"Por acaso eu procuro a aprovação das pessoas? Não! O que eu quero é a aprovação de Deus. Será que agora estou querendo agradar as pessoas? Se estivesse, eu não seria servo de Cristo." ~ Gálatas 1.10
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O seu Deus é fraco?
É comum dizermos que Deus é o mais forte, misericordioso e amoroso de tudo o que existe. Porém, colocar coisas como mais poderosas do que Ele é tão comum quanto. Quantas vezes agimos como se aquilo pelo que estamos passando, seja lá o que for, fosse mais forte do que o Criador do universo? Para ficar mais claro, vou usar um exemplo tosco (mesmo que muito real): tatuagem. Eu tenho duas, e não é incomum alguém pensar que vou para o inferno por causa delas. Supondo que, de fato, tatuagem seja pecado, imagine quão horroroso deve ser seguir um Deus que, apesar de ter sido misericordioso com um criminoso pregado na cruz (Lc 23.42-43), não consegue perdoar um desenho na pele. Falar que Deus não perdoa algo ou que alguém vai para o inferno por alguma coisa é dizer que Ele não é poderoso, misericordioso e amoroso o suficiente para superar isso (sabemos que não é verdade em Rm 5.20). Dessa forma, pode parecer loucura dizer que Aquele a quem o mar obedece (Mc 4.41, Sl 89.9) é mais fraco do que um pouco de tinta (porque realmente é loucura), mas e se entrarmos em algo mais polêmico? Não sei contar quantas vezes ouvi: "Você vai para o inferno porque é homossexual". Seguindo o mesmo raciocínio, dizer que alguém não pode ir para o céu por sentir atração pelo mesmo sexo é dizer que a homossexualidade é maior do que o Deus que criou os seres humanos e seus desejos relacionais. Alguém com tatuagem e alguém homossexual podem ir ao céu, assim como alguém sem tatuagem e heterossexual pode ir ao inferno. Na lógica matemática, se o oposto de uma condição não garante o resultado oposto, significa que essa condição não é uma variável determinante para a resposta. E, ao pensarmos no que é necessário para ir para o céu, vemos que a matemática não erra: "Se você confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo." (Rm 10:9). A ausência total de pecado não é requisito para entrar no céu; não tem como ser, pois todos somos pecadores (Rm 3.23). Mesmo que busquemos negar a nossa natureza pecaminosa, não podemos cometer o erro de colocar os pecados acima do Senhor. Não podemos dizer que o Alfa e o Ômega, Aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso (Ap 1:8), é fraco ou insuficiente para perdoar e curar aquilo que tem nos ferido (Is 53.5).
O relacionamento mais importante
Até a tarde de hoje, era difícil para mim entender que eu, com 19 anos, tenho que priorizar a minha saúde e não os meus estudos — afinal, o dever do jovem é estudar, que jovem vai ao hospital com frequência? Atualmente, não posso fazer coisas que uma pessoa da minha idade deveria ser capaz de fazer. Começou com um vitimismo e, por eu ter cultivado esse pensamento, se tornou ira; uma ira que enfraqueceu o meu relacionamento mais importante: com Cristo.
A pregação sobre o relacionamento com Jesus e a importância que damos (ou deveríamos dar) me trouxe clareza sobre o que eu fiz: coloquei a minha ira e o meu entendimento sobre justiça — que devo confessar: estava errado — acima da minha fé, da certeza de que meu Pai me ama mais do que eu posso imaginar.
Com isso, eu percebi que eu estava certa; é culpa sim de Deus eu estar fazendo múltiplos exames hoje, até porque:
se, em 2009, Deus não tivesse me salvado da crise alérgica que tive no meio de um acampamento, sem nenhum hospital por perto;
se, em 2019, Deus não tivesse cuidado de mim depois de eu ter tomado água do Rio Amazonas;
se, em 2020, Deus não tivesse me curado da H. pylori;
se, em 2021, Deus não tivesse me livrado de pensamentos suicidas;
se Deus não fosse misericordioso, de fato, hoje eu não estaria me preocupando com exames.
Eu não estaria aqui.
