〈 ⁺₊⋆ ☀︎ ⋆⁺₊ 〉 JEON WONWOO? não! é apenas JULIAN CRESCENT MOON, ele é filho de APOLO do chalé SETE e tem VINTE E SETE ANOS. a tv hefesto informa no guia de programação que ele está no NÍVEL TRÊS por estar no acampamento há DEZESSEIS ANOS, sabia? e se lá estiver certo, JULES é bastante PACIENTE mas também dizem que ele é DISTRAÍDO. mas você sabe como hefesto é, sempre inventando fake news pra atrair audiência.
I. BIOGRAFIA
A Costa Oeste como um todo era a casa de Lily Rose e Phoenix, que nunca paravam no mesmo lugar por muito tempo. Ambos seguiam o sol e a música, vivendo como nômades inseridos numa comunidade hippie. A vida não era cheia de regalias, mas a filosofia sempre foi forte. Paz, em primeiro lugar, e a alegria seria consequência. Foi assim que o casal Moon chamou a atenção de um músico forte, com quem passaram dias incríveis dançando ao redor de fogueiras. Eles não ficaram tristes quando o homem sumiu — pessoas eram passageiras, iam e vinham como o vento —, mas definitivamente não esperavam que o encontro rendesse algo tão permanente como Julian.
Sua mãe sempre teve impressão de que Jules era diferente dos irmãos, como se tivesse nascido com uma aura muito forte dentro dele, cheio de luz. E, bem, não demorou muito tempo para notar que sim, aquilo era literal e atraía espíritos ruins. Incensos, flores, cristais, tudo foi usado para afastar os maus agouros e a qualidade nômade da comunidade protegeu o pequeno semideus de mais ataques de monstros. Lily Rose entendeu muito rápido o que estava acontecendo e fazia o possível para proteger o garoto, além de proteger os mortais que viviam com eles. Eram uma família e iriam manter todos seguros, independente do que acontecesse.
Jules foi levado para o Acampamento Meio Sangue numa viagem muito peculiar pelo país, com um carro cheio demais e algumas multas na conta de seus pais. Para quem morava pulando de camping em camping, se adaptar ao estilo de vida de um semideus foi tranquilo, tirando a parte em que precisava lutar pela sua própria vida. Como alguém que preferia ficar na enfermaria do que nos campos de treinamento, sua aptidão para administrar poções curativas virou a sua especialidade.
Se juntou aos Curandeiros e, após seus anos de campista, passou a cuidar e a ensinar os mais novos. É uma pessoa muito responsável para quem cresceu numa rotina muito libertária, e tenta ao máximo guiar seus irmãos pelo caminho certo, seguindo uma filosofia bem mais pacífica e colocando a vida e segurança como prioridades. Além de tudo, está extremamente acostumado a ter irmãos: é o filho do meio de sete, o único semideus entre os filhos de Phoenix (mas isso nunca fez Jules se sentir menos filho de seu pai mortal), além de ser um dos muitos filhos de Apolo residindo no chalé 7.
Quando ficou velho demais para o Acampamento, encontrou uma casa em Nova Roma. Lá, começou a aprender Medicina de uma maneira um pouco mais acadêmica (e não “ei, tem alguém morrendo aqui na sua frente agora, faz alguma coisa!”), mas não chegou a terminar o seu curso: com o chamado de Dionísio, voltou para o chalé que costumava chamar de lar.
II. PODERES.
[ MANIPULAÇÃO SOLAR ] — Sendo filho do Deus Sol, Julian consegue manipular raios solares se passa o dia sob o sol se recarregando. Seus cabelos ficam loiros ao usar o poder e, caso esteja à noite, sua luz é um pouco mais fraca e pode se esvair completamente. Se sente mais enérgico e forte quando exposto ao sol, e é quando suas habilidades físicas estão em melhores condições.
III. HABILIDADES.
Fator de cura acima do normal e previsão.
IV. ARMA.
[ SUNBEAM ] — Um arco de bronze celestial com detalhes de sóis, a aljava e suas flechas também são decoradas com os mesmos motivos. Quando a corda do arco é puxada, o portador da arma concentra os raios de sol numa mira luminosa que somente Jules consegue ver e, assim, sabe exatamente onde acertar. A mira acompanha a flecha e, caso esteja com energia solar disponível em seu corpo, pode acabar parcialmente queimando o seu alvo.
V. BENÇÃO.
[ BÊNÇÃO DE ASCLÉPIO ] — Jules foi abençoado pelo deus Asclépio, deus da Saúde e da Medicina, por conta de seus anos trabalhando para curar outros semideuses. Em específico, Julian acabou salvando outro companheiro de enfermaria quando este foi enviado em missão, criando um antídoto para um veneno de monstro em tempo recorde. A bênção o permite fazer medicamentos com ambrosia, néctar e outros materiais, além de saber administrá-los na dose certa para não acabar acidentalmente matando um semideus. Seu objetivo é manter o máximo de pessoas saudáveis e reverter casos graves.
VI. CARGO.
Jules é um dos Curandeiros de Apolo responsáveis pela Enfermaria, e já participou do trabalho por um longo tempo antes de ir para Nova Roma. Retomou o posto agora e o leva muito à sério.
VII. TRIVIA.
Julian tem mais seis irmãos que não são semideuses: Breeze Quarter Moon, Saffron Full Moon, Juniper Eclipse Moon, Arlo Dark Moon, Zephyr Earthshine Moon e Onyx New Moon. Ele nasceu entre Juniper e Arlo (sendo o quarto filho de Phoenix e Lily Rose), e acha engraçado ter o nome mais comum sendo o único semideus do bando.
Inclusive, toda essa história é uma bagunça. Sim, seu pai por DNA e o que torna um semideus é Apolo, mas Phoenix é seu pai mortal que o criou junto de sua mãe. Eles não são casados — já que Phoenix e Lily Rose são alérgicos à monogamia — mas se dão muito bem, moram juntos e amam muito seus filhos. Inclusive, o casal também amam muito Apolo e, se o Deus não tivesse uma carruagem do Sol para cuidar, os Moon estariam em seu acampamento hippie o esperando de braços abertos.
Ao contrário dos pais, Jules e os irmãos são bem mais caretas. Jules é o segundo mais careta de todos, perdendo a coroa apenas para Breeze, a mais velha. Ela é a adulta funcional dos Moon que tem casa, emprego fixo e geralmente é o porto seguro dos mais novos.
E também contrariando os pais, Julian é muito monogâmico e sonha com um casamento digno de livros. Mesmo com a dislexia e o déficit de atenção, o garoto sempre amou ler e se perdia no mundo da fantasia, sem ter muita noção que a sua própria vida era um pouco fantástica demais para a realidade.
Apolo já o visitou nas férias, levando um presente de aniversário para o semideus quando ele tinha quinze anos. Estava começando a sofrer com as consequências de seu poder e sua mira no arco e flecha estava piorando, então seu pai levou um arco para que pudesse conviver com isso. Sunbeam tem esse nome por ser uma mira feita de luz do sol, especialmente para combater a vista cansada de Jules.
Também para combater esse problema, pediu para seus amigos do chalé de Hefesto trabalharem num óculos que pudesse filtrar um pouco mais do que só luz azul. Tem um par de óculos relativamente normais, eles só tem uma proteção à mais por conta da manipulação de luz solar.
Em certo ponto de sua vida no Acampamento, virou o embaixador oficial dos Skittles. Isso é: ele quem saía em missões e voltava com vários doces mundanos para o seu chalé. Como deixou de ser conselheiro, essa responsabilidade não é mais dele.
Inclusive, passou um bom tempo em Nova Roma, estudando Medicina de uma maneira mais mundana e menos mágica. Ser um garoto grego no meio dos romanos era meio tedioso, por isso encontrou outros alunos dispostos a entornarem bebida e fizeram canecas personalizadas combinando com uma águia. Era o mascote deles.
Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
✓ Live Streaming✓ Interactive Chat✓ Private Shows✓ HD Quality
Anya is LIVE right now
FREE
Free to watch • No registration required • HD streaming
julian has said to @singingxsun the more you freak out, the faster you’re going to bleed. just take it easy. this is a flashback and a closed starter.
