Ei! Você viu o HARVEY WANG por aí? Você sabe, aquele aluno da graduação que tem TRINTA E DOIS ANOS e se parece muito com DANIEL HENNEY. Acho que ele se formou em MEDICINA com especialização em CIRURGIA GERAL e em 2014 se parecia muito com ALEX LANDI. Dizem que ele era THE VERSATILE e toda vez que passava pelo dormitório dele, ouvia ONE MORE TIME DO DAFT PUNK tocando pela porta. Todos que a conhecem dizem que ele costuma ser BRINCALHÃO, mas também poderia ser DISSIMULADO. Será que em 2024 ele ainda é assim?
task 1. task 2. task 3. task 4. task 5.
Primeira linha temporal de Harvey.
— O futuro do seu personagem foi alterado depois da primeira viagem para 2014?
O simpático Doutor Wang teve sua vida revirada de ponta cabeça na primeira viagem para 2014. Seu maior segredo, sua sexualidade, foi exposta para todo o mundo, assim como sua obsessão no antigo colega do time de futebol. Se não bastasse a saída à revelia do armário, Harvey teve que lidar com sua atração em certo médico de feições frias, além de colocar à prova todo seu controle mental (nenhum) ao ter que se relacionar com seu ex-namorado, um músico falido que Harvey ajudou a se recuperar após uma overdose.
Como se todos os encontros e reencontros não tivessem alterado a vida do homem, Harvey teve de assumir a primeira vez seu desprezo pela irmã gêmea, ser colocado em perigo e salvar vidas. Durante todo o processo da viagem, ficou claro para o Wang que sua única serventia no mundo era sua medicina e conhecimento, assim como o Projeto Chronos tratou seu avô, o também doutor, Zhao Wang.
Após uma missão digna de filme blockbuster como Harv gosta, tudo deu errado na hora da volta e, num ato heroico que nem mesmo o doutor saberia dizer o motivo, acabou sendo atingido por uma bala direcionada à seu ex-namorado, quem ele finge odiar. A bala atingiu sua cabeça, assim o ferindo e o deixando no passado, sem retornar ao futuro como sempre quis.
A perfuração atingiu seu hipocampo, o deixando em coma por um ano antes de despertar, sozinho e sem suas memórias recentes, apagando de seu cérebro todas as informações da viagem e de seus participantes. A única coisa que Harvey lembra são partes, flashs de memórias que não se unem em um contexto, assim o deixando totalmente no escuro sobre tudo que viveu.
— Seu personagem participou da primeira viagem (Projeto Kali)?:
Sim, como um dos netos de Zhao Wang, Harvey foi escolhido como uma das cobaias do projeto, seu papel de adaptável seria de grande valor.
— Seu personagem gostaria de consertar as coisas para 2024?
Não sabe responder. Harvey não se lembra da viagem, seus participantes e acontecimentos. Tudo é um borrão de memórias que são alimentadas por sonhos e apagadas na terapia.
— Se seu personagem pudesse mudar a própria vida, elu faria?
Sim, um dos grandes motores de Harvey é melhorar sua vida. Na primeira linha do tempo, culpabilizava tudo e todos por seu fracasso. Agora, desmemoriado, tudo que sabe é que está sozinho e não há ninguém que possa o ajudar.
trivia
Nome Completo: Harvey Wang;
Data de Nascimento: 17 de março de 1992;
Mapa Astral: Sol/Peixes;
Orientação: Homosexual/Gay;
Estado Civil: Solteiro;
Curso: Medicina com especialização em Cirurgia Geral;
Atividades Extracurriculares: Ex-Running Back do time, chefe do departamento de esportes do Conselho Estudantil;
Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
✓ Live Streaming✓ Interactive Chat✓ Private Shows✓ HD Quality✓ Free Actions
Free to watch • No registration required • HD streaming
I will never know myself until I do this on my own and I will never feel anything else, until my wounds are healed. I will never be anything 'til I break away from me. I will break away, I'll find myself today — in somewhere I belong.
