Mirella, a filha rebelde, está em coma devido a um grave acidente. Tudo parecia "normal" até que ela se vê fora de seu próprio corpo. Prestes a enlouquecer devido a essa nova situação, um tanto quanto bem inusitada, Mirella se dá conta de que há um rapaz no hospital que a visita todos os dias. Henry que tem a mãe internada por conta de um câncer, apaixona-se pela figura que vê tão debilitada a sua frente. Pode o amor trazer a alguém a vontade de viver?
Henry estava ali mais uma vez me visitando. Havia escutado a conversa de algumas enfermeiras e elas falaram sobre nós dois, para uma delas o fato de Henry sentir essa necessidade de ficar perto de mim era algo doentio, para outra era pura carência pelo estado de sua mãe e para Lucy, a enfermeira que cuida de mim, era algo que nenhuma delas poderia explicar.
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O momento foi interrompido quando eles escutaram passos pesados pelo corredor e nenhum dos dois foi rápido o suficiente para se afastar.
- O que aconteceu? - Austin encarou a irmã com o rosto molhado e depois se voltou para Chuck. - O que você fez?! - O loiro não pensou duas vezes antes de erguer seu tom de voz e avançar em cima do amigo.
- Austin. - Felicity o chamou baixo, deixando implícito que era para ele fazer o mesmo. - Não. - Ela limpou o rosto e seu irmão se afastou de Chuck.
- Você realmente achou que eu iria fazer alguma coisa para sua irmã? - O moreno perguntou indignado. - E se tivesse feito, eu seria a pessoa chorando e não ela.
- É um bom argumento. - Austin respondeu com um sorrisinho e Chuck aproveitou a deixa para finalmente ir se aliviar, deixando os irmãos Dashner sozinhos no corredor. - E então? Vai me contar?
- Não. - Ela rebateu já com a voz firme. Totalmente recomposta e com o rosto seco.
- Eu sou seu irmão mais velho. Tenho que saber.
- Essa é a pior desculpa que eu já escutei na vida. - A morena simplesmente falou.
- Você é tão irritante.
- E você é infantil! - Felicity deu de ombros. - Olha, eu não tô afim de ficar gastando minha tão preciosa saliva discutindo com uma criança no corpo de adolescente.
- Qual o seu problema? - Agora Austin realmente havia perdido a paciência e aumentado o tom de voz. - Eu estava pronto pra te defender caso não tenha percebido!
- Ah, desculpa. Eu por acaso te pedi alguma coisa?! - Felicity agora também gritava e foi nesse exato momento que ela teve certeza que o pessoal na sala já escutava a discussão dos irmãos.
- Você é muito mal agradecida! - O loiro berrou em resposta. Discutir com ela era exaustivo. Ele nunca ganhava. Ninguém nunca ganhava dela. Felicity tinha uma língua afiada demais, imbatível.
- Você quer começar com isso? - Ela se recostou na parede e encarou o irmão com sua melhor expressão de tédio. Foi nesse momento que Chuck saiu do banheiro.
- Galera, por favor. - O moreno se colocou entre os irmãos. - Não briguem.
- Ah, mas isso não é uma briga. - Felicity debochou. - Só podemos considerar algo como “briga” quando as duas pessoas tem chances iguais de ganhar. E esse claramente não é o caso aqui.
- PUTA MERDA! VOCÊ É MUITO ARROGANTE! - E simples assim Austin explodiu e não demorou nem dois segundos para que Charlotte, Alec e Hannah aparecessem para presenciar mais uma das famosas brigas dos irmãos Dashner.
- VOCÊ QUER FALAR DE ARROGÂNCIA? VOCÊ, O FAMIGERADO REI DO COLÉGIO, QUER APONTAR O DEDO NA MINHA CARA? - E lá estava Chuck, segurando Felicity pela cintura para ela não voar no pescoço do próprio irmão.
- O que está acontecendo? - Charlotte perguntou.
- Uma briga. Dã. - Alec rebateu e a ruiva revirou os olhos.
- Será que não podemos pular pra parte em que vocês fazem as pazes? - Hannah sugeriu porque era sempre assim que acontecia.
Lisandra foi sequestrada e assassinada há 8 anos e só agora Rafael conseguiu juntar as peças de sua vida destruída pela falta dela.
