Entre indecisões sobre o futuro, ventos de mudança e finais de semanas regados a destilados e risadas frouxas, sinto que preencho com vozes, sons e sets os vazios e confusões que ecoam na minha solidão. Os últimos dias tiveram gosto de um cigarro que você fuma para tentar abaixar a pressão, enquanto você ignora os remédios anti-hipertensivos. Foi fingir que tudo não parece caótico quando estou só. O mais doido é refletir que esta é mais uma responsabilidade que recai sobre os ombros de quem já se sente pesado. Lidar com conflitos de autoestima, não só física como comportamental, adjunto de inseguranças trabalhistas, amorosas e familiares soa como algo tão adolescente para alguém com 20 e uns.
Voltamos para o ponto de que o tempo é realmente uma ideia, a idade não é justa e a adolescência realmente tarda para aqueles que não tiveram a liberdade de experimentar seu corpo e nuances aos 12 anos. Nos resta nos conhecer ao mesmo tempo que trabalhamos, enquanto temos que lidar com a rotina, com o casamento, com demandas e compromissos. Como não dançar ás noites de sexta? como não brindar à mais uma semana vivida? como ignorar os prazeres? é como se os prazeres fossem vírgulas de respiro entre frases cansadas. Na segunda eu defensivamente volto, limpo a casa e tomo decisões pra vida.
Agradeço pra sempre á todos os meus companheiros dos prazeres, sinto que chegamos cada vez mais perto de um futuro em que as semanas serão mais pacíficas e os brindes ainda mais sinceros.


















