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MOBLAND 2: Termin & Trailer
AnkĂŒndigung fĂŒr alle Serien-Liebhaber und Krimi-Enthusiasten: Paramount+ hat das offizielle Veröffentlichungsdatum fĂŒr die zweite Staffel der Original-Serie âMOBLANDâ bestĂ€tigt.
Das zehnteilige Format wird am Freitag, den 18. September 2026, exklusiv im DACH-Raum anlaufen. Wir haben das gesamte Starensemble um Tom Hardy, Pierce Brosnan und Helen Mirren sowie das hochkarĂ€tige Produzenten-Team rund um Guy Ritchie kompakt fĂŒr euch zusammengefasst.
GroĂe AnkĂŒndigung fĂŒr alle Thriller- und Crime-Fans! Erfahre hier alles zum offiziellen Starttermin der zweiten Staffel von Mobland im Septe
CAPĂTULO 45.
JACKSON MORNINGSTAR.
As semanas depois do Dia das MĂŁes passaram como um borrĂŁo perigoso.
Catthyerine agora estava com quase oito meses. a barriga estava enorme, redonda e pesada com nossos gĂȘmeos â uma menina e um menino. eu mal conseguia tirar os olhos dela. cada movimento, cada suspiro, cada vez que ela colocava as mĂŁos na barriga me deixava ao mesmo tempo fascinado e aterrorizado.
Eu estava mais paranoico que nunca.
A mansĂŁo virou uma fortaleza. mais seguranças, mais cĂąmeras, mais restriçÔes. eu quase nĂŁo saĂa mais para a cidade. deixei tudo nas mĂŁos dos meus homens de confiança. nada era mais importante do que ela e os bebĂȘs.
Naquela noite, eu estava no escritório quando ouvi um barulho baixo no quarto. levantei imediatamente, coração acelerado, e fui até lå.
Catthyerine estava sentada na beira da cama, uma mĂŁo na lombar, a outra acariciando a barriga enorme. o cabelo loiro curto ondulado caĂa bagunçado no rosto. ela parecia cansada, mas ainda absurdamente linda.
â Ei⊠- digo baixo, ajoelhando na frente dela. â o que foi? estĂĄ doendo?
Catthyerine negou com a cabeça, mas fez uma careta quando outro chute forte a fez prender a respiração. â eles estĂŁo agitados hoje. acho que a menina tĂĄ dançando em cima do irmĂŁo.
Eu sorri â aquele sorriso raro que sĂł ela e os bebĂȘs conseguiam arrancar de mim â e coloquei as duas mĂŁos na barriga dela. senti um chute forte contra minha palma esquerda, depois outro do lado direito. â jĂĄ brigando por espaço. - murmurei, aproximando o rosto. â calma aĂ, lobinho. deixa sua irmĂŁ respirar.
Catthyerine riu baixinho, passando os dedos no meu cabelo raspado. â vocĂȘ estĂĄ pior que eu, Jack. mal dorme, mal sai do meu lado⊠eu estou bem, de verdade.
Eu levantei o olhar pra ela, sĂ©rio. â vocĂȘ estĂĄ carregando dois filhos meus. dois. eu nĂŁo vou arriscar nada. nem um por cento.
Levantei devagar, sentei na cama atrås dela e puxei seu corpo com cuidado contra o meu peito. minhas mãos grandes envolveram a barriga por baixo, sustentando o peso. ela suspirou aliviada, encostando a cabeça no meu ombro.
â Eu te amo. - Catthyerine sussurrou. â vocĂȘ sabe disso, nĂ©?
â Sei. - beijei o lado do pescoço dela, mordendo de leve. â e eu amo vocĂȘs trĂȘs mais que tudo. mais que minha prĂłpria vida.
Ficamos em silĂȘncio um tempo. sĂł o som da respiração dela e os movimentos dos bebĂȘs entre nĂłs.
Eu sentia o medo no fundo do peito. medo de não ser um bom pai. medo de que meu mundo sujo alcançasse eles. medo de perder o que eu mais amo depois de finalmente ter encontrado.
_ Quando eles nascerem⊠- comecei, voz rouca. â eu vou estar aqui. todo dia. toda noite. ninguĂ©m nunca vai tocar em vocĂȘs. Nem olhar torto. eu mato quem tentar.
Catthyerine virou o rosto e me beijou devagar, carinhosa. â eu sei, meu amor. eu confio em vocĂȘ.
Eu apertei ela um pouco mais, protegendo a barriga com meu corpo.
Essa era minha nova religiĂŁo:
Ela.
Nossos filhos.
Essa famĂlia que eu nunca imaginei merecer.
E eu ia defender isso atĂ© o Ășltimo suspiro.