Paciência com seus irmãos mais novos era essencial, ainda mais em momentos como aquele. Nem sempre os treinos de arco e flecha davam certo na primeira tentativa, mesmo quando os semideuses em questão tinham uma predisposição natural à serem bons de mira. Estava supervisionando o treinamento do Chalé 7 como de costume, quando uma das crianças acertou sua flecha numa adolescente de cabelo bagunçado e espetado. — Todo mundo para agora! Arcos para baixo! — Mandou nos pirralhos enquanto corria até a pequena, tentando remediar a situação. Se sentia um pouco culpado por ter deixado aquilo acontecer, mas não tinha como controlar a trajetória da flecha do seu irmãozinho. A adolescente se mexia, sem permitir que ele chegasse perto para administrar seu ferimento. — Violet, calma. — Pediu, mas a mais nova obviamente não escutou. Merda, merda, o que eu faço?, pensava sem parar. — Ei, ei! Quanto mais você se debater, mais rápido vai sangrar. Me escuta e fica tranquila, eu estou aqui. — Apesar de ser firme, sua voz era calma. Estava tentando acalmar sua irmãzinha e logo conseguiu segurá-la pelos ombros, fazendo um carinho. — Ei, eu tô aqui com você, Vi. Vou cuidar disso, tá bom? — A encarou nos olhos para fazê-la se concentrar em sua voz. Aquilo deveria estar doendo bastante, mas não conseguiria fazer nada se ela não se aquietasse um pouquinho. — Segura firme, vou te levar pra Enfermaria. — Disse antes de pegar a adolescente no colo, tomando cuidado para não machucar mais a ferida da flecha. Inclusive, nem tentou tirar o objeto, com medo de que infeccionasse no meio da arena. — Pode segurar em mim, ok? Prometo que a gente vai chegar rápido.
˚。 ㅤ ㅤ ㅤ ㅤ ━━ ah, fala sério?! pensando em como vai trabalhar? você é um porre, jules. ━━ devolveu, em tom desgostoso. todavia, era só lynx implicando com o outro de novo. ━━ usamos um braço quebrado para conseguir telefones de pessoas que podemos dar uns beijos e só. sabe quantos enfermeiros e enfermeiras particulares eu quase arrumei nesses dias? ━━ questionou, arqueando as sobrancelhas de maneira sugestiva. apesar das propostas, não tivera interesse em nenhuma delas, porque já tinha alguém ocupando sua mente e seu coração. ━━ eu mereço uma estrelinha de bom comportamento. não tentei fugir da enfermaria nenhuma vez. ━━ justamente porque tinha entendido que chegara no bico do corvo. mas, para os padrões lynx seon de comportamento, era uma vitória. ━━ 90% já tá bom. eu sou forte, aguento o tranco. ━━ assegurou, certo de que podia mesmo. lynx sempre tinha sido duro na queda e já se sentia bem, de modo geral. ━━ oh, pare de falar desse jeito. você fica tão sexy quando está sendo sério e profissional, meu coração não aguenta. ━━ lá estava ele brincando de novo, dramatiando a cena ao levar a mão boa ao coração. ━━ pode me trazer balas e chocolates quando estiver livre, eu pago com beijinhos.
Jules não se aguentou, rindo da frase de Lynx. — Sim, pois é, estou pensando em trabalho. A próxima coisa que vou pensar vai ser impostos. Queria dizer que a diferença entre o Acampamento Meio Sangue e Nova Roma é que lá eu pago imposto para o Senado. — Ele acabou suspirando, com saudade de Nova Roma. Era esquisito como em certas situações ainda se sentia um adolescente, mas estava se tornando um adulto sem graça. Apesar dos apesares, estava construindo uma vida na cidade romana, uma vida que esperava que fosse mais tranquila do que as missões do Meio Sangue. Parecia que, como um semideus, nunca teria paz. — Eu acho que você deveria usar o seu braço quebrado e trazer essas quase enfermeiras e enfermeiros para os Curandeiros, a gente sempre precisa de mais aprendizes. — Brincou, também arqueando as sobrancelhas. A menção à estrelinha fez Jules sorrir, e ele se direcionou à uma das gavetas perto da cama de Lynx. — Não temos estrelinhas douradas, mas temos band-aids de personagens. Só para os mais comportados, sabia? — Reservavam para as crianças, mas um pouco de alegria não fazia mal à ninguém. — Pelo o que eu tô vendo aqui, temos Hello-Kitty, Ariel e Transformers disponíveis. Qual a sua escolha? — E mostrou para Lynx, achando muita graça da situação. — Oh, pelos Deuses, assim eu vou ficar envergonhado. — Escondeu o rosto em uma das mãos de brincadeira, como se estivesse mesmo ficando de bochechas vermelhas. — Agora além de elogios também estou sendo comprado com beijinhos, como pode. — Ele riu, um pouco menos sério. — Não se preocupe, ok? Você vai sair logo, faltam só algumas burocracias com o chefe. — O líder dos Curandeiros, quem supervisionava tudo por ali. — Mas eu vou tentar adiantar isso. Eu só peço para, por favor, tentar não abrir seus pontos, senão você me complica.
"Não precisa se culpar pela minha queda." Era adorável, mas a culpa era apenas de Kitty, descuidada o suficiente para se distrair com uma borboleta e não prestar atenção no lodo das pedras. Estava feliz por ter encontrado Jules, pelo menos, porque significava não precisar passar pela enfermaria. Com os ataques e retorno da missão, estava cheia de feridos. Por que não morriam de uma vez?! Resistindo a uma morte heroica, agarrando-se a vida. A morte poderia ser doce, Kitty sabia. Ela sorriu para o rapaz, agradecendo a gentileza e se sentou no local indicado. "Não gosto da enfermaria." Confessou, tomando o cuidado de não escorregar em outra pedra. Era uma vergonha que alguém com o poder de controlar o solo caísse tão facilmente! "Vai arder um pouco ou vai arder muito? Se arder muito, serei obrigada a te dar uma pedrada." Brincou, abrindo um sorriso para garantir ao outro que não seria capaz de tal maldade, não quando ele estava lhe ajudando com um coração tão bom. Observou atentamente o rapaz mexer na bolsa, virando a as mãos para cima. "Não acredito que eu me machuquei tanto com uma bobeira. Imagina se eu batesse a cabeça e morresse? Seria uma morte ridícula." Não tinha nada contra morrer, mas tudo contra mortes ridículas. "Certo, o que tem aí nessa bolsa e o que vai passar em mim?" Distraiu-se do pensamento, retornando novamente a atenção para o filho de Apolo.
Enquanto ouvia Kitty, Julian deu um sorrisinho. Ela era realmente muito doce, um pouco distante do que associavam a filhos de Hades. Havia passado tempo o suficiente no Acampamento para saber que as proles dos Deuses eram dos mais diferentes tipos, sendo uma besteira confinar as pessoas aos traços de seus pais divinos. Estereótipos eram prejudiciais para todos, além de trazer um peso nos ombros que não deveria existir para começo de conversa. Achou graça da confissão de Kitty, sorrindo para a semideusa. — É, eu entendo. Nem sempre é o lugar mais legal para os Curandeiros também, sabia? — Comentou, tomando cuidado para vigiá-la e impedir que caísse novamente, caso esse fosse o caso. — Acredito que vá arder pouco, mas se arder muito, você está livre para me dar uma pedrada. — Brincou de volta, mostrando o frasco que iria usar. — É um unguento natural com um pouco de néctar. Seu ferimento não parece ser muito profundo, isso significa que o corte vai fechar bem rápido. — Com a permissão da outra, usou uma de suas gazes limpas e uma mistura higienizadora para tirar a sujeira e o excesso de sangue de sua mão, limpando o ferimento com cuidado. — Bem, bater a cabeça e morrer não é tão ridículo assim. Acho que seria mais ridículo engasgar num Skittles, sabe? — Comentava mais para distrair a garota de seu trabalho, era bom manter seus pacientes falando e com a atenção em outra coisa além do ferimento. Com outra gaze limpa, passou a aplicar o unguento na palma de Kitty. — O Acampamento é cheio de acidentes meio bobos, mas perigosos. Semana passada alguém passou distraído pelo campo de Tiro ao Alvo e tomou um arranhão de uma flecha. Sabe o que tinha distraído ele? Tiktok. — Continuou falando afim de manter a sua atenção.
a reação do filho de apolo arrancou uma risada sincera de gilbert, que havia ficado impressionado com a capacidade dele de selecionar especificamente aquelas palavras dentre toda a sentença. logicamente, tal fato também o havia deixado muito contente, afinal, isso significava que teria trabalho pra fazer e adquirir itens de origem questionável era um de seus side hustles favoritos. — sem pressa, brother, pensa com carinho e quando você tiver precisando é só me falar! confia no pai! — disse, estufando o peito com orgulho, em seguida, colocou a mão no queixo, ficando mais sério para ponderar a proposta de jules. — de fato, são excelentes ideias! a distração, aliada com o fato de que eu sou um cara... escorregadio, certamente contribuiria para as coisas dando certo para nós no final! — o filho de hermes parecia animado com as possibilidades e estava prestes a fazer mais sugestões, entretanto, quando o filho de apolo falou de sutton, outro brilho cruzou o olhar de gilbert: o brilho da fofoca. — oh? — indagou ao se inclinar para frente, extremamente interessado. — é verdade que se a sutton estivesse aqui ela também estaria pensando nisso de forma estratégica, mas você está pensando especificamente em planos... ou será que na verdade está pensando nela?
