NOME: Kang Sun Hee, “Sunny”.
IDADE: 19 anos.
GÊNERO: Cisgênero feminino.
CURSO: Administração na Universidade Valhalla.
IRMANDADE: Zeta Beta Zeta.
EXTRACURRICULARES: Música.
DIVINDADE: Inanna (mitologia suméria).
FACES CLAIM: Lalisa Manoban
+ GOSTOS: Música, dança, coisas coloridas, esculturas, filhotes, filmes dramáticos, flores.
- DESGOSTOS: Dias chuvosos, calças jeans, Harry Potter, morangos, histórias de terror, dormir, frio.
❝ biografia ❞
Foi em uma manha ensolarada de um dia vinte de março que a Madame Kang começou a sentir as primeiras dores que anunciavam a chegada de uma nova vida. Nova vida que traria consigo um órgão que definiria o bebê como sendo um menino, assim esperava ansiosamente o Senhor Kang. Afinal, a criança no ventre da tailandesa Kawanjai Mali, comumente apenas chamada de Madame Kang, era o que muitos chamavam de “Rainbow baby”. Havia tido nada menos do que três abortos espontâneos antes de finalmente levar uma gravidez adiante. Até mesmo o rígido e sempre sério Kang In Woo estava radiante com a perspectiva de se tornar pai, principalmente do menino que ele esperava que ia nascer. Na família Kang corria a lenda que de todos os meninos primogênitos alcançariam grande gloria… Com o próprio Senhor kang fora assim, que em tenra idade se tornara CEO de uma empresa grande e proeminente. E fora assim com o pai dele, e o pai do pai, e assim por diante durante nada mais, nada menos do que nove gerações. Nove gerações de primogênitos, que desde jovens se mostravam fortes e inteligentes. Além do mais, havia se casado com uma mulher forte de uma poderosa família da Tailândia. Não havia motivos para Kang In Woo não estar confiante quando o seu herdeiro.
No quarto mais caro da maternidade mais conceituada e elegante de Seul, os pulmões de uma criança respiravam pela primeira vez enquanto um choro estridente deixava seus lábios. Kawanjai Mali estava exultante, entretanto, seu marido, ao receber a notícia que se tornara pai de uma menina, imediatamente deixou a maternidade, furioso. Sentia-se como a vergonha da família. Não bastava ter perdido três bebês, também se tornara pai pela primeira vez de uma menina. Sentia como se fosse uma maldição, como se a semente dentro de si não fosse forte o suficiente. Não queria sequer olhar para o bebê, nem para sua esposa. Saiu pelas portas de maneira tensa, sem olhar para trás e retornou para casa apenas uma semana depois.
Por outro lado, a bebê era o maior amor de sua mãe. Ela mesma escolheu o nome da criança e trocara praticamente todas as roupas azuis e verdes por roupinhas rosas e lilás. Para ela não importava que fosse um menino ou menina… O que importava era que tinha um pedaço de si em seus braços. Porém, o relacionamento com o marido esfriara depois do nascimento de Sun Hee. Ele passava pouco tempo em casa e dedicava-se exclusivamente ao trabalho. Mesmo assim, três anos depois do nascimento da filha, Kawanjai concebeu novamente e desta vez viera o esperado menino. Mesmo tendo tão pouca idade, a garotinha percebeu o clima da casa mudar. A mãe direcionava a maior parte da atenção para a o recém nascido e o pai o tratava como se fosse primeiro e único filho. Pela primeira vez, com tão pouca idade, Kang Sun Hee experimentou o amargo sabor da solidão. Sozinha, acabou apegando-se a sua babá. Entendia que a mãe precisava cuidar do bebê, mas sentia falta dela. O primeiro grande impacto veio dois anos depois, quando a babá fora dispensada ao questionar o Senhor Kang o porquê da falta de carinho e atenção para com a filha. O homem simplesmente a olhou e a dispensou de seus serviços, sequer deixando que a mulher se despedisse de Sun Hee. Ninguém jamais contara para menininha o que havia acontecido e ela adotou a ideia de que tinha sido abandonada.
Acabou por encontrar consolo na dança. Aos seis anos, pediu para praticar dança. Balé era o que queria. A mãe consentiu e assim se iniciou uma grande paixão. Foi na música clássica e nos movimentos ritmados que se tornou verdadeiramente feliz. Entretanto, o destino tinha outros planos para… Em certa noite, quando tinha apenas treze anos, toda a família foi para um evento da empresa, onde o CEO seria homenageado como o empresário do ano. Para todos ele exibia seu filho, que contava com dez anos, como seu herdeiro oficial. Sun Hee sentia-se um pouco magoada, mas também aliviada, pois só pensava em como deveria ser chato administrar uma empresa. Ela queria mesmo apenas se dedicar ao balé. Naquela noite, o Universo selou seu fadário.
