I have my flaws
I make mistakes
But I'm not sell
I'm not ashamed
That's who I am.
I have my doubts
I lose my strength
Sometimes I fall, but I don't break
That's who I am.
I don't want to be someone else
I don't ever want to lose this higher
Never gonna try to change myself,
When everybody's got their soul on sale
I don't want to be just a number
Never gonna try to change myself.
Take me as I am, or don't
Cause I don't give a damn.
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Por mais que tentasse ao máximo se agarrar a ideia que sua inscrição nesses encontros as cegas não significava absolutamente nada para ele, assim como as constantes repetições que havia sido apenas um erro seu ter vindo ao evento de um modo geral essas coisas não estavam o ajudando a se sentir melhor. Fechar seus olhos para o problema, assim como constantemente o fazia quando o assunto em questão eram seus sentimentos, obviamente não os tornariam menores ou os afastariam de si. E se agarrar a tais explicações falsas, apenas para não ter que enfrentar ou assumir o que realmente estava sentindo apenas o levava para explicações sem fundamento; não conseguindo nem ao menos encontrar uma explicação plausivel para o fato dele ter comparecido ao evento. Ou pelo menos não conseguia nada mais convincente do que de que estava apenas curioso para ver como as coisas andariam. Se estava apena curioso para saber como as coisas andariam no evento de um modo geral, não existia necessidade dele ter se inscrito naquele econtro certo ? Ou estaria apenas tentando se enturmar ao observar tantas pessoas caminhando juntas ? Seria apenas uma parte de sua consciencia que constantemente afastava e que, no fundo continuava buscando por algo que contradissesse todo seu ceticismo com relação as pessoas ? Apenas algumas das várias questões que ele fazia questão de empurrar o mais longe possível dos seus pensamentos no momento. Assim como continuava tentando se convencer que para ele; assim como sua inscrição aquele encontro não significava nada. E mais uma vez estava falhando miseravalmente. Bem, pelo menos estava tendo algum sucesso em se convencer disso.
Estava tão entretido e ocupado mantendo sua pose supostamente superior e distante, que eram em momentos como esses que acabava transparecendo o quão nervoso estava com aquela situação toda. Bastava apenas um questionamento, apontar para alguma possível falha sua; a quem evidentemente tinha esquecido que não tinha se apresentado para aquela pose toda quebrar-se totalmente e cair por terra. Com um pouco de esforço, conseguiu tornar a se recompor; mas isso havia sido o bastante para que começasse de fato a prestar atenção no moreno a sua frente. Estivera como sempre tão ocupado e reservado a pensar apenas em seu ponto de vista; que não se importava com nada daquilo que em momento algum pensou, ou cogitou em pensar no ponto de vista alheio a cerca do encontro. Ou o porque este havia se inscrito. Será que estava interessado ou tinha pretenções verdadeiras com aquilo? Refletiu consigo mesmo, mas logo descartou tal ideia. — Myung Ming. — respondeu, automaticamente colocando o sobrenome na frente. Inconscientemente apenas repetindo o estilo da resposta alheio, normalmente se apresentando ao inverso quando falando com os britanicos de um modo geral. Apesar de sua atenção direcionada ao cardapio não se surpreendeu ao encontrar apenas o esperado de um café como aqueles. Tudo naquele lugar parecia ser apenas o mais previsivel possível; com exceção a Seonghwa. Por mais que tentasse entender o que o outro estava sentindo, algo que fazia com bastante naturalidade quando estava perto dos outros; em especial quando as emoções eram bastante intensas, mais confuso ele ficava. Podia ser apenas seu nervosismo, que por mais que ele negasse ao máximo continuava presente, mas ele parecia ser de fato uma pessoa mais complexa do que de fato deixava transparecer.
E por mais que detestasse pensar nisso, o simples fato de Seonghwa nãos er uma pessoa totalmente obvia apenas o deixava mais curioso para saber a seu respeito. Eram elementos assim que o estavam fazendo prestar de fato atenção na conversa que estavam tendo. Diante da resposta e do comantário alheio, que novamente passaram longe daquilo que ele esperava que o outro dissesse Ming não conseguiu conter sua própria reação. Não estava acostumado com pessoas que diziam aquilo que vinham a mente, ou pelo menos não pessoas que não tivessem algum tipo de ligação pessoal com ele. E em geral, até mesmo destas ele imaginava que as respostas viessem mais cuidadosas, sempre visando algum interesse futuro. — Você é sempre assim ? — questionou, antes que pudesse se conter. Poderia até mesmo estar soando rude, mas esse era seu jeito de se postar quando algo em especifico o intrigava o bastante. Ainda estava indeciso na verdade, se achava essa caractetistica alheia algo positivo ou negativo. Era algo tão comum e inesperado que nem sabia o que dizer sobre. Certamente unico. — Você também. — por fim acrescentou; estando acostumado a ambientes nos quais se sentia obrigado a retribuir os elogios alheios. Mas no geral reagia de maneira automatica; o comentário alheio também havia soado tão genuino que se sentia mais falso que nunca em retribuir. Quer dizer, ele esperava que ele o fizesse ? — Sinto em decepciona-lo, nesse caso. Aparentemente a coisa que tem mais teor alcoolico nesse cardapio são as balas de licor. — anunciou, algo que não o havia surpreendido muito. Pelo que claramente podiam observar as pessoas no geral não vinham ao ambiente interessadas na comida; estavam evidentemente ocupadas engolindo umas as outras. — Quanta responsabilidade. — resmungou em resposta diante do pedido alheio; não demonstrando, mas de fato ele havia sentindo uma certa pressão em ter que escolher o que comeriam. Algo muito contraditório para alguém que não estava levando a sério nada daquilo, mas isso estava virando rotina para ele. Depois de muito escolher por fim chamou o garçom do lugar a fim de fazer o pedido. — Por favor, um dois cafés mocha e um mil folhas de creme, por favor.