Ponderando sobre algumas questões, Julian então lembrou de algo, um pouco amargo. — Sabe, se a gente não tivesse toda a situação do filho de Hades, eu sempre tive curiosidade de entrar nos quartos fechados da Casa Grande. — Seu rosto se retorceu um pouco, ficando mais sério. — Não acho que esse seja o momento, mas sabe-se lá o que estão escondendo lá dentro depois de tudo isso. Se estavam mantendo Petrus sem saber que ele é um ressuscitado, não sei mais o que Quíron e o diretor podem estar mantendo em segredo. — Comentou, mas logo perdeu o fio da meada. Julian, que era tão seguro o tempo inteiro, deu uma pequena arregalada de olhos com a sugestão de Gil, mexendo na própria nuca para ter o que fazer com as mãos. — Eu não estou pensando nela. — Disse, mas era uma mentira deslavada. — Quer dizer, estou, mas é porque ela é minha amiga e eu penso nos meus amigos. — Não tinha ajudado em nada sua situação, mas deu um sorriso meio esquisito, para "tranquilizar" Gil. — Tô começando a achar ok a ideia de invadir a Casa Grande.
Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
✓ Live Streaming✓ Interactive Chat✓ Private Shows✓ HD Quality
Anya is LIVE right now
FREE
Free to watch • No registration required • HD streaming
Tinha em sua rotina diária um passeio pelo acampamento. Kitty dormia e acordava cedo, não gostava de ficar parada e adorava explorar cada área do acampamento, mesmo que já conhecesse o lugar o bastante após os vinte anos por ali. Parecia sempre ter algo novo a descobrir, uma árvore que mudou de lugar ou alguma pedra diferente. Eram as pequenas coisas que chamavam a atenção da filha de Hades. Gostava especialmente de conferir se o arco-íris estava por ali ou não. Portanto, naquela manhã, Kitty foi até o riacho, passando com cuidado pelas pedras até se distrair com uma borboleta e escorregar no lodo, um dos pés passando direto pela pedra e indo para a água, molhando todo o sapato. Kitty caiu sob uma das pedras, apoiando-se em uma das mãos para não se molhar completamente. Uma situação terrível, claro, mas tudo piorou ao perceber que alguém presente que poderia ter presenciado a sua queda. "Que tal você ser uma pessoa legal e ajudar a me levantar ao invés de ficar olhando?" Resmungou, meio humilhada por alguém ter visto. "Acho que machuquei a minha mão." Ergueu o braço, observando os arranhões banhados de sangue em sua palma.
💀 — 𝐒𝐓𝐀𝐑𝐓𝐄𝐑 𝟐.
💀— 𝐂𝐀𝐌𝐏𝐎 𝐃𝐄 𝐓𝐈𝐑𝐎 𝐀𝐎 𝐀𝐋𝐕𝐎.
Em todos os anos no acampamento, Kitty sempre foi exímia das com as armas, dominando lanças, espadas e adagas com perfeição, sendo expert com o seu machado. Perfeita. Ou quase. O arco e flecha era um desafio que a jovem detestada, porque não conseguia acertar um alvo sequer. Tinha aprendido sobre o peso e o vento, a importância do ângulo dos braços e a maneira de segurar a flecha, mas tudo parecia falho demais quando em suas mãos. Não dava certo! Mas estava tentando ali de novo, com um arco nas mãos na posição exata para acertar o alvo não muito distante. E então disparou, a flecha indo diretamente para... outra direção, quase acerto muse, que passava por ali sem saber que a vida poderia correr riscos. Kitty soltou o arco e colocou a mão na boca, em choque pelo azar e falta de habilidade. Deu alguns passos rápidos em direção a muse, percebendo que estava bem, a flecha fincada em uma árvore próxima. "Ufa, quase que eu te confundi com um alvo." Brincou com um sorriso, um pouco nervosa, dando uma olhadela para a flecha. "Você está bem? Por favor, não me diga que te machuquei, eu vi que a flecha passou de raspão!"
Jules gostava de imaginar que estava acordando com o sol toda vez que levantava e o dia ainda não havia raiado. No entanto, as últimas semanas haviam sido preocupantes: sem sinal do sol no céu, seu pai divino estava desaparecido. Agora, acordava com esperança de vê-lo brilhando de novo, mas o céu permanecia nublado, sem sinal da Carruagem do Sol atravessando o horizonte. Ainda assim, tentou aproveitar o dia, indo até o riacho antes de começar seu turno na Enfermaria. Estava atrás de ar fresco, mas acabou presenciando uma cena incomum: uma semideusa, que acabou escorregando no lodo das pedras. Uns anos atrás, o filho de Apolo iria dar uma risada, mas não era mais essa pessoa. Estava bem preocupado, indo rápido até a outra, até notar se tratar de Kitty. — Desculpa, eu deveria ter vindo mais rápido. — Falou, ajudando-a se levantar com cuidado. Não precisava de muita observação para ver o machucado da outra, fazendo um tsc com a boca. Seu turno iria começar mais cedo. — Bem, você deu sorte de não precisar passar na Enfermaria. Vamos ali, ó. — Apontou para uma pedra onde ela poderia se sentar. Jules sempre carregava consigo um pequeno kit de primeiros socorros, pois aquela não era a primeira e nem seria a última vez que se depararia com uma situação daquela no Acampamento. — Ok, Kitty, eu vou limpar o ferimento e pode arder um pouco, mas logo mais os arranhões vão se fechar, tudo bem? — Avisou antes de fazer qualquer coisa, mexendo em sua bolsa para conferir seus apetrechos de Curandeiro.
FLASHBACK.
Sutton sentiu seu coração acelerar quando ouviu as batidas suaves na porta do chalé. Ela reconheceu imediatamente a voz de Julian, mas isso não a impediu de sentir uma onda de nervosismo invadir seu corpo. Apesar de sua confiança habitual, a presença dele sempre a deixava um pouco desorientada, incapaz de manter sua habitual calma e racionalidade. Droga, droga, droga.
Ao ouvir a pergunta de Julian, Sutton lutou para encontrar as palavras certas, sua mente se debatendo entre a vontade de se esconder e o desejo de estar perto dele. "Não, você não atrapalha", respondeu finalmente, sua voz soando um pouco mais trêmula do que ela gostaria. "Por favor, entre."
Ela abriu a porta do chalé, mantendo seu olhar baixo, segurando seu livro, incapaz de encarar os olhos de Julian. Ele representava uma mistura complexa de sentimentos para Sutton - uma admiração profunda misturada com uma intensa atração que ela havia tentado, sem sucesso, ignorar ao longo dos anos. Ela voltou para a sua cadeira, colocando o livro em frente ao seu rosto.
À medida que Julian entrava, Sutton lutava para manter sua compostura, sua mente trabalhando freneticamente para encontrar algo para dizer que não revelasse seus sentimentos verdadeiros. No entanto, no fundo, ela sabia que era uma batalha perdida. "Você também vai para uma missão, não é?" perguntou depois de alguns segundos, finalmente levantando seu olhar para encará-lo diretamente. Balançou o livro em suas mãos e sorriu.
Uma onda de alívio percorreu pelo seu corpo ao ouvir o "não atrapalha", e soltou ar dos pulmões que não tinha percebido que havia prendido para começo de conversa. Apesar de tenso, se permitia relaxar um pouco ao estar na presença da mais nova, como se só de tê-la por perto o remetesse à uma sensação de segurança. — Obrigado. — Sussurrou baixinho enquanto passava, olhando rapidamente ao redor antes de voltar sua atenção para Sutton. O chalé de Atena permanecia impecável como sempre, algo que nem sempre acontecia no chalé vizinho. Mesmo com todos os irmãos mais velhos tomando conta, as crianças costumavam bagunçar o sete com seus materiais de pintura ou suas folhas com poemas espalhados por aí. Jules acreditava que era parte do charme, tanto que nem brigava muito com os mais novos.
