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outros olhares sobre Chicago
http://vimeo.com/25850891
saiba como ex-metrópoles se preparam para um futuro menor
Menos casas, menos escolas, menos empregos. Essas promessas eleitorais ao contrário já são realidade em cidades que perderam população.
Vanessa Vieira / Super Interessante
Demitiram o Robocop. Se um dia ele for criado, o policial ciborgue não terá subúrbios violentos de Detroit para fazer sua ronda. "Em um futuro próximo", a cidade vai fazer algo que nenhuma distopia dos anos 80 previu: diminuir.
Este ano, Detroit deu início ao espetáculo do descrescimento: fechou escolas, cortou coleta de lixo e oferta de água, gás e esgoto em vários bairros, além de demolir 3 mil casas - em 2011, serão mais 7 mil. No Brasil, ações semelhantes renderiam impeachment - em Robocop 3, por exemplo, geraram revolta popular. Mas, em uma cidade com metade dos habitantes que já teve e um terço do território abandonado, garantiram a reeleição do prefeito.
Estima-se que mais de 200 cidades médias e grandes nos EUA, na Europa e até no Brasil estão diminuindo, seja pela emigração de indústrias, seja pela redução das atividades que as fizeram crescer. Depois de décadas tentando recriar o passado, agora elas buscam soluções para encarar a nova realidade. Será que menos pode ser mais?
Em Detroit e outras cidades americanas, a marcha à ré foi acionada pela longa agonia da indústria automotiva. Depois de passar por negação, raiva, negociação e depressão, a cidade finalmente chegou ao último estágio clássico do luto: aceitação. A ideia agora é tornar a cidade vazia mais enxuta, para reduzir o gasto público e melhorar a qualidade de vida de quem ficou. Em vez de continuar a investir em áreas pouco povoadas, o consenso é que se deve concentrar gastos nas áreas consideradas mais viáveis e transformar os bairros fantasmas em parques e fazendas.
Diminuir para melhorar é o desafio de Flint, também em Michigan, primeira sede da GM - que já teve 79 mil funcionários na região e hoje emprega 8 mil. Os planos incluem reduzir a área urbana em 40% e cobrir o resto de verde. "Vamos criar a nova floresta de Flint, trocar decadência por qualidade de vida", diz Dan Kildee, porta-voz do movimento para reduzir a cidade. "A questão não é se essas cidades estão encolhendo - todas estão -, mas se vamos deixar isso acontecer de uma forma destrutiva ou sustentável."
Redução global
Na região de Manchester, berço da revolução industrial, a população é metade da de 1930. A queda do Muro de Berlim provocou uma emigração em massa rumo ao Ocidente: na antiga Alemanha Oriental, há mais de 1 milhão de apartamentos abandonados. No Japão, enquanto o inchaço de Tóquio sugere crescimento, a maior parte das cidades encolhe, por causa das taxas de natalidade cada vez menores.
No Brasil, o caso mais emblemático de despovoamento é o de São Caetano, no ABC paulista. Em 1980, a cidade tinha 163 mil habitantes, contra 137 mil em 2006. Apesar de ter uma mão de obra altamente qualificada, assim como em Detroit a região perdeu boa parte de seu parque automotivo para re-giões com impostos e sindicatos mais brandos.
"O deslocamento das indústrias para outras localidades desestruturou a economia do maior parque automobilístico do país", explica o professor Sergio Moraes, do Programa de Pós-Graduação em Urbanismo, História e Arquitetura da Cidade na Universidade Federal de Santa Catarina.
Sergio também é membro do Shrinking Cities International Research Network, projeto criado pelo alemão Phillipp Oswalt para analisar o despovoamento das cidades no mundo contemporâneo e que reúne mais de 100 cientistas, arquitetos, artistas e designers. O desafio deles é propor soluções arquitetônicas que ajudem as cidades que encolhem a conviver com seu novo, imprevisto e indesejado tamanho. É péssimo que a sua cidade encolha, claro. "Mas é preciso aceitar o processo como uma via de evolução da cidade, lidar com a situação em vez de negá-la", diz o pesquisador. Nos EUA, já está ocorrendo até uma mudança de terminologia, trocando "cidades que encolheram" por "cidades do tamanho certo".
Mudar para menor
O trabalho coordenado por Oswalt sugere que o encolhimento de cidades vai continuar e atingir novas áreas nas próximas décadas.
Se hoje as regiões abandonadas são as suspeitas de sempre, áreas decadentes, como distritos industriais e grandes blocos de apartamentos, mais adiante a desurbanização deve ocorrer até nos hoje valorizados prédios de escritórios. A comunicação móvel e sem fio deve incentivar cada vez mais gente a trabalhar em casa, reduzindo drasticamente a necessidade de espaço em prédios comerciais. Além disso, após uma fase de expansão dos condomínios cada vez mais distantes, deve haver uma reconcentração populacional, gerada pelos custos com transporte e pelas limitações à mobilidade de uma população mais velha. Resta saber como os velhos centros vão receber seus novos moradores.
Diante dessa realidade, cada município minimizado vai ter de escolher se chora sobre o limão derramado ou se faz uma limonada urbanística. Todas essas cidades têm na mão a chance de se tornarem mais eficientes e sustentáveis. E até de conseguir elevar a qualidade de vida da população, na contramão da crise que fez a cidade encolher. Segundo o arquiteto Dan Pitera, diretor do Detroit Collaborative Design Center na Universidade Detroit Mercy: "Quando uma cidade encolhe, surge uma oportunidade para a mudança".
Como diminuir uma cidade
Entenda qual o cenário das cidades que encolhem, o que pode ser feito para lidar com a situação e como deve ficar, no futuro, a paisagem urbana nesses locais
Como está - Bairros abandonados O que fazer - Demolir bairros fantasmas Como fica - Mais compacta em torno do centro
Como está - Imóveis depredados e invadidos O que fazer - Reabitar imóveis nos bairros viáveis Como fica - Velhos prédios com novos moradores
Como está - Fábricas desativadas O que fazer - Otimizar a infraestrutura Como fica - Fábricas convertidas em residências
Como está - Estradas e pontes pouco usadas e malconservadas O que fazer - Fechar rodovias em áreas abandonadas Como fica - Menos viadutos e ênfase no transporte coletivo
Como está - Menos moradores pagando pelos serviços públicos O que fazer - Fechar escolas em áreas menos habitadas Como fica - Mais áreas verdes, reflorestamento de bairros antigos
Para saber mais
Shrinking Cities International Research Network www.shrinkingcities.org (em inglês)
Shrink Cities Institute http://www.cudc.kent.edu/shrink (em inglês)
as dez cidades mais antigas ainda habitadas
A gente encontra mesmo de tudo na Internet. Flutuando pela rede encontrei um site muito legal, WebUrbanist, e ali eles listaram dez cidades muito antigas ainda habitadas. Um pouco de imagens e história, que você pode espiar aqui
Save Our Sounds [ good ideas ]
site tenta evitar a morte de certos sons
Site da BBC começou um projeto que mistura geotagging e colaboração à distância.
O Save Our Sounds funciona como um audiomapa da BBC, que agrega vários sons captados em todo mundo. Sons do cotidiano que podem estar em risco de extinção, como o do apito do amolador de facas.
Os usuários do site da BBC são convidados a fazer o upload de sons. Vale publicar desde sons de animais até de tecnologias que estão quase em extinção, como o barulho de uma máquina de fax.