O sorriso divertido bailava nos lábios de Seonghwa que começou a prestar mais atenção nas reações e gestos da sua companhia do que propriamente no seu rosto bonito. Não que ele achasse desagradável ficar admirando a beleza do outro, para um garoto como o Wong, nunca era demais ficar admirando a beleza alheia, porém apercebeu-se de que poderia divertiria-se muito mais se prestasse mais atenção nas reações do outro. O moreno não soube identificar se ele estava tímido, nervoso, constrangido, desconfortável ou se era apenas uma pessoa introvertida, mas em meio a tudo isso ele achou fofo o esforço do outro em ser discreto e controlar as suas reações. Apesar de passar maior parte do seu tempo tagarelando, o Wong também sabia fechar a boca para ser mais observador, não escondendo dos outros que os estava analisando ao mais mínimo detalhe. Ele podia não ser um leitor de mentes ou perito em ler as pessoas através dos seus atos e gestos, mas era observador e inteligente o suficiente para perceber as coisas mais simples. --- Ming... --- repetiu o nome do outro após o mesmo o revelar, voltando a cruzar os braços sobre o peito e sorrir enquanto scaneava com o olhar a postura alheia. --- Não precisa de ficar nervoso, não o vou morder. A não ser que você queira, aí não tem como eu negar o que estou controlando não fazer desde que cheguei. --- brincou soltando uma risada, já se divertindo com a possibilidade de aumentar ainda mais o constrangimento alheio. Ele nunca iria compreender por que se divertia tanto quando as pessoas ficavam claramente submissas às suas provocações, não reagindo de forma agressiva ou ofensiva. Claro que ele também se divertia quando lhe respondiam na mesma moeda, mas não era esse o caso.
--- Eu sou sempre assim? Você quer dizer, lindo e maravilhoso? Ou você quer dizer ser sincero com o meu namorado de um dia? É um sim para ambos, embora tenha que admitir que eu iria gostar muito mais se você fosse meu namorado o resto dos dias também. --- falou com o seu melhor tom e expressão de seriedade, inclinando ligeiramente o seu corpo sobre a mesa para aproximar o seu rosto ao do outro. Estava perto o suficiente para sentir o perfume masculino que o outro usava, algo que o distraiu por breves instantes, afinal, ele gostava de estar cheiroso e amava encontrar-se com pessoas igualmente cheirosas. --- Acha que seria muito ruim ser meu namorado? --- inquiriu erguendo a sobrancelha. --- Prometo fazer cafuné em você todas as manhãs. Se quiser podemos tomar banho juntos e eu lavo os seus cabelos. --- continuou a sua provocação sem desfazer o sorriso igualmente provocador, sendo ousado o suficiente para olhar diretamente para os lábios alheios e mordiscar os seus próprios enquanto os fintava descaradamente, obviamente com o objetivo que o outro visse. --- Você mesmo acabou de dizer que também me acha bonito e atraente, então... na sua casa ou na minha? --- perguntou, subindo novamente o seu olhar até estar fintando o olhar do outro. Prendeu os seus lábios com força numa tentativa inútil de não cair na gargalhada, o que obviamente foi em vão. No instante seguinte o seu corpo voltou a cair na cadeira e o cómodo foi preenchido com a sua gargalhada.
Wong era abusador, brincava e falava coisas do tipo com bastante frequência e maioria das vezes eram só verdades disfarçadas de brincadeiras. Nesse caso em específico, não é como se ele quisesse de facto namorar o outro e ter toda aquela rotina romântica que acabava de descrever, porém não se importaria de o fazer se fosse numa pós noite de sexo e nada mais. O moreno não estava afim e preparado para relacionamentos amorosos, mas nunca, em sua sã consciência, iria negar uma pequena diversão com pessoas bonitas e atraentes. Ele não seria idiota em perder uma oportunidade dessas com o recém conhecido na sua frente, se eventualmente a tivesse. --- Hum. --- resmungou quando o outro lhe informou que não havia nada alcoólico à venda naquele lugar. --- Você me acompanha até a um bar quando terminar-mos aqui? --- fez o convite, desta vez sem segundas intenções. Nem todas as suas falas eram cheias de segundas intenções, naquele caso ele apenas estava convidando o seu mais novo amigo para irem beber algo mais produtivo que um café mocha como o outro acabava de pedir ao garçom do lugar. Pouco tempo depois o pedido já estava sendo entregue, o que fez o coreano olhar curioso para o doce que o outro havia chamado de mil folhas com creme, vendo o garçon pousar sobre a mesa dois pequenos utensílios que se pareciam com garfos. Ergueu o olhar e com um sorriso malandro no rosto olhou sugestivo na direção do outro asiático, já se preparando para provocar um pouco mais, não lhe dando um minuto descanso. --- Agora eu percebi por que você só pediu um. Quer partilhar comigo, que romântico! --- exclamou, alto o suficiente para chamar a atenção de algumas pessoas que se sentavam em mesas mais próximos. --- Pegue. Me dê. --- entregou um dos pequenos garfos ao outro e pousou os cotovelos sobre a mesa, pousando logo de seguida o queixo nas palmas das mãos e abrindo a boca, esperando que o outro o alimentasse.