— Eu vou sim. — Falou, mais soturno do que o normal. No entanto, a expressão se quebrou ao ver a filha de Atena sorrindo, balançando o livro que lia para ele. Jules sorriu junto, sentindo seu coração se aquecer imediatamente. — O que você está lendo? — Sua voz era bem mais leve, até parecia meio bobalhão. Claro que ele poderia ler o título — ainda mais se fosse em grego antigo, considerando sua dislexia mágica —, mas gostava mais quando ela falava sobre e dava suas opiniões. — Quero saber o que você me recomenda. Essa semana eu fiquei tanto tempo na Enfermaria que minha leitura 'tá completamente atrasada... preciso de uma reunião do Clube do Livro quando voltar de missão.
Dificilmente Jules demonstrava estar ansioso para as pessoas, pois era sempre um poço de confiança. Claro, tinha total fé em suas habilidades, contudo, a missão era importante demais. Enquanto falava sobre o livro, seus dedos se mexiam inquietos, enrolando os fios soltos da blusa incessantemente. — Bem, hm... — Ele começou, sem esperar muito mais. — Eu estava me preparando porque... preciso encontrar Asclépio. E eu não deveria estar nervoso, mas eu estou. — Mordeu o lábio inferior, tentando se concentrar. — Então eu achei uma boa ideia tentar me distrair, ou... não sei. Preciso de uma luz. — Naquele momento, Julian percebeu como estava parecendo um idiota e como Sutton deveria era estar achando graça de como parecia um perdedor.
@thearios nem foi coagido a escolher e vai receber um:
Raynar tinha coberto o curativo na barriga só para passar pelos outros curandeiros sem precisar dar justificativas. Tão ansiosos e ajudar e ele não queria, preferindo alguém que tinha compartilhado mais do que uma missão - mas o sacrifício daquilo que fizera. E agora, sentado na maca e respirando devagar, o filho de Zeus olhava para o teto muito entediado. Os pontos novamente segurando a pele reunida por tempo suficiente para sua recuperação acelerada tentasse finalizar o trabalho. “ 🗲 ━━ ◤ Antes que fale qualquer coisa, eu não sei ficar parado. ◢ Voltou para o acampamento como se nada tivesse acontecido, a cabeça enfiada no trabalho e rotina de sempre. “ 🗲 ━━ ◤ A Anfisbena me deu uma ideia de evolução da Simulação de Ataques. ◢ Matéria essa em que era instrutor muito dedicado.
Apesar de fazer outras coisas pelo Acampamento, Julian estava quase sempre na Enfermaria, hábito que ficou ainda mais forte desde seu retorno às colinas do Meio Sangue. Seu turno geralmente envolvia remendar os semideuses que se quebravam durante os treinamentos e, de certa forma, receber Raynar não parecia tão fora do esperado. Contudo, as circustâncias não eram normais. Ao ser chamado por um dos aprendizes para checar o estado do filho de Zeus — que não seria atendido por mais ninguém, de acordo com o adendo do aprendiz —, encheu-se de preocupação, achando que o ferimento da Ansfíbena poderia ter piorado. Quando chegou, foi preenchido por um misto de alívio e vontade de dar bronca. — Pelos Deuses. — Exasperou, balançando a cabeça negativamente. — Eu prendi um patrulheiro por menos na Enfermaria, sabia? Ele só pode voltar para as atividades com alta. Fica esperto. — Comentou, mas não estava bravo de verdade, muito menos incomodado com a visita. Tão natural quanto respirar, começou a puxar dos armários os unguentos necessários para cuidar do amigo. — Que ideia você teve? — Perguntou, curioso, e depois se aproximou da maca para dar uma olhada na ferida. A Ansfíbena tinha sido uma experiência horrorosa para ambos, mas tentou não focar nisso. — Vou dar uma olhada no seu ferimento agora, ok? Você sentiu mais alguma coisa tipo enjoo, dor de cabeça ou outro sintoma? — Trouxe consigo uma bandeja com novas ataduras, além de vários vidrinhos misteriosos e, enquanto falava, higienizava as mãos com uma mistura que tinha cheiro de álcool.
nas replies, coloque o @ do seu char + uma frase das listas a seguir para dizer algo para o jules. se quiser diferenciar um pouco as coisas, é só colocar reverse no final da mensagem para jules dizer algo para o seu personagem!
〈 ⁺₊⋆ ☀︎ ⋆⁺₊ 〉 MISSÃO — a parte final.
em busca de uma poção para o oráculo, rachel dare.
com @zeusraynar e sob a supervisão do olimpo, @silencehq.
acompanhe o olhar de raynar aqui.
A primeira vez que saía do Acampamento Meio-Sangue em alguns meses estava sendo bem diferente do que imaginava. Tão alerta quando poderia estar, Jules escutou seus companheiros de missão, assentindo levemente para eles enquanto organizava uma estratégia em sua cabeça. Não estavam presos nas colinas à toa: tudo era muito mais arriscado e o arrepio em sua espinha que não passava era o seu instinto de semideus, avisando do perigo próximo. Deu mais uma olhada pelos arredores, encontrando algo que chamou a sua atenção. — Temos uma pista. Vai ser perigoso, mas precisamos fazer isso. Tomem cuidado, ok? E se misturem na multidão.
Uma tarefa difícil para qualquer semideus, mas não tinham muito mais o que fazer naquela situação. Julian saiu do beco, sendo recebido por um dia nublado e esquisito. Apesar de claro, sabia que os raios de sol não estavam chegando — bem, pelo menos não os raios de sol de seu pai. Era uma sensação completamente diferente sentir a luz da Carruagem do Sol em sua pele fortalecendo-o, lhe dizendo olá. A ausência era esquisita, afinal, Apolo era um dos Deuses que mais aparecia para os seus filhos. Caminhando ao lado de Raynar, permaneceu atento aos arredores, vendo uma sombra se arrastar mais à fundo na cidade num piscar de olhos, perdendo-a logo em seguida.
O centro de Veneza vibrava com pessoas indo de um lado para o outro nas ruas estreitas, comerciantes gritando em italiano e uma ou duas gôndolas vazias nos canais mais à frente. A neblina era quase imperceptível, mas Julian tinha a impressão de que aquilo era um resultado da Névoa, tanto para esconder os semideuses quanto para esconder os monstros. Seria inocente se dissesse que não esperava nenhum encontro desagradável, só precisava saber quando para que pudesse sacar o seu arco-e-flecha, que estava escondido no meio de suas coisas.
A conversa com a senhora parecia ter dado resultado, já que o filho de Zeus logo percebeu um grupo de idosos indo numa mesma direção. Aos poucos, mais pessoas se juntaram à caminhada, de idades diversas, mas uma coisa em comum: Julian conseguia perceber o sofrimento em seus rostos, as ataduras em diferentes partes do corpo e o cansaço de um corpo doente. Sentiu suas mãos formigarem, como se quisesse parar ali mesmo para ajudá-las.
Foi então que percebeu pequenos detalhes ao redor, completamente escondidos para os mortais. Viu o caduceu com apenas uma cobra aparecendo em algumas edificações, no meio dos arabescos que decoravam os prédios. Logo passaram por uma estátua de mármore que segurava um cálice, algo totalmente característico de Hígia. — Estamos indo para o local certo. — Comentou, até encontrarem um prédio modesto, marcado apenas com uma cruz de médico, onde várias pessoas estavam entrando.
— É aqui, eu tenho certeza. — Julian sentiu as mãos formigarem de novo, esquentando de maneira involuntária.
Assentindo para os seus companheiros de missão, o Curandeiro entrou primeiro no estabelecimento, sentindo de imediato o cheiro de álcool 70 e, surpreendentemente, bolo de laranja, seu doce favorito. Era óbvio: em algum canto daquele lugar, Ambrosia estava sendo manipulada. Por um segundo, Jules se sentiu na Enfermaria do Acampamento: para alguém que passava a maior parte do seu dia cuidando dos outros semideuses, era como estar em casa novamente.
