Os olhos dele eram castanhos, suas mãos macias e sua voz doce. Seus olhos marejados pareciam poços onde eu poderia afundar pela eternidade. Seu sorriso terno... Ou dura realidade porquê me atormenta pondo tão proximo de meus dedos o intocável? Porquê resisto e torno a escrever sobre ti sabendo; nunca, nunca o terei. Porquê em minha noites sigo sempre, sempre inconsolável, desejando algo que dure. Mesmo sempre, sempre indomável retorno ao estado mais deplorável de meu ser. Àquelas emoções mais patéticas das quais fujo vorazmente. Aquele mesmo desejo. Decadente. Aquela mesma função. Inerente. Seus olhos são poços e me afundo neles. Sua imagem fixa em minha mente... Não sei quantas vezes lembrei do teu rosto hoje, quantas? Quantas vezez? Mas sei quantas eu quis deixar de existir - de sentir -. Hoje não me restam certezas de nada e tenho evitado escrever por não querer ouvir o que tenho a dizer. Essas palavras escritas me desagradam, mas devo tirá-las de mim. Esse destino triste, triste e logo enfim. Suas mãos são macias, por tê-las tocado mais de uma vez, não posso esquecer. Perdão se sou desprezível, acho que fiz por merecer.