Nome: Ryan Chen
Idade: 27 anos (10 de setembro / virginiano)
Sexualidade: Bissexual
Profissão: ex patinador artístico aposentado, cerimonialista e pianista de casamentos
Residência: Torre Twilight, edifício Haneul, apto A2 (se mudou faz um ano)
resumo: cresceu na Inglaterra, começou jogando hockey e depois se tornou um patinador artístico, ganhou algumas medalhas e troféus tanto para a Inglaterra. faz dois anos que se acidentou durante um treinamento e feriu gravemente o joelho, o ocorrido o impediu de participar das olimpíadas de inverno de 2022 (seu grande sonho) e o fez se aposentar mais cedo. está na Coréia faz um ano, seu coreano não é perfeito, mas já dá pro gasto. veio para o país por não querer dar trabalho e preocupação aos pais devido ao seu estado emocional, abriu uma agência de cerimônias de casamento chamada Flowers Marriage com uma amiga e trabalha como cerimonialista de casamentos, vez ou outra também se oferece para ser o pianista nas cerimônias.
personalidade: extremamente gentil e educado, tenta ser solícito na maioria das vezes, mas nem sempre seu humor e estado de espírito colaboram para isso ou algum tipo de interação. introvertido na maior parte do tempo, muito na dele, gosta de ter seu próprio espaço. é claustrofóbico e esse é o principal motivo de morar no primeiro andar, não precisa pegar elevador, e mesmo quando precisa usa as escadas. discreto, não se envolve muito nos assuntos do prédio, não se interessa por fofocas. apesar de sua educação e gentileza sua expressão é um tanto quanto apática quase sempre. já foi mais animado, simpático e alegre, depois do problema no joelho foi se tornando cada vez mais fechado e triste, mesmo quando sorri é possível ver em seu olhar o quão vazio e triste ele está.
Estilo musical: eclético, ouve de tudo um pouco, apesar de atualmente ouvir mais música clássica no dia a dia
Filme favorito: Titanic, sempre gostou de filmes dramáticos e românticos, comédias românticas também é algo que gosta
Roupa favorita: calças de alfaiataria confortáveis, coletes e blusas sociais fazem parte de seu estilo para trabalhar, no seu dia a dia gosta de usar moletom e roupas de algodão.
Maior medo: infelizmente seu maior medo já aconteceu, o de nunca mais poder patinar artisticamente.
Vício: trabalho
Hobbies: fazer café, tocar piano, correr todos os dias pela manhã, aulas de natação semanais, ler romances, assistir comédias românticas e fazer uma quantidade absurda de diferentes tipos de pães artesanais para depois distribuir entre os vizinhos.
Características: tem 1,82 de altura, extremamente posturado e elegante devido aos anos de patinação, um brinco de argola na orelha esquerda e colar com pingente de patins.
bio completa
ganhar a vida em outro país não é exatamente fácil, principalmente se você está investindo em um negócio próprio, mas foi exatamente isso que os avós de Ryan fizeram. juntaram todas as suas economias e partiram para Londres com um casal de filhos pendurado nos braços. no início foi bem difícil, mas aos poucos eles conseguiram fazer a boate dar certo. o mais velho acabou indo passar férias em Hong Kong e visitar a família, o que ele não esperava era voltar para Londres com um grande amor.
o jovem casal ajudou muito a boate crescer cada vez e em poucos anos deram à luz a Ryan. os Chen não são ricos, mas possuem duas boates bem badaladas em Londres de onde tiram o seu sustento. Hon recebeu uma educação de qualidade e se apaixonou por hockey quando ainda era uma criança, a patinação o encantava e o fazia se sentir vivo de um jeito único. foi durante a adolescência que resolveu se arriscar na patinação artística e deu muito certo. esforçado, disciplinado e talentoso, ganhou o apelido de Lion e conquistou fãs, representando a Inglaterra em algumas competições devido a sua dupla nacionalidade. ganhou alguns troféus e medalhas.