Eu posso priorizar a minha saúde porque eu tenho uma vida. Posso sentir dores e dificuldades porque não houve uma vez sequer em que o Pai não tenha me restaurado. É ridículo, agora, pensar que esse pensamento de injustiça passou pela minha cabeça. Quão fraca é a minha fé e o meu relacionamento com o Pai, tendo sido afetado por algo que Ele mesmo já me livrou outras vezes? Um relacionamento que é afetado por algo tão pequeno pode ser considerado o mais importante?
Peço perdão a Deus, o Criador, por ser alguém cheio de falhas; e agradeço a Ele, meu Salvador, por me perdoar em todas elas.
Agradeço e dedico este post ao meu avô, que foi usado por Deus para transformar a ira em gratidão.
Eu sou cristã?
Como cristãos, é muito comum sermos questionados sobre como agimos. O que falamos, cantamos e pensamos reflete mesmo o modo como vivemos? Eu já sofri muito com falas do tipo: “Como pode estar chorando pelo que aconteceu? Você não canta que Deus tem poder sobre tudo?”. Por causa dessas e de muitas outras perguntas parecidas, eu cheguei a negar a minha fé. Lembro de ouvir que eu não amava ninguém durante a adolescência. Na minha cabeça, se eu não era capaz de amar ao próximo, eu não amava a Deus (1Jo 4.20-21).
Eu decidi parar com tudo o que usavam contra mim. Quando disseram que eu não fazia o que cantava, eu deixei de louvar. Quando disseram que eu não seguia o que falava sobre a Bíblia, eu deixei de falar sobre ela. Quando ouvi que eu não amava a Deus e nem mesmo O conhecia porque não amava as pessoas, eu acreditei. Lembro de correr até a minha mãe, chorando, e implorando para que ela fizesse um aconselhamento bíblico comigo. No começo, eu orava para amar a Deus, até que disseram que Deus não ouve a oração de quem não O ama (Sl 66.18), e eu parei. Era confuso para mim, porque eu não sabia o que era amar a Cristo. Eu era a maior hipócrita deste mundo. Pensei até mesmo que Deus era calvinista e que eu não tinha sido escolhida.
Havia dias em que eu dizia para mim mesma que o melhor era aceitar. O que eu poderia fazer se o Criador não me escolheu? Esse pensamento não fazia sentido, eu sabia disso, e logo era substituído pela tristeza e pelo desejo profundo de viver a Verdade. Isso continuou por um ano, até que eu ouvi: “Quem é você?”. Seria a minha resposta uma percepção dos outros sobre mim? Eu aceito que não sou quem mais me conhece, e a minha própria visão não deve ser a principal (Pr 3.5-6), mas quem tem a visão certa sobre mim? Os homens, que também não têm a visão certa sobre si mesmos?
Foi aí que eu decidi entender quem eu era. Parei de ouvir quem pensa me conhecer e busquei quem me criou — pasme! Se você acreditou em Sl 66.18 que citei há pouco, leia o versículo seguinte. Descobri ser pior do que eu pensava; tinha muitas coisas para mudar, com toda a certeza. Mas essas verdades não eram nada comparadas à verdade de quem eu era: filha de Deus.
Poucos dias atrás, fui colocada a esta mesma situação e ouvi que meu blog, este que você está lendo, era hipócrita. Então eu vou dizer a verdade absoluta: vocês não sabem o significado de hipocrisia (Rm 2.1).
Eu já postei sobre paciência. Isso significa que sou paciente 100% do tempo? Não, se você pensa isso, pare neste instante. Eu postei sobre honrar pai e mãe. Eu segui este mandamento em todos os momentos da minha vida? Não.
Eu deveria parar de postar por causa disso? Não. O medo de ser hipócrita não existe em mim; o medo de viver de maneira hipócrita me encoraja a ficar mais próxima do Pai.
O que eu quis dizer é: eu sou pecadora; isso não é surpresa para ninguém. Eu considero tudo o que ouço, mas não necessariamente coloco como verdade. Todos são convidados a dizer o que pensam sobre a minha pessoa, principalmente se for algo ruim que eu deva mudar, mas ninguém é capaz de tirar o que me é mais precioso: minha identidade e meu amor ao Senhor, meu Deus.