Bem-vindo, ZHANG XIAO! Estamos felizes em ver que ele chegou em segurança para sua jornada em Salem. Ao redor da cidade, as senhoras na porta da igreja sussurram que ele tem TRINTA ANOS e foi elogiado como CARIDOSO, BENEVOLENTE e EMPÁTICO, mas alguns sussurraram que ele também é MISTERIOSO, PRAGMÁTICO E INCONSTANTE. Após sua chegada, fica claro que ele é o BRUXO DA FLORESTA. Espero não vê-lo na próxima pregação para conferir se é verdade que se parece mesmo com (DANIEL HENNEY).
— Seu personagem se lembra de 2024?
Harvey Wang despertou em seu antigo antepassado com muita raiva por mais uma viagem no tempo. Entretanto, saber que era temido e respeitado nessa nova, ou velha, realidade, o fez querer manter o status de bruxo ermitão, escondendo que verdadeiramente veio de 2024.
— Conte-nos a vida do seu personagem em 1691?
Não era comum a presença de imigrantes asiáticos em Salém, localizada nas Treze Colônias. Tão quanto não era comum, a presença da família Xiao naquele período e local não era de conhecimento do povo. Diziam os mais devotos que vieram fugidos da Ásia, em um dos porões de navios que abasteciam a colônia de seda e pólvora.
Não há muito o que falar dos Xiao, de fato, toda a família faleceu devido à um surto de gripe, incluindo pai, mãe e irmã gêmea. E Zhang, contra todas as expectativas, sobreviveu… um menino assustado de sete anos, numa idade marcada pelo simbolismo bruxo. Zhang Xiao era uma criança órfã que perambulava pelo bosque de Salém até ser resgatado por uma mulher muito idosa e sábia que vivia um pouco mais afastada, dentro da floresta de fato. Seu nome era Rosamund, conhecida curandeira local, vista como bruxa por muitos e como salvadora de tantos outros.
Rosamund não tinha filhos, e fez de Zhang seu herdeiro na arte milenar de ervas, remédios naturais, a cura antes mesmo da medicina intervir. Ela era a mulher chamada para realizar partos, exorcizar fiéis que nada mais do que sofriam de doenças hoje conhecidas, mas naquela época taxadas de bruxaria.
Zhang e Rosamund estabeleceram uma conexão forte, e foi deixado a ele o legado de continuar como o curandeiro da vila, o médico local, chamado apenas em situações de emergência, ou quando eram corajosos o suficiente e procuravam-no dentro da floresta.
O mito do bruxo morador daqueles bosques surgiu ao saberem que a benevolente Rosamund faleceu, e foi a ele que incubiram a culpa. A igreja e as fofocas fomentaram a fama de seu grande poder, acreditavam que era ligado à bruxaria. O próprio Zhang inventou histórias mirabolantes sobre si mesmo, espalhando pelos ventos que há um bruxo temível rondando a floresta, um homem tão diferente que até mesmo suas feições marcavam o Diabo.
— Ele trouxe algo de 2024?
Sim, Harvey levou um estetoscópio... sem querer. O objeto estava em seu bolso e viajou consigo para o passado. Bom… o médico não irá reclamar, já que não existia medicina moderna em 1691.
"Então, esse jaleco ai tem número de telefone hein?" Nash flertou com Harvey, enquanto o médico examinava o segurança da Merryweather que havia tomado uma tortada na cara no lugar dele, e cortado o supercílio. "Porque esses braços fortes ai parece que trabalham bastante né. E assim o jaleco tá meio fraco, xoxo, capenga, anêmico, com cara de que precisa de um jantar num restaurante chique, sabe, com uma champanhezinha chandon rosé. E ai? O que acha?"
Se tem uma coisa que Harvey Wang detestava era ser chamado para resolver algo que qualquer residente, ou enfermeiras, poderiam resolver. Um cirurgião geral cuidando de uma simples sutura? Para quê? A resposta veio assim que alcançou o box informado, dando de cara com um homem desconhecido sentado na maca, usando um uniforme mais do que reconhecido, e Nash Torres o acompanhando, sentado em uma das cadeiras. Pronto, estava aí sua resposta, quando o diabo não vem fazer o trabalho, ele manda um capanga da Merryweather fazer.