Prestes a se afastar do corpo policial de Redwood condecorado com medalhas de honra e coragem, Rafael tem pesadelos todas as noites com a ex-mulher implorando por ele, devorada por chamas. Ajudado por sua filha adolescente, ele procurará a questionável ajuda de Micael — um médium que nega suas capacidades desde uma desastrosa exposição pela mídia local — e tentará contato com o fantasma de Lisandra para se livrar dos pesadelos.
O que eles não esperavam é que o contato fosse real e passasse a guiar Micael através da floresta de Redwood para desencavar uma série de cadáveres femininos. Todas vítimas de tortura e estupro, todas desejando contar algo para Rafael recomeçar o quebra cabeças que o perturbou por tanto tempo: Quem Lisandra perturbou para merecer uma morte tão violenta?
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Quando se trata de infância, Soriah Helientarys não teve muitas escolhas a fazer. Contudo, isso não influencia diretamente na sua dedicação e amor em ser uma Rebelde do Norte, a mais temida onda de insurgentes do presente. No entanto, após o recente ataque à sede de poder da mais poderosa monarquia de Gauthier, os Khartagan, ela passa a se perguntar se os nortistas são realmente quem alegam ser.
E para piorar tudo, após uma infeliz consequência do destino, Soriah se vê morando no castelo do rei Khartagan. Seria uma tarefa simples, é claro, se nela não corresse o sangue do maior traidor do império.
Ela sabe que terá de enfrentar demônios do passado, mas até quando um elo entre concretizar um propósito e sortir o desejo de vingança se manterá unido?
“Minha tia disse que há algum tempo, meu pai costumava sorrir. Não por qualquer coisa, sabe? Mas por coisas realmente importantes, como folhas caindo e neve nas janelas.
Hoje ele não sorri mais.
Acho que o senhor ficaria assustado se visse o tipo de sorriso que aparece no rosto dele de vez em quando… O senhor já viu um tubarão?
O sorriso do meu pai é bem pior.”
Henry estava ali mais uma vez me visitando. Havia escutado a conversa de algumas enfermeiras e elas falaram sobre nós dois, para uma delas o fato de Henry sentir essa necessidade de ficar perto de mim era algo doentio, para outra era pura carência pelo estado de sua mãe e para Lucy, a enfermeira que cuida de mim, era algo que nenhuma delas poderia explicar.
O fato é que a mãe de Henry está com câncer no cérebro em estado avançado, cada segundo de vida dela pode ser o último, então fazem o máximo possível para ela ficar confortável e tentam, ao mesmo tempo, algo que consiga adiar sua ida. De uma outra conversa, ouvi que ele não era o tipo de filho exemplar, não costumava ficar muito com sua mãe, nem ao menos dava muita bola para ela, mas tudo mudou quando descobriram a doença. Eles eram sozinhos, Dona Elizabeth era a única família de Henry e ele a dela, então não era difícil imaginar o quão destruidor para ambos aquilo era. Eu até presenciei uma conversa de Elizabeth com Deus, em uma oração, e ela perguntava o porquê de ele permitir que isso acontecesse com ela, pois ela não queria de jeito algum deixar seu filho sozinho e isso, de alguma forma, me fez sentir compaixão por ele e por isso, sempre aguardava suas visitas porque de alguma forma particularmente estranha, eu não o deixava se sentir sozinho.
Eu já estava na mesma. Quer dizer, a “Mirella” em coma estava na mesma. Já havia passado duas semanas desde o ocorrido e eu não fazia nenhum sinal de que acordaria. Das duas semanas que lá estava, meus pais haviam ido apenas uma vez me visitar e foi algo de 15 minutos contados, sabia bem que aquilo era só pra tirar o peso das costas deles já que na mídia cobravam um pronunciamento de um dos dois sobre o que aconteceu comigo. Minha irmã não havia aparecido e eu nem esperei que ela viesse, de todo caso, não posso dizer que nosso laço fraternal vai muito além de ter o mesmo sangue. Já minhas amigas iam em dias alternados, depois do horário da escola e ficavam até o final da tarde, eu achava engraçado vê-las lá comigo, porque parecia que não tinha nada de anormal na cena. Elas conversavam comigo, contavam os babados, reclamavam das coisas, desabafavam e levavam os apitos dos meus batimentos cardíacos como resposta, por exemplo, um dia desses Eliza, minha amiga e não a mãe de Henry, me perguntou se ela deveria falar com o novato da nossa sala e com dois apitos seguidos, ela levou como um sim e dois dias depois ela me contou que ele havia a chamado pra sair. Lucy, a enfermeira, sempre aparecia por lá quando elas estavam e ficavam as três conversando, mas sempre me envolvendo no papo e eu ali, no cantinho do quarto, sorria vendo a cena. Se eu acordasse algum dia queria muito me lembrar disso.
