Escolhas
Confesso que esta última unidade me afetou um pouco mais do que eu esperava - por ser uma mulher cis que nasceu em uma família mais ou menos tradicional, que espera que eu siga os mesmo passos.
A maternidade me parece um processo longo, extenso, bonito e também doloroso. Talvez, assim como qualquer processo em vida que envolve um ser humano. Sendo, porém, uma pessoa com útero e completamente apavorada com o processo de gravidez, se algum dia mudasse de ideia, optaria ser mãe por adoção.
É claro, como foi afirmado no texto atribuído a unidade, nós somos seres fluidos (ou deveríamos ser). Nossos gostos, questões, hábitos, valores, sentidos podem variar conforme o tempo, conforme nós lidamos com diferentes indivíduos, situações, ambientes, campos. E, talvez como meus pais falem, eu mude de ideia sobre ser mãe algum tempo no futuro. O que é frustrante, entretanto, é de onde vem essa fala: a expectativa que eu cumpra um papel social que não se encaixa com o que considero de mim mesma e meus planos para o futuro.
Não ser mãe não me faria menos mulher, assim como vir ou não de uma gravidez não te faz menos filho de quem te criou, assim com ter ou não um útero não define seu gênero.
Absolutamente TODO respeito a mulheres que se encontram na maternidade, que optam por ter seus filhos - seja qual for o método.
Mas não existe instinto materno - pelo menos, não em mim.












