𝑸𝑼𝑨𝑵𝑫𝑶: 13 de agosto, 19h
𝑶𝑵𝑫𝑬: royale bar
𝑸𝑼𝑬𝑴: florence & @wolfces
em pleno horário de happy hour, numa sexta-feira, a presença de florence já era esperada no royale bar. entretanto, a razão de estar ali não era de festa, e sim para que se encontrasse com wolfgang em território declarado como neutro para poderem conversar sobre o processo no qual agora estavam fadados a trabalhar juntos. a visão que florence teve ao chegar já pouco lhe agradou, porém contendo o fervilhar do ciúmes que subiu-lhe como chamas aos olhos, foi com um doce e venenoso sorriso que a loira aproximou-se de wolfgang, e da garota que claramente se insinuava para ele. foi a ela, entretanto, que florence dirigiu-se “excuse me, this seat is already taken.” apesar das palavras gentis, a firmeza com que a montgomery as declarava, bem como seu olhar fuzilante deduravam que não eram um pedido, e sim uma demanda. urgente. a existência de lugares livres à esquerda e à direita dos dois frente ao bar também deixava implícito que por ‘assento’, florence na verdade se referia à companhia do mclaren. felizmente a reputação da montgomery era bastante influente naquele território do upper east side, e para não meter-se em confusão, a garota cedeu-lhe o lugar após pensar poucos segundos a respeito. “mclaren.” ela cumprimentou-o pelo sobrenome, e com toda a classe que lhe pertencia de natureza, florence sentou-se, estalando a língua e passando a encarar wolfgang ao que estendia-lhe um contrato redigido nas normas, impresso, com as cláusulas que na outra noite combinaram e anotaram em um guardanapo. se a conhecia como dizia, wolfgang provavelmente não se surpreenderia com tal ação. “pelo jeito, cheguei em boa hora para relembrá-lo do nosso contrato, especialmente da penúltima cláusula, e pedir que o assine.” informou com o ciúmes da cena sendo direcionado à falsa doçura em sua voz. ao barman, a loira indicou que desejava fazer seu pedido, mas à pergunta dele se ela desejava o de sempre, ela negou, informando “vodka.” com tudo o que vinha acontecendo em sua vida, o ideal era que procurasse um psicólogo para resolver-se com sua mente, porém incapaz de confiar em qualquer outra pessoa que não a gêmea sobre a informação a respeito da verdade de sua paternidade, era a fortes doses de álcool que florence recorria. tal pedido rendeu-lhe um sorriso divertido do barman, como se visse a possibilidade de aproveitar-se da embriaguez da loira para tirar uma prova dela mais tarde. a este, florence não retribuiu o sorriso, mantendo o semblante impassível ao reforçar “pura, por favor.” afinal, não intencionava despertar ciúmes em wolfgang, e não precisava de mais provas para saber que ele sentia-o da mesma forma que florence sentia dele. finalmente, então, ela entregou uma caneta a wolfgang, erguendo as sobrancelhas ao questionar “pode assinar para que possamos ir ao que realmente interessa?” manter o foco no trabalho seria difícil quando ela não conseguia olhá-lo sem se lembrar da visão que teve na festa, permitida pelo roupão levemente aberto usado por wolfgang. um bem sucedido golpe baixo, ela diria.