Após se apresentar e iniciar sua avaliação em um silêncio totalmente controlado, porque a vontade mesmo era partir a cara já destruída do segurança, Harvey solicitou à enfermeira alguns materiais de sutura simples e estava cuidadosamente vestindo suas luvas quando a voz conhecida de Nash o surpreendeu, quebrando o silêncio. Aquilo era um flerte? Estava sendo descaradamente flertado por Nash Torres enquanto cuidava de um de seus seguranças? Que porra é essa?
— O que eu acho... — Pronunciou-se comprimindo uma risada, mas inevitavelmente a soltou, transformando a gargalhada em algo mais charmoso, enquanto se virava para o homem, ainda exibindo um sorriso ladino. — Me surpreende esse seu interesse repentino em mim, agora, Torres, ainda mais na frente do seu... segurança. Mas eu aceito, vai pagar?
When: Alguns dias depois da Feira - na porta da casa de Harvey
"Ow Leão do Proerd! Abre a porta ai!" Bateu na porta que o senhorio indicou na portaria. Tinha conseguido o endereço de Harvey da maneira antiga, pesquisando pelo Google. Roubou uma mochila de um entregador de delivery e disse que era do IFood para conseguir subir sem maiores problemas. "Abre aí que a fada da marijuana chegou e veio trazendo presentes. "
Após passar as últimas trinta e seis horas dentro de um hospital, cumprindo seu plantão com maestria, tudo que Harvey Wang queria era um bom banho quente e sua cama pelas próximas dez horas, no mínimo. A primeira parte de seu delicioso sonho foi cumprida no mesmo instante em que adentrou seu pequeno apartamento, a segunda já parecia mais difícil.
Mesmo após um plantão cansativo, com meninos adolescentes precisando de cirurgias de emergência por apendicites, a mente do médico não conseguia desligar, o fato de ter deixado Coraline com os Le Blanc, ou melhor, com o velho-gostoso-Jean-Luc, para a própria proteção da loira parecia uma negligência de sua parte. Não conseguia deixar de se sentir culpado de certa forma por tudo que sua amiga passou, mesmo sabendo que era tão vítima quanto ela.
O chinês saiu do banho a passos rápidos e largos assim que ouvir sua porta ser espancada por algum imbecil com tempo de sobra para o perturbar às três da tarde. Vestiu-se com o pijama previamente definido depressa, resmungando em alto e bom som, para que a pessoa que lhe importunava soubesse o quão irritado o médico poderia ser sem uma boa noite (ou dia) de sono.
— Que que é, hein? Você não tem mãe não? — Foi só então que, ao chegar até a porta, uma familiaridade o atingiu. O tom de voz parecia diferente do que deveria ser, mas as palavras eram inconfundivelmente de uma única pessoa. Abriu a porta de madeira com certa violência, o rosto inteiramente marcado por linhas de expressão de puro ódio enquanto os olhos estreitavam-se em direção ao fatídico homem. — Vou te perguntar só uma vez, como é que você conseguiu meu endereço, Kalman? E para de gritar isso aí, meus vizinhos vão achar que sou maconheiro igual a você.
Riley não era do tipo que batia carteira. Bom, pelo menos, não desde que começou a vender as paradinhas dela na UCLA. Mas ela precisava de dinheiro que não fosse da noiva de Riley James e que nem pudesse ser rastreado e é aquela história, algumas habilidades são que nem andar de bicicleta. Parou do lado Zoltar, tirando o dinheiro e jogando a carteira fora atrás da máquina de uma forma discreta quando franziu o cenho reparando em quem estava a ponto de quebrar o Zoltar na porrada. "Tu já tentou terapia? Me falaram que é ótimo, tem uma médica muito boa, a Dra. Parton, conhece ela?" Disse com um tom de piada rezando pra Harvey pelo menos levar isso na esportiva. "Qual é Dr. Wang, será que se eu balançar um saquinho de baseado na sua frente você vai se lembrar daquela noite linda e agradável dentro daquela van quente que nem o inferno com o baseado lambido que a gente ia acender em homenagem a Olivia Priestly?"
