deep conversation at late night.
minnion: você é o melhor hyung do mundo todo!!!
minnion: saranghae (。♥‿♥。)
texugoraivoso: eu to na sorveteria, do que que vc quer?
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Janaina Medeiros

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deep conversation at late night.
minnion: hyung (〃 ω 〃)
minnion: trás sorvete pra mim então?
texugoraivoso: ................................
texugoraivoso: levo
deep conversation at late night.
minnion: o movimento é idiota ou eu?
minnion: hyung 。・゚゚・(>д
texugoraivoso: não atravessa essa avenida.... por favor.
deep conversation at late night.
texugoraivoso: faz isso e eu te mato. duas vezes.
minnion: me matar, hyung?
minnion: você faria mesmo isso?
minnion: (」゜ロ゜)」
minnion: pensei que hyung me amasse...
texugoraivoso: VOCE QUER ATRAVESSAR UMA RODOVIA EM MOVIMENTO IDIOTA
texugoraivoso: eu juro...
deep conversation at late night.
minnnion: aquilo que passa carro em cima e carro embaixo, sabe?
minnion: mas hoje é sexta e to vendo que tá bem movimentado
minnion: ヽ(´□`。)ノ
texugoraivoso: faz isso e eu te mato. duas vezes.

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minnion: falou? então eu to certo, hyung me ama!!!
minnion: ahh, eu sou mesmo? ╥﹏╥
minnion: mian por ser irritante hyung....
minnion: não se preocupe, eu sei cuidar de mim. eu só preciso atravessar o viaduto correndo
minnion: eu vou deixar você dormir, tá bom, hyung?
texugoraivoso: atravessar o que correndo?
deep conversation at late night.
minnion: ia sim, você tinha que vir!!
minnion: o que é sunshine, hyung?
minnion: 〈(゜。゜)
minnion: meu pai??? hyung, eu nunca conheci meu pai
minnion: mas você deve ter razão, ele ficaria mesmo preocupado, huh?
minnion: mas hyuuuuuung, eu não tô com sono....
minnion: acho que vou sair e comprar um sorvete
minnion: (^v^)
minnion: ps: ainda to curioso sobre os cabelos das formigas, hyung....
texugoraivoso: mas eu tô falando que ia, pabo.
texugoraivoso: sunshine é alguem muito irritante... que nem você.
texugoraivoso: desculpe, você n é irritante
texugoraivoso: mas você não deveria sair a essa hora para comprar sorvete, é perigoso, nao tem nada aberto
deep conversation at late night.
minnion: hyung! o(-`д´- 。)
minnion: mas se eu estivesse mesmo em perigo??????
minnion: você ia me deixar no alento? morrer sem objetivo na vida????
minnion: como você sabe hyung? (ノ゚0゚)ノ~
minnion: woah... chungho-hyung é inteligente
texugoraivoso: não... não ia.
texugoraivoso: mas sim, muito inteligente
texugoraivoso: volta a dormir, sunshine
texugoraivoso: corretor ㅋㅋㅋㅋㅋㅋ
texugoraivoso: era seu pai
texugoraivoso: mesmo que nao more com seu pai, ele ficaria preocupado se ficasse acordado ate essa hora
texugoraivoso: entao
texugoraivoso: vai dormir... seu pai... ficaria preocupado
texugoraivoso: ㅋㅋㅋㅋㅋㅋㅋㅋㅋㅋㅋㅋㅋㅋ
deep conversation at late night.
minnion: hyung você ia mesmo vir aqui a essa hora????
minnion: você me ama kyaaaaaaa
minnion: (ღ˘⌣˘ღ)
minnion: sabe o que é hyung?
minnion: eu tava aqui pensando e
minnion: .... será que o cabelo das formigas cresce? quem é que corta pra elas?
texugoraivoso: aish, não, não ia
texugoraivoso: nos seus sonhos, hyunmin.
texugoraivoso: voce me acordou.... pra perguntar isso, min?
texugoraivoso: formigas não tem cabelo
deep conversation at late night.
minnion: ヽ(゚Д゚)ノ
minnion: hyung o que aconteceu?
minnion: fica calmo !!!!
minnion: hyung, eu to bem? eu to com uma dúvida...
minnion: (╯︵╰,)
texugoraivoso: ...
