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Assim que ela abriu os olhos, percebeu que havia pegado no sono. A luz do sol invadia a sala através da janela, preenchendo o ambiente com luz natural, o que indicava que já estava amanhecendo. Ela virou o rosto e se perguntou quanto tempo havia dormido, olhando em direção ao relógio fixado na parede, ela nota que já havia se passado três horas; os ponteiros marcavam 6h5.
— Merda... — murmurou, levando a mão à testa. Seu corpo respondeu com um bocejo sonolento.
A ligação de Arkham no meio da noite a havia impedido de descansar direito antes de vir para o instituto. Ela levantou-se do sofá, esticando o corpo cansado enquanto uma leve tensão percorria seus músculos, e dirigiu-se à porta com a intenção de pegar um café na máquina que havia visto durante o tour de Lucille pelo local.
A maioria das celas estava em silênciosas, pois os detentos ainda dormiam, mas uma voz familiar fez-a parar instantaneamente.
— Oi, “bonequinha”, trabalhando tão cedo?
Ela tentou seguir adiante, como se não tivesse ouvido.
— Hey querida! — insistiu ele aumentando o tom, carregando uma falsa indignação, se aproximando ainda mais da divisória de vidro. — Não vai dizer “oi”? Que falta de educação. Achei que o Arkham tivesse padrões mais altos.
Ela sabia que não deveria morder a isca. Ignorá-lo parecia o caminho mais sensato a se seguir, mas, de alguma forma, algo dentro dela não conseguia resistir.
— Não sou sua “querida”, mister J.
Ele gargalhou de forma gutural, como se tivesse ouvido a piada mais engraçada do mundo, fazendo o som percorrer os corredores.
— Sabe, doçura, gostei de você. Principalmente do seu nome, Har-leen Quin-zel. — ele analisou o crachá dela e testou algumas variações do nome, enfatizando a sonoridade — Reformulando um pouco, chegamos a Harley…
Ela sabia exatamente para onde aquilo iria. E por isso, antes mesmo que o homem terminasse, ela o cortou, seca e cruzou os braços.
— Se for fazer esse tipo de piada, nem perca seu tempo. Já a ouvi mais de uma vez, e sempre termina igual: Harley Quinn. Se isso é tudo o que tem a dizer, então, com licença.
Ela virou dando-lhe as costas, retomando o caminhada até chegar no corredor principal que conectava as várias áreas do asylum. Onde além de encontrar uma máquina de café, ela encontra a Brooklynite que deveria estar acordada olhando as telas dos computadores, que passavam as imagens das câmeras de segurança do instituto.
Embora estivesse habituada à rotina de segurança, aquilo realmente a cansava. Mesmo nos momentos de alívio, apesar de seu espírito ativo e de sua energia contagiante, ela se sentia cada vez mais sobrecarregada pela repetição diária do trabalho. Se não fosse por uma pessoa presa ali dentro, ela sabia que jamais teria conseguido suportar trabalhar em um ambiente como aquele, por todo aquele tempo.
Assim que pegou os cafés, Harleen caminhou em direção à guarda, que apoiava a cabeça nos braços cruzados sobre o balcão.
— Bom dia, Lucy! — ela chamou num tom suave, estendendo um dos copos.
Crash se levantou em um sobressalto, apoiando uma das mãos no encosto da cadeira para não tombar.
— Caralho!! Quinzel! Quer me matar de susto?!
— Desculpa! — ela solta uma risadinha nervosa. — Não era minha intenção.
— Obrigada, eu realmente precisava disso — murmurou, pegando um dos copos e dando um gole do líquido quente, como se isso fosse suficiente para afastar algumas horas do cansaço acumulado.
Ela arqueou a sobrancelha, já mais relaxada, e lhe lançou um olhar divertido. — Então… já tem seu primeiro caso?
Ela se lembra dos relatórios que antes estavam sob a responsabilidade da Dra. Grayce, até que o Dr. Dawson passasse a conduzir os processos.
A maioria dos indivíduos haviam sido detidos repetidas vezes por aquele que a polícia e os cidadãos conheciam como "Batman".
Entre todos os internos, haviam casos à parte, como o de um paciente que não foi detido por ele em si, mas sim por sua parceira, e que ficaria sob sua responsabilidade, bem como Two-Face, Riddler, Scarecrow, Mad Hatter e Poison Ivy, a única paciente que Dawson nunca chegou a acompanhar. Harleen notou, com certo espanto, que ela estava sem acompanhamento terapêutico, há mais tempo do que o próprio Joker, que, apesar de seu histórico sangrento, ainda aceitava sessões ocasionais com o próprio Dr. Arkham — o que indicava que ele deveria gostar bastante dele para não tê-lo matado. Ou, no mínimo, achava divertido brincar com a vida do doutor.
Após a última captura de Pamela, suas sessões foram suspensas, já que sua ex-psiquiatra havia sido desligada, e ninguém foi colocado em seu lugar.
— Ela realmente me chamou a atenção. — confessou, colocou a cópia da ficha em cima do balcão da segurança com um gesto decidido.
— Assim que ela estiver na sala, você poderá começar a sessão. — disse a segurança após ver de quem se tratava.
[...]
— Se precisar de mim, é só chamar. Vou estar do lado de fora.
— Obrigada, Crash — sua voz saiu firme, mas havia um leve tremor escondido nas entrelinhas, que ela disfarçou com um breve sorriso antes de entrar na sala.
— Você está bem?
Os olhos da prisioneira se ergueram lentamente, encontrando a fonte daquela voz inesperada. Ela estudou a loira com desconfiança, parecia alguns anos mais nova que ela e carregava um semblante preocupado. Não estava acostumada a ouvir palavras gentis, principalmente alí. A não ser da sua ex-psiquiatra, daquele prisioneiro com quem havia realizado sessões em dupla, e de Crash quando ela conseguia trocar algumas palavras com ela.
— Dra. Pamela Isley, é um prazer conhecê-la. — apresentou-se com um sorriso caloroso, sentando na cadeira oposta. — Sou a Dra. Harleen Quinzel.
— Poison Ivy. — corrigiu a ruiva, fria.
Harleen engoliu em seco, ajustando os óculos. — Oh… hum… certo. Poison Ivy. Antes de começarmos… quero dizer que lamento pelo que aconteceu ontem à noite.
A paciente deu um riso baixo, carregado de cinismo.
— Por favor, não finja que você seja diferente!— ela retrucou, como se já estivesse cansada daquela jogo. — Grande parte das pessoas que trabalham em local como esses, no fim das contas, só estão pelo dinheiro.
A psiquiatra franziu o cenho. O dinheiro era bem-vindo, claro - quem diria que não? Mas não era só isso.
— Não posso falar pelos outros. Mas não estou aqui apenas por isso. Estou aqui pois quero que as pessoas se sintam melhor.
A ruiva inclinou a cabeça para o lado, os lábios curvando-se em um sorriso que denunciava descrença, arqueando a sobrancelha.
— Por que não começamos com você me contando como era sua vida antes de tudo isso? Antes de se tornar... uma criminosa ? — a Quinzel sugeriu a ela enquanto pressionava discretamente o mini gravador que Grayce usava para registrar as sessões, que ela havia encontrado na caixa de prontuários. — Pelo que li, você não teve um relacionamento muito bom com seu pai.
Os olhos da detenta se estreitaram ao baixar o olhar para o chão. Puxou os joelhos contra o peito, claramente lutando contra as lembranças daquele dia fatídico, que anos tentava deixar, mesmo que isso fosse aos poucos e tivesse ainda pesadelos.