“Sister let me be your shelter
I'll never leave you all alone
I can be the one you call
When you're low
Sister let me be your fortress
When the night winds are driving on
Be the one to light the way
Bring you home
And when you call and need me near
Sayin' where'd you go?
Sister I'm right here
And on those days when the sky begins to fall
You're the blood of my blood
We can get through it all
I know that in my weakness I am stronger
It's your love that brings me home”
ooc: task respondida inteiramente em ooc, pois acho que desta forma as respostas serão bem mais completas e verdadeiras do que se fossem respondidas em ic.
1. Como você explica o amor?
Seonghwa não é a pessoa mais indicada para falar sobre o amor, na verdade ele pouco ou nada entende sobre o amor. O único amor que ele sente por alguém e sente reciprocidade é pela sua mãe, pelos seus dois meios irmãos e pela Tiffany obviamente. E falando sobre esse tipo de amor, é forte o suficiente para ele morrer e matar por cada um deles se assim fosse necessário.
2. Quais são as suas crenças em relação ao amor?
Não é algo em que ele perca tempo pensando, na verdade é algo que ele está evitando e pretende evitar por muito tempo. Nunca teve grandes crenças no amor, ver o quanto os outros sofrem por causa disso o deixa assustado. E não é assustado de sofrer, mas sim assustado de fazer alguém sofrer, por que ele sabe que não tem maturidade suficiente para amar e fazer alguém feliz.
3. O que representa para você uma pessoa solteira?
Provavelmente Seonghwa diria algo como “os únicos inteligentes da sociedade” somente como uma piada, mas sendo ele uma das pessoas solteiras tem uma outra opinião formada. Uma pessoa solteira, na opinião dele, é alguém que está feliz sozinha e não precisa ou não está preparada para uma relação amorosa. Pode ser também um mal amado frustrado que ninguém lhe pega.
4. Já se apaixonou alguma vez? Se sim, descreva o que aconteceu.
Seonghwa nunca se apaixonou e as probabilidades disso acontecer são muito baixas, ele prefere relacionar-se com as pessoas sem compromissos sérios e sem envolver sentimentos que possam desgastar a sanidade dos dois e condicionar a sua liberdade.
5. Você tem um cônjuge ou semelhante? Se sim, descreva essa pessoa.
Ele não tem cônjuge, porém não significa que ele esteja sozinho. Sempre que possível ele tem companhia de alguém, porém, nada sério.
6. O que você procura em um provável amor?
Não é como se ele tivesse uma lista do seu tipo ideal, na verdade ele é bem mente aberta relativamente às pessoas com que se relaciona. Porém, se fosse realmente entrar num relacionamento sério com alguém, ele procurava, no mínimo, que a outra pessoa respeitasse a sua liberdade e o aceitasse tal como ele é.
7. Já começou sua própria família? Se sim, descreva-os. Se não, você quer? Por que ou por que não?
Seonghwa nem sequer se imagina nessa situação, tão pouco deseja isso. Mas no futuro nunca se sabe, as pessoas podem mudar de ideias e ele não está livre de encontrar alguém que o faça mudar de ideia e que desperte o seu lado paternal. Porém, neste momento e num futuro próximo, isso é quase impossível de acontecer, ele tem outras prioridade e é muito imaturo para tal. As coisas não mudam da noite para o dia.
8. O que aconteceria se você nunca encontrasse alguém para passar o resto da sua vida?
Não aconteceria rigorosamente nada. Na verdade essa é a forma como Seonghwa se imagina, solteiro para o resto da sua vida, sem filhos e acima de tudo, tão feliz como é nos dias de hoje. Isso é como ele se imagina, portanto, se eventualmente acontecer, não será algo que lhe vá tirar o sono.
9. Quais suas crenças em relação ao casamento ou relações estáveis?
Nenhumas. Ele nem sequer pensa sobre o assunto para criar algum tipo de crença relativamente a isso, portanto, ele não tem uma opinião formada. Ele percebe da vida de solteiro, não da vida de casado e de relacionamentos estáveis.
10. Como são normalmente os relacionamentos das pessoas que conhece? O que pensa sobre eles?
Se ele olhar para o relacionamento dos seus pais, a sua opinião vai ser inteiramente negativa. Porém, se olhar para o relacionamento da sua mãe e do seu padrasto, a sua opinião vai ser bem mais positiva. Seonghwa não acompanha de perto muitos relacionamentos, mas acompanha os suficientes para saber que é tudo bem relativo, por isso que nunca se sabe o que esperar de relacionamentos amorosos.