texugoraivoso: ah. tá
texugoraivoso: que duvisa?
texugoraivoso: duvida*

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deep conversation at late night.
minnion: omo, eu acordei você hyung?
minnion:(ノ´д`)
minnion: mian...
minnion: hyung, eu to com um problema muito sério...
texugoraivoso: O QUE
texugoraivoso: O QUE ACONTECEU EU TO INDO AÍ NAO REAGE, FICA QUIETO N DEIXA NINGUEM SABER ONDE VOCE ESTA
texugoraivoso: EU VOU CHAMAR A POLICIA
deep conversation at late night.
minbear: hyung.
minbear:(≧∇≦)/
minbear: você está acordado, hyung?
texugoraivoso: agora eu tô, min...
texugoraivoso: aconteceu alguma coisa?
you’re face is like a melody, it won’t leave my head 🎸
baristamin:
A mochila que batia nas suas costas o incomodava levemente, mas HyunMin não pararia de andar em direção a seu apartamento com o moço que ele nem sabia o nome do seu lado. Como ia iniciar uma conversa? Mas assim que conseguiu pensar no que dizer, HyunMin viu o outro parar em sua frente. –– ✧ Uma coisa? Que coisa meu deus? ✧ –– Os olhos do loiro se arregalaram e antes mesmo que ele pudesse levar a mão até o queixo, com muito medo de ter um bicho lá, HyunMin viu o outro erguer a mão e parar. Curioso, ele esperou quieto para saber o que o mais velho faria. Mas assim que o outro não fez nada, HyunMin desviou o olhar dele para sua mão e viu rapidamente a mão suja do que deveria ser o que ele estava fazendo antes, desenhando. HyunMin queria rir, mas aquela era a primeira vez que o outro sequer lhe direcionava a palavra fora do trabalho, se bem que aquela era a primeira vez que eles se viam fora do trabalho. Então ele ficou quieto, apenas aguardando o que o homem faria. Como era amante de qualquer tipo de carinho, ele não se importou com a proximidade do outro quando o mesmo tirou o que quer que fosse que tinha em seu queixo com a manga da camisa e quando os olhos se encontraram, HyunMin sorriu em agradecimento. Sabia que seu comportamento estava amolecendo o coração do homem e se sua avó estivesse viva ela estaria muito orgulhosa dele, ele pensou. Mas então o mais velho começou a tossir, tanto mas tanto que Hyunmin ficou preocupado e foi até ele, dando leves batidinhas na costa do mesmo. –– ✧ Aigoo, você está bem? Pior que não sei nem sei nome. Vamos lá, uma vez na escola eles ensinaram a gente a desengasgar as pessoas. ✧ –– E HyunMin se colocou atrás do mais velho, o envolvendo em seus braços e deu o primeiro apertão. Quando depois de várias tentativas, aquilo não estava funcionando, HyunMin se pôs à frente dele e o abraçou direito, passando novamente a mão nas costas do mais velho. –– ✧ Vai passar, hyung. Só respira comigo vai. Pra dentro…. pra fora. ✧ ––
Talvez o que estivesse preso em sua garganta fosse desespero, puro desespero de encarar aqueles olhos brilhantes e alegres de tão perto, sentir sua respiração passar por sua boca rosada entreaberta tão perfeita que chegava a doer na boca de seu estômago e aquele sorriso... Merda... Aquele sorriso cegante que era capaz de curar todas as doenças e guerras do mundo, algo tão sobrenatural e bonito que jurava ultrapassar os níveis humanos de beleza. E enquanto se lembrava daquela expressão que observou por alguns segundos engasgava-se ainda mais, o que agravou em níveis absurdos assim que sentiu seus braços longos envolverem sua cintura num backhug que devia ser batizado de atestado de óbito. Seu punho fechado socava a árvore ao seu lado, pois precisava socar algo, precisava desesperadamente de algo no qual se apoiar, em que prestar atenção que não fosse naquela aproximação perigosa e gritante, que fazia cada músculo, cada célula de seu ser ter consciência do garoto sorridente que o abraçava. Assim que ele foi para a sua frente, tentou puxar o máximo de ar de seus pulmões, engasgando-se novamente. É, talvez fosse de fato morrer e ele nem mesmo sabia o motivo, apenas sabia que algo fazia seu coração acelerar, suas mãos suarem e sua cabeça voar e com certeza não era a crise de tosses, pois mesmo depois de tanto tempo admirando HyunMin e o desenhando, pintando seu rosto um atrás do outro nunca tinha considerado a opção de estar apaixonado. Não, não, apaixonado por alguém que mal conversava? Era inconcebível. Mas de fato o tratava como uma divindade, algo sempre inatingível, irreal e que agora se tornava tão tocável quanto suas pinturas. Quantas vezes seus dedos não tinham percorrido aquela pele macia, feito a curvatura de sua bochecha até sua mandíbula pela tela? O afastou com gentileza, mas firmemente e fez um sinal positivo com a mão, tentando normalizar a respiração. -- Estou bem... -- disse por fim, pigarreando e puxando uma boa leva de oxigênio -- N-não... Faça isso do nada. -- disse simplesmente e colocou as mãos nos bolsos, voltando a andar -- Por favor... -- e dessa vez sussurrou, torcendo para que apenas ele pudesse ouvir.
