atenção era possível ver um par de presas ali... Eu havia sido enganado pelo príncipe das trevas, ninguém mais ninguém menos que um Vampiro:
- Eu quero você! Você vai ser o pagamento deste acordo. Sua voz que antes era charmosa e suave, agora era desesperada e rouca. Aquilo que estava sobre mim mau parecia o homem charmoso, gentil e acolhedor que eu havia conhecido dias atras, ele se inclina vindo em direção ao meu pescoço. Eu então tentei me soltar dos braços dele, porém falhei miseravelmente:
- Você está com medo? Oh meu querido, relaxe eu não vou matar você – e de novo aquela voz viciante que eu gosto tanto de ouvir, isto me fez relaxar um pouco. Até que eu soltei um grito de dor quando senti os dentes dele afundarem em minha pele, podem me chamar de louco, mas... Aquilo foi muito bom, eu estava inebriado com aquela sensação, eu queria simplesmente ficar ali à mercê do que provavelmente poderia ser a minha morte. Minutos ou horas se passaram... Realmente eu não sei quanto tempo se passou desde que ele começou a sugar o meu sangue de maneira voraz, mas enfim ele finalmente para e se afasta do meu pescoço. Eu estava um pouco zonzo pela perda de sangue, mas consegui ver claramente a imagem a minha frente: seus cabelos antes arrumados impecavelmente agora estavam uma bagunça e em sua boca resquícios do meu sangue:
- Gostei de você! Eu quero você pra mim, a partir de hoje você é meu! Meu bichinho de estimação Mason Stauber – ele enquanto levava sua mão até meu rosto. Bichinho de estimação? Não gostei desse título, mas tudo bem, se eu levar esse cara até a agência vai me render um pouco mais de prestígio e muita, muita grana. Eu sorrio para ele e ele sorri de volta enquanto acariciava meu rosto, eu então deixo o sono me consumir afinal depois de perder tanto sangue eu mereço no mínimo um descanso.
Capitulo 2: Nota: rouba túmulos se fortalecem
Eu acordei em uma cama que definitivamente não era a minha, primeiro que eu não tenho uma cama tão luxuosa como essa, e segundo que eu tenho quase certeza que o vampiro não sabe onde eu moro (assim espero) conclusão: eu estou na cama do vampiro e meu pescoço não para de doer... Eu devia ter pensado melhor antes de ter confiado em um estranho mas agora já foi.
Eu fui tirado dos meus pensamentos quando senti um carinho em minha cabeça, olhei para trás e vi um vulto deitado do meu lado (já que o quarto estava mais escuro do que os olhos de um dragão da lua), a coisa estalou seus dedos e as luzes do quarto se ascenderam e eu finalmente vi o que era:
- Olha só! A bela adormecida resolveu acordar de seu sono - O vampiro disse enquanto ainda brincava com meus cabelos. Eu rapidamente me sento na cama e imediatamente meu pescoço volta á doer, me fazendo soltar um grunhido de dor e alguns xingamentos:
- Hah humanos, tão frágeis e tão sem graça... bom você é uma exceção claro mas ainda assim é frágil. Ele disse rindo da minha dor... Quem esse cara pensa que é? Eu olhei pra ele com ódio e disse:
- Foi por sua causa que eu estou nessa situação seu... seu coisa - Ele riu mais ainda com a minha reação... Cadê o cara que me ajudou? e por que trocaram por essa coisa arrogante e debochada? Realmente estou começando a me arrepender das minhas escolhas "calma Mason, pense no dinheiro que a captura de um vampiro pode dar" pensei comigo mesmo tentando me convencer que todo esforço valerá á pena:
- Haha! E você caiu feito um pato na minha lábia meu querido Mason Stauber - Ele disse enquanto acariciava minha bochecha, eu quase me derreti em seu toque... quase... Eu rapidamente dou um tapa em sua mão, assim fazendo com que ele se afastasse e risse mais ainda:
- Olha só! A coisinha é rápida, Mason... Vamos nos acalmando sim? - Ele disse enquanto sorria, aquele tom gentil e calmo de antes voltando á sua voz... Eu não caio mais nesse truque:
- Você vai fazer o que comigo? Vai me fazer de escravo? Me torturar até á morte? - Eu disse com um falso tom de bravura, ele me olha com cara de tacho e diz:
- Parece que você não ouviu o que eu disse quando eu te mordi, Não Mason eu não vou machucar você, afinal se eu disse que gostei de você por que ô mataria? - Um pouco difícil de acreditar nele depois do que aconteceu na igreja:
- E por que eu deveria acreditar em você? - eu disse com um tom de desconfiança em minha voz, ele me olhou com um ar de soberba e com um tom de deboche disse:
- Se eu não estivesse falando a verdade eu teria te ajudado? Eu teria me dado o trabalho de sair na luz do sol mesmo sabendo do risco que isto me traz? teria me dado o trabalho de te ajudar a capturar aquele Saci? Hum? Se eu não gostasse de você Mason você já estaria á sete palmos no chão. a última frase me fez estremecer, que bom que ele gosta de mim então:
- Como você pode simplesmente gostar de mim? Você me conheceu tipo umas 3 semanas atrás- Eu disse, ele sorriu e então disse:
- Na realidade não Mason... Eu te vi nas noticias da televisão do lado daquele metido a besta do Spring, e desde então eu resolvi descobrir mais sobre o "pior caçador de todos os tempos" então fiquei observando você caçar, eu me divertia quando via você falhar toda a vez que tentava pegar algum monstro, era meu entretenimento diário.
- E ai quando você viu que ia perder seu objeto de entretenimento resolveu agir? - Eu disse irritado, ele manteve seu sorriso e disse:
- Não, bom sendo sincero você é a única coisa que esses humanos nojentos tem de interessante, então resolvi te trazer para meu lado, onde eu teria você apenas para mim
- Tá isso eu entendi e sendo sincero eu não me importo, mas o que você quer que eu seja "seu" - eu disse, seu sorriso aumentou e ele então trouxe meu rosto para perto do dele e disse:
- o que você desejar, meu amigo, meu comparsa, meu amante, meu bichinho de estimação como eu disse antes... contanto que você seja alguma coisa minha eu já estou satisfeito
- tch que seja... cumplice está bom - eu disse desinteressado, ele sorriu radiante e disse:
- é o suficiente, enfim Mein Lieb, o que você deseja agora?
- Eu quero saber o que significa "Mein Lieb" e o seu nome. Eu disse e ele apenas me encarou, logo dizendo:
- Laurent, me chamo Laurent Van Goreccia.
- Certo... e o que significa Mein Lieb? - Perguntei desconfiado, Laurent apenas sorriu brincalhão e disse:
- é uma palavra vampirica
- que significa? - eu perguntei novamente e o sorriso antes brincalhão se transformou em um de deboche:
- significa "meu idiota" -... ele acabou de me chamar de idiota em outra língua?
- Você me chamou de idiota em outra língua? - Eu disse enfurecido, seu sorriso aumentou e ele fez que sim com a cabeça:
- ORA SEU FILHO DE UMA...- antes que eu pudesse terminar o xingamento ele me interrompe dizendo:
- você sabe que não está preso aqui né? você pode ir e vir apenas peço que prometa para mim que vai voltar para cá depois que resolver seus afazeres no mundo humano. Fazer outra promessa com o vampiro? Bom o esforço vai valer a pena, eu só preciso avisar pelo menos o Spring sobre o plano: entregar o vampiro e utilizar o dinheiro para escrever minha enciclopédia de monstros, então se no momento eu tiver que prometer pra ele que eu vou voltar para conseguir o que eu quero, eu vou prometer e vou voltar:
- certo.. eu... Eu prometo. Ele sorriu ao me ouvir dizer isso, sinto um misto de culpa mas ela se esvai ao me lembrar que aquilo á minha frente não é nada além de trevas:
- ótimo... boa sorte nos seus afazeres então... Mein Lieb - ele disse... eu vou tacar esse vampiro no sol se ele continuar me xingando em vampires, eu não respondo nada e apenas saio do quarto irritado.