— Cara, na moral, vá tomar conta da porra da sua vida e deixa minha terapia em paz. Aliás, eu ando fazendo um grande avanço com a Dra. Quarks, essa semana inclusive eu nem... — Ainda em um tom impaciente, o médico continuava seu monólogo até que decodificou em seu cérebro irritadiço as palavras do homem a seu lado.
Como se tivesse visto um fantasma, Harvey Wang abriu a boca em completo susto, os olhos estreitos se arregalando conforme reconhecia a figura a seu lado. Os traços do homem começaram a se fechar em um enorme quebra-cabeças que o doutor ignorava todo o tempo. Por poucos segundos, a imagem ao redor se transformou em uma van apertada e abafada, os rostos presentes conhecidos, uma discussão alta e acalorada entre estudantes, um cheiro característico e forte que o antigo Harv, e a versão mais velha, odiavam em conjunto.
— VOCÊ! — Berrou em plenos pulmões antes de puxar com toda força o boneco vidente e jogar em direção ao homem que, a essa altura do campeonato, parecia muito com uma figura jovem, cabeluda e maconheira que Harvey conhecia muito bem. — RILEY KALMAN, SUA FODIDA!!! MACONHEIRA FILHA DA PUTA, AQUELA VAN TODA APERTADA E VOCÊS QUERENDO FUMAR UM CIGARRO DO CAPETA COMIGO DENTRO!!!
Sem pensar por dois segundos, Harvey Wang pulou em cima do rapaz com toda a força, derrubando ambos ao chão enquanto levantava o punho em direção ao rosto conhecido e abusado de sua colega de viagem no tempo.
— EU VOU FAZER O QUE DEVERIA TER FEITO NAQUELA VAN DA AGÊNCIA RUIVA DE VIAGENS NO TEMPO... — As palavras morreram nos lábios do chinês assim que sua memória retornou ao estado que estava antes do tiro, 2013 passando como um filme por seus olhos. A mão pronta para surrar Riley desceu no mesmo instante em que tudo voltava a ser claro, como se estivesse acordando de um péssimo sonho, os olhos puxados piscando em completa confusão e ao mesmo tempo clareza. — CARALHO! IRMÃO QUE PORRA É ESSA?
Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
✓ Live Streaming✓ Interactive Chat✓ Private Shows✓ HD Quality✓ Free Actions
Free to watch • No registration required • HD streaming
⠀⠀⠀⠀⠀⠀BELLA NÃO SABE BEM COMO, MAS SAIU ANDANDO PELA FEIRA E SE PERDEU DE ANASTASYA. Menos mal para ela porque estava totalmente perdida com a informação de que estava casada com Anastasya Petrov, a mesma que infernizava a vida de Ollie. Ollie que morreu a tão pouco tempo e ela ainda não teve tempo sequer para chorar porque quando deu por si, a figura ruiva estava lhe arrastando para aquele evento. Ela não queria evento algum, menos ainda da UCLA. Ou qual fosse o nome naquele futuro. Acabou entrando na fila da Roda Gigante, extremamente agitada e sentindo que estava a ponto de desmaiar com o tanto de informação que precisava processar. E se ela fugisse? Era uma possibilidade. ⸻ Está calor aqui, não é? ⸻ Falou, sem prestar atenção em que estava do lado, apenas se abanando e tentando não desmaiar.
O homem de óculos aviador estava parado na fila da roda gigante, fila enorme por sinal, aguardando pacientemente sua vez, ou melhor, não tão pacientemente. Resmungava baixo sobre pessoas e calor. Olhava a cada dois minutos precisos o relógio no próprio pulso, notadamente preocupado com a hora. Absorto em seus próprios pensamentos até que uma voz conhecida, familiar, o despertou de seu estupor monótono.
Virando em direção a uma loira alta, mais alta que ele por sinal, tentou se lembrar de onde a voz era tão nostálgica, como se a conhecesse, mas não sabia dizer de onde.
