zewhitlock:
apenas deixou uma sobrancelha se erguer levemente ao que ela disse aquilo, mantendo a simpatia no sorriso. na realidade, não se importava tanto com o que as pessoas o chamavam, apelidos foram feitos para trazer intimidade, desde que cumprissem seu papel, qualquer coisa era válida, principalmente quando seu objetivo estava claro em sua mente. seu cenho franziu levemente ao que ela dizia aquilo, como se escrevesse mentalmente o que ela falava em sua mente, e, de certa forma, o fazia. continuaria a não confiar em sequer uma palavra de qualquer ser sobrenatural, mesmo a dela, mas poderia forjar aquilo com facilidade, afinal, o fazia a todo tempo como representante e face de sua própria empresa; alianças e negócios tinham linhas tênues com traições e facadas nas costas. “anotado.” respondeu, percebendo logo que o gelo que pegara já estava quase no final de seus dias, aceitando o que ela oferecia e voltando a segurá-lo contra o ponto, dando graças que ainda não começava a inchar, o que era um bom sinal, não perderia tempo com edemas. o sorriso se alargou levemente ao que ela engrossou a voz, imaginando a pessoa que esse tal sven seria; não podia negar que, como caçador, desejava uma boa briga com o alfa dos lobisomens, mas evitaria aquilo por agora, principalmente levando em conta que estaria sozinho em meio a centenas de lobisomens quando fosse encontrá-lo. “por enquanto não tive experiências ruins com vampiros aqui dentro.” comentou, mesmo que a aversão que tinha já viesse de anos, desde o dia que vira seu irmão perecer às mãos de um da espécie. se ao menos tivesse prestado mais atenção às feições daquele ser… não, tinha que dar graças que estava vivo ali e que poderia vingar emeric. “─então acho que ele vai poder pular essa parte.” piscou para ela, rindo baixo. não estava bem interessado no que ele tinha a dizer, mas saber onde os lobos iam em seu ponto mais vulnerável, que era a hora da transformação, realmente lhe trazia algumas ideias. “não sei se é uma boa ideia, sentiria pena de quem entrasse no ringue comigo…” acompanhou-a com sua própria sobrancelha. sabia que estaria na desvantagem, afinal, lutar contra o sobrenatural com as mãos vazias era algo impensável e um dos cenários do que não fazer que apresentavam aos novos caçadores. “então, fechado. combinamos o horário e a data em algum ponto no futuro próximo, não sei quando estarei livre com essa adaptação toda à vida entre o sobrenatural…” comentou. mesmo que a relação que queria construir fosse para conseguir informações, não podia negar que sentia certa atração pela vampira; claro, nunca admitiria em voz alta que o grande whitlock, o ser que assombrava o sobrenatural ─ aquele que tais seres temiam puxar seus pés durante a noite ─, estava interessado em uma vampira. deixou que ela comandasse os pedidos, já que não conhecia o barman tão bem quanto ela. “hmm… tá aí uma oferta que não posso passar.” o sorriso competitivo surgiu em seu rosto, no canto de seus lábios. “mas, já vou dizendo, eu sou invencível nessas competições.”
Roxanne alargou o sorriso ao ouvi-lo dizer que não teve experiências ruins com vampiros na cidade. Ok, ele como caçador deveria ter tido suas rixas lá fora, mas ela realmente esperava que ele estivesse começando a colocar tudo de lado, já que agora ele era um sobrenatural. “É claro que você não teria. Segundo uma escritora, nós brilhamos no sol. Tem coisa mais gloriosa do que isso? Tem como odiar seres que brilham ao sol?” Brincou com um risinho, mesmo sabendo que a realidade era totalmente diferente. Vampiros, na verdade, queimavam ao sol sem um daylight ring. Com certeza a escritora deveria ter fumado umas ao escrever os livros de romance. Ser um vampiro não era nada glorioso. A morena não pode deixar de soltar mais um risinho ao ouvir John falar sobre o clube da luta. “Continue assim e eu vou achar que logo, logo você estará tentando pegar o lugar do Sven. Um novo alfa num futuro não muito próximo, talvez?” Fingiu estar pensativa por um momento só para testar a reação do homem. “Está tudo bem, Johnnynho, você pode me procurar quando quiser. Eu sou a proprietária do Banco de Sangue da cidade. Eu quase sempre estou ocupada, mas sempre acho uma brecha pra me divertir. Quando quiser, passe por lá pra gente poder fazer algo. Te ajudarei com a adaptação sempre que possível.” Suas palavras eram sinceras e ela realmente queria conhecê-lo melhor. Inconscientemente, algo nele lhe parecia vagamente familiar. Mas Roxanne nunca o vira na vida, teria se lembrado daqueles (penetrantes) olhos. Talvez fosse sua mente fazendo confusão, talvez a semelhança entre ambas histórias pudesse ter lhe trazido algo familiar. De qualquer jeito, a vampira queria ver mais do Whitlock, mesmo ela tendo se envolvido com apenas dois lobisomens em toda sua vida (e com experiências não tão boas assim), ela se perguntava, lá no fundo, se a terceira vez traria sorte. Não. Sem perguntas interiores. Foco. Ela amou ver o sorriso competitivo no rosto do rapaz. Ora, Roxy amava um desafio e odiava perder. Era muito boa em ganhar suas apostas. Se ele fosse tão bom quanto ela, essa competição iria ser deveras interessante, pra dizer o mínimo. “Bring it on, Johnnynho. Eu sou muito boa em apostas e desafios. Se prepare para perder.” Deus, aquilo era tão divertido. E ela iria adorar ganhar do Whitlock. “As apostas sempre podem subir. Por hora, eu me contento com as bebidas.” Provocou-o com uma piscadela e logo em seguida a enorme porção foi servida. A vampira observou atentamente a reação do loiro, o seu sorriso maroto nunca deixando a face. Dois sobrenaturais, uma enorme porção e uma aposta. “Já vou até pedir mais um acompanhamento que você vai acabar pagando pra mim.” Fez um sinal para que o barman pegasse a garrafa de whisky com dois copos. Cuidadosamente, colocou várias batata em seu prato e levou uma até a boca.


