— Podemos… Podemos começar de outro ponto de partida?— foi um pedido baixo, quase engasgado, que expôs uma fraqueza que ela odiava deixar transparecer.
— Claro. Não precisamos falar sobre ele. — fez uma pausa breve, observando a reação ruiva de anti a menção. — Talvez possamos falar sobre sua mãe?
Ivy, por um instante, mudou completamente. Uma expressão tênue brotou em seus lábios, mas a lembrança do que havia acontecido logo o apagou de seu rosto. Ainda assim, ela tentou não se abalar, agarrando-se às boas lembranças de quando ela estava viva.
— Minha mãe… ela adorava jardinagem. Passava horas cuidando do nosso pequeno jardim em casa.
Harleen inclinou a cabeça, encorajando-a a prosseguir.
— Ela dizia que, se eu ficasse bem quietinha, podería ouvir as plantas falando assim como ela disse escutava. — os lábios de Ivy se curvaram em um sorriso pequeno, nostálgico. — Acho que foi aí que tudo começou. Minha paixão pela botânica… a ideia de que as plantas não são apenas seres vivos, mas companheiras.
— Ela deve ter sido uma inspiração enorme para você — Harleen comentou com sinceridade.
Ela assentiu lentamente, ainda envolta das lembranças.
— Gostaria de me contar o que aconteceu ontem à noite?
A botânica bateu na mesa, fazendo com que as algemas tremessem com um tinido metálico, e gritou, deixando escapar a raiva em cada traço de seu rosto.
— Aqueles malditos estavam destruindo o único lugar onde me sinto em casa, nesse lugar!! Eles sabem o que minhas filhas significam para mim!!!
Harleen manteve a postura, mas sentiu o estômago dar um nó diante da intensidade que irradiava da mulher à sua frente.
— E foi por isso que você atacou os guardas…
Ivy assentiu devagar.
— Eles não entendem... — o olhar dela endureceu. — elas são a única família que me resta, e eu faria qualquer coisa para protegê-las até mesmo coisas que os outros chamariam de loucura.
— Pam... Poison Ivy. — a médica começou, mas logo se corrigiu, e indicou o ferimento que ela ainda estava se recuperando. — Mas pense: se você continuar se ferindo assim ou pior? quem vai cuidar delas? Você quer que suas filhas sofram porque você está presa, incapaz de protegê-las?
Ela soltou um suspiro longo, carregado de frustração.— E o que você sugere, doutora? Que eu apenas assista enquanto eles destroem tudo que amo?!
Harleen inclinou-se um pouco para frente, seu olhar se manteve firme.
— Talvez se você me der um voto de confiança, eu consiga convencer o Dr. Arkham a permitir que você volte ao jardim. Nem que seja em sessões controladas...
Antes que pudesse continuar, uma batida forte na porta a interrompeu, e Crash a avisou que o tempo da sessão havia acabado.
— Continuamos na próxima sessão — disse, desativando o aparelho no bolso do jaleco. Antes de se levantar, lançou um último olhar para ela.
___
— Como foi lá dentro? — perguntou Lucille assim que a psiquiatra fechou a porta atrás de si. Sua voz carregava curiosidade, enquanto seus olhos a examinavam para ter certeza de que ela estava bem. Mesmo sabendo que a ruiva não pudesse ter causado nenhum dano real, já que estava presa por algemas que impediam que ela usasse os poderes, e a sala fosse feita do mesmo material.
— Ela não tentou me matar, então considero isso um bom começo. — ela comenta dando um pequeno sorriso em alívio.
Uma voz aflita de um dos guarda soou do rádio da segurança, chamando atenção das duas: Crash, precisamos de reforços com um dos pacientes do nível um!
Ela soltou um suspiro impaciente, passando a mão pelo rosto e, em seguida, revirou os olhos em direção ao aparelho.
— Sério?! — murmurou, apertando o botão do rádio. — Não conseguem lidar com um paciente de nível um sem me chamar?! Já estou indo!!
— Bom, doutora, parece que nos vemos mais tarde. — disse, voltando-se para ela, antes de seguir em direção ao local, deixando-a sozinha.
Harleen retorna para sua sala e, assim que entra, seus olhos são imediatamente atraídos pelo delicado botão de rosa ao lado de um bilhete sobre a mesa. Ela se aproxima devagar e apanha o papel, lendo-o mentalmente.
“Desça e venha me visitar uma hora dessas. Assinado, J.”
Ela fitou a rosa, perguntando-se se seria seguro cheirá-la , desconfiada do possível autor daquele presente. Seu primeiro instinto foi de desconfiança. Como ele poderia ter colocado aquilo aqui? Estaria subornando alguém? Ou pior… teria conseguido sair da cela sem que ninguém percebesse? Se fosse o caso, todos já estariam em alerta.
Ela deu um passo à frente, segurando a flor com cuidado, puxou-a do jarro e a analisou sob a luz. Era apenas uma flor comum, suspirou em alívio. Ela finalmente arrisca aproximar o botão do rosto, inalando seu doce e natural perfume, surpreendendo-se com a fragrância fresca que percorreu seus sentidos, fazendo-a relaxar momentaneamente, deixando escapar um pequeno sorriso sem que percebesse.
Sacudindo a cabeça, voltou ao controle. Ela coloca a rosa no lugar, guarda o bilhete no jaleco e caminha em direção a cela do responsável pelo mimo.
— Posso saber como isso foi parar na minha sala? — ergueu o bilhete de modo que apenas o homem deitado na cama, com as mãos cruzadas atrás da cabeça como se a esperasse, pudesse vê-lo, a sobrancelha arqueada e o tom firme, mas baixo, para que só ele ouvisse.
— Tenho meus contatos… até mesmo aqui dentro, doçura. — ele a respondeu no mesmo tom.
— Está dando propina aos seguranças? — Harleen estreitou os olhos, cruzando os braços.
— Quem disse que são os guardas?
Ela deu um passo à frente, encarando-o com dureza.
— Quem mais teria acesso a todas as áreas do instituto, facilitando suas pequenas “escapadas” e alimentando você com informações? Aposto que o Dr. Arkham adoraria saber que você tem comparsas aqui dentro.
— Se você realmente quisesse contar a direção… já o teria feito.— disse ele com um sorriso convencido.
— Mas… caso consiga alguma sessão comigo… — ele fala, num tom quase sedutor — eu poderia lhe contar algumas coisas. Nada… abertamente comprometedor, claro.
Ela sabia exatamente o que ele queria fazer. Sabia que era uma armadilha, mas considerava um desperdício não se aproveitar da situação e virar o jogo contra ele. Se conseguisse a chance de conduzir sessões com ele, poderia estudá-lo enquanto ele, em vão, tentava manipulá-la. Afinal, já havia decifrado sua estratégia, e não seria uma presa tão fácil assim.
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Teorias do próximo capítulo...?
O que Théo e Pritty acham de Núbia?
Para eles, ela é um exemplo a seguir, assim como seus pais e Deyra, mesmo tendo uma personalidade um pouco diferente da de suas irmãs.
A pergunta não apareceu nas minhas notificações, por isso deve ter demorado para eu respondê-la.
À medida que as luzes se acendiam automaticamente com o movimento, cortavam a escuridão e revelavam fileiras de divisórias de vidro reforçado, projetadas para impedir que os internos causassem qualquer dano aos funcionários ou uns aos outros.