²⁷ As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. ²⁸ Eu lhes dou a vida eterna, e elas jamais perecerão; ninguém as poderá arrancar da minha mão. ²⁹ Meu Pai, que as deu para mim, é maior do que todos; ninguém as pode arrancar da mão de meu Pai. João 10:27-29
Características do amor - pt. 1: paciência
⁴ O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. ⁵ Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. ⁶ O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. ⁷ Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. -- 1 Co 13.4-7
“Paciência é uma virtude” virou um ditado usado quase como versículo, mas ele distorce o sentido bíblico da palavra. Enquanto a frase popular trata a paciência como algo de algumas pessoas (segundo o dicionário: virtude: uma qualidade moral particular), a Bíblia a apresenta como uma marca da vida com Deus (1Jo 4.7). Com isso, eu fiquei pensando: será que ela é realmente tão rara ou só compramos a ideia de que é?
No dia da apresentação da escola e dos professores no ensino médio, muitos disseram que nós, calouros, íamos odiar física. Falaram que era a matéria mais difícil, que muita gente reprovaria e que eu choraria em todas as provas. Antes mesmo da primeira aula, eu já estava apavorada, mas decidi tentar entender o conteúdo. No fim, a matéria não só fez sentido como virou a minha preferida no primeiro ano, diferentemente do que aconteceu com alguns colegas que decidiram desistir da disciplina baseando-se no que nos foi dito.
Parece sem sentido, mas não é muito diferente do que fazemos com a paciência. Quando alguém age com raiva, basta dizer que “perdeu a paciência” para muita gente achar isso normal. A falta dela virou algo tão comum que muita gente até ri quando diz que não a tem.
Mas o amor não trata a paciência como algo descartável. Em 1Co 13.4-7, ela aparece como parte da própria descrição do amor. E em Gl 5.22-23, ela também é um dos frutos do Espírito. Ou seja: não é detalhe, é marca de quem caminha com Deus.
Já passou da hora de pararmos de nos projetar ao que os outros dizem e em suas dificuldades e começarmos a nos projetar em quem, de fato, fomos inspirados (Gn 1.27). Então pensa: você realmente tem dificuldade com paciência ou só deixou ela de lado porque todo mundo faz isso? Se for dificuldade, ore e estude para crescer, mas não trate como banal o que a Bíblia trata como parte do amor.

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Honre teu pai e tua mãe.
Todos sabemos o mandamento de Êxodo 20.12 de cor, mas quase sempre o usamos para tratar de adolescentes desobedientes ou adultos com dificuldade de amar pais difíceis. Meu primeiro post foi sobre encontrar um parceiro para a vida; hoje, eu, a solteira de 19 anos que passou 17 anos sem querer casar, te garanto que este versículo tem muito a ver com isso.
Para nós, que fomos agraciados com pais amorosos e cuidadosos (cristãos ou não), escolher um parceiro reflete diretamente no respeito que temos por eles.
Para as mulheres: seu pai cuidou de você com um amor que não dependia dos seus erros. Hoje, ele te vê com alguém que te destrata, te faz sofrer e não te ama nem um terço do que seu pai amou durante toda a sua vida.
Para os homens: sua mãe o defendeu e amou independentemente das suas falhas. Hoje, ela te vê com uma mulher que o humilha em todas as oportunidades e o afasta de quem o criou; alguém que não te ama nem um terço do que sua mãe amou.
Em ambos os casos, a mensagem que você está passando aos seus pais é: "obrigado pelo amor que me deram, mas eu prefiro não tê-lo".
Sei que algumas pessoas não tiveram esse cuidado humano. Vocês, pensando estar imunes a desonrar pai e mãe, acabam desonrando a Cristo na escolha de vocês.
Deus nos deixou 66 livros ensinando que Ele é o próprio amor (1Jo 4.8,16), o que é o amor (1Co 13.4-7), como amar (1Jo 3.18), qual é a origem do amor (1Jo 4.19) e qual a maior prova dele (1Jo 3.16).
