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@victimsofdreams

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O inferno que passei não tinha fogo e nem demônios, tinha pessoas que eu amava; e sobrevivi.
Dilúvio Interno
Queria não sentir.
Ser ausência,
um corpo oco atravessado pelo tempo.
Porque sentir dói —
e não é pouco.
É um dilúvio interno,
sem pausa,
sem margem pra respirar.
Dilacera em silêncio,
como se a alma fosse tecido frágil
rasgando nas próprias mãos.
Não é corte limpo,
é rasgo,
é lâmina cega
que fere devagar.
Espanca por dentro,
sem deixar marca visÃvel —
mas tudo em mim
já está roxo.
E ninguém vê.
Ninguém nunca vê.
Queria não lembrar…
mas a memória é cruel:
tem mãos insistentes
que me puxam de volta
pra tudo que eu tento enterrar.
E eu sangro de novo.
Lembrar me mata
devagar,
como quem prolonga o fim
só pra doer mais.
E eu fico —
presa entre o que já acabou
e o que ainda insiste em doer.
Viva…
mas só no que sobra.
Estou morrendo
em parcelas silenciosas,
mesmo viva,
mesmo respirando,
mesmo fingindo
que ainda há algo inteiro em mim.
Existe muita intimidade em nunca mais se falar.
-Desconhecido

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Quem tem mais noção costuma falar menos. Não por insegurança, mas por maturidade; esperando o mesmo do outro. Só que, no fim, isso também te torna invisÃvel.
No fim, aquele ditado faz sentido: "quem faz mais barulho é sempre atendido primeiro"
— Alan Andrade.
Dilúvio Interno
Queria não sentir.
Ser ausência,
um corpo oco atravessado pelo tempo.
Porque sentir dói —
e não é pouco.
É um dilúvio interno,
sem pausa,
sem margem pra respirar.
Dilacera em silêncio,
como se a alma fosse tecido frágil
rasgando nas próprias mãos.
Não é corte limpo,
é rasgo,
é lâmina cega
que fere devagar.
Espanca por dentro,
sem deixar marca visÃvel —
mas tudo em mim
já está roxo.
E ninguém vê.
Ninguém nunca vê.
Queria não lembrar…
mas a memória é cruel:
tem mãos insistentes
que me puxam de volta
pra tudo que eu tento enterrar.
E eu sangro de novo.
Lembrar me mata
devagar,
como quem prolonga o fim
só pra doer mais.
E eu fico —
presa entre o que já acabou
e o que ainda insiste em doer.
Viva…
mas só no que sobra.
Estou morrendo
em parcelas silenciosas,
mesmo viva,
mesmo respirando,
mesmo fingindo
que ainda há algo inteiro em mim.
Tem dias que é tão pesado respirar, que o maior conforto daquele momento é chorar sem ver o amanhã, desmoronar sem hora pra acabar.
@sraangustia

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e você me inventou e eu inventei você e é por isso que nós não damos mais certo.
Charles Bukowski.
E nesse alzheimer precoce, eu esqueço você.
Cemitério de Paixões Para onde vão as conexões quebradas, quando dois corpos param de se tocar? Seriam almas perdidas, vagando no nada, ou se enterram em silêncio, sem nunca voltar? Eu procuro o cemitério de paixões, onde se guardam os ecos da dor. Ali, os abraços se tornam ossos, e as promessas, pó. Não existe mais cheiro do teu corpo, nem o calor que incendiava a noite fria. Tudo se foi, virou sombra e vazio, como se nunca houvesse sido, como se nunca fosse real. As palavras que um dia arderam agora são apenas cinzas em meus lábios. E eu, que amei com tanta fome, me vejo devorada pela saudade de algo que, no fim, morreu sem avisar.
A verdade é que todo mundo tem um amor impossÃvel, aquele que nunca será, mas que, por alguma razão inexplicável, será para sempre o maior amor do mundo. Seria conexão de almas? Ou castigo de vidas passadas?

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Uma vez eu amei, amei com uma intensidade tão avassaladora que podia sentir cada parte de mim sendo devorada, lentamente, por aquele amor. Cada toque queimava como uma chama incontrolável, e a cada olhar, eu me sentia como se o mar inteiro estivesse desabando sobre mim. A cada sorriso, era como se um novo dia nascesse, trazendo consigo um universo inteiro de possibilidades.
Aquele amor me consumiu, como se duas almas fossem entrelaçadas de forma tão profunda que não havia mais separação entre nós. Uma conexão tão poderosa e intimidadora, que se tornou uma tempestade dentro de mim, um fogo que queimava sem fim.
E, de repente, ele se foi. Me deixou, sozinha, vazia. Levou consigo tudo o que eu era, como se me arrancasse de dentro de mim mesma, deixando apenas um eco, uma ausência. Tudo o que restou foi o vazio que ficou em seu lugar, um abismo silencioso onde a sua presença costumava existir. Me levou, sem aviso, sem explicação, e deixou-me perdida no rescaldo daquele amor que um dia me consumiu por inteiro.
Embora eu sinta sua falta, já não te quero mais.