— Esta é a área de contenção máxima — explicou Lucille, após passarem por um guarda fortemente armado, cuja expressão neutra escondia anos de convivência com horrores cotidianos.
Ela apontou para as câmeras suspensas, que se moviam levemente acompanhando seus passos, e para os agentes em pontos estratégicos, sempre alertas.
— Esta é nossa última parada antes de levá-la à sua sala. A maioria deles literalmente comeria um novato no café da manhã. Então é melhor ficar com os olhos abertos. — as palavras soaram duras, mas não eram exagero.
Harleen se recorda das aulas de seus professores da universidade, que discorriam sobre a complexidade da mente humana e apresentavam casos que pareciam mais ficção.
— E, mesmo assim... isso nem sempre é suficiente.
— Houve muitos incidentes graves? — perguntou a Quinzel, com a voz séria, mas carregada de curiosidade. Ela havia ouvido falar de alguns casos, mas poucos, e aqueles que conhecia não traziam muitos detalhes.
— Temos pacientes que escaparam tantas vezes que perdemos a conta. Há um em particular... — ela lançou um olhar rápido aos arredores, certificando-se de que não eram ouvidas. — Bem, você verá por si mesma.
Não demorou muito para Harleen perceber de quem se tratava. Pois enquanto caminhava pelo corredor, uma cela em particular prendeu sua atenção. Movida pela curiosidade, ela se aproximou e, ao olhar para dentro, ficou hipnotizada pela figura encostada na parede, com uma postura relaxada demais para alguém confinado em lugar daqueles. E assobiava uma melodia melancólica suave, como se estivesse alheio a tudo, perdido em pensamentos que só ele parecia compreender.
— Quem é… — Harleen começou a perguntar, mas a voz se apagou assim que o reconheceu.
Embora ela já tivesse visto aquele rosto inúmeras vezes em reportagens e manchetes. A experiência de vê-lo pessoalmente foi incrivelmente diferente, especialmente sem a típica maquiagem branca pesada e seus icônicos lábios vermelho-carmesim que chamavam a atenção de qualquer um.
— Não posso negar... ele é... diferente do que eu esperava — murmurou, sem perceber que falava em voz alta.
Lucille, percebendo o fascínio imprudente da jovem, aproximou-se rapidamente, colocando a mão firmemente em seu ombro, impedindo-a de avançar e alertou.
— Não chegue muito perto. Esse é o Joker.
— Ele parece tão... — ela tentou encontrar a palavra.
— Normal? — completou Crash, com sarcasmo. — Não se engane. Ele é a definição de causa perdida.
Antes que ela pudesse dizer alguma coisa, o homem de cabelos castanho-escuros lisos, que caíam em mechas desordenadas ao redor do rosto, e olhos verdes, que exalavam um charme sombrio, encontraram os dela. Um sorriso lento e travesso se espalhou por seu rosto, de orelha a orelha, como se ele estivesse absorvendo cada palavra dita por elas.
— Novata? — Ele a olhou de cima a baixo, sem perder nenhum detalhe da aparência dela. — Finalmente, algo interessante por aqui.
Ele levou dois dedos aos lábios e soprou um beijo no ar, sem desviar o olhar. A psiquiatra, surpresa com o gesto, corou involuntariamente; as bochechas avermelharam-se até o nariz, deixando-a com uma expressão que mesclava choque e constrangimento.
— Deixe a garota em paz, Napier!
Harleen desviou o olhar do homem para se deparar com a dona da voz, uma mulher de cabelos escuros, cacheados, que se aproximava com passos seguros, como se nada pudesse intimidá-la.
— Não caia nos jogos do Joker — disse ela, parando ao lado da mais nova, encarando o homem atrás do vidro, que apenas sorriu ainda mais, deliciando-se com a cena.
Ela se virou para a caloura sem surpresa. A notícia de uma nova contratação já havia circulado entre a equipe e, àquela altura, não era surpresa que ainda houvesse gente que aceitasse trabalhar ali.
— Você deve ser a nova médica que Jeremiah mencionou.
— Isso, Dra. Harleen Quinzel — ela se apresentou, estendendo a mão, exibindo um sorriso.
— Dra. Joan Leland, chefe de psiquiatria do Arkham. — respondeu a outra, apertando a mão dela com firmeza, mas não retribuiu a expressão.
— Se você quer sobreviver aqui, mantenha distância dele — ela aconselhou, apontando para o homem atrás do vidro, como se ao fazer isso estivesse oferecendo a ela um mapa do submundo que cercava sua nova realidade.
A chefe de psiquiatria estudou a jovem com um toque de ceticismo antes de dizer:
— Qualquer pessoa com suas credenciais poderia estar trabalhando em qualquer hospital de prestígio, como no Dimas, que, aliás, é um dos mais renomados do mundo. Mas você se candidatou para trabalhar no Arkham. Uma escolha curiosa, para dizer o mínimo.
— Na verdade, antes de me candidatar à equipe de psiquiatria do Arkham, minha primeira escolha foi realmente o Dimas.— disse Harleen, com um sorriso que logo desapareceu. — Mas, como você pode imaginar, as vagas já estavam preenchidas.
Joan eleva uma das sobrancelhas. — Espero que saiba no que está se metendo.
Como seu expediente havia acabado, ela se dirigiu à saída. Mas, antes de ir, fez questão de passar por Crash, estendendo a mão de repente, e segurou com firmeza a manga da jaqueta do uniforme dela, puxando-a de lado. Olhando diretamente nos olhos da agente, Joan sussurrou seriamente, de forma que ninguém mais pudesse ouvir: Fique de olho nela.
Enquanto as mais velhas conversam, Joker bate de leve no vidro, tentando chamar a atenção de Harleen.
— Hey, doc... — ele sorri, olhando diretamente para ela. — Se quiser estudar a loucura de verdade, basta sentar comigo. Prometo que vai ser divertido.
Lucille simplesmente acena com a cabeça, compreendendo o peso do pedido. O olhar que trocou com a psiquiatra denunciava a gravidade da situação.
Leland, séria e sem perder a compostura, virou-se para Quinzel e disse em tom firme, antes de retomar o passo:
— Ignore-o.
— Pronta para continuar? — perguntou Lucille, a mais nova.
— Ah, sim — respondeu, exibindo um sorriso rápido.
[...]
De repente, enquanto caminhavam, gritos de ordens puderam ser ouvidos nos corredores à frente. As mulheres pararam por apenas poucos segundos, trocando um olhar silencioso de alerta e, em seguida, aceleraram o passo em direção à fonte dos sons.
— Droga. De novo, não — murmurou Crash, os dentes cerrados, correndo lado a lado com a novata, em direção àquela gritaria.
A tensão no ar aumentava à medida que se aproximavam do tumulto, as vozes ficaram mais claras. Quando viraram o corredor, elas viram agentes de segurança com suas armas em punho, tentando conter uma figura no centro da comoção: uma prisioneira ruiva, de sardas e olhos verdes vibrantes. O mais impressionante, no entanto, eram as flores rosas multicoloridas, pintadas em tons quentes, em suas mãos.
— Senhorita Pamela Isley! Pare agora! Esta é sua última chance! — gritou um dos guardas, erguendo a arma.
— Nem fudendo! — ela respondeu, cheia de desprezo, levantando o dedo meio com um sorriso torto no canto dos lábios.
— ATENÇÃO! — gritou o oficial, fazendo sinal para os outros avançarem.