sempre pé no chão, Lion sabia que não poderia patinar para sempre, atletas costumam se aposentar cedo e ele já tinha um planejamento para se aposentar aos 27 anos, a única coisa que queria conquistar antes era a tão sonhada medalha de ouro em uma olimpíada de inverno. estava confiante e treinando com afinco para o mundial de 2022, tudo ia bem até que o patinador sofreu um acidente durante o treino e feriu gravemente o joelho. seu sonho e o que ainda restava de sua carreira foram por água abaixo, faltavam pouco menos de um ano para a competição e o diagnóstico foi que apesar da fisioterapia ajudar, ele nunca mais iria conseguir competir, poderia apenas patinar eventualmente como passamento
seu mundo acabou, foram meses de tratamento e fisioterapia, não conseguia olhar na cara de nenhum familiar ou amigo, sentia-se vazio e não tinha forças para muita coisa. não queria ser um peso para seus familiares e precisava de um tempo para si mesmo, por isso, quando a irmã de uma amiga patinadora o convidou para fazer sociedade com ela em uma agência de cerimonialista de casamentos na Coréia do Sul, não pensou muito a respeito e só foi.
já faz um ano que Lion mora em Haneul, seu apartamento ainda está cheio de caixas da mudança, os únicos cômodos que ele fez questão de organizar e deixar habitável foi a cozinha e o banheiro, seu quarto é basicamente um colchão no chão com travesseiros, um abajur e duas araras de roupas. ele é conhecido como o vizinho fantasma do prédio, já que possui uma rotina de trabalho puxada e não interage muito com seus vizinhos, tampouco aparece nas festividades. é comum vê-lo saindo para trabalhar ou voltando, costuma ser sempre muito educado e gentil quando encontra algum vizinho, mas até hoje ainda não estabeleceu um vínculo muito profundo ou de grande amizade com eles.
se encher de trabalho é a sua forma de não precisar lidar com a tristeza profunda que sente, evitar ficar muito tempo no apartamento e prefere passar a maior parte do tempo trabalhando na agência ou nos casamentos em si, esse é mais um motivo para ele ter começado a trabalhar como pianista nos eventos também, sempre gostou do instrumento e toca desde criança.
porque seu personagem está em haneul complex?
de alguma forma identificava em Haneul a si mesmo, o prédio caindo aos pedaços e assombrado reflete muito bem a forma como Lion se sente, esse foi um dos motivos para escolher o condomínio como sua moradia. outro motivo foi o valor baixo de aluguel, Lion tinha se planejado financeiramente para se aposentar, mas não era rico, logo, era melhor economizar, não tinha qualquer garantia de que seu novo negócio no ramo de casamentos daria certo afinal.
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tw: inalação de fumaça, falta de ar, perca de forças.
A chuva não o impediu de ir trabalhar naquele dia, mesmo sendo domingo, preferia passar os finais de semana que não havia eventos trabalhando na agência do que ficar em casa sem fazer nada, olhando para o teto e se lamentando. Se ocupar era sua forma de impedir que a tristeza sem fim tomasse conta de si. Adiantou o que deu em relação a contratos e planilhas, contemplou a chuva através da janela de seu escritório, tomou alguns cafés. Ryan fez o possível para que seu dia fosse produtivo na agência, a falta de um casamento para aquele dia foi bom e ruim, bom por causa da chuva, ruim por ele não ter uma ocupação mais intensa. Quando a chuva começou a diminuir, finalmente foi pra casa, aproveitando e saindo para correr no quarteirão (como em todas as manhãs e noites) mesmo com o garoar fraco. O banho quente de banheira o ajudou a relaxar depois de correr até cansar. Sentia-se exausto fisicamente, sinal de que conseguiria dormir profundamente por algumas horas, aquela noite o vinho não seria necessário.
Os tampões de ouvido que usava abafaram o barulho da explosão fazendo com que despertasse apenas poucos minutos depois tossindo com intensidade. Piscou os olhos que ardiam em meio a escuridão de seu quarto, a fumaça deixando tudo ainda mais denso, o cheiro foi o alerta para se mover, retirando os tampões de ouvido e se arrastando para fora da cama que (ainda bem!) era no chão. Tateava o piso tentando manter a calma, a tosse constante e o arder dos olhos o atrapalhavam, deixando-o levemente desnorteado. Se apoiou na porta do quarto para conseguir levantar e a abriu, escorava-se nas paredes em sua tentativa de chegar à entrada do apartamento.