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baristamin:
Sua vó era uma mulher de muitas experiências e era mais sábia que qualquer pessoa que HyunMin já tivesse ouvido falar. Por isso ele sempre levara a sério tudo que ela falou para ele, até mesmo chegando a encher um caderno com anotações e lembretes. Assim teria como sempre se lembrar dela, mesmo quando ela não estivesse mais com ele. E uma das coisas mais memoráveis que ela já havia lhe dito era que pessoas rudes, impacientes e irritadas só precisavam de café e uma doçura para que seu coração amolecesse. Levaria tempo, ela disse, mas no fim, todo mundo apenas queria amar e ser amado. Então a missão de HyunMin era mostrar para o cliente, que ele nem sequer sabia o nome (nota: perguntar o nome do artista), que a via podia ser muito melhor do que apenas silêncio e palavras afiadas. Existia maciez no mundo e um dia caminhando pelo parque podia ser tão maravilhoso quanto um copo de chocolate quente num dia frio. Por isso o garoto não se intimidou tanto com o modo de falar do outro, nem se deixou abater, afinal de contas, era algo com o que ele já estava acostumado. Até mesmo seu melhor amigo perdia a paciência com ele quando o loiro era demais. Porém o que chamou sua atenção, e quase o fez engasgar com saliva foi a menção da mãe morte, que fez uma onda de mal estar se espalhar por Hyun. Talvez aquela fosse a explicação do comportamento fechado e ríspido do outro. E antes que ele sequer pudesse abrir a boca, a série de eventos que aconteceu depois o fez ficar confuso e HyunMin apenas olhou as notas descansando em cima da mesa enquanto ouvia o cliente indo embora. ‘Esteja lá fora às onze.’ Pelo menos ele teria a chance de devolver o guarda chuva ao outro. Então HyunMin se pôs a ser útil, trabalhando e dando seu melhor, sabendo que em breve poderia melhorar o dia de alguém por lhe devolver algo tão querido. Nunca mais pegaria algo de ninguém sem autorização. Estava pulando de um lado para o outro desde que o relógio começou a chegar perto do horário de ir embora. E quando os minutos marcavam 10:58, HyunMin abusou do olhar de cachorro pidão e o enorme bico que conseguia fazer para o chefe deixá-lo logo ir e sorriu largo quando um aceno de mão foi feito. Se desfez do avental, tirando também sua mochila amareça do armário e se pôs indo para fora. Não ouviu o chefe dizendo que tinha um pouco de chantilly em seu queixo de quando tentou ajudar a confeitar alguns cupcakes. Sempre se sujava não importava o que estivesse fazendo. Saltitante, HyunMin passou pelas portas do Strawberry Café com um sorriso largo no rosto e parou do lado da pessoa que estava parado pelo de um dos postes lá na frente. –– ✧ Tudo pronto, senhor. Arriba~. ✧ ––
ChungHo saiu confuso e meio desnorteado. Tinham sido meses e meses de observação à distância e desenhos apressados, escondidos debaixo de seus cotovelos cada vez que o outro se aproximava. O garoto era como um céu estrelado que servia de inspiração para os artistas, contudo, distante demais para sequer tocar. Mas nesse momento ele se encontrava tão perigosamente próximo de tais estrelas. Iria a casa dele. A casa dele. Com ele. Junto dele, com quem teria uma conversa. Uma conversa inteira. Era um tanto quanto surreal imaginar tudo aquilo. O menino do café que antes era uma miragem, uma ilusão, se tornava cada vez mais real e sólido ao toque. Tinha deixado de ser um observador para se tornar um personagem e aquela perspectiva o assustava. Abriu a porta de casa e encarou o quarto perfeitamente arrumado e sóbrio, com exceção das pinturas e figuras presas nas paredes e nos móveis, elas, eram a única coisa que fornecia alguma cor ao cômodo e que cor! Todas eram desenhos dele. Todos que tinha feito até então. Mas sempre que batia os olhos em cada um deles, apenas via o fracasso, pois, por melhor que fosse as combinações de cores, os traçados, a técnica ou qualquer outro elemento, sempre faltava alguma coisa. Sempre. Como estava pensando anteriormente, talvez o defeito fosse nos olhos. Mas como dar vida à tinta morta e fria? Como reproduzir com fidelidade o esplendor do sol em meio à tão pouca vida? Tirou seu lápis da pasta e pegou uma grande folha e no chão passou a desenhar uma série de olhos.
