Narrar um romance - Parte 1
Narrar um romance talvez não seja bem simples. Duas pessoas, destinadas ou se encontram por acaso, em um lugar ou melhor dizendo em um ambiente inesperado, talvez numa rua, em uma rede, em canto qualquer de uma esquina vazia ou lotada de pessoas. Você entende que todo mundo parece ser igual, todos são em si, mas uma pessoa, uma única é capaz de se fazer diferente, notável, talvez fosse o brilho que irradia com cada sorrir ou olhos nos fundos dos seus olhos, como se ofuscasse tudo, tudo em volta, e por mais que tivesse encontrado outras milhões ou estado perto, próximo, ao lado, de outras tantas, ainda sim fosse capaz de deixar aquele ar de que tudo esta bem, ou vai ficar tudo bem. Ou talvez fosse o próprio reflexo dos seus olhos nos olhos de outra outrem. Todo aquele caos preso dentro de você, é como se tivesse encontrado luz, toda angustia tivesse encontrado afago, todo aquele medo tivesse encontrado coragem, toda aquela sensação de não fazer sentido, ou tanto faz, se torna vontade. Encontrar alguém, ou alguma coisa ou deixar se encontrar. Narrar um romance, é contar duas historias, ou mais historias. Geralmente mais historias, algumas a serem contadas, e outras, por ventura, melhor não serem ditas. Historias por si só machucam, e de certo modo, independente de se são boas ou ruins, com o tempo até uma boa historia fica marcada com mágoas, como um bom livro, que na pagina que a gente mais gosta, acaba ficando amarelado ou manchado. Ah, narrar uma romance devia ser mais simples, duas almas se encontrando e tornando-se talvez uma só. Cacos, amontoados, pedaços, partes que criam um alguma coisa. Uma centelha, leve, mas com uma chama tão inflamável quanto o tempo. Você não sabe ao certo distinguir o certo do errado, ao mesmo tempo que você odeia ser tão dependente, você ama ser dependente assim, porque é algo que o torna tua alma viva, teu corpo quente, mas também como uma droga viciante, que mesmo que você queira muito, isso não seja o melhor pra você, mas como não ser? É uma parte sua, de você ali, mas sem a a menor ideia do que fazer. Você não sabe de nada, e não saber de nada, também consome, também doÃ.











