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“Meu Deus, me dê forças pra suportar os dias difíceis e principalmente pra vencer a mim mesma, meus medos, minhas incapacidades, minhas invirtudes. Me dê paciência suficiente para vencer minha ansiedade, e nunca perder a esperança. Me dê sabedoria pra saber escolher sempre o melhor, não minhas vontades mais o que tu queres. Me ensina a ser mais grata e nunca perder minha fé, nunca desacreditar no teu amor. Amém.”
— Grazy Paiva em breve oração. (via melodismo)
Expectativas
29 de julho
“Quando percebemos a nossa necessidade de sermos perdoados, temos a tendência de perdoar mais.”
Texto Básico, p. 45
Nosso comportamento com relação às outras pessoas é o espelho do nosso comportamento com relação a nós mesmos. Quando exigimos perfeição de nós mesmos, acabamos também exigindo perfeição daqueles à nossa volta. Ao nos esforçar para consertar e melhorar nossas vidas através da recuperação, podemos ter a expectativa de que os outros irão trabalhar tão intensamente e se recuperar no mesmo ritmo que nós. E assim como costumamos ser intransigentes com nossos próprios erros, podemos excluir amigos ou membros da família quando eles não preenchem nossas expectativas.
Trabalhar os passos nos ajuda a compreender nossas próprias limitações e nossa humanidade. Passamos a ver nossas falhas como erros humanos. Percebemos que nunca seremos perfeitos e que haverá momentos em que desapontaremos a nós mesmos e aos outros. Esperamos ser perdoados.
Ao aprender a nos aceitar gentilmente, podemos começar a olhar para os outros com a mesma atitude de aceitação e tolerância. As outras pessoas também são apenas humanas, tentando dar o melhor de si e, às vezes, falhando.
Só por hoje: vou tratar os outros com a tolerância e o perdão que busco para mim mesmo.
Rendição incondicional
26 de julho
“A ajuda aos adictos só começa quando somos capazes de admitir a completa derrota. Pode ser assustador, mas é o alicerce sobre o qual construímos nossas vidas.”
Texto Básico, pp. 25-26
A maioria de nós tentou tudo o que podia imaginar e esgotou até as últimas forças para preencher o vazio espiritual dentro de nós. Nada — drogas, controle e administração, sexo, dinheiro, propriedade, poder ou prestígio — nada preenchia o vazio. Somos impotentes; nossas vidas, pelo menos por nossos próprios esforços, são incontroláveis. Nossa negação não vai modificar esse fato.
Então, nos rendemos. Pedimos a um Poder Superior que cuide de nossas vontades e de nossas vidas. Às vezes, ao nos render, não sabemos que um Poder maior do que nós existe e pode nos devolver a plenitude. Às vezes, não temos certeza se o Deus de nossa compreensão irá cuidar de nossas vidas incontroláveis. Nossa falta de certeza, entretanto, não afeta a verdade essencial: somos impotentes. Nossas vidas são incontroláveis. Precisamos nos render. Somente assim, podemos nos abrir o suficiente para que nossas velhas ideias e os destroços do passado possam ser amplamente removidos e um Poder Superior possa entrar.
Só por hoje: vou me render incondicionalmente. Posso escolher; fazer isso vai ser tão fácil ou tão difícil quanto eu quiser. De qualquer forma, vou me render.

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Atitude positiva
10 de julho
“Aquele velho ninho de negativismo me acompanhava, onde quer que eu fosse.”
Texto Básico, p. 150
O comportamento negativo é a marca registrada da adicção ativa. Tudo que acontecia em nossa vida era por causa de alguém ou de alguma coisa. Nós nos especializamos em culpar os outros por nossos defeitos. Em recuperação, uma das primeiras coisas que nos esforçamos para desenvolver é uma nova atitude. Descobrimos que a vida fica bem mais fácil quando substituímos pensamentos negativos por princípios positivos.
A atitude negativa, que nos dominava na adicção ativa, muitas vezes nos acompanha nas salas de Narcóticos Anônimos. Como podemos começar a corrigir nossas atitudes? Mudando nossas ações. Não é fácil, mas é possível.
Para começar, podemos prestar atenção ao modo como falamos. Antes de abrir a boca, fazemos algumas perguntas simples: o que eu vou falar diz respeito ao problema ou à solução? O que eu vou falar está estruturado de forma gentil? O que eu tenho a dizer é importante, ou não faria a menor diferença se eu ficasse calado? Eu estou falando só para me ouvir ou existe algum propósito em minhas “sábias palavras”?
