Segredos Indiscretos
Capítulo 86 :
LUA
Vê-lo tão concentrado, gostoso de uma forma inimaginável, batendo a pélvis dele contra a minha, me fez soluçar de prazer e, quando ele curvou-se para cima de mim e tomou meus lábios em um beijo de língua, tão quente como o inferno, gostoso como beber água no verão, um maldito filho da puta que sabia como beijar e bombear seu pau vigoroso em um ritmo impiedoso.
— Caralho! O orgasmo... de novo.
Arthur... espere um... pouco... vou gozar. Pai do céu!
— Eu estava tendo espasmos, meu corpo inteiro estava sensível como se tivesse ligado à eletricidade, e ele mantinha o ritmo me invadindo, me fazendo sentir cada centímetro do seu pênis.
— Tudo bem, pode gozar.
— Ele riu com a boca pertinho da minha.
— Goze, Lua, não vou parar de te comer.
— Eu agarrei ele todo.
Segurando seu braço e no cabelo, gritando de prazer com o barulho da mesa arrastando no chão.
E então alcancei novamente o ápice e, dessa vez, ele veio comigo, me enchendo com seu gozo cremoso e quente.
Em seguida, caiu sobre mim, ofegante.
Rapidamente, o abracei forte, querendo me fundir a ele, desejando estar sempre impregnada com seu cheiro e toque.
ARTHUR
Eu estava com o rosto aconchegado sobre o ombro de Lua.
Milhares de coisas passavam em minha mente, e eu escolhi refletir sobre nossa relação.
Eu havia sido sincero com ela. Nessa última semana, morando na mesma casa, ela tinha me transformado de uma maneira inexplicável.
Eu queria continuar vivendo as emoções que ela e Maya me davam.
E ver Lua vindo para a boate essa noite, foi algo como se eu a tivesse perdendo.
Eu odiava vê-la aqui nesse lugar, ainda mais pensar que poderia estar na companhia de Almir e que ele pudesse machucá-la.
Levantei o rosto para encará-la, e ela estava tão linda.
Seus cabelos castanhos soltos jogados pela mesa, o rosto corado e os olhos brilhantes.
Ela ficava irresistível depois do sexo. Meu pau começou a endurecer novamente, e eu o retirei de dentro dela.
Beijei o queixo dela, desci os lábios e chupei de leve o pescoço e lambi aquela área.
Lua riu e empurrou minha cabeça.
— O que acha de senhor Linguado?
— Quem?
— Um nome apropriado para você. Ama lamber...
— Olha quem fala.
Eu estou todo marcado de chupões e mordidas.
— Levantei-me de cima dela e puxei minha calça para me vestir.
Lua se sentou. Ver vestígios de meu esperma em suas coxas, só me lembrou da falta de camisinha, mais uma vez.
— Mais uma vez sem camisinha — falei.
— Acha prudente eu tomar uma pílula?
— Você não usa DIU?
— Ela estava de pé, ajeitando o vestido, e eu a ajudei, puxando-o para baixo.
— Sim. Mas vai que temos um azar.
Eu estava prestes a responder, quando batidas fortes na porta nos fizeram sobressaltar.
— Lua! — uma voz masculina chamou e, como resposta, ela revirou os olhos.
— Almir. Fica aí, irei ver o que ele quer.
— Ela terminou de ajeitar o vestido, foi para a porta, e eu fui junto, para escutar.
Lua abriu a porta, mas sem deixar ele entrar.
— O que você quer?