Ao sair daquela enorme mansão ( o que me levou no mínimo umas 2 horas) eu me surpreendi que ela não ficava em uma floresta e sim em uma avenida qualquer... tá bom que era um bairro nobre mas eu achei que ia ser um castelo na floresta, mas não estou reclamando, é uma linda casa da era vitoriana diga-se de passagem. Enfim, eu então caminho pelas ruas de Hollow Valley novamente, assim chegando no lugar no qual nunca achei que quisesse entrar tanto: A central da agência de caçadores:
- STAUBER SEU MERDA! ONDE É QUE TU TAVA? - Disse Daimon enquanto corria em minha direção... Escandaloso:
- Eu tô bem Spring, agora pra te contar onde eu tava tem que ser em um lugar particular - eu disse sussurrando a última parte, ele me olhou confuso e disse:
- Cê tava dando uns pega com uma mulher? Oh juízo viu? Cê nem tem dinheiro pra cuidar de si imagina se tu engravida a moça
- PELO AMOR DE DEUS SPRING NÃO! - eu disse envergonhado, o mais velho apenas riu e disse:
- tô zoando contigo pivete - ele então bagunça meu cabelo de maneira carinhosa - tem o meu escritório, a gente pode conversar lá - ele volta á dizer enquanto caminhava até seu escritório e eu ô seguia.
Assim que entramos no escritório dele eu tranquei a porta e me virei para ele, assim dizendo com toda a calma do mundo:
- Eu encontrei um vampiro
- calma que não é assim que conta essas coisas, explica direito - ele disse eufórico, eu respirei fundo e disse:
- Lembra quando eu disse que não podia te contar como eu consegui achar um caso tão rápido? então, veio esse cara e ele se ofereceu para ajudar e eu aceitei... Eu só não sabia que o cara que me ajudou era um vampiro. Olha Daimon... Se você não acreditar em mim tudo bem eu só preciso que você me escute e me ajude á pegar esse cara.
- "ain os vampiros foram extintos Daimon, você tá ficando doido esses caras não vão voltar" CHUPA SOCIEDADE! MEU PULPILO VIU UM! e agora a gente vai ficar rico~ por que vamos capturar um vampiro - ele disse feliz da vida enquanto colocava o braço direito em volta do meu pescoço:
- Haha... é vamos ficar ricos, enfim, o plano é o seguinte: eu vou te mantendo informado, eu já tô infiltrado lá só me dá pelo menos uns 6 meses ou um ano pra eu conseguir informação suficiente e eu consigo trazer esse cara pra cá - eu disse determinado, Daimon apenas sorriu e disse:
- Joia.
O dia seguiu normal, não teve muitos monstros pra capturar mas tudo bem, no fim do dia quando fui sair da agência olhei para a garrafa onde estava o Saci, a garrafa estava lá... MAS CADÊ O SACI?
- Tá procurando algum bagulho tio? - Perguntou uma voz vinda atrás de mim, olhei pra trás e vi o Saci ali parado:
- Sah - chamei apavorado - como você saiu? - ao ouvir minha pergunta ele riu e disse:
- O seu Laurent me soltou quando tu tava desmaiado, pou precisa ficar com medo não tio, era tudo encenação to com raiva de tu ter me prendido não, mas oushe o seu Laurent tem bom gosto pra gente que ele quer ser amigo viu? Te achei foda tio, tô feliz que o seu Laurent mandou eu te ajudar a manter teu trampo
- pera... o Laurent te pediu pra aparecer e criar um caso? - perguntei indignado, o jovem só fez que sim com a cabeça e saiu saltitando em sua única perna até a porta... aquele vampiro oxigenado me deve explicações, ao sair pela porta eu avistei o que parecia ser um carro de funerária? Bom além de arrogante esse cara é extremamente extravagante:
- se lembre do objetivo Mason - murmurei de maneira que apenas eu pudesse ouvir, assim entrando no carro e vendo que... Essa coisa se dirige sozinha?.... Eu desisto de entender o que está acontecendo.