Várias tentativas desesperadas, o grafite se desgastando a cada passada no papel áspero. Anatomia humana era certamente sua especialidade e os olhos que representava pareciam sair da folha, contudo, por que ainda sentia não estar nem um pouco perto daquilo que buscava? Jogou-se no chão, irritado e frustrado. Suas mangas e mãos cinzas do grafite que se espalhava e borrava e aos seus pés, quarenta, cinquenta, mais, olhos o encarando na folha, para ele, tão defeituosos e sem graça quanto um pingo numa tela. Alcançou o celular e viu o horário. 10:30. Devia ir logo. Pegou suas chaves e saiu, esperando por ele encostado em uma árvore do lado de fora. Assim que o avistou, sentiu seu coração parar novamente. Engoliu suas emoções e foi até ele. -- Certo, vamos lá. -- concordou com a cabeça, encarando a sujeirinha em seu queixo. Com as mãos nos bolsos, passou boa parte do caminho tentando decidir se iria contá-lo ou não, mas cada vez que o encarava, lá estava a sujeira. Em um certo momento, simplesmente parou e virou-se para ele. -- Aish, não dá. Espera, tem alguma coisa no seu queixo. -- ergueu a mão para tentar tirar, mas assim que as encarou, notou que havia esquecido de limpá-las e estavam completamente sujas do grafite escuro. -- Er... -- não soube o que fazer, então apenas puxou a manga de seu casaco e passou no local, tirando o chantilly que tanto incomodava. Contudo, quando ergueu seus olhos para encará-lo, perdeu completamente a respiração, notando toda a situação e o quão próximo se encontrava dele. Talvez fosse ali que entraria em choque até a morte. Começou a tossir sem parar, se afastando dele e apoiando a mão em um poste que tinha perto de si. -- Puta merda. -- exclamou enquanto tossia desesperadamente.