A tosse continuava, sem conseguir enxergar direito devido a ardência dos olhos, a respiração ficando cada vez mais difícil, acabou batendo com seu joelho problemático em uma quina qualquer, nem mesmo conseguiu identificar o que era, afinal não haviam muitos móveis em seu apartamento e poderia ter sido na parede. Gritou de dor. Doía tanto que sua visão ficou turva e a cabeça começou a latejar. Caiu ao chão tanto pela dor quanto pela dificuldade em dobrar o joelho, começou a rastejar em direção a porta de entrada, uma tentativa quase que desesperada para se salvar, mas já não havia forças, a dificuldade para respirar tinha piorado. Esticou o braço numa tentativa de alcançar a maçaneta, o braço tremia devido ao esforço já começava a baixar devido a fraqueza quando a porta se abriu com um estrondo. Vozes alcançaram seus ouvidos, mas ele não conseguia falar, não conseguia distinguir quem eram aqueles vultos, tampouco quantas pessoas eram. Sentiu seu corpo sendo erguido e o aroma familiar de @yoyohajun , seu vizinho, o atingiu em cheio, fazendo-o relaxar brevemente. A consciência de que era alguém que conhecia fez com que ficasse mais tranquilo, apesar de se sentir confuso e estar a beira de um desmaio, estava sendo salvo.
Uma onda de alívio se apoderou de todo seu corpo quando finalmente o ar fresco da madrugada alcançou suas narinas, estava livre daquele inferno de fumaça apesar de todas as dores que sentia, tinha sido carregado vergonhosamente quase inconsciente e sem conseguir dobrar um dos joelhos, talvez fosse a dor latejante da articulação que o mantivera levemente desperto ao invés de apagar por completo. A calça de linho cor areia com a qual dormira estava cinza de tanta fumaça e fuligem. A ardência nos olhos não diminuiu, sua respiração ainda era errática e por isso foi logo colocado em uma ambulância, seu estado era deplorável. Tudo parecia um grande pesadelo, Ryan não tinha muita noção se era real ou não, os acontecimentos foram rápidos demais para que conseguisse distinguir a realidade direito. Porém, a mão quente que segurava a sua em meio as sirenes da ambulância que o levava para longe do complexo, era real, muito real.
Ao chegar no hospital, exames foram realizados, houve verificação da função pulmonar e inspeção dos olhos, uma lavagem ocular foi realizada e algumas horas depois Ryan estava em um quarto com uma máscara de oxigênio. Ao abrir os olhos na penumbra sentiu-se confuso, ainda sentia uma leve ardência em seus olhos, foram os sons dos aparelhos do quarto de hospital que trouxeram as lembranças de tudo que tinha acontecido. Não tinha sido um pesadelo afinal, suspirou fracamente virando a face na direção da figura ao seu lado, o coração aqueceu ao notar a presença do Pequeno Príncipe (apelido que usava internamente para Hajun), aparentemente o vizinho ficou consigo todo o período que esteve ali.
Infelizmente o rapaz precisou ir embora por algumas horas, retornando para avisar Ryan que o prédio estava interditado e explicando todas as informações que os moradores tinham recebido. Não queria abusar da boa vontade de seu vizinho, mas precisava de algumas coisas que estavam em seu apartamento e não havia como sair do hospital para ir buscar, a solução era pedir para que o pequeno príncipe a sua frente o ajudasse mais uma vez. Pedindo para que ele buscasse alguns pertences como carteira, celular, algumas roupas e sua pasta de trabalho onde estavam o notebook e agenda.
A decisão de ir para Londres foi repentina, sua sócia e amiga Dabin falou com os pais de Ryan e estes queria vir para a Coréia cuidar do filho, o ex patinador achou que era melhor ir para a casa dos pais, lá receberia cuidados e teria onde ficar já que o prédio estava interditado. Despediu-se de Hajun com o coração na mão, sentia que deixava o rapaz desamparado depois de toda a ajuda que ele lhe dera, infelizmente não havia muito o que fazer além de fazê-lo prometer entrar em contato consigo caso precisasse de algo. Agradeceu toda a ajuda do rapaz, mas sentia que suas palavras jamais seriam suficientes para agradecer tudo que foi feito por si.
