Que mulher que é essa? Que chora escondido, abafa os gemidos de sofrimento da dor. Que pensa calada, no sofá da sala: “porque ele me abandonou?” Que chora de medo, que guarda segredos e pensa o tempo todo no amor. Amor que não é recíproco, que não demonstra carinho e nem demonstra se importar. E ela encolhida, cansada, deprimida, perguntando: “cadê meu par?” Mulher que batalha, que luta, que falha e não deixa se abater. Quando se abate, fica sozinha, não gosta de incomodar os outros, com seu jeito bipolar de ser. Mulher de Tpm, que sangra, que geme, que já excitou alguém. Que ri e gargalha e as vezes solta: “eu não sou de ninguém.” Mas no banheiro, tomando banho de chuveiro, implora calada: “porque ninguém me chama de meu bem?” E se alguém chama, é pra levar pra cama, e depois se desfazer. Mulher que está cansada de ser usada apenas pro prazer. Mas de vez em quando, dá uma fugidinha, só pra ter onde correr. Uma válvula de escape, fugir dos problemas, naqueles esquemas que a deixam esquecer. Mas no fim da noite, o vazio a acolhe e deixa sofrer. Então ela começa a lembrar que pode sair com diversos, mas nem um vai querer: aquele relacionamento sério com direito a bouquet, anel, e um “eu aceito você.” Mulher que chora. Que renasce, que melhora em cada tombo que na vida dá. Mulher que é bonita, é forte, é decidida, mas na procura de um par. Se essa mulher for você, eu entendo o teu querer, é muito ruim ir dormir de noite, e não ter nem uma mensagem de Boa noite pra você. Mas aguenta firme, eu sei que consegue aguentar, como se diz a música: “Andar com Fé eu vou, que a Fé não costuma falhar.” Você é forte, continua a remar. Mas não esqueça do seu amor próprio, esse é o nosso melhor par.
Anelise Cristine. (via recolhi)