Ao olhar ao redor, percebeu várias cadeiras, no que parecia uma sala de espera improvisada. A cortina para os fundos do prédio estava semi-aberta e, por ali, conseguiu ver de relance camas e os pacientes, além de algumas enfermeiras trabalhando concentradas. Eram tantos idosos e crianças esperando que Jules não conseguiu se conter. — Certo, tem enfermeiras ocupadas lá dentro. Alguma de vocês pode ficar de olho lá fora? — Uma das semideusas que acompanhava o grupo falou “deixa comigo” num tom sério, e saiu para manter guarda. Estava tremendamente grato pelo seu grupo: quatro semideuses com mais de dez anos cada treinando, com experiência o suficiente para treinar os outros.
Enquanto esperava algum dos profissionais aparecer, Jules se aproximou de uma criança que, apesar de estar sentada em sua própria cadeira, se agarrava no braço de seu pai. O caso lhe chamou atenção pois, ao olhar de relance, viu o quanto a sua perninha estava machucada e como suas bandagens pareciam antigas. Ele se agachou, virando-se primeiro para o responsável. — Oi, meu nome é Julian, eu estou aqui para ajudar. O que aconteceu? — Perguntou, usando seu italiano e esperando a resposta de um dos dois.
Talvez não fosse a melhor prática só aparecer com o seu kit de primeiros socorros e trabalhar sem ser convidado, mas, naquele momento, Moon estava sendo guiado por seu instinto, como se respondesse à um chamado interno. Ao ter a permissão que precisava do parente, Julian tirou a atadura da menininha, olhando o arranhão em sua perna. Apesar de ser pequeno, não parecia nem um pouco cicatrizado, como se tivesse sido recém-feito. Como se as engrenagens de seu cérebro se encaixassem, logo notou se tratar de um arranhão de monstro, que provavelmente estava em processo de infecção.
— Ok, isso vai arder um pouco. Seja forte, certo? — A missão que teve na Itália e os anos que passou em Nova Roma o fizeram ter interesse por aprender Latim e Italiano. Mesmo que Latim fosse bem mais difícil — afinal, só quem falavam eram os semideuses romanos —, gostava de estudar. Tirou alguns frasquinhos da bolsa e passou a limpar a ferida ali mesmo, vendo a garotinha abraçar bem forte o braço do pai, mas não gritou. Julian sorriu para a criança. — Molto bene!
Precisava ser muito cuidadoso com aquilo, pois estavam numa situação delicada. Humanos não tinham força para aguentar veneno de monstro e nem as curas mágicas que os semideuses usavam, no entanto, precisava fazer algo rápido para curar o ferimento. Em um dos frascos vazios, fez uma mistura extremamente diluída do que costumava usar no Acampamento, apenas para neutralizar o veneno e permitir que ela fosse para casa sem maiores problemas. Fez uma pequena prece para o seu patrono e aplicou o unguento com um algodãozinho, trocando as ataduras por novas. De maneira improvisada, separou um pouco da própria atadura para deixar com o pai, que sorriu agradecido.
Quando terminou e levantou, percebeu o olhar curioso de seu companheiro de equipe.
— Você está brilhando, Julian.
Achou que isso fosse uma piada, mas quando olhou para as mãos, percebeu o brilho ao seu redor. Para sua surpresa, não era nada quente ou amarelo como os raios de sol, e sim, de uma coloração verde e com uma sensação um pouco mais fria e refrescante.
— Julian Moon, Raynar Hornsby. — Uma voz masculina chamou os nomes e Julian quase pulou de susto, virando-se como se estivesse pronto para se defender.
Contudo, ao olhar para a figura, o filho de Apolo reconheceu-o de imediato. Não por suas feições esculpidas ou seu cabelo impecável, mas por conta de seus olhos, tão antigos quanto a própria história. Ele segurava uma prancheta e usava roupas consideravelmente simples, uma calça e camisa de mangas longas. Por cima de tudo, um jaleco impecável se fazia presente. No bolso do jaleco, uma caneta de prata estava encaixada, e Jules percebeu um enfeite de cobra no objeto. Fez uma curta reverência pois, além de seu pai, aquele era o Deus o qual Julian tinha mais respeito e admiração. Esculápio pareceu sorrir com o ato. — Vocês dois, podem entrar. — Falou, chamando os semideuses com a mão.
Saindo da parte da entrada e passando por parte da Enfermaria, ambos foram direcionados à uma pequena sala privada. Todo o lugar era extremamente limpo e bem arrumado sendo, bem, um exemplo de higiene e recuperação — o filho de Apolo se perguntou se as filhas estariam por ali, cuidando de tudo. Era meio estranho pensar que Asclépio, aquele que concedeu sua bênção depois de ter salvado alguém, estava bem ali à sua frente. Mais estranho ainda pensar que o Deus era também filho de Apolo, além de guiar os outros Curandeiros.
Julian estava conhecendo um ídolo, mas permaneceu bem calmo. Era só pensar na situação de Rachel que seu foco voltava.
— Bem, do que vocês precisam? Vocês estão bem longe de casa. — Asclépio disse, puxando sua caneta para anotar algo em seu papel.
— É o nosso Oráculo, senhor. — Jules disse, puxando uma segunda caixa da maleta. Ali, havia protegido os frascos transparentes que Quíron lhe deu da melhor maneira possível, exibindo o dente de Drakon e os espinhos de Quimera para o seu patrono. — Apesar dela ser o Oráculo de Delfos mais recente, já faz anos que ela abriga o espírito. Mesmo com a experiência, Rachel está sofrendo mais do que nunca com as profecias. Precisamos de uma poção para ela.
Asclépio franziu a testa, pegando em mãos um dos frascos para examinar.
— Quíron está pedindo uma poção muito antiga, crianças. — O Deus se levantou, indo até um armário de apotecário com muitas gavetas. — Preciso que vocês protejam o templo enquanto eu trabalho. Veneza está cheia de monstros e eles não fazem distinção com seus alvos.
Como se o Universo estivesse mandando um sinal, toda a sala passou por um tremor e Asclépio suspirou.
— Se apressem, e eu serei o mais rápido possível.
Raynar já tinha ido antes de Julian, com uma rapidez que só se igualava à ventos. Apesar de não ser um guerreiro, havia passado por tantas missões que, de uma forma muito distorcida e ruim, era familiar com a sensação de adrenalina preenchendo o seu corpo. O que antes era um lugar de repouso e cura parecia um cenário de guerra, com metal retorcido, camas derrubadas e gritos de despero vindo de crianças e adultos. Tentando entender o que estava acontecendo, encontrou em seu campo de visão um quadrúpede de pelagem marrom, tão grande que mal se via o buraco que fizera para entrar no templo. Vamos lá, eu preciso mais do que isso, pensou consigo mesmo. Foi então que notou seu pescoço longo e, ao quase chegar na cabeça, desviou o olhar assustado.
— É uma Catóblepa! — Soou alarmado e preocupado ao mesmo tempo. — Não olhem diretamente nos seus olhos! — Mais um pouco, Julian teria encontrado a morte certa. Aquela criatura podia ser lenta, mas tinha uma carcaça resistente e um olhar de penitência que não podia ser revertido por curandeiros normais.
Deu graças aos Deuses por suas aulas de criaturas mitológicas no chalé de Atena.
Enquanto o filho de Zeus abriu espaço para uma rota de fuga, Julian começou a puxar quem não conseguia andar direito e estava à mercê do monstro, repetindo a instrução para os civis. Precisava pensar rápido, tentando bolar uma estratégia que fosse eficaz. Estavam num lugar apertado, com mortais correndo perigo, completamente destruído e cheio de cacos de vidro, e… Calma, talvez aquela fosse a resposta. A Enfermaria estava cheia de metal e pedaços de espelho, refletindo a luz do lado de fora. A força da Catóblepa era seu olhar, mas aquela também era a sua fraqueza: se usassem isso contra o monstro, podiam obter uma vantagem.
Puxou uma bandeja retorcida que antes carregava gazes, sinalizando para a semideusa e o filho de Zeus, ambos tremendamente ocupados mantendo a criatura distraída — Moon iria fazer a sua parte para ajudar nisso. — Ei, mulinha, você não quer pegar um sol? — Fez aquilo mais para chamar a atenção do monstro, ouvindo seu bufar. Julian se iluminou imediatamente, direcionando seus raios para a sua frente, onde imaginava que estavam os olhos da mula.
