com @tymotheos
sendo de um grupo nômade que vagava o norte europeu, nathaniel não mantinha raÃzes em nenhuma cidade tempo suficiente para acompanhar o andar do mundo humano ou sobrehumano. mas conhecia de nome a famÃlia corvinus. elias, seu irmão mais velho, contava histórias de outros grupos de lobisomens, sobre como haviam perdido contato com suas raÃzes naturais. para nate, liberdade era poder correr centenas de quilômetros em um dia, ver alpes, rios, vales, dormir à luz refletida da lua. mas conhecer thymotheos fê-lo perceber que liberdade era uma área muito mais cinza do que ele pensava. e, bom, o que dizer de tiny? à primeira vista, um cara muito grande--- enorme, na verdade. à segunda vista, ele continuava grande, mas outras qualidades também se destacavam ao lado da altura. eles tinham se conhecido na primeira lua cheia de tiny na cidade, os uivos de dor se encontrando. já tinham se passado cinco anos da separação de nate e sua famÃlia que vivia fora de arcanum, mas a cada mês, a lua vinha lhe lembrar do quão ruim era estar sozinho. e talvez por essa dor compartilhada mais do que qualquer outra coisa, eles tinham se tornado uma espécie de... amigos? os dois mantinham encontros quase semanais para conversarem sobre as coisas, pois nate gostaria de ser para ele o que haviam falhado a lhe entregar: um ponto de referência na bagunça de arcanum. por isso que, naquele dia, o aguardava sentado em um banco nos jardins do crepúsculo eterno, fumando um cigarro. ao ver a figura inconfundÃvel se aproximar, ergueu-se do banco, oferecendo um sorriso, a mão estendida para um aperto e um semiabraço. "tiny!" ainda não tinha se acostumado a chamá-lo assim, então sempre acabava sorrindo. "aqui." indicou, antes de se sentar. "e aÃ. me atualiza sobre os últimos dias. cigarro?" antes de acabar de perguntar, já tirava o maço do bolso da camisa.
