Ao aceitar um relacionamento ruim, você não está mais negando apenas o amor de humanos. Você está dizendo a Deus: "obrigado por me amar e ensinar o que é o amor, mas acho que sei mais que o Senhor e posso escolher sozinho".
É um pouco duro, eu concordo. Humanos não podem nos amar com a perfeição de Deus — como falei no post Pense nos Defeitos —, mas isso não anula o fato de que devemos procurar, de maneira séria e sábia, o amor sob a ótica do Criador.
A escolha que você fez honra seu pai e sua mãe? Honra os ensinamentos de Cristo? Se você já é casado e alguma dessas respostas não foi a esperada, não estou dizendo para se divorciar. Escrevi isso pensando em mim e em outros solteiros que (talvez) se interessem pelo que tenho a dizer. No caso de um compromisso já existente, seu papel agora é aprender a honrar os seus pais, os do seu cônjuge e a Deus. Para isso, é melhor conversar com um líder de casais; nisso, eu já não posso ajudar.
pastor / pessoas
Certo dia, me perguntei se as "estrelas caindo" de Ap 6.13 eram, na verdade, drones descritos por alguém que nunca tinha visto um. Como eu estava na casa de um amigo cristão que trabalha com tecnologia, decidi perguntar o que ele achava; fui surpreendida quando, antes mesmo de me ouvir, ele disse que era melhor eu tirar essa dúvida com meus familiares, já que sou filha e neta de pastor. Claro que eu perguntei a visão pastoral de cada um (que, inclusive, foi diferente), mas a resposta quase automática me deixou curiosa: se existe um pastor no cômodo, ele deve ser o único a responder perguntas?
Um pastor é (ou deveria ser) alguém chamado por Deus para cuidar da igreja e de suas ovelhas (At 20.28). Levá-las à sabedoria, ensinando-as sobre a Palavra (2Tm 4.2). Ele é necessário e tem o preparo teológico, mas a nossa vida com Cristo também nos capacita (mesmo sem um seminário); um pastor não deve ser colocado acima dos cristãos com outros chamados (1Co 12.21-27).
Nós temos o presente de ter um Deus presente em nossas vidas. Não importa o seu "passado" — leia meu post 'passado arado, presente contente' (ou, melhor ainda, a Bíblia) caso tenha algum problema com isso —, o seu chamado ou qualquer outra coisa que você pode pensar que te diminui; se você tem uma vida com o Criador, certamente pode e deve falar sobre isso.
Sabemos que Deus nos capacita (Êx 4.11-12), mas às vezes pensamos que essa capacitação só vem quando estamos fazendo algo "grandioso" aos nossos olhos. Felizmente, o Espírito Santo nos capacita em cada momento (Jo 14.26); em todo instante da nossa vida nós estamos construindo um testemunho para ajudar pessoas. Pastor ou não, nós somos chamados em comum para fazer uma coisa: fazer discípulos de todas as nações, ensinando-os a obedecer a tudo o que Deus ordenou (Mt 28.19-20).
Ah, e se você ficou curioso sobre a pergunta inicial, sinto muito em te dizer que nem eu lembro da resposta… Provavelmente não, já que apocalipse conta sobre uma revelação e não sobre o fim do mundo, mas isso nós podemos conversar em outro momento.
Passado arado, presente contente.
Imagine algo que você quer muito. Se alguém, hoje, te der o que você pensou, você ocupará o seu tempo olhando para quando ainda não o tinha recebido ou aproveitando o presente? Por alguns anos, eu quis muito um tablet; quando juntei dinheiro para comprar um e ele esteve em minhas mãos, nada podia me separar dele. Corri para ver todas as suas configurações, ferramentas, funções... O tempo de múltiplos cadernos em cima da mesa ficou para trás, sem deixar saudades. Isso pode parecer óbvio: claro que vou querer desfrutar do que ganhei! Mas é isso que acontece quando recebemos presentes divinos?
Um dos maiores presentes divinos que podemos receber, segundo uma lista muito inteligente feita por alguém muito inteligente (eu), é o perdão. Nós sabemos que Deus perdoa os pecados daquele que os confessa (1Jo 1.9) e que, para Ele, eles não são mais levados em consideração (Hb 10.17). Por que razão, então, insistimos em olhar para o perdão e virar o rosto em direção ao passado?