Voltavam para casa tarde da noite. Estava chovendo. O motorista talvez estivesse sonolento ou simplesmente a pista estava escorregadia. Nunca se soube exatamente a causa, apenas que um caminhão pareceu se materializar na contra mão e bateu de frente com o elegante carro da família Kang, causando um impacto forte o suficiente para jogar o carro para uma ribanceira, onde capotou até o fim do morro. O resgate por sorte chegou rapidamente e todos foram levados para o hospital, contudo a morte já havia passado por ali e ceifado três vidas: a do motorista, da Madame e a do mimado herdeiro do Grupo Kang. Por uma única e primeira vez, pai e filha estiveram unidos, conectados pela dor. O homem tivera alguns ossos quebrados e concussões na cabeça, mas nada que afetasse sua vida. A menina quebrava três costelas, nariz, uma perna e, o pior de tudo, tivera um grave descolamento da retina nos dois olhos devido aos sucessivos impactos. Como era um caso gravíssimo, a cirurgia seria perigosa demais e poderia levá-la para a cegueira imediata e total. O Senhor Kang não permitiu o procedimento. Por isso, lentamente Sun Hee estava fadada a perder sua capacidade de enxergar. Dentro de dez anos, segundo o médico, estaria totalmente cega.
Por seis meses Kang In Woo ficou de luto pela esposa. Pouco mais de um ano após o trágico acidente, o CEO discretamente contraiu matrimônio com uma enfermeira viúva do hospital, que tinha um filho pouco mais velho que Sun Hee. O homem adotou o menino como seu próprio, utilizando-o como um substituto para o filho perdido. Isso enfureceu Sun Hee. O pai mal olhava ou dirigia a palavra a ela e amava um desconhecido como se fosse o próprio filho? Pior ainda, queria dar a empresa para ele? Ela nunca fora muito interessada no Grupo Kang, mas agora era uma questão de honra e orgulho. Mesmo com a cegueira que lentamente se aproximava cada vez mais, ainda se achava uma pessoa capaz, ainda se achava forte e se orgulhara da pessoa que era.
Porém o Universo definitivamente não parecia gostar da garota Kang, pois arrancara de maneira abrupta também a dança, sua maior paixão. Em um dos exames periódicos devido ao avanço da cegueira, foi descoberto que a moça possuía uma doença progressiva e degenerativa: artrite reumatoide. A cada movimento, a cada passo, a uma dor lancinante tomava conta de suas articulações. Nunca havia ligado muito para as dores e atribuía isso ao treinamento em excesso. Agora consciente da doença, tentou o quanto pode e até escondeu, mas havia momentos em que a aflição em seu corpo ficava simplesmente insuportável. A própria professora do curso de balé a obrigara parar. Fora a gota d’aguá para Sun Hee, que não aguentava mais tanta dor, física e emocional. E quando começou a extravasar, tornou-se uma garota problema. O pai se acostumara com a menina calada e submissa e quando começou a ouvir os lamentos da filha, pensou que ela se tornara um fardo maior do que podia carregar. Queixava-se de dor, da madrasta, do novo irmão que agora tinha e do quanto odiava o pai, até que In Woo começou a considerar a possibilidade de mandá-la para algum internato na Europa. Foi aí que o convite para a Academia Corbenic chegou. Uma escola do outro lado do mundo? Perfeito. Era como Deus tivesse atendido as preces do homem e condenado Sunny ao tormento.
Aos dezesseis anos, a garota deixou sua casa e o que restara de sua família para trás. Seu pai cuidaria de todo o necessário para educação e saúde, mas não permitiria que a garota voltasse para casa até terminar a faculdade. E assim aconteceu. Desde os dezesseis anos em Olympia, Kang Sun Hee convive com a progressão de sua cegueira e degeneração das articulações, onde aguarda, apesar de tudo, se tornar forte o suficiente para tomar de volta o que é de sua família e se tornar a próxima CEO do grupo Kang. Sunny sabe muito bem de todas as suas limitações, entretanto ela não deixa que isso a coloque para baixo. Por anos lamentou sua condição e sorte, até que percebeu que suas próprias atitudes poderiam mudar seu destino, e ela está determinada a ser a mulher mais poderosa da família Kang e honrar a lenda de que todos os primogênitos desta linhagem nascem para a glória.
❝ Características ❞
+ Perspicaz, decidida, leal, sincera, amigável.
- Vingativa, ambiciosa, rancorosa, orgulhosa, intransigente.
❝Poderes ❞
Força excessiva: Sun Hee nunca precisou usar a força para nada e nunca dependeu desta, por isso não sabe da capacidade que carrega em seus membros aparentemente tão frágeis.




