Claro que ele contou com a ajuda de Danbi para embarcar, afinal não podia forçar o joelho machucado que por sorte não precisou de cirurgia e não queria abusar da ajuda de seu pequeno príncipe. Tentou ao máximo manter contato com Hajun durante todo o período que ficou em Londres, sempre querendo saber como ele estava e se estaria precisando de algo.
Apesar do condomínio ser liberado para o retorno dos moradores após treze dias, foi apenas no décimo quinto que Ryan voltou. Ainda mancava um pouco, precisaria de fisioterapia e natação para se recuperar por completo, ao menos o pior já tinha passado, seus olhos e pulmões estavam bem depois de seguir as recomendações médicas com o uso de colírios e antiinflamatórios.
A dedo duro de sua amiga contou bem mais que apenas sobre o incêndio para os pais de Ryan, em Londres ele fora obrigado a começar a fazer terapia e algumas mudanças em sua rotina foram sugeridas pela psicóloga que passaria a atendê-lo online após seu retorno para a Coréia do Sul. Como uma forma de melhorar sua relação com os vizinhos trouxe de presente para todos um kit de vela aromática e home spray para ajudar com o cheiro desagradável de fumaça nos apartamentos, assim como uma caixa cheia de chocolates, bombons e trufas para adoçar os dias que estavam por vir.
Aquele não era o tipo de ambiente que frequentava, afinal não dava para esperar muito de alguém que possuía uma vida social inexistente e os únicos eventos em que ia eram os ele mesmo produzia e trabalhava. Falando em trabalho... era o motivo de estar no clube, tinha acabado de ter uma reunião com o gerente do lugar para acertarem os detalhes de uma despedida de solteiro no local, solicitação de um de seus clientes.
A música era alta, os corpos se moviam, vozes de conversa ecoavam por todos os cantos. Se encaminhava para a saída quando viu uma silhueta que lhe pareceu familiar, intrigado direcionou o olhar naquela direção. Um homem claramente bêbado estava tentando beijar alguém. Reconheceu @yoyohajun como a vítima e sem pensar muito cruzou a distância que os separava, o ser embriagado parecia ser insistente e estava em uma nova tentativa que prontamente foi interrompida por Ryan. "Ele já disse não" Afastou o homem do rapaz com o braço enquanto buscava um segurança com o olhar e gesticulava para ele. Assim que o segurança se aproximou, soltou o bêbado e voltou-se para Hajun. O olhar intenso buscando qualquer indício de que ele pudesse estar machucado. "Você está bem?"
danbi recém havia estacionado seu velho aston martin v8 e se encaminhado para a entrada do complexo quando avistou a silhueta de um homem até então desconhecido, o que fez ela diminuir a velocidade de seus passos, parando próximo a ele a medida que rapidamente desviou o olhar para o que ele escrevia. — ah… mas eu queria o amor. — brincou, deixando seu humor costumeiro aparecer rapidamente em meio a um muxoxo e ao tom de voz naturalmente divertido numa tentativa de quebrar o gelo quanto ao perceptível desconforto alheio. finalmente permitiu que os olhos analisassem o homem a sua frente, demorando-se nos detalhes do rosto do mesmo como se tentasse lembrar se o havia visto em algum lugar do complexo. — eu sou a danbi, moro na torre aurora. — um sorriso espontâneo desenhou-se em seus lábios enquanto o olhar novamente buscava a caixa de rosas, dessa vez contemplando e concentrando-se na beleza das flores, um tanto pensativa do porquê de estarem lá. se era apenas um gesto de bondade com a vizinhança ou se havia outra história por trás daquilo. — posso mesmo pegar quantas eu quiser? tenho amigas que vão gostar de receber algumas. — ela confessou ao que prendia o lábio inferior com os dentes, um pouco incerta e tímida quanto a como agir com o desconhecido que peculiarmente se vestia de forma tão elegante num lugar como haneul.