O guincho de desaprovação foi suficiente para o filho de Apolo ter certeza que o plano tinha funcionado. Agora sim era uma distração digna, o alvo da fúria do monstro, que com certeza estava odiando ter que olhar diretamente para o Sol contra sua vontade. Além de ter usado a bandeja para dar a ideia aos outros semideuses, também redirecionava e aumentava os raios que saíam das mãos, causando pequenas explosões de brilho para cegar a Catóblepa por um momento, frustrando-a e impedindo-a de matar mais mortais — e eles mesmos, obviamente.
Tudo aconteceu rápido demais. Em um segundo, o monstro caminhava em sua direção, encurralando-o contra uma das camas derrubadas da Enfermaria. No outro, uma corda improvisada de lençóis tirava a atenção do quadrúpede de si, e a semideusa que os acompanhavam agiu de maneira veloz. Notou que havia encontrado um pequeno espelho, usando num dos olhos do bicho e passando o instrumento para Raynar, enviando a criatura de volta para o Tártaro com um gosto de seu próprio veneno.
O monstro se desfez em pó, e um suspiro de alívio coletivo pôde ser escutado.
— Vocês estão todos bem? — Jules perguntou, tentando limpar a poeira de suas roupas. Estavam tão bem quanto poderiam, vivos. Felizmente, sua maleta estava em boas condições e nada parecia quebrado, mas não parou para examinar seus pertences. Queria acreditar que tinham feito a diferença, mas tinha uma certa impressão de ter causado mais destruição do que ajudado de fato.
Às pressas, o Deus retornou com um frasco brilhante em mãos. Era tão visivelmente mágico e poderoso que Jules teve a impressão de nunca ter visto uma alquimia tão poderosa. — Vocês precisam ir, isso vai atrair mais criaturas. — Alertou, com certa preocupação na voz. — Tomem cuidado, semideuses, a situação não parece que vai melhorar.
Trocou olhares com a sua equipe, uma sinergia resultado dos anos árduos de treinamento no Acampamento, e pegou a poção em suas mãos. Enrolou-a em ataduras e colocou delicadamente em sua maleta, tentando ao máximo guardá-la à prova de chacoalhões.
Julian deveria ter trazido plástico bolha.
Precisava voltar ao Acampamento Meio Sangue a todo o custo, afinal, o Oráculo de Delfos precisava da poção. Quantos dias não ficou de vigia, observando seu estado e sem conseguir fazer nada em retorno? O Curandeiro estava sendo protegido pelos Semideuses, mas sua postura mudou assim que ouviu os gritos. Mais gritos, horríveis e que pediam por misericórdia, que com certeza o aterrorizariam por noites sem fim.
Sem hesitar por um segundo, seus pés o levaram para salvar quem podia, tirando os feridos do caminho da criatura. Em pouco tempo, ficou coberto de sangue que não era seu, mas isso era o menor dos seus problemas. Pela visão periférica, conseguia ver os amigos distraindo a serpente enquanto podiam, então se apressou para dar os reforços que precisavam.
A memória muscular entrou em ação, tão natural quanto respirar. Com a maleta presa ao lado do corpo, tinha as mãos livres para puxar o arco do esconderijo e alcançar uma flecha, tensionando a corda com a esquerda, protegida por uma luva de arqueiro. Manteve-se onde estava estranhamente sereno enquanto o mundo acabava, afinal, era ali que o seu talento de pensar rápido se mostrava. Ouvia os trovões e o barulho da batalha, mas suas íris estavam concentradas nas falhas das escamas da Ansfíbena.
Ouviu-se apenas o cortar do ar e um guincho, com a primeira flecha acertando a asa da serpente. Lembrava dos dias que foi atacado por Harpias fora do Acampamento: monstros que voavam eram um pouco mais chatos para pessoas de curto a médio alcance, mas para arqueiros? Se não fosse uma situação muito séria, estaria se divertindo ao encontrar falhas e prever a movimentação do bicho, lançando flechas certeiras em seus alvos alados.
Não era nada divertido, no entanto, ver seus amigos sendo mastigados por uma cobra gigante. Girou uma flecha em mãos, segurando-a pela ponta de metal e chamando pelo seu poder interior, sentindo a ponta esquentar muito mais do que o normal. Aquele era um mecanismo muito elegante para suas flechas especiais, iniciado através da sua manipulação solar: com seus cabelos ficando cada vez mais claros enquanto usava seus poderes, ficava mais parecido com o Apolo que sua mãe conhecera um dia.
O raio de sol era tão intenso que parecia fogo, e a flecha atingiu a Ansfíbena com um assovio. Ouvia o estalo da espada da semideusa que lutava consigo, fazendo mais estrago nas escamas da serpente. Repetiu então o processo, focando num ponto vital: um de seus olhos, para que morresse de uma vez.
A criatura urrou, jogando-se de volta para a água, tentando se proteger dos ataques dos semideuses. Suspirava assustado e arregalou os olhos ao ver Raynar se jogando no canal, quase pulando de susto com o barulho de um raio caindo a poucos metros dele.
Pronto, era só o que faltava.
Demorou tempo demais para que o filho de Zeus se erguesse da água, contudo, sentiu o peso saindo de seus ombros quando ouviu a breve ameaça. Ainda era Raynar, tão tempestuoso quanto os céus. — Pode deixar, grandão, você vai ficar novo em folha.
Não conseguia esquecer da destruição ao seu redor, de como o futuro parecia desesperador. Mantinha suas mãos firmes ao fazer o curativo no semideus e seus olhos atentos no caminho de volta, porém, algo tinha mudado. Não estavam seguros em lugar algum do mundo, nem no próprio Acampamento, sua querida casa.
Ele só esperava que a missão pudesse, de alguma forma, trazer algo positivo no meio de tanto perigo e tragédia.
Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
✓ Live Streaming✓ Interactive Chat✓ Private Shows✓ HD Quality
Anya is LIVE right now
FREE
Free to watch • No registration required • HD streaming
flashback ˚。 ㅤ ㅤ ㅤ ㅤ ━━ meh, questionável. ━━ devolveu, só para perturbar o outro. claro que não diria em voz alta, mas julian estava no seu top 3, se fosse montar uma lista de todos que já tinham passado por seu leito desde sua chegada. ━━ onde, então? ━━ perguntou, semicerrando os olhos. porque lynx era adepto do "ajoelhou, tem que rezar". ━━ "daqui a pouco"? existe uma previsão então? finalmente! ━━ exclmaou, claramente feliz e até mesmo aliviado com a notícia. odiava ter que ir para a enfermaria e ficar lá, por um motivo plausível então, era pior ainda. com o tom mais sério da conversa, lynx ergueu os olhos para o outro, quando o sorrisinho sumiu do rosto, e balançou a cabeça em negativa. ━━ está sendo um saco ficar aqui, mas todo mundo cuidou muito bem de mim. não estou precisando de nada, nem quero que dê bronca em ninguém. surpreendentemente. mas agradeço a oferta. ━━ acrescentou, de maneira honesta. ━━ mas e você, está precisando de algo? lembrando que estou perguntando por educação e não posso fazer nada no momento, mas já que vou receber alta daqui a pouco, talvez eu possa fazer…
Apesar de ter revirado os olhos, Jules não estava incomodado de verdade com Lynx. Na verdade, preferia a conversa bem assim, com ele perturbando-o e cheio de piadas, já que era um bom indicativo que estava melhorando. — No meu braço esquerdo, porque se eu me quebrar inteiro ainda posso usar o direito para trabalhar. — Se um soquinho de brincadeira do filho de Ares já ia fazer estrago, pensou no que seria de si se o outro batesse nele de verdade. Com Lynx, não teria como aguentar cinco minutos de trocação franca e admitir isso era apenas bom senso. — Não se preocupa com isso, se eu lembrar de algo eu venho cobrar. — Não iria cobrar nada, mas também não perdeu a chance de encher um pouco o saco do outro. — Mas, sim, não vai demorar muito mais tempo para você ser liberado. É um cuidado da equipe de Curandeiros. — Jules comentou, sendo um pouco mais sério do que o costume. — A gente sabe que você vai voltar para as atividades e para patrulha, e não tem como monitorar o Acampamento sem se machucar. É só uma precaução para que você esteja cem por cento quando você tiver alta. — Soou preocupado porque, bem, realmente estava. — Enfim, enquanto você está de castigo, posso trazer mais contrabando. É só me falar o que você precisa. — Apesar de manter a postura, um sorrisinho bem humorado apareceu.