Com um sutil movimento dos dedos, ela faz uma trepadeira emergir, serpenteando em direção ao guarda mais próximo. Ele mal teve tempo de compreender o que estava acontecendo. Pois vegetação se apertou em torno de seu corpo, subindo rapidamente até o pescoço, e começou a estrangulá-lo lentamente. Sua respiração começou a falhar, e sua expressão se transformou em puro desespero enquanto ele lutava em vão para se libertar, apenas piorando sua situação.
— Fiquem atrás de mim, doutora! — um dos guardas se postou diante de Harleen, protegendo-a com o corpo.
Harleen tentou espiar por cima do ombro dele, buscando enxergar melhor a figura que os guardas tentavam conter. Já havia ouvido falar nela nos jornais, mas achou estranho mencionassem seu nome verdadeiro, assim como de Joker - pois essa informação era restrita apenas aos funcionários da instituição (além das autoridades e do homem-morcego, que sabia grande parte dos nomes civis de seus inimigos.) Ou, pelo menos, acreditava-se que aqueles eram os nomes verdadeiros dos detentos.
— Srta. Isley! Solte o guarda agora! — grita uma agente de grupo.
— Abaixem as armas!! Agora! Deixem comigo! — Lucille interveio, assumindo o controle da situação. Era a única funcionária ainda autorizada a lidar diretamente com ela — e, curiosamente, uma das poucas que a botânica ainda não havia eliminado, apesar de incontáveis oportunidades.
A ex-psiquiatra de Pamela havia insistido, para que Jeremiah deixasse a guarda encarregada de escoltar a prisioneira nas raras ocasiões em que saía da cela — sessões de terapia, exames médicos ou quaisquer atividades programadas. A médica defendia que o temperamento equilibrado da segurança poderia, de alguma forma, tocar o lado humano da detenta, algo que muitos consideravam impossível, dados os transtornos psicológicos da ruiva.
A Mantigovery, por sua vez, frequentemente se perguntava por que ainda estava viva. Sabia que, se dependesse da vontade da Isley, já teria sido morta há muito tempo.
Quantas vezes ela poderia tê-la envenenado? Quantas vezes poderia ter pedido às plantas que a estrangulassem em silêncio, ou até mesmo a persuadido a ajudá-la a escapar? Por que sempre hesitava quando se tratava dela?
Ela não era tola. Não, claro que não.
A falta de uma resposta exata para essa pergunta a deixou inquieta e também estranhamente fascinada por ela.
Os homens se entre olharam, tensos, os dedos firmes nos gatilhos. Mas a presença de Crash e sua reputação falaram mais alto, fazendo eles abaixarem as armas, mesmo com o instinto gritando em seus ouvidos para não baixar a guarda diante da criminosa.
— Senhorita Isley, não precisa ir por esse caminho — disse Crash, aproximando-se cautelosamente, com as mãos levantadas em sinal de paz.
— Eles estavam matando minhas filhas. Como eu não pude reagir?! — Ivy a encarou, sua voz um soluço engasgado entre os dentes cerrados.
— Eu sei. Mas eu juro por tudo o que é vivo: ninguém mais vai tocá-las. — a agente manteve a postura, mas sem hesitar.
Ela deu mais um passo, agora a poucos centímetros da ruiva. Sabia que as plantas poderiam atacá-la num piscar de olhos, mas ignorou.
— Confie em mim. Só desta vez — disse ela suavemente.
Por mais relutante que estivesse, Pamela confiava nela — mesmo sem entender bem o porquê. Não era a mesma relação que ela tinha com sua psiquiatra, que foi uma das poucas que realmente quis ajudá-la, permitindo que ela tivesse acesso ao jardim do local sob supervisão de seguranças e usasse as algemas inibidoras, quando ainda era paciente dela. Pamela, porém, não colaborava muito com a própria situação, pois sempre tentava escapar ao retornar a Arkham e, às vezes, acabava provocando confusões, fazendo com que Greyce e os guardas usassem os sedativos desenvolvidos pelos próprios médicos do local na tentativa de controlar os “pacientes” sempre que saíam do controle. Também não era como a camaradagem que havia desenvolvido com um prisioneiro à frente de sua cela, resultado das sessões de terapia que havia realizado em dupla, quando estava presa na segurança mediana. Ela era diferente. Era a única que conseguia desamarrá-la — não completamente, é claro, mas o suficiente para que ela baixasse a guarda, embora fingisse indiferença e também não importar, assim como os demais.
E ela estava exausta. Mesmo tendo escapado das algemas inibitórias, não tinha forças para alongar aquele confronto. Ela estava ali havia semanas, apenas sobrevivendo graças às miseráveis doses de luz solar artificial, que lhe permitiam absorver o mínimo necessário. Mesmo sem entender Green,– pois toda vez que entrava e saía, era inconscientemente, o que a levava a acreditar que era apenas um sonho, um devaneio, ou que fosse efeito colateral das drogas que médicos usavam nela. - ela teria matado aqueles que ousaram tocar em suas "filhas", sem se importar com as consequências, caso elas não tivessem aparecido quando apareceram.
— Sote-o... por favor — suplicou a agente.
Pamela expirou lentamente, permitindo que seus ombros relaxassem. Com um gesto contido, pediu para trepadeira que recuasse. A planta hesitou por um instante, mas largou o guarda, que caiu no chão, semiconsciente.
BANG!
"Droga", pensou Lucille, comprimindo os lábios numa linha tensa enquanto observava o corpo da ruiva cambalear antes de cair no chão, com um gemido escapando de sua garganta.
Desorientado e tomado pelo pânico, o guarda que quase havia sido morto manteve o dedo no gatilho, apontando a pistola para a mulher ferida no braço.
— Ela já estava rendida! Você tem ideia do que fez?! — Crash gritou, girando nos calcanhares, visivelmente frustrada, encarando o colega com fúria, mesmo sabendo, no fundo, que não era culpa dele.
— E-eu... ela quase me matou... eu só... — gaguejou ele, com a voz embargada, incapaz de formular qualquer justificativa coerente.
Antes que ela pudesse responder, uma voz familiar achou a atenção dela.
— Eu... eu me rendo!! — Ivy murmurou, com esforço, pressionando o ferimento numa tentativa inútil de estancar o sangramento.
A Brooklynite virou-se para a mulher caída no chão e se aproximou, ajustando as luvas no bolso do uniforme. E agachou-se lentamente ao lado dela, examinando cuidadosamente o ferimento, evitando qualquer movimento brusco que pudesse machucá-la ainda mais.
— Você está bem? — perguntou, e apesar da raiva que ainda queimava em seus olhos contra o atirador, sua voz com ela era de genuína preocupação.
— Já passei por coisas piores... mas isso não significa que eu desista — Pamela respondeu, com um meio sorriso fraco, apesar da dor. — Ainda não entendo por que você se importa tanto...
— Acho que você deveria reconsiderar quem são seus inimigos, Pepper — ela murmurou, para somente ela ouvisse.
Embora achasse o apelido infantil e provocativo, comparado ao pseudônimo que todos temiam e que ela preferia ser chamada “Poison Ivy”, ela não conseguia detestá-lo completamente quando vinha dela.
— Levem-na para a enfermaria! Vocês não vão querer que o Dr. Arkham saiba que quase mataram uma prisioneira, querem?! — ela os ameaçou.
Apesar de muitos quererem ver grande parte dos detentos mortos, apenas para se livrarem da preocupação constante que eles representavam, era melhor tê-los vivos do que mortos, pois sempre surgiria alguém pior.