bts moodboards - hoseok /wings/

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baristamin:
Era um menino esforçado, anotando o pedido assim que saiu da boca do outro. Inconscientemente deu uma espiada no que o outro tinha colocado em cima da mesa e arregalou os olhos ao ver e poder apreciar a beleza do desenho, mas logo se recompôs, apenas o sorriso alargando quando o outro levantou o olhar. –– ✧ Certo, saindo um americano e bolinho de baunilha. Você quer chantilly no seu americano? Ou caramelo? ✧ –– Sabia que nada daquilo iria no café normalmente, mas não custava nada tentar, afinal, o outro parecia tão fechado que HyunMin se imaginou como seria seu sorriso. Porém, o seu próprio diminuiu com as palavras do rapaz e HyunMin se viu arregalando os olhos, sendo pego completamente de surpresa. –– ✧ S-Seu guarda-chuva…? ✧ –– Murmurou baixo. O mesmo guarda-chuva que tinha levado para casa na sexta quando a chuva caiu justo no final de seu turno? HyunMin estava encrencado, porque o mesmo guarda-chuva estava pendurado no varal do pequeno apartamento em que morava. –– ✧ Hum, você precisa dele urgente? Ah… eu vou fazer seu pedido e já volto. ✧ –– Talvez a notícia de que ele tinha levado o utensílio seria melhor recebida caso o outro estivesse de barriga forrada. Comida sempre animava as pessoas, sua avó dizia. Então ele se concentrou em preparar o café, colocando a xícara numa bandeja, junto com o bolinho de baunilha e, de última hora, adicionou um cupcake de morango, estampando o mesmo sorriso no rosto, mas dessa vez, havia uma pitada de receio ali. Assim que colocou a bandeja na mesa, HyunMin permaneceu ali, em pé e encarando o cliente. Subitamente apontou para o desenho que estava em cima da mesa e ergueu o polegar. –– ✧ Você que desenhou? Está muito bonito. Você é bem talentoso. Hum… ✧ –– Olhando para os lados e vendo que todos os clientes estavam sendo ou já tinham sido atendidos, HyunMin tomou a liberdade de sentar-se em frente ao cliente, se inclinando sobre a mesa e baixando a voz consideravelmente, para que apenas o outro o ouvisse. –– ✧ Na verdade, me desculpe, mas eu levei seu guarda-chuva pra casa na sexta, estava chovendo demais e estava usando minha única camisa limpa naquele dia, então eu realmente não queria me molhar. Eu posso trazer amanhã ou, se você estiver mesmo precisando dele, meu turno termina às onze. ✧ –– Terminou tudo com um sorriso, esperando que ele tivesse entendido o que tinha dito, pois falara muito rápido, e também esperou que o outro não ficasse bravo.
Era adorável que sempre perguntasse a mesma coisa, mesmo sua resposta sendo sempre negativa. Não gostava que adicionassem doce ao seu café, mas ele insistia em lhe dar tal opção todas a vezes. No começo irritava-se com a insistência ou falta de memória. Contudo, com o tempo passou a ver tal ato como algo a mais, aquilo que por mais que tentasse desenhar, nunca seria refletido de maneira perfeita. Era a esperança e pureza que ele emanava, ele parecia realmente acreditar que as pessoas podiam mudar e isso se tornava claro para ele com um tão simples ato. Podia pintar seus olhos, sua boca, seu sorriso, seus cabelos e clavículas, poderia desenhar uma coroa de flores em sua cabeça, fazê-lo no meio de um campo de lírios, aquarelado a um fundo galático, não importava o que tentava, nada nunca era capaz de fazer justiça ao real, ao que via em sua frente todas as vezes. Por muito tempo se perguntara porque tinha se pego pela obsessão de desenhá-lo, contudo, não tinha resposta para tal pergunta. Quando fazia alguém diferente, sempre acabava se tornando ele de qualquer forma. -- Não quero nada. Só que pegue meu café rápido. -- respondeu de modo ríspido, não se importando com a dureza de suas palavras. Talvez quanto mais o afastasse à força, menores seriam seus problemas artísticos. O garoto pareceu hesitante à menção do guarda-chuva, o que o trouxe a pensar o que poderia ter acontecido para uma reação daquelas. -- Na verdade eu... -- começou respondendo, mas ele logo se virou e foi pegar seu pedido. Voltou seus olhos para os papéis e ergueu os que estavam em cima levemente para observar aquele que fazia antes e tinha escondido. Talvez fossem os olhos? Sim, eles eram os mais difíceis de se representar, sempre mudando, sempre brilhantes e quentes demais para caber na tinta opaca e fria. Suspirou e os escondeu novamente assim que ele se aproximou. Franziu o cenho ao notar na bandeja algo que não havia pedido. Estava pronto para falar algo, quando notou que ele observava seu desenho e aquilo o deixou um pouco incomodado, sem saber o porquê. -- Eu estou com um lápis na mão desenhando na folha, quem mais poderia ter feito? -- reconheceu que estava sendo um pouco grosso demais, porém não podia se dar ao luxo de ceder. Tinha que colocar em sua mente que ele era apenas um garoto que ele não conhecia e nada mais. Todavia, seu comportamento se tornou ainda mais estranho em seguida e quando ele sentou à sua frente, surpreendeu-se e ficou extremamente confuso até ouvir sua história. O deixou terminar de falar e respirou fundo.