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zeitgeist moving forward [ good ideas ]
archive / repost
zeitgeist moving forward
hipmunk [ good ideas ]
http://www.hipmunk.com/
Um site para programar suas viagens projetado de uma maneira visualmente atraente e bem-estruturado. Cheque horários de võos e companhias para trajetos e datas disponíveis. Simpático, até encontrei Porto Alegre e seu “Salgado Filho” ali.
Give a Minute [ Good ideas ]
Cities look to crowdsource change in their hoods
03/11/2010
www.giveaminute.info
Featured leaders will send personal responses to their favorite ideas. All ideas will be reviewed by community leaders from the private and public sector. Give a Minute is a new kind of public dialogue. It only takes a minute to think about improving your city, but your ideas can make a world of difference.
"Give a Minute" is an opportunity for you to think out loud; address old problems with fresh thinking; and enter into dialogue with change-making community leaders.
Give a Minute is a project of CEOs for Cities ceosforcities.org, designed and created by Local Projects localprojects.net
http://youtu.be/QEWlsiEyuZ4
dê um minuto de atenção, por favor
Give a minute é um novo tipo de diálogo com o público.
Leva apenas um minuto para pensar sobre como melhorar sua cidade, mas suas idéias podem fazer um mundo de diferença.
"Dê um Minuto" é uma oportunidade para você pensar em voz alta; resolver problemas antigos com novas idéias, e entrar em diálogo com líderes comunitários.que estão fazendo a mudança de atitudes!
Give a minute foi lançado em Chicago, e em breve estará em Nova York, San Jose e Memphis. A questão que a cidade de Chicago queria enfrentar: será que poderemos encorajar as pessoas a fazer mais percursos à pé, de bicicleta e usar o transporte público com mais freqüência?
Os organizadores asseguram que líderes de destaque irão enviar respostas pessoais às suas idéias favoritas. Todas as idéias serão analisadas por líderes comunitários do setor privado e público.
Central Park. 1900
Alt-Berlin, Waisenstrasse (1927)
Hans Baluschek
Purchase Hans Baluschek Prints

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Soho, London, England
Liège - Treppe “Mont City & Architecture
STAIRS remain the most unused canvas thru out the world. hats off to Liege!
Citizen Canvas
The Citizen canvas is a collaborative change tool to help various groups of stakeholders to work together to arrive at a common vision for what a smart city should be following a citizen centric design process. Most smart cities fail due to siloed thinking, lack of co-ordination between various city council departments and service providers and the absence of participation from citizens who are ultimately the benefactors of the smart city services.
mmunication by visualising, analysing, predicting and mapping together data and by having the same shared vocabulary for describing a new venture as set by Biz Model Canvas framework.
This rapidly helps teams to sketch and throwaway various propositions by stress-testing it against the canvas framework, de-risking investment and opportunity cost.
We’d like to apply a similar kind of collaborative approach to the design of smart cities by making the connections between different departments, citizens, communities, service providers visible across various infrastructure layers.
This way more people can see the dependencies between various actors of an ecosystem needed to create a resilient better smart city that involves people at the core of its design.
Street Art - Paris Rue des rossiers
- Art installation

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- Date me
Incredible Metal Firepits
This is awesome as heck but all I can think of with that first one is “BAMBI RUN”
these are so beyond beautiful
im getting this… someday
oh god I hate fire but I’d buy these