há dias que não quero ver ninguém, nem sequer quero ser alguém. nesses dias qualquer ruído se transforma em uma bomba em minha mente, qualquer palavra me penetra a pele como uma faca cega.
Luiza Libanio.
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há dias que não quero ver ninguém, nem sequer quero ser alguém. nesses dias qualquer ruído se transforma em uma bomba em minha mente, qualquer palavra me penetra a pele como uma faca cega.
Luiza Libanio.

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Best friends
Eu gosto tanto de observar o entardecer. É como se o céu me dissesse: eu vou, mas amanhã eu volto, pois sempre haverá um sol pra você.
Perder pessoas é muito difícil, mas mais difícil do que perder pessoas, é ter que lidar com a dor de perder de si mesmo.
-𝗠.
te desejo as melhores coisas do mundo. que você cresça com suas falhas, não deixe de exaltar seus sucessos, seja sua melhor companhia, mas não a única. que saiba ser porto seguro, e aprenda a pedir colo quando necessário
-eu quis dizer, mas escrevi

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Talvez a eternidade fosse sobre memórias, não pessoas.
— Monalisa.
‘distant.6′
NEOQEAV
Esperança, o meu mais tenaz e desafiador inimigo, Tempo, aquele que me diz o que devo ser ou não ser, Despedidas, é aquilo que a minha vida está cheia quem viu minha alma despida de filtros nunca ficou até o final, o que de certa forma me leva a pensar nele, Amor, meu maior medo ele nunca permanece muito tempo, sorrateiramente leva sempre o melhor de mim e deixa apenas suas marcas como vagas lembranças, Importância, é balança que hoje serve para pesar e selecionar minhas atitudes, Paixões, são transmorfos que estão disponíveis em cada esquina, parecem muito com o amor e vão te machucar tanto quanto ele, mas de alguma forma vão te ensinar o sentido da vida, Falhas, é o que me faz ser mais humano e reconhecer que não sou hoje aquelas minhas escolhas do passado, o que falam que fui ou deixei de ser. Ser melhor a cada dia, é aquela estrela de luz que sigo cegamente por saber que a ideia de um futuro melhor depende só de pessoas melhores.
Lana for ‘Ultraviolence’, photography by Neil Krug, 2014.

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noite calorosa lá fora, mas aqui dentro tudo é frio. a cada gole de vinho, os sentimentos ficam mais intensos. cê jura pra mim que aquele abraço ainda vai insistir em ficar entre nós? promete que todas as confusões que afloram o meu peito só serão vistas como um passado escuro do qual você não quer se lembrar mais? é que, tu sabe, por mais que doa muito essa parada do amor, a gente também precisa saber quando parar. o fuso horário me paralisa. o negativo me deixa estagnada. não saber quando esquecer é como ingerir doses homeopáticas de poesias. e eu não quero mais ter você. eu não quero mais cogitar novas possibilidades de observar os casais nas janelas dos apartamentos. eu quero algo firme. algo que você incrivelmente, não pode me dar. tive que provocar a morte em massa de todas as suas versões que eu tinha em mim, porque me dei conta que nenhuma delas seria honesta. eu quero algo sincero e não um amor inventado. permanecemos em conversas de noites que nunca existiram e poemas mal escritos, nunca nos demos a devida chance. afinal, nosso amor morreu agarrado no infinito desejo do que poderíamos ter sido. engoli toda a utopia desse e "se" que fomos e aniquilei as poucas chances de que se tornasse real. na lápide desse amor estará registrado que nunca vivemos além dos sonhos.
psicoativos e conjugames
eu nunca me senti cem por cento capacitado pra falar de amor. acho que é por causa das tantas inseguranças que carrego comigo há anos. sabe, amar tem seus mistérios, porque existem coisas que ainda não foram esclarecidas pra mim. ainda restam muitas dúvidas e medos. tenho queixas também. estas são sempre reclamações a respeito da falta de reciprocidade por parte das pessoas. a indiferença é afiada e mortal com seus golpes nocivos e precisos, que cortam qualquer tipo de laço que exista na tentativa de unir duas almas, dois corações. por isso é impossível falar apenas do amor, porque ele possui muitos outros sentimentos envolvidos. a maioria se resume em apenas problemas. o amor é problemático, porém, gostoso de sentir.
— cartasnoabismo
um pouco desconexo, porém real.
já parou pra pensar que quando a gente conhece alguém não sabemos nada sobre ela?
não conhecemos as manias, as vontades, os sonhos e os medos. a gente não sabe a música favorita dela, a comida que mais gosta e nem se ela ronca quando dorme.
em relação a "conhecer alguém", posso dizer que já passei por algumas fases: tive o primeiro amor, me apaixonei e o outro não, o outro se apaixonou e eu não, e já tentei querer só se o outro também quisesse.
atualmente sinto que a maioria das pessoas que eu conheço, não conheço de verdade. eu não ultrapasso mais a barreira. não sei se é culpa das situações ou se é o outro que não mostra e eu nem insisto.
acho que este está sendo meu maior medo: conhecer a fundo alguém.
não quero ter que tentar esquecer alguém de novo.
k.
Salgueiro choroso com uma lágrima pendente Por que sempre chora e se ressente? É porque ele te deixou um dia? É porque ele jamais voltaria? Nos seus galhos ele se balançava Você era feliz com a alegria que não faltava? Ele encontrou abrigo em sua sombra Achou que seus risos jamais cessariam… Salgueiro choroso, pare de chorar Pois há algo que vai te acalmar Pensou que a morte os separariam em vão, mas ele estará sempre em seu coração - Meu Primeiro Amor
this gif ♥

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nao sinto tua falta.
nao sinto falta do teu cheiro de perfume importado que exportou de mim.
nao sinto falta do teu R puxado nem do teu beijo gosto de dente que morde coração envenenado.
nao sinto tua falta nao sinto.
nem lembro de você.
nem da tua respiração ofegante.
eu não sinto falta eu sinto ânsia distancia do teu signo preto do teu silêncio grito.
sinto ansia e a provoco.
enfio os meus dez dedos na garganta pra ver se vomito o teu ser da minha alma.
Amar - Carlos Drummond de Andrade
Que pode uma criatura senão, entre criaturas, amar?
Amar e esquecer, amar e malamar, amar, desamar, amar?
Sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso, sozinho, em rotação universal, senão rodar também, e amar?
Amar o que o mar traz à praia, o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha, é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto, o que é entrega ou adoração expectante, e amar o inóspito, o áspero, um vaso sem flor, um chão de ferro, e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta, distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas, doação ilimitada a uma completa ingratidão, e na concha vazia do amor à procura medrosa, paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa, amar a água implícita, e o beijo tácito,
e a sede infinita.