-- Weh. Isso foi muito irresponsável, pegar pertences de outras pessoas e ainda os esquecer. Já pensou que ele poderia ser um guarda-chuva muito importante para mim? E se algo acontecesse a ele? Você se responsabilizaria por isso? Como? Fazendo minha mãe morta comprar outro? -- bufou e o deu um de seus olhares mais duros -- Não faça coisas desnecessárias. Tsc. -- tirou o bolinho da bandeja e estendeu a ele. -- Eu não pedi isso. Não traga coisas fora do meu pedido. E eu nem gosto de morango. Tsc, você só causa problemas. -- pegou todos os papeis e os colocou na pasta, tomando cuidado para ele não ver nenhum e deu um gole no café rapidamente, se levantando, deixando tudo intocado. Tirou algumas notas do bolso e deixou dinheiro suficiente pelos dois bolinhos e o café. -- Esteja lá fora às onze, ou eu irei embora. -- e com tal comentário, se afastou, indo até a porta e saindo. Respirou profundamente. Não, não, não. Ele era apenas um garoto, não era ninguém demais, não era bonito como a lua e tinha um sorriso brilhante como o sol, não tinha as curvas do rosto perfeitas e simétricas, não, não. E principalmente, muito principalmente, seu coração não se apertava e pulava dentro de seu peito cada vez que o via. Nunca.
you’re face is like a melody, it won’t leave my head 🎸
baristamin:
HyunMin não tinha botão de desligar, era o que sua vó vivia dizendo, porque o garoto conseguia acordar mais cedo que ela e ainda fazia o café antes de sair para o trabalho, que consistia em fazer café para as pessoas, por isso ele começava cedo. O garoto exibia um sorriso onde quer que fosse, sempre alegre demais, energizado demais e sempre… bom, demais. Assim que chegou na cafeteria onde trabalhava, colocou seu avental e arrumou a gravata borboleta. Seu nametag era inexistente, porque ele sempre esquecia de gritar o objeto em sua camisa. A caderneta para anotar os pedidos estava em mãos e ele esperava o primeiro cliente entrar para saltitar até a mesa e anotar os pedidos. Ele sempre ganhava gorjetas por ser do jeito que era e qual era o problema em ser daquele jeito? O garoto não conseguia entender quando seu melhor amigo tacava os sapatos nele quando Min aparecia lá depois de uma sexta feira e o amigo estava se recuperando de uma festa. Fala mais baixo, vai embora ou cala boca eram o que ele mais ouvia nesses dias. Seus colegas de trabalho também não pareciam gostar daquela aura dele, sempre ficando o mais longe do garoto possível, mas Min não se importava mesmo. Ele fazia sua parte. Ele parecia tão em transe com seus pensamentos que, quando piscou, viu que a pequena cafeteria já tinha mais de cinco pessoas e ele saiu do balcão, o sorriso de 1000W no rosto enquanto ia até a mesa do garoto que o chamou. Ele ergueu a sobrancelha num silencioso “E aí?” Mas logo pegou a caderneta na mão e uma caneta. –– ✧ Bom dia, bem vindo ao nosso Strawberry Café , seja muito bem vindo. Estou aqui para lhe atender, qual seria seu pedido? ✧ ––
A expressão em seu rosto era sóbria e séria, mas tinha vontade de sorrir apenas ao ver sorriso tão alegre logo de manhã. Não sabia muito da personalidade do rapaz, apenas que era sempre muito simpático e alegre. Se perguntava se ele o fazia por obrigação ou se teria uma daquelas personalidades bobas de personagens de anime. De perto podia ver melhor suas formas. Estava diferente, de fato, mas era difícil reconhecer o que. Puxou da pasta um desenho aleatório de uma cachoeira onde no lugar da água o que caía eram borboletas e fingiu passar o lápis pelos contornos, abaixando o olhar. -- Um americano e um bolinho de baunilha. -- respondeu de modo arrogante e desinteressado. -- E veja se deixei um guarda-chuva aí. É preto e tem detalhes dourados. O esqueci na sexta provavelmente. -- ergueu os olhos apenas minimamente e logo voltou a se concentrar. Queria muito ser simpático, poder sorrir e conversar com ele, mas sempre que o encontrava não conseguia agir de modo diferente.