Uma pequena e discreta risadinha escapou dos lábios masculinos diante da forma como a vizinha demonstrou sua decepção de brincadeira. "Sinto muito, isso não consigo fazer" Respondeu com simpatia, tentando espelhar um pouco do bom humor dela. Percebendo a forma como ela o analisava ficou momentaneamente tenso, receio de ser reconhecido, mesmo que não fosse um grande problema. "Ryan do twilight" Declarou aliviado e um discreto sorriso, não havia motivos para não ser simpático ou gentil com a mulher, principalmente com alguém que lhe passava uma impressão tão boa. "Sim, pode pegar quantas quiser. Prefiro que elas alegrem suas amigas do que ter de joga-las fora". Afirmou com gentileza e convicção. A expressão feminina era adorável e um pouco familiar, não fazia ideia de onde vinha essa familiaridade, apenas não conseguiu deixar de sorrir para ela.
text for @hellskitchendaeil
Ryan: caro Daeil, peguei seu número no grupo do condomínio. Desculpe a indiscrição de te mandar mensagem sem que haja qualquer tipo de relação além de vizinhos. Senti a necessidade de esclarecer que não me odeio, mas agradeço a indicação do livro.
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a reforma finalmente tinha acabado e já fazia alguns dias que Ryan estava organizando as caixas da mudança no apartamento. sua única animação era com a cozinha, principalmente o cantinho do café, então naquele dia saiu para comprar algumas coisas. estava saindo da garagem com algumas sacolas nas mãos quando se deparou com @jeansui, havia algo que lhe era familiar no homem, demorou alguns segundos, mas logo uma luz se ascendeu na mente. "Jean?" indagou incerto e desconcertado, não que tivesse alguma pendência com o francês, longe disso. só… não esperar encontrar alguém que conhecesse ali, principalmente alguém que conhecia seu passado na patinação. não era exatamente agradável olhar para alguém que o lembrava o que tinha perdido, ainda assim havia uma sombra de sorriso nos lábios.
as vezes minkyung passava mais tempo do que deveria fora de casa, sempre que ia para a sede de sua organização treinar com suas companheiras de time acabava passando em um barzinho na volta. não podia negar que amava beber, não de uma forma preocupante, era o que ela pensava. chegou no prédio aceitando a carona de uma de suas amigas, andando saltitante pelo hall quando avistou outra pessoa no local. parou de se mover para apenas ficar o observando de forma curiosa, erguendo uma sobrancelha ao ver a quantidade de flores que haviam ali. a ruiva se aproximou ainda mais, sorrindo quando o rapaz se ergueu e trocou olhares com ela, lendo o que tinha escrito no bilhete antes de se pronunciar. ━━ isso realmente são rosas demais, por um momento achei que era tudo para uma pessoa só. ━━ comentou voltando a o fitar, se abaixando para pegar uma das flores ali. ━━ por que fez isso? tem algum motivo especial? ━━ ficou curiosa, logo esticando a mão com a rosa para o rapaz. ━━ você não pegou uma pra você ainda, toma. tem que lembrar de se amar também. ━━ soltou uma baixa risada.
"Acha que alguém não mereceria receber tantas rosas assim?" Indagou pensativo, a fitando com curiosidade. Não havia se ofendido ou achado ruim o comentário alheio, apenas sentiu-se curioso com aquelas palavras, não tinha pensado por aquele lado. Lidava com casais apaixonados quase que diariamente, nem todos os casais se amavam realmente, mas sempre havia alguns pombinhos apaixonados e já tinha ajudado noives organizar demonstrações encantadoras de afeto antes da cerimônia de casamento. Algumas dessas surpresas eram singelas, outras eram grandiosas. Ele próprio já havia recebido centenas de flores em algumas de suas competições na época que ainda patinava, mesmo que não as flores não fossem de uma pessoa só, muitas vezes eram de um fã clube que tinha se organizado para lhe presentear com aquela centena de espécimes florais. "Vai ficar muito decepcionada se eu disser que não há qualquer motivo especial além do fato de não querer jogar as flores fora?" Comentou a observando com curiosidade antes de pegar a rosa que lhe foi oferecida. "Tem razão, obrigado" Acompanhou o riso feminino, achando graça do lembrete.