Nossas atitudes se expressam em nossas ações. Geralmente, o que importa não é o que dizemos, mas como dizemos. Ao aprender a falar de maneira mais positiva, perceberemos uma melhora em nossas atitudes.
Só por hoje: quero ficar livre da negatividade. Hoje, vou falar e agir positivamente.
Nós realmente nos recuperamos!
9 de julho
“Agora, chegou a hora em que sabemos que a velha mentira ‘uma vez um drogado, sempre um drogado’ não será mais tolerada, nem pela sociedade nem pelo adicto. Nós nos recuperamos.”
Texto Básico, p. 99
De tempos em tempos, ouvimos oradores partilharem que ainda não entendem realmente os princípios espirituais. Eles nos dizem que, se soubéssemos o que se passa em sua mente, nos surpreenderíamos com o quanto ainda são insanos. Contam que, quanto mais tempo ficam limpos, menos sabem das coisas. Logo em seguida, os mesmos oradores nos falam sobre as profundas mudanças que a recuperação trouxe para suas vidas. Que passaram do total desespero a uma fé inabalável, do uso de drogas incontrolável à completa abstinência, e da perda de controle crônica à responsabilidade através da prática dos Doze Passos de Narcóticos Anônimos. Qual é a verdadeira história? Nós nos recuperamos ou não?
Podemos pensar que demonstramos humildade ou gratidão ao minimizar as mudanças que a recuperação trouxe para nossas vidas. É verdade que cometemos uma injustiça com o programa quando creditamos esse milagre a nós mesmos. Mas cometemos igual injustiça – conosco e com aqueles com quem partilhamos – quando não reconhecemos a grandeza desse milagre.
Nós realmente nos recuperamos. Se tivermos dificuldade para enxergar o milagre da recuperação, é melhor olhar com mais atenção. A recuperação está viva e ativa em Narcóticos Anônimos - nos mais antigos, nos recém-chegados que lotam nossas reuniões e, acima de tudo, em nós mesmos. Tudo o que temos que fazer é abrir os olhos.
Só por hoje: vou reconhecer o milagre da minha recuperação e ser grato por tê-la encontrado.
Uma vida plena
13 de junho
“O programa opera um milagre em nossas vidas. (…) Nós nos tornamos livres para viver.”
Texto Básico, p. 12
Depois de algum tempo em recuperação, a maioria de nós já ouviu um companheiro reclamar em uma reunião de estar terrivelmente sobrecarregado, muito ocupado para reuniões, apadrinhamento ou outras atividades. Na verdade, nós mesmos podemos já ter feito esse tipo de reclamação. Os dias parecem tão cheios: trabalho, família e amigos, reuniões, atividades, apadrinhamento, trabalho de passos. “O dia não tem horas suficientes para fazer tudo e atender às exigências de todos”, queixa-se um membro.
Quando isso acontece, normalmente alguns companheiros dão uma pequena risada – provavelmente os que pretendiam reclamar das mesmas coisas. O riso vem do reconhecimento de que estamos reclamando do milagre que é a vida para nós hoje em dia. Nenhum desses “problemas” existia para alguns de nós há pouco tempo atrás. Dedicávamos todas as nossas energias à manutenção da nossa adicção ativa. Hoje temos vidas plenas, com todos os sentimentos e problemas que decorrem de viver a realidade.
Só por hoje: lembrarei que a minha vida é um milagre. Em vez de me ressentir de estar tão ocupado, serei grato por ter uma vida tão plena.
Meditação Diária
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Uma visão de esperança
12 de junho
“Sim, somos uma visão de esperança (...)”
Texto Básico, p. 59
Quando chegamos ao final da estrada, muitos de nós havíamos perdido toda a esperança de viver sem o uso de drogas. Acreditávamos estar destinados a morrer da nossa doença. Foi inspirador chegar à nossa primeira reunião e ver a sala cheia de adictos que estavam ficando limpos! Um adicto limpo é, com certeza, uma visão de esperança.
Hoje, passamos a mesma esperança para os outros. Os recém-
-chegados veem a luz da felicidade em nossos olhos, observam nosso comportamento, escutam nossas partilhas nas reuniões e normalmente querem o que já encontramos. Eles acreditam em nós até que possam acreditar neles mesmos.