"Se eu ainda me lembro das danças da minha época na corte inglesa?", Calista riu, deleitosa, com a pergunta da pessoa ao seu lado. "Queride, claro que sim. Tenho uma memória muito boa, há muito pouco que eu não me lembre das coisas que vivi. Veja só", parou na frente delu e fez uma reverência graciosa. "Antes de tudo, a reverência, como se estivesse cumprimentando seu parceiro. Depois, você se aproxima", fez o que disse, dando alguns passos na direção delu, oferecendo as mãos para elu, "e começa. Um, dois, três, quatro, afasta, um, dois, três, quatro, aproxima...", e mostrou alguns passos, suaves e certeiros como se ela dançasse todos os dias. Acabou por dar um riso divertido e levemente envergonhado pelo que fazia e parou por fim. "É mais ou menos isso, pelo menos uma delas... o que achou? Quer aprender?"
Deixou ser guiado por Calista enquanto ela ensinava os passos, prestando muita atenção no que a caçadora fazia. — Isso é tão legal! — O filho de Apolo riu, sentindo o coração leve em meses. — Você gostava dos bailes? Era tão bom quanto uma festa clandestina na nossa floresta? — A pergunta tinha um tom divertido, mais para quebrar o gelo com Calista do que qualquer outra coisa. Estava precisando de momentos como esse, esquecendo do fim do mundo iminente no qual estavam vivendo. — Sabe uma coisa que eu acharia divertido? Se uma das nossas festas fosse um baile mesmo, com luzes e roupas bonitas. Iria dar uma levantada no moral, na minha opinião. — O semideus sorriu, feliz com a própria ideia. Comentaria isso com os filhos de Hermes que conhecia, talvez eles pudessem organizar uma confraternização mais family friendly do que se embebedar na mata... se embebedando no hall principal. Um garoto podia sonhar! — Eu quero aprender mais, sim! Talvez assim eu consiga fingir que sou um príncipe de contos de fada, sabe, só um pouco.
❛ tá sujo bem aqui. ━━━━━ apontou para o canto de sua própria boca, indicando o local onde havia visualizado o líquido estranho na outra pessoa. devido aos óculos escuros e ao clima nublado, tadeu enxergava as cores de maneira limitada. ❛ e aí, você tava numa briga, comendo ou é parte do clube de teatro? por aqui nunca tem como dar certeza de nada, mas estou intrigado com quase todas as opções. ━━━━━ arqueou uma das sobrancelhas, cruzando os braços por um instante. ❛ se for só molho de tomate você pode mentir e contar uma história melhor.
O seu lugar favorito no Acampamento de longe era o Campo de Morangos, logo, aproveitava qualquer folga em sua rotina tanto ajudando no plantio e colheita quanto roubando uns moranguinhos de lá. Tinha uma pequena cesta em uma das mãos, na outra, uma torradinha com geleia recém feita. E, bem, talvez estivesse incentivando o contrabando de dentro do Acampamento ao trocar chocolatinhos por alguns itens de padaria bem frescos. Ao cruzar caminho com Tadeu, foi pego com a boca na botija. — Ah, tive que lutar com um sátiro por isso aqui. Puxei pelo cabelo e ele quase me deu um coice, mas eu fui mais rápido. — Falou a mentira com uma cara lavadíssima, sem a menor vergonha. — Você tinha que ter visto o outro cara. — Comentou com diversão, dando uma mordida no seu pãozinho. — Aceita?
Christopher estava ajudando apenas no chalé de Afrodite, ele poderia ser colocado dentro da caixinha dos egoístas que não se importavam com os demais semideuses, mas a questão é que ele estava com medo, desde o dia que tudo aconteceu, ele temia que seus poderes estivessem fora de controle, então era normal que se sentisse temeroso de chegar em um lugar e simplesmente oferecer a sua ajuda, não sabia o que poderia encontrar. Porém, esse negócio de evitar contato com outras pessoas vinha desde o momento que retornou ao acampamento na companhia de Tianyanite e ele não podia evitar por muito mais tempo.
Foi em uma única ida ao banheiro e a preocupação tomou conta da mente do australiano, pois a ferida que conseguiu em seu ombro e aquela que ficava na perna, pareciam não estar melhorando em nada, a do ombro parecia mais um tipo e carregava uma aparência até nojenta se fosse analisar, e tinha a da perna que estava com uma casca bem feia, não podia mais evitar a enfermaria, teria que ir até ela. E foi no meio do caminho que encontrou Julian, escolhendo aquele filho de Apolo para cuidar daquilo, sorrindo para ele, um pouco sem jeito porque já sabia muito bem o que iria ouvir ali. “Então… sabe… fiquei sumido um tempo e aí voltei, então fui logo cuidar dos chalés… então…” Apontou para a ferida no ombro e escolheu deixar para mostrar a outra quando estivessem dentro da enfermaria, não que não estivesse a mostra, já que vestia uma regata e uma bermuda, além do chinelo que lhe servia bem para a reconstrução do seu chalé. “Pode brigar, já tô pronto pra isso”
Não era a primeira vez que um de seus amigos iria fazer uma coisa dessas, e Julian tinha a impressão de que não seria a última. Muitos deles não gostavam de pedir ajuda, e, de certa forma, até entendia de onde vinha. Contudo, entretanto e todavia, não estava nem aí: só precisou de uma olhada rápida para perceber Christie andando esquisito, cerrando os olhos em seguida. Certo, era com isso que ele estava lidando. — Minha política é que eu só dou esporro depois do tratamento, fechado? — Olhando melhor, o que quer que tinha acontecido com seu ombro parecia ruim.
Começou a andar com Christie até a Enfermaria, levando-o para um canto mais tranquilo e onde não seriam incomodados. — O que aconteceu com você? — Perguntou, olhando a ferida com um pouco mais de cuidado. — Pode ser que você tenha tido contato com algum veneno de monstro, então... Preciso saber de tudo, pode ser? — E virou-se rapidamente, apenas para pegar alguns materiais nos armários da Enfermaria. Precisaria de gaze, algodão, algumas ervas, água limpa e ambrosia. — E se tiver mais alguma ferida, por favor, me mostre. Não sei se você está escondendo, mas você tá andando esquisito. — Isso era puramente anos de experiência na Enfermaria, vendo semideuses se ferrarem inteiros e manterem a pose. Durões, certamente, mas, em sua opinião de médico, preferia quando vinham mais cedo em seu encontro. — Tá sentindo dor em quais lugares, Christie?
Sutton observava Julian com um misto de fascínio e desconforto enquanto ele se aproximava, tentando discernir o que exatamente estava incomodando-a naquele momento. Seria o trabalho consumindo sua concentração, ou talvez alguma preocupação secreta? Ela não conseguia explicar completamente, mas tentou não deixar transparecer sua agitação, especialmente diante de Julian, cuja presença sempre mexia com ela. Sempre. Ugh. Ok, talvez fosse bem claro o que a incomodava: O incomodo era que não era um incomodo e sim outra palavra que ela não ousaria falar em voz alta. Ter o maior tão perto de si, sem camiseta, molhado, escutando sua voz profunda, seus olhos fixados nela... Enfim, fez tudo que podia para ignorar isso.
Ao ouvir o apelido inesperado sair dos lábios de Julian, Sutton sentiu seu coração dar um salto, um misto de prazer e constrangimento. Ela não pôde evitar um sorriso leve diante da brincadeira dele "— Então eu deveria te chamar como sua mãe lhe chama? Eu sei que sou meio mandona, mas..." fez uma cara com o seu uso de 'mandona' ao invés de autoritária. Era um outro apelido que Julian havia lhe dado quando chegou no acampamento. Madlitas memórias. Seus olhos acinzentados encontraram os dele brevemente, mas ela desviou o olhar rapidamente, temendo que ele pudesse ler seus pensamentos.
Ah calma, ela quem podia fazer aquilo. Será que ousaria? Era uma invasão de privacidade, mas todas as vezes que mais se sentia tentada a ler a mente de alguém eram momentos como aquele. Junto de Julian.
Ao voltar sua atenção para as anotações, ela podia sentir o calor irradiando de sua mão estendida sobre sua cabeça, uma sensação reconfortante que a fez relaxar involuntariamente. Seus olhos se fecharam por um momento, absorvendo a sensação de calor e luz que ele transmitia. "— Eu sempre gostei de ler assim, com a luz do sol. É tão tranquilizante..." comentou, sem pensar. Se não soubesse melhor imaginaria que a luz solar de Julian estava lhe deixando vulnerável a honestidade extrema.