Já tinha começado a me acostumar com o que quer que tenha acontecido comigo. Já sabia que eu conseguia sair do hospital até a parte do jardim, mas nada mais que isso, tinha uma espécie de barreira que me fazia presa ali. Eu conseguia atravessar paredes e pessoas, o que era bem legal, mas eu também conseguia toca-las caso fosse meu desejo, mas elas não sentiam de qualquer forma, conseguia também mudar a roupa do dia só com o pensamento, mas sem ter pra onde ir e nem quem me ver, meio que não tinha motivo pra isso. Eu já sabia de cor a rotina de cuidados que eles tinham comigo e somente Lucy me dava banho, o que me deixava aliviada, confiava nela.
Henry estava conversando comigo quando voltei minha atenção para ele, falava sobre o estado da sua mãe e sobre uma garotinha que chegou a pouco tempo que também estava com câncer, mas não em estado terminal e ele tinha se afeiçoado a pequena, e nas palavras dele, ela parecia gostar dele também. Pelo menos era isso que achava já que ele foi apresentado para o pai como namorado por ela mesma. O que me fez rir, ele não parecia incomodado com isso, pelo contrário, Henry estava animado por saber que ele servia pra algo naquele hospital, era ele quem levava alegria para a ala infantil, quem se vestia e se pintava só pra tirar algumas risadas de crianças que poderiam não acordar no dia seguinte.
— Me perguntaram hoje mais cedo se eu acho que você vai acordar algum dia e se acontecer, se vai lembrar de mim como seu visitante diário…
Eu esperei que ele continuasse, que terminasse o que estava dizendo, mas seu suspiro deixou claro que só de pensar na hipótese de eu acordar e nem ao menos reconhecer sua voz, o machucava.
— Eu espero que sim, sabe? Pelo menos espero que você acorde, a parte de lembrar de mim não é tão importante. Sei lá, eu sei que pra você fazer o que fez – ele passou os dedos pelas cicatrizes do meu pulso e depois olhou para o curativo na minha cabeça – deve ter seu motivo e que provavelmente estava no seu limite, ou não aguentava mais e achou que isso seria mais fácil… Não posso dizer que foi uma decisão boa pra se livrar do sofrimento, porque não foi e eu espero que quando você acordar, tenha noção disso. Não quero ter que voltar a te visitar assim depois de você já ter acordado uma vez, não por não querer te ver, mas por não querer vê-la assim.
Ele apoiou seu rosto em sua mão livre enquanto a outra ainda fazia carinho na minha, suspirou pesadamente e sorriu de canto.
— Sabe capitã, a garotinha que eu te contei agora pouco, ela quer te conhecer, mas não sei se seria bom pra ela ou pra você… Você acredita que ela sentiu ciúmes quando eu contei de você? Pois é, eu ri bastante com ela, mas espero que a pequena tenha entendido que eu não posso ser o namorado dela, porque além do fato da diferença de idade, tem você…
Ele riu nasalado, balançando a cabeça. A porta do quarto abriu e Lucy colocou a cabeça pra dentro perguntando se podia entrar, Henry disse que sim e ela assim o fez. Trazia consigo uma bandeja com a janta dele, todos do hospital já sabiam da história Henry + Mirella e a maioria já tinha deixado claro que torcia para que ficássemos juntos quando eu acordasse.
Quando eles falavam assim, parecia que eu estava só tirando uma soneca e que acordaria a qualquer instante, mas não era bem assim, pelo menos era o que eu achava, afinal começar a usar um respirador não era um bom sinal para mim.
— Alguma reação dela hoje, marujo?
Henry havia começado a me chamar, carinhosamente, de capitã por conta de uma foto que Lilian trouxe e colocou em cima da mesinha ao lado da minha cama. Era uma foto de nós três em um iate do pai de Eliza e eu usava o quepe do capitão e nós “batíamos continência” uma para a outra. Por conta desse apelido dele para mim, começaram a chamá-lo de marujo.
— Não Lucy, continua na mesma, infelizmente.