꒰ᐢ. .ᐢ꒱₊˚⊹ A ruiva-rosada chegava extremamente cansada de um de seus bicos noturnos, já que seus testes de dublagem não estavam com resultados ainda, o cansaço morava em si, mesmo que não quisesse admitir. Gyubin gostava de ser um espírito otimista mesmo no seu pior dia, então não era surpresa que tentava colocar um sorriso convincente e manter uma postura feliz, por mais que não tenha sido um dia bom. A garota ficou observando aquela movimentação e meio que pela linguagem corporal entendeu o que era para ser.
— Ryan-ssi, boa noite. — cumprimentou-o com um curvar respeitoso e logo parando para observar uma caixa. — Oh, parece que existe alguém muito gentil, né? Para deixar tantas flores lindas assim. Estava ajeitando, certo? É muito atencioso. — comentou olhando o recado e depois as flores, com certeza queria levar uma, mas com certeza iria chorar assim que ela murchasse, mesmo que fosse inevitável, mas a dubladora pegou uma flor e entregou para o chinês alegre. — Por ser muito cuidadoso com elas. Acho que você mais que ninguém merece muito amor. — acrescentou com um sorriso simpático e se curvou novamente tentando ser o mais respeitosa.
"Oh, olá. Boa noite". Curvou-se um pouco desajeitado, mas suas palavras eram gentis ao retribuir o sorriso alheio. "Sim, sim, estava ajeitando. É um destino melhor do que simplesmente jogá-las no lixo, não acha? São tão belas e cheirosas, imagino que trará alegria para algumas pessoas" Comentou com simplicidade e gentileza, por mais que Ryan se isolasse e sofresse internamente, sentir-se útil de alguma forma, ajudar e ser gentil com os outros lhe trazia conforto. Experimentou uma mistura complexa de emoções com o gesto de outrem e suas palavras, um pouco desconcertado pegou a flor que lhe era oferecida. Aproximou do nariz e inspirou seu aroma. Sentia uma mistura de gratidão, vulnerabilidade e autorreflexão. Sabia que tinha o amor e apoio de sua família mesmo que estivessem longe, não acreditava desmerecer amor, porém... era um pouco estranho ouvir tais palavras. As emoções eram tão confusas que nem mesmo ele entendia. Sorriu com o gesto ao afastar a rosa do nariz e se abaixou pegando uma outra da caixa. "Obrigado, você também merece, todos merecem" Sorriu estendendo a flor para ela. "Se quiser lembrar de que merece amor sempre que precisar, quando murchar, pegue as pétalas e as deixe secar, quando já estiverem secas coloque em um saquinho de tecido e guarde. Assim sempre que precisar ou quiser se lembrar é só pegar o saquinho".
Estava terminando de descer as escadas quando se deparou com o homem no hall do prédio. Ela segurava uma câmera antiga, que herdara de seu pai, pendurada no pescoço, e uma expressão de surpresa ao ver alguém ali naquele horário. Estudou brevemente o estranho à sua frente, com sua caixa de rosas e a mensagem peculiar. Uma mistura de curiosidade e desconfiança pairava em seus olhos enquanto observava o gesto inusitado. Após um momento de hesitação, Jiwon finalmente decidiu quebrar o silêncio, sua voz ecoando no vazio do hall semi-abandonado. ━ Não é todo dia que se vê alguém distribuindo flores por aqui, especialmente à essa hora da noite. ━ comentou, sua voz carregada de um sotaque britânico suave. ━ Você é novo por aqui ou só está fazendo uma visita noturna? ━ Seus olhos escuros estudavam o estranho à sua frente, tentando decifrar as intenções por trás do gesto incomum.
O embaraço logo foi substituído por uma leve diversão ao ouvir o sotaque e perceber a desconfiança da mulher. Um sorriso suave se desenho nos lábios de Ryan. "Trabalho com casamentos e usamos flores nas decorações, achei melhor trazer pra cá do que jogar fora." Explicou com o sotaque britânico espelhando o dela, apesar de não soar tão carregado quanto o de outrem. "Moro aqui faz um ano..." Comentou sem saber ao certo como continuar, não era bom em socializar e desenvolveu o péssimo hábito de estar trabalhando ou entocado em casa. "Seu sotaque é inconfundível, de que parte da Inglaterra veio? Nasci e cresci em Londres" Optou por dar vasão a sua curiosidade.
