Quando a gente vê, estamos no mesmo lugar mas não pertencemos mais a ele, sabendo que a partida vai acontecer. Por cada desentendimento bobo, cara emburrada, falta de ouvir e se colocar no lugar do outro, a verdade é que ficamos mas já não somos mais o que a outra pessoa quer, vivendo em tempos diferentes, vontades diferentes, assim tudo fica mais pesado do que o normal. Percebemos que não há ajuda, não há compreensão, só julgamentos e vontade de ir. Vemos no outro a indiferença, a falta do toque e pouca vontade de resolver o que é preciso, vemos o tempo passar, sendo injusto desperdiçá-lo com essa tempestade infinita. Quando a balança pesa mais para o lado ruim, é inevitável o final e o pior é saber que o culpado de tudo isso, somos nós mesmos, por não ver o que deixamos acontecer bem abaixo do nosso nariz. E quando foi que largamos mão mesmo ? Quando foi que paramos de confiar, de zelar, de cuidar ? As palavras estão cortando, a falta de atitude está nos matando aos poucos, despertamos sentimentos de ansiedade, de insegurança, de carência, tudo ao contrário do que é relacionado ao amor. Eu queria entender o porquê, mas acho que não tem, só fomos deixando a corda bambear e quando vimos perdemos o controle da situação, um casal que não tem comunhão, alinhamento, infelizmente não é um casal. Lutar por si só, satisfazer apenas um lado e descartar o que é importante para o outro não é o certo quando estamos no plural, vendo de perto fica claro que não somos tão importantes quanto deveríamos ser, não nos respeitamos como deveríamos e o principal, não nos amamos como gostaríamos de ser amado. Pensar em te ver partir é doloroso demais, mas aceitar tudo do jeito que está será viver uma vida de tortura e tristeza eterna. Abro mão da gente pela nossa felicidade e assim espero que a vida traga algo de bom em meio a tudo isso. Vou ver você partir, mas com a certeza que tudo vai ficar melhor do que está, porque juntas, não conseguimos fazer o sol brilhar.