"Ah, como eu era bom...", "Ah, se eu tivesse feito isso, seria diferente..." Ora, "quem põe a mão no arado e olha para trás não está apto para o Reino dos Céus" (Lc 9.62). É claro que temos bênçãos em nosso passado — afinal, nosso Pai não se cansa de cuidar de nós (Lm 3.22-23; Fp 4.19) —, mas desperdiçar o tempo (que deveria ser usado para agradecer a Ele) olhando para o passado e pensando em como não merecemos este presente — o que, de fato, é verdade — é burrice.
O retrovisor serve para uma coisa: nos mostrar de onde Deus nos tirou. Olhar para quem você foi e para o que você fez com o intuito de agradecer pelo que você é — filho de um Pai misericordioso e salvo do antigo pecado (Rm 8.15) —, sim, faz sentido. Perceber quão poderoso e misericordioso é o Senhor, que te libertou da antiga criatura, é encorajador! O que é mais poderoso do que Ele, para que Ele não consiga te libertar? NADA! Ele não só liberta, mas dá forças para passarmos por qualquer provação. Como a alegria transborda ao nos lembrarmos de uma verdade dessas!
Agradeço a Deus porque Ele não muda (Ml 3.6), e agradeço porque eu mudo. Assim como a bateria do tablet diminui, podemos passar por batalhas nas quais orar, louvar, agradecer e ler a Palavra são ações difíceis. Nesses momentos, é fácil ter inveja do nosso antigo "eu", de uma época em que essas coisas eram naturais como respirar. Acredite: se "mudou" para se tornar difícil, "mudará" para se tornar fácil. Basta se apoiar em Cristo, independentemente da situação, e lembrar que a vida é dura; o Senhor é bom. Deus continua conosco em todas as nossas versões, nos ajudando a superar e mudar o que for necessário em cada uma delas. Que o amor ao Senhor seja a nossa prioridade em todas as fases! Se o amor a Cristo for constante, todas as inconstâncias constantes serão superadas, sem necessidade nem vontade de olhar para trás.
Não conseguir ver Deus é uma prova que Ele é Deus
Uma das grandes frases que o cristão ouve é "você acredita em algo que não da pra ver hahaha" mas... Não O ver não é óbvio????
Para vermos, o olho capta a luz refletida pelos objetos e a envia ao cérebro, o que torna a visão dependente da luz (tipo o lance do Flash ser cego). Nós, seres humanos inúteis e incompetentes, somos totalmente limitados, principalmente pela luz e pelo tempo. Deus, porém, não é limitado por nada.
Suponha que você está em uma sala. Se você estiver vendo a sua mãe, significa que ela está ali (obviamente), então não está na casa de outra pessoa, e sim na sala onde você está. Por outro lado, se você não conseguir ver a sua mãe, ela pode estar em qualquer *outro* lugar. Não conseguimos ver Deus, o que significa,se seguirmos os padrões humanos, que ele pode estar em todos os outros lugares. Diferentemente de nós, que podemos estar em qualquer lugar, Deus está em todos os lugares ao mesmo tempo. Dizem que se Deus fosse visível todos acreditariam nele, mas, se pudéssemos vê-Lo, não seria mais difícil ainda acreditarmos no poder e onipresença de Deus? Como poderíamos ter a certeza de que Ele está lá, se conseguíssemos ve-Lo aqui?
"Ah Sara, mas Jesus ja veio para a Terra e Ele era visível" Eu sei galera, mas nesse momento Ele também era 100% humano. Sua parte humana estava naquele único lugar, mas por ser Deus ele via tudo e todos, independente de onde estivesse.