11. O que você pensa do relacionamento que os seus pais têm ou tiveram?
Algo que ele não deseja para si e muito menos para a sua irmã, pois iria odiar que a mesma tivesse a infelicidade de encontrar um homem como o seu pai. Ele não pensa mais sobre o ex relacionamento dos seus pais, afinal a sua mãe está tendo a felicidade que merece e isso é o quanto basta.
12. O quanto é importante para você ter um relacionamento estável?
Não é importante por que nem sequer é um desejo seu. Ele está bem solteiro e não pensa sequer em apaixonar-se e entrar num relacionamento. Então, neste exato momento, é uma pergunta que ele é incapaz de responder por que é obviamente algo que ele não valoriza e nem deseja.
13. Como seria uma relação ideal para você?
Se eventualmente Seonghwa fosse entrar numa relação o que mais iria prezar era a sua liberdade, então desde que a outra pessoa lhe desse o seu espaço e respeitasse a sua liberdade, já seria meio caminho andado para uma relação feliz. Então a relação ideal para ele seria uma relação onde ele pudesse ser ele mesmo e viver a sua vida sem ter alguém o prendendo ou tentando proibir de fazer algo.
14. Quais características físicas e psicológicas o seu parceiro deve ter?
Como foi dito antes, ele não tem uma lista do seu tipo ideal, tão pouco pensa nisso por que não tenciona entrar num relacionamento sério. Mas ele não tem exigências, como se costuma dizer: tudo o que vem à rede é peixe. Ele é bastante liberal e mente aberta, então desde que seja uma boa pessoa é o que lhe importa.
15. Você normalmente se relaciona com pessoas que possuem essas características?
Ele se relaciona com pessoas diferentes em diversos aspetos, por que ele gosta de diversidade mesmo. E como foi dito anteriormente, ele não é selectivo e não tem uma lista de coisas que as pessoas devem ou não ter para se relacionarem com ele. Seja que tipo de relacionamento for.
16. Das características que gostaria que seu parceiro tivesse, quais você tem?
Ele não tem uma lista de exigências como já foi dito nas respostas anteriores, mas se formos considerar o facto dele querer que a pessoa o aceite como ele é e respeite a sua liberdade como características que gostaria que o seu parceiro tivesse... ele tem sim isso, pois se exige no mínimo isso de alguém, deve dar o exemplo. E vindo de alguém que preza a sua liberdade e a sua autenticidade, obviamente vai oferecer isso ao seu parceiro.
17. Como você avalia a sua vida amorosa, até o presente momento?
De zero a dez, zero. Ele não tem qualquer experiência no quesito amoroso, pois toda a sua vida foi preenchida com relacionamentos nada sérios e sem compromisso, sem envolver qualquer tipo de sentimentos.
18. O que você poderia fazer para melhorar sua vida amorosa neste momento?
Nada. Seonghwa não quer melhorar a sua vida amorosa neste momento. Primeiro: por que ela não existe. Segundo: por que ele não quer que exista.
19. Qual sua opinião sobre o dia de Valentines day?
Seonghwa acha divertido por que é um solteiro feliz, caso contrário, se fosse um solteiro frustrado e infeliz com a sua condição, provavelmente iria odiar. Ele adora festividades, não importa sobre o que sejam, ele sempre estará lá para marcar a sua presença e com o valentines day não é diferente.
20. Você já teve relacionamentos passados? Como foram?
Ele nunca se relacionou seriamente com alguém por que nunca se apaixonou de verdade por alguém. Os mil e um casos que teve ao longo da sua vida foram casos passageiros, maioria deles casos de apenas uma noite com estranhos que ele nunca mais voltou a ver. Portanto, ele é um completo inexperiente em relacionamentos amorosos.
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Com a pouca paciência que tinha, não se encontrava muito amigável naquele momento. E por isso que seu semblante não era dos melhores, o que pareceu soar como um desafio para um babaca.
Ficava estupefata com a quantidade de ignorantes que tinham a indecência de agirem como se as mulheres fossem obrigadas a sorrir sempre que eram “cantadas” com palavras sujas e ridículas.
“O que foi? O gato comeu sua língua? Não queria me ver sorrindo?” Inquiriu debochada ao ameaçá-lo com sua varinha, prontamente apontada para o pescoço alheio.
Talvez não fosse a primeira vez e muito provavelmente não seria a última vez que o Wong era ameaçado de morte por uma mulher, no sentido quase literal da palavra. Ele era ousado e inconveniente, chegando a deixar as pessoas constrangidas e desconfortáveis, então, mesmo que não o fizesse com esse intuito, inevitavelmente as pessoas tinham diferentes formas de agir e nem todas reagiam da melhor maneira. Então ali se encontrava ele, mais uma vez, numa situação inusitada que aparentemente não era o suficiente para desfazer o seu sorriso provocador. --- Não tem como o gato comer a minha língua, não estou interessado em comer a minha própria língua. --- ele respondeu descarado, exibindo mais uma vez a sua faceta narcisista da qual ele se orgulhava. Não era a primeira vez que ele tentava irritar a garota na sua frente, afinal ele era cliente assíduo na boate da mesma. Estaria mentindo se dissesse que a dona da boate não era uma das razões pelas quais frequentava o lugar. --- Na verdade não queria. --- respondeu sorrindo torto e sem desviar o olhar da garota, dando um curto passo em frente de maneira a que a varinha da outra estivesse quase perfurando o seu próprio pescoço. --- Eu iria preferir que a sua boca estivesse ocupada fazendo outra coisa ao invés de sorrir. --- acrescentou descaradamente.