Os recém-chegados nos escutam quando levamos a mensagem de esperança até eles. Eles tendem a nos ver através de uma “lente cor-de-rosa”. Nem sempre conseguem perceber a nossa luta com um determinado defeito de caráter ou nossa dificuldade para melhorar nosso contato consciente com um Poder Superior. Leva tempo para que eles percebam que nós, os “mais antigos”, com três, seis ou dez anos limpos, frequentemente colocamos personalidades acima de princípios ou sofremos de algum defeito de caráter desagradável.
Sim, o recém-chegado algumas vezes nos coloca em um pedestal. Entretanto, é bom admitir abertamente a natureza das nossas dificuldades em recuperação porque, com o tempo, o recém-chegado vai se deparar com as mesmas provações e vai lembrar que outros passaram pelo mesmo e continuaram limpos.
Só por hoje: vou me lembrar de que sou uma referência para todos que seguirem o meu percurso; sou uma visão de esperança.

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Meditação Diária
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Uma visão de esperança
12 de junho
“Sim, somos uma visão de esperança (...)”
Texto Básico, p. 59
Quando chegamos ao final da estrada, muitos de nós havíamos perdido toda a esperança de viver sem o uso de drogas. Acreditávamos estar destinados a morrer da nossa doença. Foi inspirador chegar à nossa primeira reunião e ver a sala cheia de adictos que estavam ficando limpos! Um adicto limpo é, com certeza, uma visão de esperança.
Hoje, passamos a mesma esperança para os outros. Os recém-
-chegados veem a luz da felicidade em nossos olhos, observam nosso comportamento, escutam nossas partilhas nas reuniões e normalmente querem o que já encontramos. Eles acreditam em nós até que possam acreditar neles mesmos.
Os recém-chegados nos escutam quando levamos a mensagem de esperança até eles. Eles tendem a nos ver através de uma “lente cor-de-rosa”. Nem sempre conseguem perceber a nossa luta com um determinado defeito de caráter ou nossa dificuldade para melhorar nosso contato consciente com um Poder Superior. Leva tempo para que eles percebam que nós, os “mais antigos”, com três, seis ou dez anos limpos, frequentemente colocamos personalidades acima de princípios ou sofremos de algum defeito de caráter desagradável.
Sim, o recém-chegado algumas vezes nos coloca em um pedestal. Entretanto, é bom admitir abertamente a natureza das nossas dificuldades em recuperação porque, com o tempo, o recém-chegado vai se deparar com as mesmas provações e vai lembrar que outros passaram pelo mesmo e continuaram limpos.
Só por hoje: vou me lembrar de que sou uma referência para todos que seguirem o meu percurso; sou uma visão de esperança.
Reparações diretas e indiretas
3 de junho
“Fazemos as nossas reparações o melhor que podemos.”
Texto Básico, p. 46
O Nono Passo nos diz para fazer reparações diretas sempre que possível. Nossa experiência nos diz para acompanhar essas reparações diretas com mudanças duradouras em nossas atitudes e nosso comportamento – isto é, com reparações indiretas.
Por exemplo, digamos que tenhamos quebrado a janela de alguém porque estávamos com raiva. Olhar de forma comovente nos olhos da pessoa cuja janela quebramos e nos desculpar não seria o suficiente. Reparamos diretamente o erro que cometemos, admitindo-o e substituindo a janela. Consertamos o que estragamos.
Depois, seguimos nossas reparações diretas com reparações indiretas. Se agimos com raiva, quebrando a janela de alguém, examinamos os nossos padrões de comportamento e nossas atitudes. Depois de consertar a janela quebrada, procuramos também remediar nossas atitudes descontroladas – tratamos de “consertar nossos modos”. Modificamos nosso comportamento e fazemos um esforço diário para não agir movidos pela raiva.
Fazemos reparações diretas consertando o estrago que causamos. Fazemos reparações indiretas corrigindo as atitudes que nos levaram a fazer o estrago, ajudando a assegurar que não causemos mais danos no futuro.
Só por hoje: farei reparações diretas quando for possível. Também farei reparações indiretas “consertando meus modos”, mudando minhas atitudes e modificando meu comportamento.
Melhor lugar do mundo é no seu abraço 🤗😍
Te amo muito minha doce Lucimar ❤️
Padrinhos e reparações
23 de maio
“Queremos nos livrar da nossa culpa, mas não queremos fazê-lo à custa de outra pessoa.”