Quando Julian tentou fazer uma piada, Sutton não pôde deixar de rir "— Foi péssimo", falou, mas não parava de rir. Mantinha seus olhos fechados. Havia sido uma tentativa boba, mas vinda dele, parecia genuína e reconfortante, o que a fazia rir honestamente. Ela balançou a cabeça negativamente, ainda sorrindo, enquanto seus pensamentos vagavam para longe do trabalho à sua frente. Mesmo que tentasse se concentrar, era difícil resistir ao encanto de Julian.
Por um momento, Julian se perguntou se Apolo via as pessoas dessa maneira enquanto estava em sua Carruagem do Sol, cruzando os céus durante o dia. Se, quando se atrevesse a olhar para baixo, veria uma pessoa com um sorriso leve, sentindo os raios esquentarem sua pele. Será que ele se sentiria sozinho ao notar os olhos fechados, incapazes de ver que estava observando? Bem, não teria como, de qualquer maneira estava escondido pelo brilho, tal como Julian estava agora. Talvez seus pensamentos o entregassem, contudo, não se preocupava. Era uma das poucas pessoas que não se importava se Sutton lia sua cabeça ou não, e, de certa forma, esperava que ela tivesse uma pequena ideia de como ele a considerava. Eram melhores amigos, afinal, era óbvio que ele a considerava.
A careta de Sutty o fez rir genuinamente, e sua postura se derreteu ainda mais. — Ah, não, sabichona… a não ser que você queira me chamar de feijãozinho. Não, use um apelido seu, pode ser? — Também não se preocupava em ser cool perto da garota, muito menos tinha vergonha dos apelidos fofos de sua mãe. O comentário da filha de Atena o fez sorrir ainda mais, mantendo-se focado no rosto delicado da semideusa. Sutton dificilmente deixava qualquer um vê-la num momento tão tranquilo, e Jules começou a considerar que a insegurança que tinha podia ser apenas uma besteira.
Veja bem, a conselheira tinha momentos e momentos. Às vezes, o curandeiro tinha certeza que estava enchendo o seu saco, passando de todos os limites e forçando uma amizade, e então… tinham momentos assim, onde ela só aproveitava a luz do sol. — Mesmo? — Perguntou, sua voz um tanto trêmula. E então, pirrageou, tentando manter a postura. — Eu posso fazer isso mais vezes, se você quiser. — E ofereceu um sorriso doce, feliz em ajudar.
A risada de Sutton preenchia o seu quarto e, por consequência, também preenchia o coração de Julian. No caso, era alegria por vê-la feliz assim, afinal, fazia dias que estava tensa. — Hm, valeu a pena. — Você fica linda rindo desse jeito, na luz do sol. Não tinha certeza o que havia falado ou pensado alto, mas não importava, era verdade de qualquer jeito. — Você não quer descansar um pouco agora? Talvez isso ajude na hora de fazer novas anotações. — A proposta também servia para ele, já que não estava sendo de nenhuma ajuda prática no momento. Preferia bem mais começar um novo livro e discutir sobre do que trabalhar de verdade, contudo, faria qualquer coisa perto dela.
Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
✓ Live Streaming✓ Interactive Chat✓ Private Shows✓ HD Quality
Anya is LIVE right now
FREE
Free to watch • No registration required • HD streaming
ver julian rir fez com que gilbert se sentisse estranhamente contente consigo mesmo. era bom ver o amigo sorrindo e parecendo se divertir depois de ter passado por tempos tão difíceis após a morte do irmão. quando fazia alguém sorrir assim, o filho de hermes sentia como se estivesse cumprindo um tipo de missão pessoal sua, mesmo que naquele momento não fosse sua intenção fazer piada, era o seu jeitinho especial. — eu não teria como concordar mais com você! eu gosto bastante da nossa equipe! — gil falou, sorrindo e passando um braço pelos ombros de julian para dar um abraço de lado no rapaz. — eu não fui selecionado pra nenhuma missão! — o semideus juntou as mãos em sinal de oração enquanto dramaticamente pendia a cabeça em direção aos céus. — os deuses tiveram piedade da minha pobre alma! — a verdade era que, apesar de ser estranhamente eficiente em missões, gilbert não era o herói mais heroico por ali. sendo bem honesto, ele preferia ficar no acampamento cuidando dos cinquenta pirralhos o chalé de hermes. — uuuuhh! nice! — soltou a exclamação assim que colocou os olhos nos elixires de julian. — se fizer um inimigo esquecer que estava me atacando ou esquecer como atacar eu diria que ajuda pra caramba! — ele parecia genuinamente impressionado, mas logo franziu o cenho quando o outro falou em biblioteca. — digamos que livros não são o meu forte. se você precisar que eu roube um, porém, aí, sim, eu estou na minha zona de conforto! precisa entrar num lugar impossível? adquirir um item de origem questionável? ou ainda se infiltrar num lugar com rapidez e furtividade? seu mano gilbert é a solução!
Aos poucos, Julian ficava mais calmo na presença de Gil, como se o ar ficasse mais leve. Era o efeito do filho de Hermes perto dos outros, uma energia radiante que melhorava o humor de qualquer pessoa em sua presença. — Adquirir um item de origem questionável? — A atenção de Jules foi toda nessa frase, esquecendo de todo o resto. — Nossa, agora vou ficar pensando em itens de origens questionáveis para te pedir. — Franziu o cenho, encostando numa estante por um segundo. — Bem, se um dia precisarmos de um plano maluco para roubar alguma coisa, diria que unir o meu elixir à suas habilidades… — Jules enfatizou aquela palavra, olhando para o semideus. — …seria a maneira de fazer isso. — Deixou, portanto, a imaginação voar no assunto. — Veja bem, se você usa isso numa pessoa que está protegendo algo para que ela se distraia… Ou mesmo para escapar de seguranças sem muito alarde, caso você seja pego por alguém. Seria uma boa estratégia, não? — E, ao falar isso, Julian riu. — Isso sou eu passando tempo demais com a Sutton, agora eu fico pensando em planos enquanto ela não está aqui.
❛ ando ajudando os meus irmãos também. eles são bem criativos, então estou tentando recrutar alguns ferreirinhos aqui e ali, desde que todos prometam tomar banho antes de dormir. ━━━━━ acabou sorrindo. após passar oito anos afastado dos irmãos, achou que não iria se encaixar novamente, mas estava sendo melhor do que imaginava. ❛ você não está errado. quer ser meu primeiro cliente? você tem direito a um teste, se não gostar do produto eu destruo e faço de novo. ━━━━━ entrou na brincadeira, o acompanhando no bom humor momentâneo. ❛ eu poderia dizer a mesma coisa, e olha que nós dois estamos enganados. ━━━━━ a enfermaria era crucial na vida daquelas pessoas, e as forjas também. num nível racional kaito sabia disso, apesar de compartilhar com julian a sensação de impotência diante de todas as coisas pelas quais estavam passando. ❛ em sua maioria, armas. mas também estou me arriscando com colares, recebi esse pedido de alguém que quer presentear outra pessoa. estava pensando em começar a fabricar armas e roupas à prova de fogo também, pode ser útil.
A imagem mental de vários semideuses correndo de um lado para o outro ajudando Kaito fez Julian sorrir, meio bobo com o pensamento. O chalé de Apolo tinha seus pirralhos, sempre ocupados com uma cantoria sem fim e irritar uns aos outros com poemas ruins. — Banho é importante. Foi só depois de conviver com meus irmãos que eu entendi como criança simplesmente esquece de fazer essas coisas. — Comentou, apreciando o assunto e sentindo o coração aquecer. — Aceito ser seu primeiro cliente sim, desde que o chalé não exploda... — Levantou as sobrancelhas, bem mais brincalhão do que antes, dando uma risadinha. Acabou ficando um pouco mais sério, mas concordou com a cabeça. — É, nós dois estamos. Olha só como são as coisas. — E estavam mesmo. Aquele Acampamento ficaria completamente despreparado sem as Forjas ou sem a Enfermaria, e ainda assim... — Roupas à prova de fogo? — Jules perguntou, curioso. — Ok, isso me interessa. Não que eu produza fogo, mas meu corpo é quente. — E fez uma careta, pois saiu totalmente errado. — Tipo, literalmente quente, poder do sol em minhas mãos, etc. Isso estraga muita coisa minha se eu usar por muito tempo, é meio inconveniente. — Coçou a nunca, meio envergonhado. — Ok, já foi air-fryer e roupas novas. Acho que estou pedindo demais do seu tempo já.