Não sei se eu fiquei mais linda com essa roupa ou eu que deixei a roupa mais linda. Só sei que tô um arraso, e é isso que importa.
Inserir-se no mundo da irmã tão ativamente deixava o moreno mais entusiasmado que o normal, afinal, apesar de já ter superado o facto de ser a ovelha negra da família, não podia negar que sempre se sentia melhor quando a irmã o tentava inserir naquele mundo que também poderia ter sido o seu se não tivesse nascido um aborto. Ele podia não falar sobre as coisas, inclusive costumava fazer-se de desentendido, mas ele reconhecia e agradecia cada esforço que a sua irmã mais nova fez e continuava a fazer ao longo dos anos para que ele não se sentisse uma aberração. O apoio e o amor da sua irmã foram sem dúvida a sua maior força para ultrapassar os seus tempos mais negros e finalmente alcançar a maravilhosa luz que agora irradiava, e relativamente a isso... ele não tinha formas o suficiente para agradecer à mais nova. --- Realmente está um arraso. Um arraso para os meus olhos que vão sangrar com essa sua imagem dos infernos. --- brincou, fazendo uma careta de nojo e provocando o som de vómito como se estivesse prestes a fazê-lo somente por estar olhando para a irmã. Não importava em que circunstâncias eles se encontrassem, nenhum dos dois perdia a oportunidade de infernizar a vida um do outro. Num bom sentido, é claro.
Era estranho para ele estar ali, aquelas pessoas que não pareciam normais para alguém como Junmyeon que mesmo após anos de convivência com os irmãos e até mesmo alguns poucos amigos bruxos, ainda não tinha se acostumado com o fato de existirem mágicos.
Kang observava os demais com um olhar atento, como se houvesse perigo iminente e precisasse de se cuidar. Talvez estivesse julgando demais, pensou consigo e balançou a cabeça, piscando algumas vezes antes de respirar fundo e decidir que seria mais mente aberta.
Apenas não fazia muito sentido para si saber que vivia em um mundo em que existia magia, e só de imaginar que metade dos trouxas - a palavra também não era algo que o agradava de um todo - sequer faziam ideia daquilo? Realmente, era muito confuso.
“Então está me dizendo que… Essa vassoura, um objeto usado para varrer… V-v… Vo-oa?” Inquiriu, completamente surpreso e boquiaberto. “Impossível.” Comentou baixinho, em descrença.
Podia-se dizer que Seonghwa era uma pessoa difícil de surpreender, pouco ou nada o deixava realmente surpreso, ainda que naquele momento estivesse olhando maravilhado para a estande com as mais diversas vassouras bruxas. Ele sabia da existência das mesmas, bem como sabia para que eram usadas, porém nunca tinha visto realmente uma variedade delas sendo vendidas como um automóvel seria vendido no mundo trouxa. Ao seu lado um garoto demonstrava uma clara surpresa perante o que o vendedor acabava de lhe dizer, deixando bem claro para o moreno que o outro também não era bruxo. Só depois de alguns longos segundos o fintando é que reconheceu o outro como o estranho que lhe havia pedido as horas a alguns dias atrás. --- Pois acredite por que é verdade. --- intrometeu-se na conversa, aproximando-se do outro com um sorriso divertido no rosto, pousando a mão sobre o ombro alheio na maior intimidade como se fossem amigos. Coisa que não eram, tão pouco eram conhecidos. --- Está interessado em dar uma volta? Eu posso levá-lo. --- mentiu descaradamente, afinal, jamais em tempo algum ele poderia voar numa vassoura por que era um mero humano como o desconhecido ao seu lado. Porém, Wong não resistia em brincar e divertir-se com as mais variadas situações. Ele levaria aquela brincadeira e mentira até ao limite.
Achando um canto vazio nos três vassouras, por pura sorte, não pensou duas vezes antes de ir para este desejando tomar um pouco de cerevja amanteigada em paz, algo que até lhe trazia certa nostalgia de não muito tempo atrás.
Seonghwa estava sozinho, sentado numa mesa do pub bruxo que a sua irmã indicou como um dos poucos lugares onde conseguiria encontrar álcool. Os seus olhos passeavam pelo lugar relativamente cheio, porém não tão cheio como estava no Madame Puddifoot, parando o seu olhar curioso numa figura masculina que ele havia decorado depois do incidente pelo qual haviam passado. Um sorriso malicioso formou-se nos lábios do moreno que segurou a caneca de cerveja amanteigada e levantou-se da mesa, começando a caminhar na direção da mesa onde o outro estava sentado. Quando estava chegando perto do outro tropeçou propositadamente nos seus próprios pés e todo o conteúdo dentro da caneca voou na direção do garoto sentado na sua frente. --- Nossa! Me perdoe, estes meus pés podem ser traiçoeiros de vezes em quando. --- resmungou com um falso aborrecimento e arrependimento, não escondendo o seu sorriso sarcástico que era direcionado propositadamente ao outro. --- Quer ajuda para secar as suas roupas? Prometo ser cuidadoso. --- continuou a alfinetar o outro, esperando receber uma alfinetada de volta.
