▶ 𝑽𝑰𝑽𝑰𝑬𝑵𝑵𝑬 𝑪𝑯𝑬𝑽𝑨𝑳𝑳𝑰𝑬𝑹 𝑎𝑠 𝑨𝑷𝑯𝑹𝑶𝑫𝑰𝑻𝑬. ━ 𝑔𝑜𝑑𝑑𝑒𝑠𝑠 𝑜𝑓 𝑙𝑜𝑣𝑒 & 𝑏𝑒𝑎𝑢𝑡𝑦
olha lá a VIVIÉNNE CATALINA CHEVALLIER nos corredores da truffaut! ela é uma MULHER CIS de 18 anos que é originalmente de PARIS/FRANÇA. é PAGANTE e se ela parece ser DETERMINADA, AMBICIOSA, EGOCÊNTRIGA e IMPULSIVA, é porque ela é de LEÃO. seu codinome é AFRODITE e é do time dos DEUSES. por aí dizem que se parece com EMERAUDE TOUBIA.
𝒑𝒓𝒊𝒎𝒂𝒅𝒐𝒏𝒏𝒂 𝒈𝒊𝒓𝒍, 𝒚𝒆𝒂𝒉, 𝒂𝒍𝒍 𝑰 𝒆𝒗𝒆𝒓 𝒘𝒂𝒏𝒕𝒆𝒅 𝒘𝒂𝒔 𝒕𝒉𝒆 𝒘𝒐𝒓𝒍𝒅, 𝑰 𝒄𝒂𝒏'𝒕 𝒉𝒆𝒍𝒑 𝒕𝒉𝒂𝒕 𝑰 𝒏𝒆𝒆𝒅 𝒊𝒕 𝒂𝒍𝒍: 𝒕𝒉𝒆 𝒑𝒓𝒊𝒎𝒂𝒅𝒐𝒏𝒏𝒂 𝒍𝒊𝒇𝒆, 𝒕𝒉𝒆 𝒓𝒊𝒔𝒆 𝒂𝒏𝒅 𝒇𝒂𝒍𝒍 ...
𝐒𝐎𝐁𝐑𝐄 𝐕𝐈𝐕𝐈𝐄𝐍𝐍𝐄 ♦ 𝐓𝐈𝐌𝐄𝐋𝐈𝐍𝐄 ♦ 𝐂𝐎𝐍𝐍𝐄𝐂𝐓𝐈𝐎𝐍𝐒 ♦ 𝐒𝐎𝐁𝐑𝐄 𝐀 𝐅𝐀𝐌𝐈́𝐋𝐈𝐀
TW: menção a alcoolismo e violência física.
ayla garcía não demorou a se tornar um nome bastante conhecido não só no méxico, mas também mundo afora, ao que a beleza da mulher cada vez mais passava a estampar anúncios, outdoors e capas de revistas. como não passava despercebida nem mesmo se quisesse, não tardou a capturar não só os olhos mas também o coração de timothée chevallier, que conquistou diversos papéis de galã de filmes franceses e americanos. quando o francês e a mexicana se conheceram durante um evento que reunia celebridades em paris para a promoção de uma grife, a faísca de tensão foi inegável. começou com uma mera tensão sexual, e então encontros casuais, a mídia caindo em cima do mais novo queridinho casal… a verdade é que nem ayla e nem timothée sabiam bem o que queriam da vida e acabaram apenas seguindo o fluxo pelo qual eram encaminhados por adorarem ser o centro das atenções. o casamento nada mais foi do que um show, alavancando ainda mais a fama de ambos… até que ayla descobriu-se grávida sem que tivessem planejado, e então com a adição de uma pequena humana completamente dependente deles, a relação entre os dois pareceu finalmente ser obrigada a pôr os pés no chão. ainda assim, ayla se negou a deixar que a maternidade estragasse sua carreira, e para sua surpresa, acabou conseguindo conciliar as duas funções: era uma profissional requisitada, e ainda assim, uma mãe atenciosa. timothée, por outro lado, adorava a atenção que ter um bebê fofo ao colo lhe trazia, mas jamais fizera questão de ser uma figura paterna presente e ativa na vida da filha enquanto ninguém estava olhando -- sempre que podia, embarcava para algum outro país para as filmagens de um novo filme. não foi de se surpreender, então, ao que cada vez mais viviénne se tornava uma pequena cópia de sua mãe, para o desagrado de seu pai.
