No Norte de Portugal, no extremo Nordeste do Minho, estendendo-se até Trás-os-Montes fica o Parque Nacional da Peneda-Gerês. Destaca-se pela sua beleza paisagística, pela variedade de fauna e flora, mas também pelo valor das suas tradições etnográficas. E foi lá que mais uma vez voltámos…
Partimos numa sexta-feira seguindo as linhas de comboio até Braga para depois seguir num pequeno autocarro até à aldeia do Campo do Gerês. Quando chegamos, o relógio marca as 19h00 e o Sol começa a deixar o seu caminho à lua. Montamos a tenda, preparamos uma pequena refeição e vamos dormir porque no dia seguinte as aventuras esperam-nos!
Acordamos cedo e logo pela manhã várias aves chilreiam à nossa volta. Preparamos as mochilas e começamos a deambular por um percurso livre que viria a somar cerca de 14 km. Caminhamos fazendo pausas para observar e desenhar o que nos rodeia. O importante é estar aqui e absorver a paisagem.
A barragem do Rio Homem está bastante cheia devido às constantes chuvas com que a Primavera nos premiou este ano, pelo que as margens estão mais altas do que esperávamos. Contudo seguimos em frente e por entre pinheiros e giestas vamos espreitar o rio. Depois rapidamente decidimos ir até à margem norte, no sopé da Serra Amarela, na tentativa de ver as ruínas de Vilarinho-das-Furnas, a mítica aldeia que em 1971 ficou submersa pela barragem mas que quando o nível das águas desce volta a ser visível.
Tudo está muito verde, a vegetação ainda não se ressentiu do calor e podemos ver muitos fetos, carvalhos, azevinhos e heras. No caminho acompanham-nos aves como as lavercas (Alauda arvensis), petinhas-das-árvores (Anthus trivialis), ferreirinhas-comum (Prunella modularis) e piscos-de-peito-ruivo (Erithacus rubecula).