Os reflexos médicos foram mais altos do que sua confusão mental, notou com rapidez o quão pálida a moça estava, os olhos perdidos e uma fina camada de suor que não condizia com a temperatura presente no local. Instantaneamente, o mau humor deu lugar à preocupação, enquanto ainda mantinha os óculos, o olhar afiado sendo coberto para que ela não percebesse sua intenção ao se aproximar.
— Um pouco, sim, talvez. Está tudo bem? — O tom era cuidadoso, como o tom que usava com seus pacientes no hospital. Pacientemente se aproximou o suficiente para estender a destra que carregava uma garrafa de água. — Comeu alguma coisa hoje? Quer uma água?
Nash estava sentado observando a reprodução de uma rua de cidadezinha, enquanto comia um algodão doce. "Meu deus, alguém aqui tem uma fixação meio estranha com 1920, não acha não?" Comentou com a pessoa que estava passando do seu lado. "Podiam, sei la, ter ido pros anos 60, sabe. Um monte de hippie é bem a cara da Califórnia mesmo. E tem um cachorro fazendo xixi na sua perna heim." Apontou pro cachorro que caminhava tranquilamente pela rua. "Se quiser eu posso processar o parque por isso."
Pisando fundo como se estivesse em uma eterna briga contra o chão, ou contra ele mesmo, Harvey Wang cruzava a grande rua central do evento, se guiando por um dos aplicativos que prometiam o levar para as atrações, mas que estava confundindo ainda mais o médico.
Distraído, irritadiço e pronto para abandonar a aventura da montanha russa e ir direto para casa, afinal tinha plantão noturno para cumprir aquele dia, o homem de feições asiáticas e ranzinzas parou em seus passos ao ouvir alguém comentando perto de si sobre a arquitetura escolhida para a feira. Observou o homem que reclamava, depois deixando sua atenção percorrer ao local quando a segunda fala o fez dar um pulo para o lado, definitivamente irritando ainda mais o irritado.
— Porra, tá de sacanagem, tinha que ser comigo. — Esbravejou sacudindo as mãos para o céu, antes de apontar para o rapaz que se ofereceu para processar o parque. — Se realmente valer uma grana, acho que aceito, mas certeza que isso irritará as ONGs de defesa dos animais.
Olhou para baixo novamente, sacudindo o pé atingido pela mira precisa do cachorro, resmungando baixo que Deus era injusto com ele até quando ele estava quieto na dele, antes de voltar sua atenção ao homem. As feições do médico se mesclando entre irritabilidade e curiosidade.
— Vem cá, eu te conheço? Eu acho que te conheço… — A familiaridade do homem despertou alguma lembrança que Harvey não tinha muita certeza. — Jogou futebol na UCLA?
O médico encarava a figura animatrônica em forma de vidente pela quinquagésima vigésima vez. Dane-se a fila que estava se formando atrás de Harvey Wang, ele tinha negócios com a máquina que jurava prever o futuro e não sairia da frente do robô enquanto não ouvisse o que queria.
— Seguinte, cabeça de bagre: eu não quero saber de PASSADO, eu quero saber de FUTURO.
A voz aumentou nas palavras chave que queria fazer entrar na mente do… sei lá o que era aquilo. Harvey não fazia ideia do motivo de estar ali naquela feira, muito menos porque ele, um médico de renome, acreditava em leitura de futuro. Sabia que odiava tudo e todos ali, e mas se fosss sincero, não lembrava de quase ninguém. Graças a Deus o tiro serviu para algo.
A máquina novamente se mexeu, o vidente-robô se mexendo e piscando antes de responder para o médico: “Para melhorar seu futuro, precisa abraçar seu passado e corrigir os erros que deixou para trás. Não há como fugir de seu destino”.
— Como caralhos irei abraçar meu passado se não lembro? Hein? Boneco robô de merda. — O homem deu um leve tapa na figura do vidente em meio ao tom de raiva e impaciência, o rosto franzido contrariado. Ao perceber o que fez, olhou ao redor para checar se alguém tive visto seu destempero, acabando por fitar MUSE o observando. — Que que é? Nunca discutiu com um vidente robô na vida? Vá caçar o que fazer!
