Ah! Era tudo que Riley conseguia pensar. Depois de tanto tempo um tanto quanto insegura sobre a relação que estavam levando, a loira estava ali, convidando-o para dormir ali naquela noite. Acabou comprimindo os lábios e abriu a porta do quarto para que Luke entrasse e fechou em seguida. Na sua casa? Aquilo jamais seria permitido. Ficar com um garoto no quarto de porta fechada era estritamente proibido com seu pai em casa. Mas a casa de seu pai não era mais sua casa. Aquela era sua casa. E ela podia fazer o que quisesse - bom, desde que não atrapalhasse a vida das colegas de apartamento, certo? O que não seria o caso. Por fim, ela serviu vinho meio barato, já que ela não era grande conhecedora de vinhos, nas duas taças que haviam trazido para o quarto. Finalmente olhou para ele. Estava evitando sustentar seu olhar, fosse por vergonha, fosse por insegurança. Mas finalmente o fez. E o sorriso aumentou. “E então? O que a gente vai fazer hoje, além de beber esse vinho hein?” Ela sentou na cama, levando a taça a boca. Acabou fazendo uma careta ao sentir o gosto forte - e meio azedo? - da uva, e balançou o rosto “Ok... talvez vinho seja chique, mas não sei se é a melhor das bebidas. Mas dizem que é...” romântico? Sexy? Que esquenta de um jeito sensual? Ela apenas comprimiu os lábios “Dizem que é bom depois que você acostuma.”
Ela cruzou as pernas e manteve a coluna ereta, perfeitamente alinhada, como uma boneca montada. Não conseguis se soltar, ser ela mesma, dar risada. Luke a conhecia, mas estava um pouco tensa e acabava se tornando aquela marionete perfeita e exata. “A gente pode ver um filme. Ou jogar um jogo. Ou sair também, não sei se você quer sair. Ou se quer ficar. Ta com fome? Sede? Esqueci de pegar água e... ta querendo alguma coisa? Precisando de algo?” Ela falava de uma forma que até não parecia que ele não ia ali sempre. As colegas até começaram a suspeitar que algo estava acontecendo entre eles e... apesar dos diversos flertes, investidas e tentativas. Nunca acontecia. “Quando é a... próxima luta? E como eu te convenço a não ir?” Ela decidiu engatar no assunto de uma vez, comprimindo os lábios mais uma vez, ao abaixar os olhos para a própria taça de vinho.