Decodificando meu eu, missão estritamente complicada, mas gosto de desafios. Uma garota nada normal, digo que às vezes acho que não me encaixo nesse mundo, mas são só pensamentos mirabolantes de uma garota perversa. Todos a minha volta julgam me conhecer profundamente, mas todos estão imensamente iludidos, ninguém conhece ninguém nessa vida, todos nós somos completamente desconhecidos. Também costumam me perguntar se eu sou feliz, mas é uma pergunta desnecessária e insignificante, já que ninguém pode ser feliz o tempo todo, o termo felicidade na minha mente, são “momentos”, é como o primeiro beijo, reencontrar um amor perdido, aprender a andar de bicicleta, coisas simples, mas que marcam sua vida. Ao certo não sou feliz, apenas tenho momentos felizes. “Viver”, para mim essa palavra esta vaga no pensamento de muitas pessoas, a vida é feita para aproveitar cada segundo tão intensamente como se nunca mais fosse pisar na terra novamente , digo que isso nos torna mais “HUMANO”. Sou julgada e julgo, afinal isso faz parte da sobrevivência. As vezes me perco em meus pensamentos, confusos e mirabolantes, sou sensível e frágil, mas por ironia forte como um touro, tenho medos que é digno de qualquer ser, de uma certa forma confusa, os encaro como uma coisa natural e contagiante, o que é doentio, já que para mim o medo é uma coisa prazerosa, a adrenalina correndo no sangue, suor escorrendo pela pele a pulsação aumentando tão rápido como um piscar de olhos. Tenho alguns sentimentos tão profundos e perplexos que acho que nenhum ser é capaz de senti-los como eu, não posso explica-los com palavras. Desculpem, mas não sou perfeita, erro - e errarei sempre - , pois erros são necessários para aprendermos a ficar de pé, afinal se nós aprendemos errando porque temos tanto medo de errar? Tenho receio de mim, do que sou capaz, dos meus pensamentos, das minhas vontades. São insanos, brutos, sarcásticos.Tenho vontades que nenhum ser dessa dimensão as teria ,não os defino, porque nem minha mente consegue realizar essa proeza grandiosa. Mas por hora, não tenho medo da morte, acho uma das partes mais bonitas da vida, porque é apenas um caminho, não sabemos para onde, mas é um caminho. Não é teoricamente possível descrever uma pessoa com miseras palavras, mas como gosto de contrariar os dizeres posso me definir em uma palavra “incomum”, e garanto que o mundo seria um caos com mais uma de mim.