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Que tapa!! 👊🏻
O silêncio do quarto vazio.
Ela saiu do quarto. Cinco, dez, quinze minutos se arrastando, e eu ali, encarando a porta fechada, questionando se era mesmo uma boa ideia me satisfazer sozinha. Que tipo de pessoa não consegue esperar míseros dias? Pelo visto, a minha pessoa. Eu estava em abstinência, prisioneira desse desejo que eu mesma alimentei, já que ela sempre me tocou com tal maestria que nunca precisei buscar em mim o que ela me entregava com tanta perfeição.
Pensamentos impuros se instalaram sem pedir licença. Quer saber? Que se dane. Tirei o short e movi a mão pela barriga, bem devagar, tentando reencontrar nos meus próprios dedos a lembrança dos dela. Faz tanto tempo... a memória do toque veio como um relâmpago, e eu mordi o lábio inferior, num misto de ânsia e saudade.
— Que droga, como eu queria que fosse a sua mão aqui agora — sussurrei, frustrada.
Desci os dedos, traçando uma linha até onde o corpo pulsava em uma excitação vergonhosa. O toque sobre o tecido revelou o calor e a umidade que ela, mesmo distante, ainda conseguia despertar em mim. Meus olhos se fecharam sozinhos.
Não pretendo narrar o ato em detalhes, mas foi excitante descobrir esse prazer sozinha pela primeira vez. É bizarro pensar que, em um momento tão solitário, o que me preencheu foi o peso de alguém que realmente me importa. Será maluquice minha? Ela me desarma com um simples sorriso de canto, e agora, bastou o pensamento para me entregar.
Às vezes, olho para ela e me parece absurdo pensar que, um dia, todo esse universo me escolheu. Por que as coisas precisam ser tão difíceis? Por que sinto que, a cada dia, ela se distancia um pouco mais?
A experiência de hoje foi boa, necessária. Mas, talvez, a Maysa de outros tempos — aquela que cresceu ouvindo que o desejo era um caminho sem volta — tivesse aproveitado muito mais a vida se tivesse aprendido a se conhecer bem antes.
O Peso dos Dias Estranhos
Os dias correm estranhos, densos, cinzentos...
E o teu cansaço, meu amor, reflete em mim,
Como um eco que exaure os meus próprios alentos,
Numa jornada que parece não ter fim.
O trabalho que carrego é o pior que já provei,
Um fardo que me despe da alegria de viver.
Olho para a vieqda e confesso: a odiei,
Submersa no estresse que insiste em me morder.
Tu me pedes: "Confia, me entrega o teu segredo",
Mas como traduzir em palavras a agonia?
Como dizer que o inferno se instalou sem medo,
Queimando o pouco que nos restava de poesia?
Ah, se eu tivesse partido quando o tempo permitia!
Se tivesse voltado para a segurança do meu lar...
Mas escolhi ficar, e na minha teimosia,
Errei o caminho, sentenciada a falhar.
Esta cidade se provou o meu pior algoz,
Um solo infértil onde nada vinga ou floresce.
Ignorei o grito antigo, a sutil e antiga voz
Que dizia "toma a tua família e vá", e que agora me emudece.
Estou presa a esta terra que rejeita o meu plantar,
Atada aos nós das escolhas que fiz.
E enquanto me vejo nesse eterno naufragar,
Olho para ti e percebo o quanto te deixo infeliz por minhas escolhas.
Porto ou Âncora?
Tu tens o mundo inteiro para desbravar e ganhar,
Um horizonte imenso que sussurra o teu nome.
Sei que vais voar sozinha, sei que vais explorar,
E esse teu destino o meu peito consome.
Por que prender teus passos aos meus tropeços?
Por que atar teu voo à minha gravidade?
Eu queria ser o teu cais, o teu abrigo,
O porto seguro onde encontrarias a paz.
Mas, no fim, o destino joga um jogo inimigo...
E me vejo sendo a âncora que te puxa para trás.
Está cada vez mais perto o instante final,
O nó que se desata, a mão que se solta.
O adeus se desenha no meu horizonte real,
E enquanto te preparas para que de mim te retires,
Vou recolhendo os pedaços do que deixo no espaço.
Não é falta de amor, é o tempo que dita
Que o teu céu é grande demais para o meu chão.
E nessa distância que a alma medita,
Deixar-te voar é minha última oração.

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O Labirinto dos Altares
Mentiram-me em altares de ouro e de giz, No púlpito, no terreiro, em tudo o que se diz. Minha fé, que há muito tempo é testada no fogo, Tornou-se moeda na mão desse jogo. E quando achei ter encontrado a bonança, A cobrança veio em dobro, roubando a esperança.
Cansei do "disse me disse", do falso clamor, De pastores, de guias, de quem dita o amor. Pois atrás de cada crença, de cada doutrina, Há sempre uma mão que manipula e domina. Busquei os espíritos, tentei o invisível, Mas o eco do homem ainda é audível.
O que eles querem, sussurram-me no olhar, Ou usam os outros para me testar.
Aquele que um dia da lama me ergueu, Veio e disse o caminho que agora era o meu: Em quem confiar, com quem caminhar... Mas logo veio outro a me atormentar, Dizendo que se eu não fizesse o prescrito, Meu mundo ruiria num caos infinito.