- Hogwarts fica aqui por perto não ? - perguntou para a primeira pessoa que viu, nunca tinha visto de perto a tão famosa escola e estava curiosa para saber como deveria ser.
Seonghwa caminhava pelas ruas do vilarejo quando uma das estantes chamou a sua atenção, o fazendo parar e observar atentamente as imensas vassouras que alguns bruxos usavam para se locomover. Ele sabia da existência das mesmas, afinal toda a sua família era bruxa, inclusive já tinha visto uma ao vivo, porém nunca tantas e das mais variadas formas e tamanhos. O vendedor ainda tentou vender-lhe uma, mas como é óbvio, ele se recusou a fazê-lo por que obviamente não lhe serviria para nada. Ele estava apenas olhando curioso quando uma voz ligeiramente familiar soou do seu lado. --- Ah, Mai! Veio com o namoradinho festejar? --- perguntou num tom de brincadeira, soltando uma risada para a garota que ele conhecia do Caldeirão Furado, um pub bruxo que ele costumava frequentar. Ele havia frequentado o pub uma vez por curiosidade, mas quando a garota na sua frente o começou a usar como cobaia para experimentar as bebidas que a mesma inventava, ele passou a ir mais frequentemente. --- A minha irmã falou que sim, mas eu não faço ideia como chegamos lá. --- respondeu dando de ombros. --- Mas quer ir? Podemos tentar, se a gente se perder não se preocupe, eu aqueço você. --- sugeriu com um sorriso maroto.
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--- Está? Onde ficou o meu presente então? Pensei que estávamos festejando o nosso relacionamento, mas pelo que vejo, sou o único achando isso aqui. Que triste, partindo o meu coração numa data tão importante. Tudo isso por que eu sou o homem da relação? Pois saiba que homens também desejam receber presentes das suas mulheres. --- tagarelava e dramatizava enquanto se agarrava a uma cerveja amanteigada, bebida que ele havia provado e amado, não conseguindo parar de beber desde que haviam chegado no Três Vassouras. Claro que ele preferia algo com mais álcool, afinal, aquilo era como se fosse água para o moreno, porém não era fácil encontrar bebidas alcoólicas no mundo bruxo.
- O que acha deste ? - perguntou para a pequena, já estavam a uns bons minutos confeitando seus próprios biscoitos quando viu alguém entrar e por não ter mais mesas disponíveis foi num impulso que se virou para o mesmx - têm lugares sobrando, se quiser se sentar - indicou as cadeiras que estavam vazias a seu lado da mesa - fique á vontade.
Seonghwa entrou na Madame Pudifoot e deparou-se com o estabelecimento repleto de pessoas, maioria estavam participando nos blind dates que o moreno iria participar mais tarde, outros estavam apenas nos seus encontros e festejos normais com os respectivos namorados e namoradas e outros estavam apenas aproveitando o dia sozinhos ou com alguns amigos e familiares. Os seus olhos passeavam pelo espaço em busca de uma mesa vazia, sendo interrompido por uma vez feminina vinda de uma mesa perto de onde ele estava parado observando. Voltou-se para a mesa e encontrou um rosto familiar na companhia de uma criança que estava confeccionando alguns biscoitos com bastante animação. --- Você por aqui? --- inquiriu soltando uma risada e aceitando o convite da outra de bom grado, sentando-se na mesa juntamente com a bailarina da boate que ele costumava frequentar todas as semanas. Tinha sido aí que havia conhecido a outra. --- Não me diga que veio participar do blind date. Pensei que estava indisponível para essas coisas do amor e relacionamentos amorosos. --- brincou soltando uma risada e voltando a sua atenção para a menina sentada do seu lado e os biscoitos que a mesma estava fazendo. --- Uau! Como fez eles? Pode me ensinar? --- perguntou para a menina, debruçando-se ligeiramente na mesa para observar mais de perto o trabalho que a criança fazia na confecção dos seus próprios biscoitos.
Era em momentos como aquele que Ming desejava poder ter algum tipo de relacionamento normal com seus irmãos mais velhos, podendo assim obrigar que algum dos dois o acompanhasse quando inventasse de se meter em mais uma dessas furadas. Ou quem sabe se não estivesse acompanhado de um dos dois, eles conseguissem colocar um pouco de juízo em sua cabeça e o evitassem de se colocar em situações como aquelas. Talvez na pior das hipóteses estivesse se divertindo muito mais do que estava naquele momento, conversando ou escutando algum tipo de sermão enquanto esperava seu par. Qualquer coisa naquele instante parecia mais convidativo do que simplesmente esperar, por uma pessoa que não fazia a menor ideia de quem poderia ser. E, depois de passar um tempo observando para alguns raros pares que ja haviam se formado pode perceber que aparentemente não havia tido nenhum critério na escolha dos mesmos. Tinham tantos casais compostos de pessoas de gêneros diferentes, assim como possuíam uma porção com pessoas do mesmo gênero; ampliando ainda mais as opções de pessoas com quem poderia ter sido pareado. Por muito pouco não havia abandonado a mesa, pois quando estava prestes a sair correndo pela porta da frente antes que alguém percebesse o quão arrependido estava de ter se inscrito ca estava seu par.
