Não estava certo do curso que seguiria na faculdade, por isso deixar o destino decidir era o lema. Suas aplicações correspondiam a universidades ao longo de todo país e para os mais diferentes cursos, desde cinema até algo que envolvia meio ambiente, não se recordava nem o nome. Este último, porém, havia se tornado completamente inviável, não sabia nem como funcionava a reciclagem, tampouco um sistema agroflorestal. O cinema, à vista disso, era próximo ao que se imaginava fazendo um dia ou, ainda, fizesse algo mais próximo ao teatro, assim como seu pai. As aplicações, no entanto, exigiam uma parte prática na qual Christopher não dominava, de tal forma que pedir ajuda de alguém do clube do cinema se tornava uma opção. Naquele instante, Carter massageava as têmporas e respirava fundo. Seu roteiro era um fiasco. Como pretendia ser aceito tendo um roteiro falho como material de portfólio? “Vee, a gente precisa mudar isso da avó da menina ser a culpada pelo crime. Eu sei, eu sei. A gente fugiria do óbvio, porque ninguém imaginaria, mas... como ela vai ter entrado na joalheria e feito todo assalto?” pegou o barbante vermelho e o reposicionou no quadro que utilizavam para formular as ideias e relações entre os personagens “Tá parecendo um roteiro de comédia. Ainda dá pra trocar, caso ache melhor.”