atlas e zero. os dois garotos representavam extremidades opostas em quase tudo que se propunham â embora, ao mesmo tempo, se aproximassem em suas peculiaridades. ressaltadas as diferenças em um sentido mais poĂ©tico: atlas começa o alfabeto enquanto zero termina. e, para se fazer valer da analogia, podia atĂ© esquecer por um momento que o nome verdadeiro do americano era nigel. nome o qual fazia questĂŁo de gritar vez ou outra nos corredores de truffaut e no campo de lacrosse apenas para perturbar a ordem, tirar o mais velho de um momento de concentração. embora diferentes, principalmente no Ăąmbito das emoçÔes, eram bons amigos. e era para nĂŁo macular a dinĂąmica que tinham conseguido estabelecer, desde que zero chegou a truffaut, que atlas vinha evitando tocar no assunto geneviĂšve. todavia, jĂĄ havia exposto sua opiniĂŁo sobre o que aconteceu e insistido em uma lição de moral â o que ele disse era uma lembrança bem vaga, estava bĂȘbado e provavelmente o sermĂŁo começou com a defesa de ârelacionamentos abertosâ e terminou em uma briga. â entĂŁo... eu nĂŁo sei o que vocĂȘs vĂŁo arrumar no clube de filme esse ano, mas seja qual for a decisĂŁo eu quero estrear no festival de cannes agora que nĂŁo faço parte da produção mais.  â â comentou depois de muito tempo em silĂȘncio, estava concentrado nos exercĂcios de fĂsica. concentrado em copiar as respostas de @zerofucksgiiivenâ, na verdade. â imagina sĂł, â  â largou a caneta sobre a mesa apenas para poder gesticular, como sempre o faz quando quer teatralizar qualquer coisa. â atlas fernsby abrindo os crĂ©ditos como ator principal. pense sobre isso e coloque em pauta, nigel, pense sobre isso. â Â
â e pense tambĂ©m no que a gente vai fazer em cinco minutos, estou na Ășltima questĂŁo. âÂ