Se ainda quiser viajar mais, da pra dizer que se pudéssemos vê-Lo, ele não seria (ou não estaria) fora do espaço tempo. Além da luz, somos limitados pelo tempo, o que é um dos grandes motivos para não entendermos o conceito de eternidade. Ver algo ou alguém significa que aquilo está (apenas) naquele lugar naquele momento. Não é porque você está me vendo aqui e agora que eu não posso me tornar invisível para você indo para outro lugar qualquer. Isso, porém, demanda tempo. Segundo o princípio da impenetrabilidade da matéria, um corpo não pode ocupar ao mesmo tempo dois lugares distintos no espaço. Deus não é algo material (mesmo sendo capaz de ser), essa lei não se aplica a Ele. Enquanto nós precisamos do tempo para irmos a algum lugar, Deus não precisa por não estar nas limitações temporais.
Pense no Flash, que é mais rápido do que a luz. Ele pode estar no lugar que quiser em, no mínimo, 299 792 458 m/s. Porém, o adjetivo é limitado pelo tempo. Se não existir tempo, como você vai ser mais rápido ou mais devagar? Esse é o ponto. Deus não é mais rápido, Ele simplesmente É. Pense bem: nós precisamos de tempo para nos movimentar, mas, se o tempo não existisse, estaríamos em todos os lugares. Essa parte pode ser um pouco mais confusa para algumas pessoas, se precisar e se quiser, releia que você vai entender.
Sei lá, faz sentido
Em resumo, não podemos colocar padrões humanos para explicar algo que é além da humanidade. Não encaixe Deus no padrão que você vive. Como alguém menor ou no mesmo nível que a humanidade pode cria-la? O que sabemos e o que tentei explicar é que, se Deus existe, Ele PRECISA ser onipresente. Não tem como Deus existir e não ser todo poderoso. A fisica, mesmo que não possa ser totalmente usada como parâmetro para Deus, pode ser usada como parâmetro para mostrar como nós não somos Deus.
Pense nos defeitos
Conselho para solteiros (se quiserem né, não obrigo ninguém)
“Aaah, conheci uma pessoa engraçada, bonita, inteligente, legal…” sinceramente, quem se importa? Todo mundo sabe que qualidades são boas, acho que é até um pleonasmo. Diferentes pessoas veem de diferentes formas a mesma qualidade (por exemplo, alguns pensam que ir a academia ou se preocupar fortemente com a saúde é uma qualidade super importante, enquanto outros não dão a mesma importância), mas são raras as qualidades que alguém vai considerar um defeito (seguindo o exemplo, mesmo que a pessoa não dê tanta importância para atividades físicas, dificilmente vai considerar o fato de alguém se cuidar um defeito).
O que eu quero dizer é que uma qualidade é algo BOM, e um relacionamento dificilmente vai acabar por algo bom. O que você deve prestar atenção é nos defeitos de alguém, pois eles podem definir se a tal pessoa cheia de qualidades pode desenvolver, com você, um relacionamento que também seja cheio de coisas boas.
Diferentemente das qualidades, pessoas diferentes lidam e “suportam” defeitos diferentes. Existem milhares de relacionamentos onde uma pessoa é ciumenta (por exemplo) e o parceiro vê como um sinal de preocupação, como uma demonstração de amor. Outras, por outro lado, nunca suportariam estar com alguém ciumento. Percebe que não falei nada sobre se a pessoa era ciumenta MAS bonita, porque existem defeitos que superam as qualidades.
Hoje em dia, nem a traição pode ser considerado um defeito óbvio, porque temos relacionamentos abertos, diferentes visões sobre o que é traição e ainda pessoas que, mesmo namorando, dão “selinho” como cumprimento em outros, sem ver um problema.
Quando for fazer a famosa “lista do meu parceiro ideal”, não esqueça dos defeitos. Se conheça a ponto de entender quais características você pode conviver e quais não consegue, seja por gatilhos de um passado ou por simplesmente não combinar com a sua personalidade. Ora, como alguém que tem asma vai ficar com um fumante? Alguém que odeia tatuagem ficaria com uma pessoa totalmente tatuada? Alguém que ama a Deus acima de todas as coisas seria feliz com a pessoa que, mesmo que não odeie, não liga para Deus? AQUI Pense nos defeitos, pequeno gafanhoto, porque TODOS pecam e TODOS tem defeitos. A existência de um defeito é mais certa do que a de uma qualidade.
Nem sei mais o que escrever, mas acho que tem bastante coisa ainda.
é nois

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