Versatilidade é o seu nome. Você circulava por todos os grupos, sem se preocupar em fixar com alguma turma. O problema disso é que, quando você ficou mais velho, essa versatilidade, por mais que te ajudasse a crescer em sua carreira, acabou afastando seus verdadeiros amigos. Quem sabe seu eu do passado possa ensinar agora a como manter as pontes que foram destruídas ao longo dos anos?
Connections
The Versatile e The Activist se odeiam
The Versatile e The Ambitious tinham negócios juntos em 2014
The Versatile e The Antihero eram amigos, há quem diga que era o The Versatile quem ajudava The Antihero a fugir de problemas
Inspirações
Félix Khoury (Amor a Vida), Nico Kim (Grey's Anatomy), Christina Wang (Grey's Anatomy), Brooke Davis (One Three Hill), Pacey Witter (Dawson's Creek), Sayid Jahaa (Lost), Monty Green (The 100)
Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
✓ Live Streaming✓ Interactive Chat✓ Private Shows✓ HD Quality✓ Free Actions
Free to watch • No registration required • HD streaming
p.o.v. – the return of who never left: one year after the trip back to the future, 2015.
garden / dua lipa
Remember when we swam in the ocean? Now we know what's deep inside.
Remember when we ran in the open? Now we know what's in the wild.
Qualquer pessoa que algum dia passou próximo a Harvey Wang e sua mania incansável de culpar, gritar, berrar com o céu atrás de respostas, diria que o rapaz provavelmente acredita em Deus. Ok, de fato, ele não admitiria nunca que não acredita em algo maior que ele, algo maior que o Universo, porque no fundo, sempre quis saber se havia realmente algo maior que todos os infernos que causou e teve durante a vida.
Ele queria acreditar em Deus, ele queria acreditar em algo, alguém, qualquer sinal que mostrasse que há vida por trás do sofrimento, que realmente não está sozinho no mundo.
Mas quando o zumbido de uma bala passou perto de sua audição, e tudo se tornou cheiro de ferrugem e borrão, Harvey Wang finalmente entendeu o que era o ser divino maior que tudo e todos: o silêncio.
When you bite your tongue does it draw blood?
Vindo de uma família budista, crescido numa sociedade cristã e no fundo não acreditando em nada, a vida de Harvey Wang poderia ser marcada por tentativa e fracasso. Tudo que sempre quis foi ser aceito, de sua maneira, com seus trejeitos e desejos, com suas manias e confusões.
Mas como aceitariam alguém que nunca se aceitou?
A pergunta martelou na mente do Wang com a mesma profundidade e dor que o tiro.
Tudo começou numa fuga, numa tentativa de restabelecer sua vida, restabelecer o pouco controle que tinha. Dane-se as dívidas, a noiva de mentira, a clínica que nunca foi sua. Tudo que Harvey queria era retornar para sua vida, para a rotina mórbida, para as rondas no hospital. Se tudo que fez na vida não valia a pena, a única coisa que carregava com orgulho era seu conhecimento e seu amor pela medicina. E dane-se o restante do mundo.
A segunda chance dada pela viagem no tempo apenas reforçou para o médico o que sempre soube: ele estava sozinho nessa vida, e se tivesse outra, provavelmente estaria também.
Poderia culpabilizar sua família, seus amores, seus desamores, suas crenças, Deus. Mas ele sabia, no fundo ele sabia que era o causador de sua própria solidão, e se era o causador da própria dor, que ele fosse salvador da dor de outro.
Now I know what I know but it's hard to find the meaning. Where do we go? 'Cause we don't believe in this garden of Eden.
Nunca admitiria para si mesmo por qual motivo se colocou entre uma arma e Richard, nunca admitira o turbilhão de sentimentos que mantinha dentro de si. Dane-se o mundo, ninguém nunca acreditou em Harvey Wang em vida, acreditariam em morte?
Caído ao chão, com seu próprio sangue como um grande oceano ao redor de sua cabeça, pela primeira vez, todos os medos e anseios de Harvey cessaram, como se uma máquina tivesse sido desligada, como se tivessem puxado seus últimos fios da parede.