a realidade bateu à porta, e então cada vez mais a tensão que inicialmente se mostrara ser sexual passou a se revelar embasada em incompatibilidade. a cada demanda de trabalharem juntos em prol da pequena viviénne, ayla e timothée fracassavam mais, e estarem sempre sob os holofotes também fez com que mais pressão ainda fosse colocada em cima deles. como poderia o casal modelo simplesmente não ser tão perfeito quanto sempre se mostrara?! as milhares de pessoas inspiravam-se neles, para quem olhariam agora?! não bastassem as broncas que levavam de seus agentes, também não paravam de se desentender em casa, e não tardou para que ambos acabassem buscando válvulas de escape: ayla encontrou um amante, e timothée encontrou a bebida e as drogas. e mesmo afundados na lama, ainda eram narcisistas demais para deixar que os vissem assim, portanto enquanto ayla conseguia manter-se discreta em seus encontros com o outro homem, thimothée guardava todo o tempo de sobriedade exclusivamente para quando estava diante das câmeras, estando sempre embriagado e extremamente agressivo quando em casa. isso fez com que ayla sentisse a água batendo na bunda com o navio afundando -- afinal, e se ele logo mais não conseguisse manter uma gota sequer de sobriedade e acabasse degradando sua carreira de ator, sem mais nenhum projeto o querendo? e se isso manchasse a sua própria carreira? --, e com todas as outras pressões, sentiu a bomba estourar: a verdade é que era extremamente exaustivo levar a vida dupla de mãe e modelo, especialmente quando tinha outra vida tão mais tranquila com outro homem ao seu alcance, em uma oportunidade de viver a eterna juventude que outrora tinha perdido.
infelizmente a pequena viviénne já não era mais tão pequena para não entender o que estava acontecendo, e sentiu-se extremamente traída e perdida ao ver a única figura que havia se importado com ela durante toda a sua vida lhe abandonar, ao que sua mãe se mostrou uma atriz ainda melhor que seu pai quando fingiu que até tinha lutado pela tutela da menina, mas por conta da justiça tão misógina e racista, havia perdido. doze anos de convivência com ayla, entretanto, haviam lhe ensinado algo: o mundo era feito de aparências. e quem sabe se ela fingisse que tudo estava bem, tudo não ficaria bem?
por mais que não tivesse mudado uma vírgula sequer por fora, por dentro era completamente o oposto: praticamente negligenciada em casa, teve de aprender a se virar, já que por vezes o pai estava bêbado demais para sequer lembrar de comprar algo para comerem ou pagar as contas. por outro lado, o acesso tão fácil ao cartão de crédito lhe permitiu ter sempre o que quisesse. mas, por mais que ela quisesse com todas as forças acreditar na farsa que estampava, sabia no fundo que não conseguia tapar o buraco da ausência de carinho dos pais com roupas e objetos, por mais números que tivessem em sua etiqueta de preço. as maquiagens mais caras eram boas o suficiente para cobrir as imperfeições e as marcas deixadas pelas agressões do pai, mas para esconder essas feridas por dentro, ela apelou para outro método: todos os homens, ela os faria desejarem-na. por onde passava, era notada: sua beleza era admirada e invejada pelas garotas; e os rapazes, todos a desejavam, e um a um ela seduzia. passar a noite com eles, entretanto, era apenas o jeito mais fácil de evitar ter de voltar para casa enquanto seu pai estivesse lá, e ter rumores pejorativos sobre si era um preço aceitável a se pagar.