Como dizer a quem amo, com o peito rasgado, Que seu elo sagrado está sendo usado? O seu Preto Velho me disse no terreiro: "Mande a moça cuidar de quem foi seu esteio, Para que a culpa amanhã não lhe doa, E ela saiba que fez tudo pela pessoa." Mas a outra boca, com voz de maldade, Disse a ela que o velho exigia vaidade, Mandando parar o auxílio e a bondade.
Quantas vezes na mesa ela solta um segredo, E à noite o invisível me tira o medo, Dizendo: "Não ouça, pois não era assim"... Ah, eu daria o mundo, o começo e o fim, Para vê-la num solo livre de herança, Longe de laços que moldam a crença, Onde a verdade fosse pura e sem véu, Sem dedos humanos pintando o seu céu.
Mas sei que esse canto é só utopia. Resta-me o silêncio da noite fria. Deixo que ela siga o caminho traçado, Por ela, ou por quem a mantém sob o cajado. E eu sigo o meu, com a alma disposta, Mesmo que o preço seja a direção oposta.
O relógio corre, a areia está no fim. O prazo esgota dentro de mim. As cartas na mesa não aceitam mais pose: Chegou a hora da minha própria escolha.
O Limiar do Afeto
Fechei as portas para não te deixar entrar.
Você chegou sem pressa, como quem não quer nada, e eu te acolhi com a leveza de quem recebe um amigo. Hoje me pergunto o que em você prendeu a minha atenção.
Lembro de quando me olhou e disse: "Você está tão linda".
Eu só consegui rir e devolver um "Valeu, friend".
Talvez esse seja o meu grande erro: insistir em enxergar inocência no mundo. Minha namorada sempre me avisa sobre isso — e, a propósito, se ela te conhecesse, você veria a pior versão dela.
O tempo correu, os elogios cresceram.
Dividimos doces, fofocas e conversas bobas, tudo sob o manto de uma falsa pretensão. Pelo menos, era o que eu acreditava.
Até aquela terrível noite aquele em que ela terminou comigo e eu me peguei chorando por aquele vazio.
Naquele dia em que ela me virou as costas pela primeira vez, pelos motivos mais certos, foi a sua mão que segurou a minha. Sua frase ecoou e me cativou: "Posso ser o cavaleiro que te protege".
Eu não posso forçá-la a ficar, não com tudo o que ela merece e eu não posso dar, você rir e me diz que ela vai ficar e que se fosse você aceitaria os riscos do jogo. E quando te revelei o meu pior lado, esperando o seu julgar, você me estendeu a mão e me olhou sem preconceitos. E por isso, eu te agradeço.
Eu queria muito a sua amizade. Mas se você ficar eu tenho medo de te machucar.
Sabendo que você deseja um "além" que eu simplesmente não posso te dar.
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Não quero te deixar ir!
Amo você, e é por esse amor Que entendo: chegou a hora de soltar. Teu cansaço já transbordou o corpo, Virou alma exausta, pedindo para parar. Quis ser o porto onde você descansa, Mas naufrago em mim, sem chão nem cais. Prometi o mundo, mas no fim do dia, Não te dei o mínimo — e você não aguenta mais. Dói ser a âncora que te arrasta ao fundo, Quando eu só queria ser o sopro a te salvar. Vou limpar o rastro, quitar minhas dívidas, E te deixar sem peso para você poder voar. Vá buscar o brilho que em mim se apagou, É amargo ser o peso que te afunda, Enquanto você tenta, exausta, boiar. Não te culpo pela distância; Eu falhei em te dar o que é básico. Vou arrumar a bagunça que deixei em você. Seja enfim amada como o meu peito sonhou. Que o mundo te dê o amor que eu não soube entregar.
TAYLOR SWIFT Out to dinner in New York City | April 27, 2026

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Diários
Fiz desta tela um diário aberto ao mundo, onde confessava as dores que ninguém precisava ouvir. Entre milhares de olhares estranhos, decidi o rascunho profundo: apagar os vestígios, silenciar o ruído e recomeçar do zero. A moda das palavras longas passou, o blog adormeceu, e foi no Tumblr que minha alma encontrou abrigo. O lugar mais honesto que a minha mente já teceu, um confessionário azul, o meu porto seguro e amigo. Na imensidão do caos, o único espaço inteiro para expor meus surtos, conflitos e o que em mim era passageiro. O Twitter distrai a mente com sua pressa e calor, mas foi aqui que me recolhi nos dias de turbulência. Minha aba de rascunhos guardava o meu real valor, os segredos trancados na gaveta da minha essência. Hoje, relendo as entrelinhas do que um dia escrevi, encontrei-me perdida no meio do meu próprio enredo. Eu pedi tanto por um reset, por um dia em que renasci, mas o destino trouxe o recomeço sem pedir licença ou segredo.
Não era bem assim que eu queria recomeçar...
"Filha, recomeçar é confiar que, aos poucos, você vai voltar a sorrir. É vestir-se de alegria, olhar-se com novos olhos e descobrir que seguir em frente é o processo, o desenho da jornada, pois a vontade do Senhor é boa, perfeita e agradável na estrada." — Pastor Robert
Como eu queria me enxergar com essa doçura agora. Como eu queria que ele ainda estivesse aqui, dividindo o caminho. Queria tanto... tanta coisa que o tempo levou embora, deixando-me a sós com o silêncio do meu ninho. Agora estou aqui, juntando os meus pedaços no escuro, organizando os passos para cumprir promessas antigas, sem me perder da fé que me mantém de pé e segura. Ninguém nunca me disse que o caminho seria fácil de trilhar... Meu Deus, ninguém me avisou que doeria tanto o caminhar.