O silêncio não foi bem-vindo, assim como o borrão de pessoas a seu redor, e depois a escuridão. Como numa grande cena de filme pastelão, Harvey se viu, sua verdadeira forma, preso em um mar de escuridão, sem nenhuma luz no fim do túnel para o buscar. Será que nem mesmo os anjos ou os demônios gostariam de levar a alma de Harv? Será que não valia a pena nem mesmo o purgatório?
Tell me, is the light on the outside?
Sentado ao chão da própria consciência, o Doutor Wang se pôs a pensar na própria vida, e agora morte. Por que tinha salvado Ringo? Por que correr o risco?
A resposta veio na falta de elevador para levar sua alma, nem para cima, nem para baixo. Talvez Harvey fosse tão desprezível que os deuses decidiram o punir numa sala escura, sem portas, paredes, ou móveis. Sem nada, preso na própria mente eternamente até ele mesmo tomar coragem e cometer uma loucura contra si?
Talvez os deuses sejam brincalhões como ele, talvez a luz no final do túnel não chegaria nunca, porque Harvey Wang não era digno de pena nem mesmo dos deuses ou dos demônios, não importa quantas vidas ele salvou. Não importa se ele se sacrificou por um amor nunca compreendido nem mesmo por si, que dirá pelo outro? Simplesmente não importava nada, porque nem mesmo Deus queria o doutor consigo, e mesmo na tragédia, Harvey sorriu com a imagem do filme Constantine em sua mente: renegado por céu e inferno.
But tonight I'm so self conscious, isn't it so clear to see.
Sentado no chão de seu subconsciente, preso num eterno limbo, Harvey contemplou sua vida e morte com certa nostalgia. Foi bom enquanto durou, mesmo com as feridas e as tristezas. Dane-se as tristezas, na hora da morte somente o que foi bom conta, todo morto vira santo, mas ele nunca acreditou que essa máxima se aplicaria a ele, de qualquer forma.
Habitando os porões da própria mente, o doutor contemplava sua existência com certa satisfação quando começou a sentir tudo sumir. Em algum momento, o filme de sua vida se tornou preto e branco, e como numa apagar de luzes, se tornou nada. Algumas partes ainda estavam lá, sua infância, seu momento na graduação, mas o depois… Ele tinha se tornado médico, certo? Ele não namorou com Richard? Ele realmente beijou Vincent?
Tudo se tornou perguntas, porque as respostas foram apagadas do grande livro da vida de Harvey Wang. Assistiu com horror seu filme ser cortado, partes arrancadas de si, certezas se tornando perguntas e no fim, nada.
O grito que emitiu dentro de seu subconsciente seria ensurdecedor se não tivesse o silêncio como resposta.
I have cried for you, and I'll ride for you. I would die for you, would you do that for me? Tell the truth, what you wanna do is it me and you? Are you with me?
Realmente, não há nada mais Harvey Wang do que acordar sozinho, no escuro, no frio de um hospital.
O quarto 224 era habitado pelo corpo de uma rapaz, um jovem de 23 anos que havia sofrido um atentado contra a vida, lesão no cérebro, coma instantâneo. Um ano naquele lugar, o corpo do chinês havia modificado, os cabelos crescidos, a barba por fazer. Marcas de um abandono, marcas de que ninguém estava ali, de que ninguém o visitava.
O quarto frio jazia um corpo ligado à aparelhos, à bipes que conhecia tão bem… Mas não sabia dizer de onde. Os olhos puxados que se abriram naquele breu sabiam onde estavam, reconheceram os fios presos aos braços, mas não conseguia dizer o porquê.
Em algum lugar de seu cérebro, a informação de que de fato é médico pintou em letras neons, o motivo para entender onde estava. Não falava, óbvio - respondeu seu consciente, revirando os olhos para a figura paralisada sobre a cama.
Sozinho, no escuro, no silêncio, sem ao menos lembrar como foi parar ali, Harvey Wang identificou a noite sobre as persianas abertas e decidiu que não era hora de perturbar as enfermeiras em seu descanso.
Fechou os olhos e pela primeira vez em um ano, seus sonhos voltaram a ter vida.