Os guardas não ousaram discutir. Algemaram a paciente, e a conduziram pelos corredores.
— Desculpe o inconveniente, Dra. Quinzel — ela se desculpou enquanto se aproximava da loira.
— Como... como ela não te atacou? — perguntou Harleen, ainda atordoada com o que havia acabado de testemunhar.
— É uma longa história — respondeu com um suspiro, mantendo o passo firme pelos corredores. — Digamos que o Dr. Greyce achou que eu tinha o “perfil certo” para lidar com ela.
— Greyce? — Harleen franziu o cenho, tentando encaixar aquela informação nos fragmentos que conhecia.
— A última psiquiatra de Ivy...
Antes que pudesse continuar, os passos delas diminuíram pararando diante de uma porta de madeira maciça escrito em latão "Dra. Harleen Quinzel".
— Aqui está o seu escritório. Não é grande coisa, mas é seu. Se precisar de alguma coisa, estarei por perto. Ah, e bem-vinda a Arkham. — ela concluiu com um pequeno sorriso antes de ir embora, deixando a novata sozinho.
Harleen girou a maçaneta e entrou na sala. Não era grande mesmo, mas não precisava ser. Havia uma escrivaninha de madeira escura, sobre a qual repousava um computador no canto, provavelmente pertencente ao Dr. Dawson. Ao redor, havia uma cadeira giratória e um sofá ao lado de uma pequena estante, repleta de livros sobre psicologia e criminologia
Ela colocou a bolsa sobre a mesa e, em seguida, pegou a caixa de arquivos que estava sobre ela, e sentou-se no sofá, abrindo a primeira pasta com os relatórios de seus pacientes.
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O que acharam?
Não demorou muito, pois esse capítulo fazia parte, originalmente, do capítulo anterior.
Teorias do próximo capítulo...?
[ From Villains to Heroes... or Almost, Wattpad & Spirit ]
Pilot
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— Onde deseja ir, senhorita? — perguntou o motorista, lançando um olhar curioso pelo espelho do retrovisor, enquanto a passageira se acomodava no banco de trás do táxi.
— Para o Arkham Asylum, por favor. — respondeu a jovem de olhos azul-claros, como um céu limpo em dia ensolarado, que refletiam uma determinação incomum para alguém com tal destino. Ela trajava um jaleco branco sobre uma blusa vermelha vibrante, que contrastava com as luzes da cidade que entravam pelas janelas do carro, revelando a beleza de sua juventude. Em volta do pescoço, um colar com um pingente vermelho discreto lembrava o formato de uma carta de ouros.
— Tem certeza, senhorita? — ele franziu o cenho, surpreso com o lugar que ela havia escolhido. Afinal, Arkham não era um destino comum que as pessoas costumavam ir, principalmente à noite.
Ela insistiu, e apesar da hesitação, ele ligou o carro, mas não conseguiu evitar a curiosidade, quebrando o silêncio que havia se instalado entre eles.
— Desculpe a intromissão, mas o que a leva a escolher esse lugar... tão peculiar? E ainda mais à noite?
— Recebi uma oferta de trabalho. Sou psiquiatra — ela respondeu com naturalidade.
A resposta provocou uma expressão de desconforto no rosto do motorista, como se a informação soasse como uma piada de mau gosto.
Ele riu sem graça, balançando a cabeça, como se quisesse afastar o que tinha acabado de ouvir.
— Psiquiatra, é? Então vai cuidar dos malucos... digo, dos pacientes de lá?
— Bem, espero que pelo menos o salário daquele manicômio valha a pena. — ele comentou, ajeitando o espelho do retrovisor, lançando-lhe um olhar avaliador. — Afinal, com todo respeito, uma moça jovem, bonita como você, e com cara de espertinha, disposta a trabalhar em um lugar cheio de assassinos psicóticos.... é surpreendente. Sinceramente, não entendo o que se passa na sua cabeça. Se fosse eu, recusaria tal oferta sem pensar duas vezes.
Ela desviou o olhar para a janela e respondeu com simplicidade — Eu só quero ajudar.
Enquanto ele manobrava o veículo, as sombras pareciam se aprofundar, como se a própria cidade estivesse em um estado de apreensão. Foi então que algo chamou a atenção da passageira. Duas silhuetas, uma claramente maior que a outra, moviam-se ligeiramente entre os prédios. Viaturas passaram em alta velocidade ao lado do táxi, lançando flashes de luz sobre a rua antes de desaparecerem na mesma direção das figuras misteriosas. A cidade se apresentava em toda sua glória. Arranha-céus e construções menores refletindo luzes vibrantes que tentavam se opor à escuridão crescente, enquanto um sinal de morcego era projetado no céu noturno.
— Será que...? — ela começou, mas decidiu ficar quieta, afastando os pensamentos sobre os rumores que circulavam frequentemente entre os moradores da cidade a respeito dos vigilantes. Ela os tratava como meros boatos de lendas, e via o sinal no céu como uma tentativa de intimidar os criminosos, fazendo-os desistir de cometer crimes — o que, na prática, não funcionava muito bem.
Ela suspirou, reencostando a cabeça no assento do táxi, tentando ignorar as figuras que havia visto. Talvez fosse só coisa da cabeça dela...?
[...]
Após algum tempo dirigindo, o táxi finalmente alcançou o porto, onde uma balsa os aguardava. A espera foi rápida, uma vez que não havia ninguém além deles e a embarcação já estava atracada. O motorista conduziu o veículo para dentro da balsa, estacionou cuidadosamente e desligou o motor. À medida que a balsa se afastava, Gotham tornava-se um mero borrão de luzes contra um céu que se tornava cada vez mais sombrio, por conta das nuvens densas.
A loira saiu do veículo assim como o dono do carro, e se aproximaram da borda da plataforma, perdidos na contemplação do reflexo trêmulo da lua sobre as ondas, enquanto a mistura de conforto e inquietação os envolvia.
Envolvendo os braços ao redor do corpo, a jovem puxou o jaleco contra si e murmurou — Pensei que Arkham fosse mais perto...
O motorista lançou um olhar breve na direção da ilha que se aproximava aos poucos e respondeu com um tom que beirava o desdém — Quanto mais longe, melhor. Este não é o tipo de vizinhança que se deseja por perto.
Ela assentiu lentamente, permanecendo em silêncio por alguns segundos, pensativa. Então, perguntou, tentando quebrar o clima tenso — Você notou aquelas silhuetas quando a polícia passou por nós?
O motorista olhou por cima do ombro e balançou a cabeça negativamente. — Não vi, senhorita. Estava concentrado na estrada. Mas já ouvi falar dessas histórias.
Ela virou o rosto para ele, arqueando uma sobrancelha, curiosa, aguardando mais.
Ele coçou a nuca com um suspiro antes de continuar — Tem quem jure que tem um sujeito por aí... vestido de morcego. Alguém que caça criminosos nesta cidade, onde muitos já perderam a esperança.
— O tal de Batman?
— Isso mesmo — confirmou ele, um leve sorriso surgindo em seu rosto.
— Nunca acreditei muito nessa história, nem nas de outros também, como aquele... como se chama mesmo?... Nightwing?
— Ah, sim, o Wing! — ele riu de forma nostálgica , se lembrando de uma lembrança. — ele o Batman já foram um dupla de combatentes. O Wing era muito mais bacana do que o moleque que assumiu o manto dele; o que assumiu era um verdadeiro babaca, pelo menos o que diziam por aí.
— Diziam? — indagou a jovem, já esperando uma resposta que poderia significar uma de duas coisas.