— Não esquenta, essa mocinha é mais forte do que a gente pensa, não é Mi?! – perguntou para o meu eu deitado e deu um beijo na minha testa – Henry vou lá para a ala infantil servir a janta, não quer me ajudar?
Ele sorriu e fez que sim com a cabeça.
— Assim que eu terminar aqui, eu corro pra lá, não comece sem mim!
— Não demore. Até mais tarde princesa.
Ela segurou minha mão, depois a soltando e saindo do quarto. Henry jantou em silêncio assistindo tv e me olhando vez ou outra, quando terminou, levantou e ficou me olhando durante alguns segundos.
— Eu vou lá ajudar a Lucy com as crianças, eu volto amanhã pra te ver, tá bom capitã? Não precisa sentir saudade, vai passar rápido.
Disse rindo e eu ri junto, sabendo que quem sentiria saudade, era ele. Depositou um beijo na minha testa e apertou minha mão. Ainda com a sua testa encostada na minha, ele suspirou e sorriu tristemente.
— Acorda logo, baixinha, o mundo ficou cinza desde que você parou de sorrir.
Eu sabia que ele não tinha feito por mal, mas aquela frase me atingiu de uma forma negativa. Para Henry, eu parei de sorrir recentemente, mas na verdade, meu mundo já era cinza a muito tempo e os únicos pontos coloridos nele eram minhas melhores amigas, o resto era de um cinza quase preto.
Mal sabe Henry a confusão que eu sou, se soubesse, duvido que ficaria perto de mim, eu era como uma bomba relógio, quando explodia, não me importava com quem, machucava quem quer que fosse e não me arrependia. Não era à toa que só tinha Lilian e Eliza como amigas, elas já tinham se acostumado e era até difícil eu explodir perto delas. Ele, claramente, não precisava disso na vida dele, já tinha problemas demais para lidar.
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— Acorda logo, baixinha, o mundo ficou cinza desde que você parou de sorrir.
Eu sabia que ele não tinha feito por mal, mas aquela frase me atingiu de uma forma negativa. Para Henry, eu parei de sorrir recentemente, mas na verdade, meu mundo já era cinza a muito tempo e os únicos pontos coloridos nele eram minhas melhores amigas, o resto era de um cinza quase preto.
Olá pessoas, bom como alguns já devem saber, eu terminei Dark recentemente (só falta o epílogo) e agora com uma história a menos para me preocupar, posso finalmente me concentrar em TLS. Eu fiz um planejamento básico de capítulos, sobre o que será cada um deles e decidi que vai ser o prólogo (já postado) + 15 capítulos (intercalados entre Mirella e Harry) + epílogo.
Pretendo começar a escrever logo e tendo, no mínimo, 5 prontos, começo as postagens, mas aviso vocês antes. É isso, se ainda tiver alguém interessado nessa história que já está demorando demais, pode relaxar que logo terão a oportunidade de ler ❤️
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O trem se deslocava pelos trilhos rapidamente, a paisagem verde era um borrão e pequenas gotas da chuva ocorrida outrora dançavam no vidro da janela ao meu lado. O céu nublado e o tempo frio faziam com que uma sensação nostálgica me tomasse e, ao mesmo tempo, me entorpecia do nó na boca do estômago.
As horas que passei sentada no vagão foram suficientes para que a coragem que me deu previamente se desfizesse aos poucos, dando lugar ao medo do desconhecido. Mesmo desejando há tanto tempo, nunca pensei que iria mudar minha vida de uma hora para outra, muito menos da maneira que fiz, saindo furtivamente de madrugada e sem comunicar a ninguém.
Aquilo era o correto a se fazer, eu estava fazendo a coisa certa, me convenci. Porém, era praticamente impossível ignorar a onda de temor que se instalava no meu peito, todo ato tem sua consequência, faltava apenas saber a intensidade do resultado em relação à minha fuga de casa. Minha família ficaria furiosa, principalmente minha mãe, que costuma dar mais valor para a opinião de outrem do que a de quem realmente importava.
Eu estava deitada em uma das espreguiçadeiras do nosso grande jardim dos fundos vendo minha família na piscina. Otávio brincava com os gêmeos no ombro, enquanto Giulia ia nas costas da Afrô que também estava na água. Quem diria, não é?! Em pensar que a um mês atrás era pra tudo ter acabado. Soa até meio piegas, mas minha história com ele daria um belo de um livro não?
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