quando o temido por sua mãe finalmente aconteceu, com timothée ficando bêbado demais para poder trabalhar e conseguir pagar as contas, viviénne teve de recorrer a uma parte da família da qual por toda a vida havia sido exilada: sua avó paterna. o rompimento com ela havia acontecido muito tempo antes de viviénne nascer: com a senhora ivone chevallier fiel a seus ideais ferozmente conservacionistas, a ideia de ter um filho tão depravado a ponto de aparecer sem roupa alguma em filmes para milhares de pessoas era humilhante e inaceitável; se ele escarraria daquela forma em todos os princípios e na reputação da tradicional família francesa, então não merecia mais ser parte dela também. viviénne, entretanto, não poderia ser culpada e ainda tinha chances de ser salva, aos olhos da avó paterna. assim, os luxos da garota não corriam mais o risco de serem cortados, mas isso não significava que ela não teria que pagar um preço alto por isso.
trair a confiança e machucar as pessoas que mais amavam valiam o preço de sustentar seu narcisismo e sua aparência de vida perfeita? apesar de cair na armadilha da avó e ver-se noiva de sebastian -- ninguém menos que o ex-namorado de sua melhor amiga --, não teve um dia desde então que ela não se arrependeu, ou que não teve pesadelos em que se via se tornando a própria mãe. a julgara tanto e jamais a perdoara pelo abandono, mas estava fazendo a mesma coisa: sacrificando tudo em nome de seus caprichos. ao menos parecia ter ganhado um precioso amigo enquanto enfrentavam juntos o terror de estarem no olho do furacão. entretanto, a gota d’água foi a descoberta de que seu noivo tinha um filho. não por ela julgá-lo, mas por ter finalmente percebido que jamais poderia sustentar a aparência perfeita se por dentro fosse tão podre a ponto de trair todos os que amava, e inclusive envolver uma criança na história. não, ela já havia estado no lugar da criança, e não poderia deixar o mesmo que aconteceu consigo acontecer com ela.
livrar-se das garras da avó significou ser novamente exilada da família, e agora também sem poder contar com o pai, viu-se sozinha e com o dinheiro contado. era amargamente engraçado encontrar-se sem nada, justo ela, que sempre fizera tudo cegamente pela ambição. felizmente tempos melhores vieram, e vendendo algumas das coisas caras que tinha, conseguiu se estabilizar, encontrando também um perdão e a mão estendida que valiam mais do que qualquer coisa. talvez não fosse uma pessoa tão ruim de coração, afinal, como acabara acreditando ser. não era santa, era rancorosa e ambiciosa, mas estava disposta a tentar ser uma pessoa melhor… um passo de cada vez, entretanto, se isso significasse descalçar seus red bottoms.
𝐇𝐄𝐀𝐃𝐂𝐀𝐍𝐍𝐎𝐍𝐒
não teve mais nenhum contato com a mãe após ser abandonada.
viviénne nunca foi do tipo de criança que arrancava o band-aid de uma vez só para acabar logo com a dor, era medrosa, cautelosa, sempre calculando os riscos e sacrifícios. querendo ou não, isso se refletiu em muitas situações de sua vida, inclusive em sua empreitada de mudança pessoal: apegada demais aos bens materiais, considerou muito o quanto precisaria se desfazer deles para que não magoasse aqueles com quem se importava. afinal, bens materiais custavam bastante dinheiro, e dinheiro vinha de pessoas. considerou todas as possibilidades que julgou ser capaz, e acabou entrando num mundo muito mais adulto e obscuro: era para ser apenas um trabalho como stripper em uma ala vip, mas viviénne notou que nada daquilo era simples ao que viu-se envolvida em um esquema de máfia. havia se tornado uma acompanhante de luxo - para não dizer ‘prostituta’ -, e mesmo que o pensamento de sair do meio daquilo passasse pela sua cabeça, já era tarde demais, viviénne sabia demais e os envolvidos tinham muito a perder para deixarem ela ir como uma ‘ponta solta’. atualmente trabalha com domenico para desmascarar o esquema de marcellus borghese.
𝐈𝐍𝐅𝐎
atividades: comitê de festas e eventos, líderes de torcida, yoga.
moradia: divide apartamento com geneviève e valentin
aniversário: 23 de julho
@gg-pontos