E mais uma vez eu me deparo com a casa do vampiro. Eu respiro fundo e saio do carro logo entrando naquele lugar maldito. Só que eu não sabia que eu ia ser surpreendido com uma das mais doloridas mordidas do mundo:
- AI CACETE! - eu disse enquanto chutava o rouba túmulos que mordeu minha perna, bichinho de merda:
- BEHEMOTH! Eu já disse pra não morder as visitas - disse Laurent enquanto pegava o rouba túmulos no colo:
- você tem um rouba túmulos de estimação? - perguntei enquanto tentava me equilibrar com a minha perna doendo por causa da mordida de "Behemoth", Laurent apenas fez que não com a cabeça e disse:
- Na verdade ele é o bicho de estimação da minha irmã , logo logo você vai conhecer ela e o resto da minha família - Pera vampiros tem família? Bom seguindo a lógica científica todo mundo tem que vir de algum lugar, então acho que seria burrice pensar que vampiros não tem família, porém não consigo imaginar Laurent tendo irmãos
- e onde eles estão? - Perguntei, ele sorriu e disse:
- Bom: minha irmã anda pela cidade, geralmente por cemitérios ou construções abandonadas, meu irmão mais velho se encontra na Alemanha a fim de estudar as criaturas de lá e minha mãe se encontra no Brasil para visitar minha madrinha - bom, parece uma família comum... tirando o fato de que todos são vampiros. Eu resolvi voltar meu olhar para o bichinho que ainda estava no colo de Laurent e... Ele parece familiar:
- Espera... Esse é o pestinha que fugiu naquele dia - Eu disse enquanto olhava Behemoth com ódio:
- ah é sim! Eu mesmo mandei ele para seu encontro - ele disse enquanto acariciava Behemoth... esse vampiro desgraçado quase me fez perder o emprego?
- FOI VOCÊ QUEM MANDOU ESSA PESTE PRA MIM? O QUE QUE TU FEZ PRA ELE FICAR FORTE DAQUELE JEITO - Esbravejei, ele apenas me olhou sorrindo debochadamente e disse:
- Eu apenas fortaleci ele, nada de mais Mason
- VOCÊ QUASE ME FEZ SER DEMITIDO SEU FILHO DE UMA RAPARIGA- Gritei enfurecido, Laurent apenas me olhou sério e disse:
- Ora tenha santa paciência... Eu literalmente te dei um caso Hank 6 e ele tá parado na porta ouvindo nossa conversa - ele aponta para Sah, que apenas estava observando tudo com os olhos arregalados - você realmente queria ser reconhecido por um mero rouba túmulos? - Completou, enquanto soltava Behemoth que saiu correndo pela casa e sumiu, eu apenas bufei irritado, apalpei meus bolsos e puxei meu fiel caderninho, assim começando a escrever tudo o que Laurent havia me falado. Eu deveria estar bem ocupado escrevendo no caderninho, por que eu dei um pulo quando eu senti uma mão tocar no meu ombro:
- Cê tá fazendo o que? - Perguntou Laurent Desconfiado... Não vai ter mal contar isso pra ele, o máximo que ele vai fazer é me deixar com 15 traumas psicológicos e problema de auto estima:
- Eu anoto as coisas que eu aprendo sobre os monstros aqui, eu quero escrever uma enciclopédia sobre os monstros para todo mundo ver - eu disse, enquanto ainda anotava:
- QUE INCRÍVEL! Você escreveu alguma coisa sobre mim? - ele disse enquanto tentava roubar o caderno de mim:
- opa opa opa, Cê não vai ler nada daqui não - eu disse enquanto guardava de volta o caderninho:
- Sem graça você viu... Mason posso te fazer uma proposta? - ele pergunta, se aproximando muito do meu rosto:
- prossiga - Eu digo sem desviar meu olhar dele, ele sorri maléficamente e diz:
- e se eu te ajudar em enriquecer essa enciclopédia? Você me deixa ler o que escreveu sobre mim? - De fato eu cheguei a escrever sobre ele quando nos conhecemos e enquanto trabalhava, mas não cheguei a escrever quando descobri que ele era um vampiro:
- Eu tenho até medo de aceitar... mas tudo bem, se você me ajudar, TALVEZ, só talvez eu te deixe ler a monsterpedia - eu disse enquanto olhava para ele com um olhar determinado, ele sorri mais ainda e diz:
- Feito! Vai ser um prazer te ajudar... Mein Lieb - EU VOU TACAR ELE NO SOL SE ELE CONTINUAR A ME XINGAR EM OUTRA LÍNGUA!



