O motorista ficou sério, e a voz ganhou um tom sombrio e pesaroso. — O garoto não teve muita sorte como o outro. Dizem que morreu brutalmente pelas mãos do príncipe palhaço do crime. Nunca ouviu falar dele? Isso faz uns três anos. Todo mundo se lembra...
— É que... eu não sou daqui. Me mudei faz pouco tempo. Sempre ouvi dizer que o Batman trabalhava sozinho — ela explicou.
Ele assentiu, compreensivo. — Tá explicado. Dizem que ele está com outro parceiro de combate ao crime. Ou melhor, parceira. Uma garota. Bem diferente do último, pelo menos o que andam dizendo.
Intrigada, ela franziu a testa e perguntou — Como esse cara consegue tantas crianças dispostas a virar combatentes do crime?
— Bem, as crianças sempre buscam aventuras e emoções. Quem não gostaria de sair fazendo o bem como um herói?
— É, isso até faz sentido. — ela sorriu, concordando com a especulação dele.
[...]
Assim que a balsa finalmente atracou na ilha, o motorista conduziu o táxi pela plataforma de desembarque. O veículo parou a uma boa distância da estrada, que exibia alguns postes de iluminação fracos que levavam até os portões de ferro negro reforçado, arqueados no topo com o nome "ARKHAM ASYLUM". Todo o complexo era cercado por altos muros e torres de vigilância, que se erguiam nas extremidades, observando silenciosamente os arredores. Mesmo àquela distância, era possível avistar os três prédios, interligados entre si, com uma arquitetura vitoriana imponente.
— Desculpe, senhorita, mas é até aqui que posso levá-la. — declarou o taxista. Não arriscaria chegar mais perto daquele lugar, nem que lhe pagassem.
— Não há problema. Obrigada. — respondeu ela, entregando o pagamento.
Após sair do carro e fechar a porta com cuidado, ouviu a última recomendação do motorista — Boa sorte, senhorita. Você vai precisar.
Ela apenas assentiu.
O automóvel permaneceu ali por alguns segundos enquanto o homem observava a passageira seguir em direção ao local, antes de dar ré e desaparecer na estrada por onde vieram, deixando-a completamente sozinha.

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Bem, por enquanto, é isso. Gostaria de saber o que vocês acham deste capítulo, para que eu possa publicá-lo eventualmente.
[ From Villains to Heroes... or Almost, Wattpad & Spirit ]
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Naquela noite, o vento cortante fazia o cabelo dela voar em todas as direções, empurrados pela brisa gelada que se tornava ainda mais intensa ao chegar à ilha, obrigando-a a puxar instintivamente o jaleco contra o corpo, enquanto o estômago se revirava. Ainda assim, ela manteve o passo firme, avançando pela estrada pavimentada que se estendia até o portão principal do complexo à frente.
Todo mundo sabia dos riscos, de se trabalhar em uma das instituições mais temidas do país, mesmo aqueles que nunca haviam colocado os pés em Gotham. O asylum era sinônimo de medo, insanidade e histórias sussurradas que jamais deviam ser repetidas em voz alta. E, ainda assim, havia quem aceitasse trabalhar lá. O motivo era simples: o salário. Embora distante dos números exorbitantes que muitos imaginavam - nada que enchesse os olhos de luxos -, ainda assim era o suficiente para se tornar uma proposta difícil de recusar, especialmente quando havia contas atrasadas ou uma família dependendo do que entrava no fim do mês.
No caso dela, em sua cidade natal, a oferta de trabalho jamais chegaria perto da quantia apresentada em Gotham. A diferença era tentadora demais para ser ignorada. Embora sua cidade compartilhasse algumas semelhanças com a metrópole, - principalmente no que dizia respeito à segurança pública, já que Beyson City seguia um caminho semelhante a cidade-irmã, apesar que os criminosos não representassem perigos comparáveis aos de super vilões - a economia local era mais frágil, com baixos índices de renda na maior parte dos setores. Por isso, não era incomum ver um fluxo constante de pessoas deixando a cidade em busca de oportunidades em Gotham, que por outro lado, mesmo com sua fama de cidade sombria e perigosa, oferecia mais possibilidades. Dependendo da região, os salários eram razoáveis, e o custo de vida, embora alto, ainda se mostrava mais acessível do que em outras cidades como Metrópolis, National City, Central City ou até mesmo Star City. Essas cidades, além de naturalmente caras, eram protegidas por defensores lendários, sempre dispostos a enfrentar malfeitores porém, essa proteção tornava o custo da vida urbana ainda mais elevado.
Na cidade natal dela também havia vigilantes que atuavam de forma discreta, mas eram poucos e a maioria era pessoas comuns, tentando fazer o melhor com os poucos recursos que possuíam. Alguns até possuíam habilidades especiais - os denominados meta-humanos -, mas pouco se sabia sobre eles, e eles não eram suficientes para mudar significativamente a situação da cidade, bem como a policia.
Ela havia planejado se mudar para Boston - que não era tão cara quanto as cidades citadas, por não ter super-heróis - caso fosse contratada pelo hospital para o qual havia enviado seu currículo, mas o plano A foi por água abaixo.Mesmo com a irmã insistindo para que tentasse a sorte em outro lugar, não havia muito para onde correr. A caçula acabou encontrando um lugar para morar em Gotham, dividindo um apartamento um pouco afastado do centro com Selina Kyle, que lhe propôs compartilhar as despesas, já que passava a maior parte do tempo fora devido ao seu serviço noturno. Pouco depois de sua chegada em Gotham, Delia também conseguiu uma vaga em outra cidade, no qual aguardava apenas a resposta final.
Apesar de tudo isso, em algum lugar profundo do coração dela ainda ardia uma chama de idealismo - um desejo genuíno de ajudar, de "curar" aqueles que muitos já haviam desistido de tentar salvar.
Ao chegar ao portão do complexo, ela foi recebida pelo olhar implacável de um guarda. Seus olhos estreitos, de um castanho quase negro, a examinaram de cima a baixo como se pudessem arrancar dela qualquer segredo que ousasse esconder.
O homem vestia um uniforme azul-escuro e, como equipamento padrão, carregava um walkie-talkie sobre o ombro esquerdo. No peito, refletida pela fraca iluminação da entrada podia-se ler em seu crachá: Marcus G. Colle.
— Nome completo e motivo da visita. — exigiu ele, sua expressão não trazia traço algum de simpatia.
A Jovem sustentou o olhar dele, ainda que sentisse um frio subir pela espinha. Ajustou discretamente a alça da bolsa no ombro e respondeu com calma.
— Sou a Dra. Harleen Frances Quinzel.— disse, oferecendo um sorriso educado. — Fui contratada pelo diretor Arkham.
Marcus ergueu uma sobrancelha, como se a medisse mais uma vez. O silêncio se prolongou por segundos que pareceram minutos. Só então sua expressão se suavizou, embora o peso do olhar permanecesse.
— Ah, sim. O Dr. Arkham mencionou a chegada de um novo membro da equipe de psiquiatria. — diz ele abrindo o portão, dando-lhe espaço para que ela entrasse — Vou levá-la à recepção.
Sem outra palavra, virou-se para a frente, seguindo o amplo pátio interno que se abria diante deles, até os três conjuntos de blocos interligados que formavam o instituto. As janelas gradeadas refletiam a luz dos postes espalhados pelo pátio, enquanto holofotes das torres de vigia, varriam cada canto do lugar em busca de movimento suspeito. Entraram no saguão principal, que embora mais iluminado, não era acolhedor.