Texto Básico, p. 45
Vamos admitir: a maioria de nós deixou um rastro de destruição e prejudicou qualquer um que tenha passado em seu caminho. Algumas das pessoas que mais machucamos em nossa adicção foram as que mais amamos. Em um esforço para nos livrar da culpa que sentimos pelo que fizemos, podemos ficar tentados a partilhar detalhes horríveis com as pessoas amadas, coisas que seria melhor não dizer. Essas revelações podem trazer muitos danos e poucos benefícios.
O Nono Passo não consiste em aliviar nossas consciências culpadas, mas em assumir a responsabilidade pelos erros que cometemos. Ao trabalhar os passos Oito e Dez o, devemos procurar a orientação de nosso padrinho ou madrinha, e reparar nossos erros sem que isso nos leve a dever mais reparações. Não estamos apenas procurando libertação do remorso – estamos procurando libertação dos nossos defeitos. Não queremos nunca mais causar danos às pessoas amadas. Uma maneira de nos assegurar que isso não aconteça é trabalhar a responsabilidade do Nono Passo, verificar nossos motivos e discutir com nosso padrinho ou madrinha as reparações que planejamos, antes de agir.
Só por hoje: desejo aceitar a responsabilidade por meus atos. Antes de fazer qualquer reparação, conversarei com meu padrinho ou minha madrinha.
Continue voltando!
21 de maio
“As reuniões não só nos mantêm em contato com o que passamos, como, principalmente, nos aproximam de onde podemos chegar na nossa recuperação.”
Texto Básico, p. 62
Em muitos sentidos, os adictos são diferentes. Quando viemos para Narcóticos Anônimos, descobrimos pessoas como nós, que nos entendiam e a quem podíamos entender. Não precisávamos mais nos sentir como extraterrestres, estranhos onde quer que fossemos. Nós nos sentimos em casa e entre amigos nas reuniões de NA.
Não deixamos de ser adictos depois que ficamos limpos
durante algum tempo. Ainda precisamos nos identificar com os outros adictos. Continuamos indo às reuniões de NA para não esquecer quem somos, de onde viemos e para onde estamos indo. Cada reunião nos lembra de que nunca seremos bem-sucedidos ao usar drogas. Cada reunião nos lembra de que nunca estaremos curados, mas que, praticando os princípios do programa, podemos nos recuperar. E cada reunião nos oferece a experiência e o exemplo de outros adictos em recuperação.
Nas reuniões, vemos como pessoas diferentes trabalham seu programa e como os resultados são aparentes em suas vidas. Se quisermos viver da mesma maneira que percebemos outros companheiros viverem, podemos descobrir o que eles fizeram para chegar onde estão. As reuniões de Narcóticos Anônimos nos oferecem identificação com o lugar de onde viemos e o lugar onde podemos chegar – identificação sem a qual não podemos continuar, e que não encontramos em nenhum outro lugar. Isso nos faz continuar voltando.
Só por hoje: irei a uma reunião de NA para me lembrar de quem sou, de onde vim e onde posso chegar em minha recuperação.

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Saindo do isolamento
20 de maio
“Percebemo-nos fazendo coisas que nunca pensamos fazer, e gostando de fazê-las.”
Texto Básico, p. 113
A adicção ativa nos manteve isolados por muitos motivos. No início, evitamos família e amigos para que não percebessem que estávamos usando. Alguns de nós evitávamos todos os não adictos, temendo lições de moral e consequências legais. Menosprezávamos as pessoas que tinham vidas “normais”, com família e passatempos; nós os chamávamos de “caretas”, acreditando que nunca poderíamos gostar dos prazeres simples da vida. Chegamos até a evitar outros adictos, pois não queríamos dividir nossas drogas. Nossas vidas ficaram limitadas e nossas ideias se restringiram à manutenção diária da nossa doença.
Hoje, nossas vidas são muito mais completas. Apreciamos atividades com outros adictos em recuperação. Temos tempo para nossas famílias. E descobrimos muitas outras buscas que nos dão prazer. Que diferença em relação ao passado! Podemos viver a vida com plenitude, como aquelas pessoas “normais” que menosprezávamos. O prazer voltou a nossas vidas, um presente da recuperação.
Só por hoje: posso descobrir prazer nas coisas simples da minha vida diária.