Ainda estava se sentindo bastante desconfortável com toda aquela situação; mas de alguma maneira com a chegada do outro, fazendo assim com que não parecesse mais um idiota aguardando Ming conseguiu se recompor um pouco. Tornou a se acomodar na cadeira, buscando adotar uma postura que passasse o máximo de tranquilidade o possível; não queria transparecer seu nervosismo a um estranho. Não sabia muito bem o que esperar, mas com toda a certeza que a personalidade alheia o havia surpreendido desde o primeiro comentário. Criar expectativa em cima de uma pessoa que poderia ser literalmente não havia sido exatamente uma das tarefas mais fáceis, mas ao perceber que ele aparentemente parecia ser uma pessoa mais fácil de se lidar o tranquilizou um pouco. Ele mal havia chegado e ja havia tornado o ambiente, até então caótico para ele um pouco mais suportável. Talvez seu encontro não fosse exatamente um pesadelo como havia imaginado, apesar da ambientação em si ainda o incomodar um pouco. — Wong Seonghwa. — repetiu assentindo levemente, quase como se estivesse ponderando sobre a sonoridade do nome. Então, pegando o cardápio disposto sobre a mesa; que para surpresa nenhuma seguia a mesma decoração enjoativa do lugar acrescentou com uma leve sugestão de sorriso no rosto. — Bastante apressado você; devo me sentir honrado ou todos seus encontros costumam ser assim ? — inquiriu em um tom de brincadeira, que com bastante frequência acabava passando desapercebido pela maioria das pessoas. Provavelmente por conta de sua postura que em sua grande parte das vezes poderia ser descrita facilmente como arrogante; como estava sendo no momento enquanto deixava seu olhar passear pelos itens do cardápio, mais para ter algo com que se ocupar.
Seria hipocrisia da parte do Wong se o mesmo dissesse que não estava afim de paquerar o desconhecido na sua frente, afinal, por que razão se iria ele inscrever no blind date se não fosse para cortejar o felizardo que cairia com ele? Não importavam as razões pelas quais estava fazendo aquilo, podia ser apenas para se divertir e deixar a outra pessoa com vergonha, ou por que realmente achava a outra pessoa atraente ao ponto de a cortejar. Naquele caso em específico, o moreno ainda estava estudando o ponto de situação, mais alguns minutos e ele descobriria quais eram as suas reais intenções com o estranho na sua frente. Não desmentiria que o outro era um garoto bonito, mas até então era o tanto que o asiático sabia, precisava de mais informações sobre o desconhecido para saber se se encaixava na sua lista de pessoas do seu interesse. --- Não me vai falar o seu nome? --- inquiriu erguendo a sobrancelha enquanto se encostava preguiçosamente no encosto da cadeira, cruzando os braços sobre o peito de forma descontraída e sorrindo travesso na direção do outro que parecia mais ocupado lendo o cardápio. Pelos vistos, perante o pouco que Seonghwa observava, ambos tinham prioridades diferentes naquele encontro, a não ser que o cardápio também tivesse disposto a lista de bebidas alcoólicas.
Seonghwa pegou o outro cardápio da mesa enquanto ouvia as palavras alheias relativamente à sua forma “apressada”, coisa que o fez soltar uma risada e olhar rapidamente por cima do cardápio já aberto somente para observar a postura do outro e também responder-lhe com entusiasmo à pergunta. --- Nem todos os meus encontros costumam ser assim, então digamos que você é um dos felizardos. Agradeça aos seus pais por lhe terem dado um rosto bonito e atraente. --- comentou num tom divertido mas sendo honesto com as palavras que acabava de proferir, embora é claro, aquilo fosse mais uma das suas tácticas de sedução, elogiar a outra pessoa. Porém não mentia no que falava. --- Que bebida me recomenda? Tem que ter bastante álcool. --- pediu ao outro, desviando novamente o seu rosto para o cardápio repleto de nomes estranhos de bebidas e comidas das quais, obviamente, ele nunca havia provado e tão pouco sabia se eram equivalentes às bebidas e comidas trouxas. Fazia algumas caretas cobertas de humor enquanto passeava os olhos ligeiramente arregalados pela imensa lista de coisas desconhecidas. Suspirou num resmungo e fechou o cardápio, pousou-o sobre a mesa e colocou os cotovelos sobre a mesma, pousando o queixo sobre as palmas das mãos abertas e fintando o outro com um sorriso nos lábios. --- Você escolhe. Esta é a minha primeira prova de amor e confiança neste nosso relacionamento de um dia. --- brincou piscando o olho em diversão, voltando a sentar-se descontraidamente na cadeira e olhando curioso à sua volta em uma busca rápida pela sua irmã, certificando-se que a mesma ainda estava viva e segura.