Atrás do balcão da recepção, uma mulher levantou-se. Sua pele escura tinha um brilho suave sob a luz, os cabelos grossos e ondulados estavam presos em um rabo de cavalo alto, com algumas mechas caindo soltas, emoldurando o rosto com uma beleza despretensiosa.
— Dra. Quinzel, certo? — disse a mulher de olhos castanho-escuros e sotaque do Brooklyn, oferecendo um sorriso que destoava da rigidez de todo o restante do lugar.
A loira assentiu, devolvendo o sorriso.
— Posso dar uma olhada na sua bolsa?
Sem hesitar, Harleen a entregou. A agente de segurança, identificada no crachá como Lucille M. Crash, moveu-se com a naturalidade de quem havia feito aquele gesto milhares de vezes. Ela não encontra nada que pudesse causar preocupações, apenas uma carteira, chaves, maquiagem básica, bloco de notas, e algumas canetas.
— Tudo certo aqui. — devolveu a bolsa com um leve baque sobre o balcão. — Mas vou precisar fazer uma revista rápida.
— Tudo bem. Pode prosseguir. — a medica manteve o tom sereno.
— Abra os braços, por favor. E vire-se um pouco de lado.
A jovem obedeceu, erguendo os braços suavemente. Fixou os olhos em um ponto atrás da guarda, mantendo a neutralidade. A agente começou pelos ombros, deslizando as mãos pelos bíceps até os pulsos, sentindo apenas o relevo suave do tecido da camisa vermelha de mangas compridas, justa sob o jaleco branco aberto. Depois, moveu-se pela cintura até os quadris, onde encontrou a calça preta de alfaiataria justa, terminando logo acima dos tornozelos e revelando o contorno da meia-calça escura por baixo. No entanto, ao notar um pequeno volume mais firme no bolso lateral do jaleco, ela ergueu as sobrancelhas.
— Tem algo no bolso?
— Uma barra de chiclete. Mantém minha vontade de doce sob controle. — disse, retirando o pacote e mostrando-o entre os dedos.
Lucille reprimiu um sorriso quase imperceptível e prosseguiu. Continuou a inspeção, abaixando-se para examinar as pernas, passando pelas botas de cano curto. Ao terminar, ergueu-se com um leve suspiro discreto.
— Desculpe a formalidade. — disse, relaxando ligeiramente a postura. Puxou uma prancheta de dentro do balcão; presa a ela, havia uma caneta pronta para uso. — Assine aqui: horário de entrada e confirmação da revista.
— Sem problema. É totalmente compreensível, ainda mais num lugar como este. — diz enquanto assinava os papéis.
— Lucille Crash. — apresentou-se a mulher, estendendo a mão assim que analisou a assinatura e guardou a ficha. — Oito anos aqui. Posso garantir: não é para qualquer um. Muitos não aguentam nem a primeira semana. Se você durar até sexta, já vai estar acima da média.
Ela apertou sua mão com confiança, apesar do leve nervosismo por trás da empolgação.
— Espero superar as expectativas.
Lucille riu, contida. — Bom, passou por mim sem problemas. Já é um ótimo começo. Mas entre nós... — ela se inclinou sobre o balcão, como quem compartilha um segredo. — a maioria dos guardas é bem mais rígida. O Maycon, por exemplo? Teria te fichado só pela goma. E ainda confiscado.
— Estou começando a achar que tive sorte.— Você nem imagina.A agente suspirou e entregou um crachá de identificação a ela.— Aqui está seu passe de acesso. Mantenha-o visível enquanto estiver em serviço.
A garota examinou rapidamente, observando o logotipo estilizadocom a letra "A", antes de pendurá-lo no pescoço.
— Obrigada.
— O Dr. Arkham está ansioso para conhecê-la pessoalmente. Por aqui. — disse a mais velha conduzindo-a até o escritório do diretor.
[...]
Quando chegaram ao sexto e último ano, Lucille parou diante da porta com uma placa de latão onde se lia: “Dr. Jeremiah Arkham”. Ela ergueu a mão e bateu três vezes de forma firme, fez uma breve pausa e, em seguida, deu mais duas batidas rápidas.Podesse ouvir uma voz grave do outro lado da porta, após alguns segundos.
— Por favor, entre!
Lucille girou a maçaneta e empurrou a porta. Uma claridade diferente escapou pelo vão, rompendo a penumbra do corredor. O escritório era espaçoso, surpreendentemente bem iluminado em contraste com o restante do local. A luz branca do teto se destacava contra as estantes de madeira escura, abarrotadas de livros.
Lá dentro, um homem alto, de pele morena, cabelos castanhos médios e barba a fazer, levantou-se assim que a guarda bateu à porta, posicionando-se diante da bagunça “organizada” que era a mesa atrás dele. Seus olhos azuis, intensos e penetrantes, observavam atentamente a recém-contratada.
— Dra. Quinzel, é um prazer conhecê-la pessoalmente. — disse ele, estendendo a mão com um sorriso formal. — Peço desculpas pelo horário... sei que não é o mais convencional.
Harleen avançou com passos confiantes e apertou-lhe a mão com firmeza.— O prazer é meu, doutor. Agradeço pela oportunidade, mesmo em um horário tão incomum.
— Por favor, sente-se. — Arkham gesticulou para uma das cadeiras diante da mesa. Em seguida, recostou-se na beirada do móvel, apoiando os dedos sobre a superfície. — Serei direto, doutora. Somos gratos por tê-la conosco, mas é fundamental que compreenda a seriedade da função que aceitou.
Sua voz soou como um aviso.
— Aqui, não lidamos apenas com transtornos de humor ou problemas de comportamento. Muitos de nossos pacientes são manipuladores natos. E alguns... são brilhantes. Perigosamente brilhantes.
Fez uma pausa, como se pensasse o impacto do que havia acabado de dizer, a baixando os olhos. O silêncio se alongou, denso, até que ele continuou.
— Meu tio, Amadeus, fundou este lugar com a intenção de tratar das pessoas. Uma missão nobre, em teoria. Mas, às vezes, me pergunto... se ele mesmo não precisava de ajuda mais do que qualquer um por aqui.
O comentário pairou no ar. Ela percebeu, sem querer, o rápido movimento de Jeremiah em direção à mesa, onde, entre dezenas de fichas, uma se destacava por estar em aberto, com o carimbo avermelhado: “Dr. Dawson Palmiotti" - Falecido”. Contudo, optou por não comentar.
— Nosso último psiquiatra precisou se afastar por... motivos pessoais. Permanentemente, infelizmente. — escolheu bem as palavras para não alarmá-la, logo antes que pudesse começasse seu trabalho. — Uma grande perda. Ele era excelente. Mas com sua partida... a vaga ficou em aberto.
— E, para ser honesto, você foi a única a se candidatar. — acrescentou, com leve ênfase, sem demonstrar surpresa. — O que não me espanta, dado a... reputação de Arkham.
— Estou ciente da complexidade da instituição, doutor. Ainda assim, estou disposta a seguir em frente. Sei no que estou me metendo. — respondeu convicta. Apesar das histórias que circulavam, ela sabia o que encontraria ali dentro. Era Arkham, afinal de contas. Mas ela não era do tipo que se intimidava facilmente.
— Como conversamos pelo celular, você pode começar imediatamente. Os prontuários dos seus pacientes estão sobre a mesa do seu escritório.