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º ✧ 。––– não era muito comum soonkyu sair de casa tão tarde assim, ainda mais para ir na loja de conveniência da esquina, mas estava morrendo de vontade de comer um miojão e não tinha nem unzinho sequer em sua casa. já estava voltando para o haneul quando viu um de seus vizinhos colocar uma caixa de rosas no hall. ❛ ora, não sabia que você estava trabalhando como cupido também, ryan-ssi. ❜ brincou quando se aproximou mais, abaixando-se para pegar algumas rosas. ❛ uma iniciativa muito bonita, mas como filha da síndica recomendo que deixe do lado de fora do prédio. se alguém reclamar, pode te gerar uma multinha. ❜
Ficou completamente desconcertado diante da fala feminina, era nítido em sua expressão facial. Tossiu em meio a uma risadinha sem graça antes de responder. "Tive um problema com flores no trabalho e seria um desperdício jogá-las fora, então trouxe pra cá numa tentativa de fazer uma boa ação e trazer algum tipo de alegria para alguém" Explicou mesmo que não houve necessidade de tantos detalhes. "Meu trabalho não é de cupido, mas vem depois das flechadas..." Encolheu os ombros tentando fazer uma brincadeira e falhando miseravelmente. "Oh, certo. Achei que não teria problema, desculpe e obrigado pelo toque" Comentou antes de se abaixar para pegar a caixa e levá-la para fora. "Pode pegar mais, se quiser"
Já era quase meia noite quando Ryan estacionou na garagem do prédio, o dia tinha sido complicado e o cheiro de rosas vermelhas dentro do veículo era um lembrete constante da catástrofe que foi aquele longo dia. Cansado, saiu do carro, abriu o porta malas e pegou a grande caixa de papelão com aproximadamente 200 rosas vermelhas. Após trancar a SUV, se encaminhou para o hall do prédio com a caixa nos braços, a colocando próximo a porta de entrada. Se abaixou tirando uma caneta do bolso e escreveu: não trouxe o amor da sua vida, mas trouxe flores. ame-se. ps: pegue quantas quiser.
Ao se erguer, pronto para subir as escadas e ir para seu apartamento, deu de cara com muse. Não esperava encontrar alguém ali naquele horário, ficou tão desconcertado em ser pego no flagra que não soube o que dizer, apenas desviou o olhar e fez cara de paisagem.
⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀ ⠀this is a open starter!
⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀ ⠀a despedida de jihoon.
⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀ ⠀一 seria demais eu ligar para a senhora kang e perguntar sobre o nick? já sinto falta do meu pequeno... 一 no térreo do prédio, procurou entre o vai e vem de pessoas algum rosto conhecido, suspirando ao lado de muse, encarando a tela do celular apagada e pensando se não estaria incomodando a senhora com aquilo. saen não se dava uma folga como aquela em dias comuns, no entanto naquela noite ela se deu ao luxo de deixar nick com uma vizinha e aproveitar da despedida de um bom amigo; ela precisava prestar tal consideração por jihoon, ainda mais depois de tantos perrengues que passaram naquele lugar, era o mínimo. 一 você o conhece? digo, o jihoon?
Trabalhar até tarde era um hábito e uma forma de mascarar a tristeza que sentia, soube por alto da festa de despedida que teria, mas não se importou muito, não era como se conhecesse seus vizinhos. Caminhava tranquilamente pelo térreo quando é abordado pela mulher, na verdade não sabia dizer se ela tinha falado consigo realmente. Ergue o olhar para a mulher com sua expressão habitualmente apática. "Desculpe, eu não conheço o Jihoon. Não sou muito envolvido com os outros moradores do prédio, sabe como é… Mas se precisa de alguma coisa, estou à disposição para ajudar". Se esforça para suavizar o olhar, respondendo numa voz suave e cortês.