“ —– Ah não, eu só ‘tava ajeitando o meu cabelo. Porquê? Ficou assim tão ruim? “
Seonghwa tinha ido a Hogsmeade com a ajuda da irmã mais nova e enquanto a mesma foi encontrar as suas amigas (assim esperava o moreno, caso contrário ele castraria todos os garotos que se aproximassem dela), o mais velho encontrou-se com o Junghwa. Os dois caminhavam em direção ao Madam Puddifoot para tomarem alguma bebida. --- Ruim ficou, obviamente. Mas também com essa tua cara ruim como poderia ele ficar bem? Não há milagres não, acho que nem com magia essa tua feiura terá salvação. --- zoou o amigo após cair na risada com o jeito completamente desajeitado com que o outro tentava arrumar os seus fios de cabelo.
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Talvez tivesse sido uma boa ideia a menina ter se inscrito nos encontros às cegas que iriam decorrer naquela tarde, porém a verdade era que Misun ainda não se sentia preparada para ter um encontro daquele género. Ou pelo menos era o que ela sempre falava para si mesma. A menina não estava preparada para voltar a amar, ou mesmo para acreditar no amor. Contudo, isso não fora motivo para a ex-corvina não aproveitar aquela bela tarde que haveria se colocado pelas ruas do vilarejo. A Cho caminhava alegremente por ali quando vira uma pequena serenata sendo feita no meio de uma das ruas. Serenata essa que estava sendo feita por um garotinho à sua mãe. Sem dúvida que aquele gesto acabou por comover a medibruxa. Um sorriso surgiu em seus lábios enquanto ela soltava um breve e baixo suspiro. — “ Nossa, que gesto lindo esse! “ — acabou por comentar com x garotx que se encontrava ao seu lado no momento.
Seonghwa não era propriamente o garoto mais frágil que se sensibilizava com qualquer coisa, embora, é claro, não fosse um insensível sem coração e piedade alguma, pelo contrário. Porém, depois do que tinha passado com o pai e o irmão mais velho, criou mecanismos de defesa que o tornaram num homem mais forte e vê-lo triste ou caído a um canto desfeito em lágrimas não era algo possível de acontecer. Apesar disso, não pode deixar de sorrir minimamente tocado com a demonstração de amor do garotinho pela sua mãe, lembrando-se da sua mãe e das saudades que tinha da mesma. Com certeza deveria fazer-lhe uma visita em breve. Bateu palmas e assobiou quando o garotinho terminou, gritando um “muito bem, muito bem” e roubando metade da atenção das pessoas para si mesmo. Não tinha sido propositado, mas não era surpresa alguma que a sua personalidade caótica chamava demasiada atenção. Ainda batendo as palmas voltou-se para a voz feminina ao seu lado, estranhamente conhecida, deparando-se com a sua melhor amiga. --- Credo, tem piedade de mim. Não apareça assim de repente com essa sua cara feia, miserável. Quer me matar do coração ou quê? --- inquiriu dramático, colocando a mão sobre o peito e respirando pesadamente somente para intensificar ainda mais a dramatização.
Era certo que a Wei já haveria se inscrito no encontro às cegas, porém ela sentia uma pequena necessidade de sair aprontando naquele dia em especial. Era de conhecimento praticamente geral o quanto a garota amava sair aprontando, e naquele dia não era excepção alguma. A chinesa caminhava pelas ruas do vilarejo enquanto buscava algo que pudesse fazer para se divertir, porém foi quando seus olhos poisaram sobre a silhueta do Wong que ela se lembrou que poderia contar com a ajuda do outro para suas pequenas partidinhas. Ela se aproximou do amigo com um sorriso malicioso formado em seus lábios rosados. — “ Oppa! “ — exclamou alegremente enquanto pulava sobre as costas do mesmo soltando uma pequena risadinha. — “ Quero te propor algo, mas….por favor, você vai falar que sim! “
Seonghwa parecia mais um bruxo no meio de muitos, caminhando com confiança e confortável naquele meio, qualquer um que não o conhecesse acreditaria facilmente que ele fazia parte daquele mundo. Talvez por essa mesma razão o moreno sempre tivesse uma enorme facilidade em se adaptar a mudanças e imprevistos, bem como conseguia solucionar facilmente qualquer problema que surgisse sem aviso prévio. Eram características da sua personalidade que com certeza estavam a seu favor e eram sempre úteis. --- Quer me matar do coração? --- questionou à figura feminina que apareceu repentinamente, pulando nas suas costas e quase gritando no ouvido do moreno. --- O que você quer? Já falei que não sou o Christian Grey e não tenho um quarto vermelho, por isso não me venha pedir para satisfazer os seus desejos sexuais. --- brincou, voltando-se para a mais nova quando a mesma saiu das suas costas. Sorriu travesso na direção da garota. --- Mas se pedir com jeitinho posso dar um jeito, não gosto de deixá-la na mão. --- acrescentou, dessa vez já não com um tom de brincadeira. Não seria a primeira vez se fizesse algum “favor” à amiga, principalmente quando os dois saiam para festas e bebiam juntos até cair.