Ele então se virou para a mulher que permanecia em silêncio junto à porta.
— Crash, por favor, acompanhe a Dra. Quinzel até a sala dela.
Po, tava lendo sobre o Dimitry ontem e achei ele bem interessante, pode falar mais dele? Além disso, qual é o estilo de relacionamento que ele tem com o Darius? Eles são próximos e tal?
Sobre a relação entre eles, pode-se dizer que eles têm um vínculo forte, mas bastante particular. Não são “melhores amigos” no sentido tradicional, de compartilhar tudo um com o outro, mas também não vivem brigando. Dimitry é mais aberto e brincalhão, trazendo leveza à relação, enquanto Darius que é mais reservado — embora tenha um espírito mais leve que o do pai, ele ainda tem postura séria. Embora provocações surgem algumas vezes , existe entre eles uma admiração mútua.
que atores interpretariam o jacob e o dmitry?
Grande parte dos personagens que criei não foi inspirada em atores, então não escolhi nenhum artista específico para eles. Minhas referências vêm de outras fontes. Além disso, não sou bom(a) em lembrar nomes de famosos — lembro mais dos papéis que eles interpretaram.
Para o Neive: qual é a cor de seu uniforme?
A versão do traje dele quando jovem seria justa e aerodinâmica, projetada para canalizar a velocidade de Speed Ice sem causar qualquer dano. A cor predominante seria o azul cobalto, vibrante e profundo, contrastando com o preto nas laterais e detalhes em prata no uniforme. No peito, haveria um raio estilizado que, quando ele usasse seus poderes, ganharia uma tonalidade quente e luminosa. Ele usaria óculos com armação cinza-escuro e lentes azuis, lembrando uma máscara parcial que transmitiria dinamismo e proteção.
A versão do traje dele quando mais velho continuaria justa e aerodinâmica, mas com linhas mais limpas e menos agressivas. As cores predominantes seriam azul-celeste, preto e branco, que contrastariam elegantemente entre si. Nessa versão do traje, ele abandona o símbolo. Ele usaria um óculos esportivo que seria fino, retangular e envolveria levemente os olhos, com lentes azuladas anti-refletivas. A armação preta se ajustaria rente à cabeça, formando uma faixa contínua que a contornaria.
Quais são seus 3 personagens favoritos dos que vc criou?
Todos eles são bem legais ao meu olhar. Mas, se eu tivesse que escolher, acho que seriam esses: Jacob, Dmitry e os irmãos Danvers-Luthor, até agora. Não que os outros não sejam interessantes.

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Como ficaria a ordem do mais baixo ao mais alto com todos os Robins?
Stephanie teve apenas duas semanas como Robin, o que a coloca na base da lista, sendo facilmente superada por qualquer outro Robin.
Como Carrie foi Robin por apenas dois anos e meio e, apesar de ter recebido treinamento da Célia, ela não lhe ensinou tudo o que sabia, enquanto os outros tiveram muitos mais tempo de treinamento.
Tim, por sua vez, conseguiu não só descobrir a origem de Dick, como também a verdadeira identidade do Batman e até a localização da Batcaverna.
Só não colocou Dmitry após Célia, pois ele ainda é jovem, então ainda não demonstrou tudo que é capaz, embora já mostre ser um grande Robin.
Célia recebeu treinamento dos dois primeiros Robins e de Bruce, passando anos na Batcaverna aperfeiçoando suas habilidades e ajudando-os nas missões, embora permanecesse nos bastidores da caverna. Às vezes, participava de missões junto com Bruce, quando ele levava um dos irmãos, e em outras ocasiões acompanhava Dick e Jason em suas saídas. Por conta disso, tornou-se uma excelente lutadora e detetive.
Drake, assim como seus antecessores, representa a nova geração de vigilantes dispostos a carregar o legado do Batman, lembrando que Gotham sempre terá alguém para lutar por ela.
Como o primeiro Robin, Dick estabeleceu o padrão para todos que seguiram seus passos e se tornou parceiro do maior detetive do mundo.
Jason era um babaca, mas ainda assim foi um dos melhores Robins.
Jacob (Universo DC57) representa uma versão muito mais violenta de si mesmo em comparação com sua contraparte do Universo 56. Diferente da versão principal, Jacob neste universo não hesita em usar a força para punir criminosos, a ponto de seu pai perceber semelhanças inquietantes entre ele e o segundo Robin. Se a história desse universo tivesse se desenrolado de outra forma, ele teria se tornado um grande problema para Bruce.
Quem é o mais velho do Heroes of Tomorrow?
Até o momento, Théo é o mais velho dos Heroes of Tomorrow, sendo apenas alguns meses mais velho que Darius. E entre os vigilantes, Amaya é a mais velha, pois já terminou a universidade.
qual é o robin mais famoso?
O mais famoso a assumir o papel de Robin ao lado do Batman foi, sem sombra de dúvidas, Dick. Em uma ocasião, perguntaram a ele se já havia sido parceiro do Batman, e ele acabou soltando que sim. Muitos levantaram essa suspeita por conta das manobras adotadas pelo Wing, que eram idênticas às do primeiro Robin - só que aprimoradas. Apesar disso, nunca chegaram a descobrir que Dick fazia parte da família Grayson. Isso porque muitos truques foram aperfeiçoados, e outros desenvolvidos, apenas depois que ele foi adotado por Bruce.
Jason ficou marcado por sua imprudência, mas se tornou ainda mais famoso após a sua morte.
Já os outros Robins/ membros evitam dizer que trabalharam com o Batman, por conta dos problemas que isso poderia acarretar. Somente alguns aliados mais próximos como os Titãs e os Jovens Titãs sabem que eles foram ex-parceiros oficiais do Batman.
qual é a cor favorita de neive?
A cor favorita de Neive é o azul. Mais especificamente, azul celeste claro e azul cobalto são as suas prediletas, tanto que ele usa em seus trajes. O celeste ele usa quando está mais velho, e o cobalto quando ele é mais jovem, além do significado que cada tom carrega. (O azul também é a minha cor favorita.)
O Darius teve mentores?
Se você quis dizer se ele foi treinado por algum Robin anterior, não, ele não foi. Todos eles estavam ocupados com responsabilidades maiores, então Darius acabou sendo treinado pelos pais. Além disso, ele assistia a vídeos antigos do Bat-Computador e utilizava hologramas para aprender as técnicas empregadas pelos membros anteriores; e o Dimitry também já fez isso.

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Cânone
Considerando a variedade de equipes existentes no universo DC, com base nas HQs, selecionei algumas que considero interessantes de destacar. (Esta não é uma lista completa, muito menos definitiva, apenas os primeiros times que me vieram à mente.) Alguns grupos apresentam formações diferentes ou foram unificados:
Justice League, Titans, Teen Titans, Justice League International, Task Force X, Legion of Doom, Gotham City Sirens, Birds of Prey, Legion of Super-Villains, Extreme Justice, Lantern Corps, Superhero Families/ Heroes Families/ Superheroes Teams / Heroes Teams, WildC.A.T.s, The Authority, The Rogues, Legion of Substitute Heroes, Checkmate, We Are Robin, Phantom Zone Criminals, HIVE Five.
Quase todas as equipes retratadas nas séries da CW mantêm suas formações originais.
As equipes canonicas da DC existem aqui?
Grande parte existe, as únicas equipes que não fazem parte dos universos 56 e 57 são, por exemplo, os Freedom Fighters. Porém, essas equipes existem em outras Terras espalhadas pelo multiverso.