âąâąâą
Eu estava sentado no escritĂłrio, luz baixa, revisando alguns relatĂłrios de segurança da mansĂŁo pela terceira vez. nĂŁo conseguia me concentrar direito. minha cabeça sempre voltava para ela â para a barriga enorme, para os gĂȘmeos que nĂŁo paravam de se mexer, para o risco de algo dar errado tĂŁo perto do fim.
A porta se abriu devagar.
Catthyerine entrou sem bater, vestindo apenas uma camisola branca soltinha que mal cobria as coxas. a barriga redonda e pesada de quase oito meses aparecia claramente por baixo do tecido fino. o cabelo loiro curto ondulado estava bagunçado, como se ela tivesse acabado de acordar de um cochilo. os olhos verdes estavam brilhando daquele jeito manhoso que ela sabia que me desarmava. â Jack⊠- Catthyerine chamou com voz doce, quase um miado.
Eu larguei os papĂ©is imediatamente, recostando na cadeira. â Coelhinha? o que foi? estĂĄ sentindo alguma coisa?
Catthyerine não respondeu com palavras. fechou a porta atrås de si e veio andando devagar até mim, balançando os quadris do jeito que ainda conseguia mesmo com a barriga grande. parou na frente da minha cadeira, mordendo o låbio inferior.
â Estou com saudade⊠- Catthyerine murmurou, dengosa.
Antes que eu pudesse responder, ela se inclinou e começou a me beijar. beijos pequenos, molhados, carentes. no queixo, na barba, no canto da boca. depois subiu pro pescoço, abraçando meu tronco com os braços.
â VocĂȘ ficou aqui o dia inteiro trabalhando⊠eu fiquei sozinha na cama⊠os bebĂȘs tambĂ©m sentem sua falta.
Porra.
Eu soltei um suspiro rouco e puxei ela com cuidado pro meu colo. ela sentou de lado, a barriga enorme encostando no meu peito, as pernas penduradas sobre a coxa. Imediatamente escondeu o rosto no meu pescoço, me apertando forte, como se quisesse entrar dentro de mim.
â Carente hoje, hein? - murmurei, passando uma mĂŁo grande nas costas dela e a outra na barriga, sentindo os gĂȘmeos se mexerem.
â Muito carente. - Catthyerine confessou manhosa, voz abafada contra minha pele. beijou meu pescoço de novo, depois subiu atĂ© minha orelha e mordeu de leve. â quero vocĂȘ. quero seu colo. quero que me abrace o resto do dia.
Eu ri baixo, um som grave que sĂł ela conseguia arrancar. segurei o queixo dela com firmeza e trouxe sua boca pra minha. beijei devagar, possessivo, sentindo o gosto doce dela.
â VocĂȘ estĂĄ impossĂvel nesses Ășltimos dias. - rosnei contra os lĂĄbios. â fica toda dengosa, toda manhosa⊠me provoca sabendo que eu nĂŁo consigo dizer nĂŁo pra vocĂȘ.
Ela sorriu, inocente e safada ao mesmo tempo, e se ajeitou melhor no meu colo, esfregando a barriga contra mim.
â Ă porque eu te amo. e porque os bebĂȘs querem o papai perto. - Catthyerine pegou minha mĂŁo e colocou sobre a barriga. um chute forte respondeu imediatamente. â viu? eles tambĂ©m sĂŁo carentes.
Eu fechei os olhos por um segundo, sentindo o movimento dos meus filhos. depois abracei ela com mais força, uma mão segurando a nuca, a outra sustentando o peso da barriga.
â VocĂȘ sabe que eu mato por vocĂȘs, nĂ©? - sussurrei no ouvido dela. â qualquer coisa. qualquer um.
Ela assentiu, beijando meu peito por cima da camisa preta. â eu sei. por isso eu me sinto tĂŁo segura⊠por isso eu fico assim, toda grudada em vocĂȘ.
Ficamos um tempo em silĂȘncio. eu sĂł a abraçando, sentindo o peso quente dela no meu colo, o cheiro do cabelo loiro curto, os movimentos constantes dos gĂȘmeos entre nĂłs.
â NĂŁo sai daqui hoje. - Catthyerine pediu dengosa, fazendo biquinho e me olhando com aqueles olhos verdes enormes. â fica comigo. No colo. Me beija.
Eu segurei o rosto dela com as duas mĂŁos, polegar passando no lĂĄbio inferior. â vocĂȘ manda em mim agora, Ă©? - perguntei, voz baixa e perigosa.
Catthyerine sorriu, sabendo exatamente o poder que tinha. â um pouquinhoâŠ
Eu ri e a beijei de novo, mais fundo dessa vez. â entĂŁo fica aqui no colo do papai o quanto quiser, Coelhinha. hoje e sempre.
Porque no final, era isso.
Ela podia ser manhosa, dengosa, carente pra caralhoâŠ
E eu era completamente, absolutamente, loucamente dela.
E dos nossos dois filhos.
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CAPĂTULO 46.
CATTHYERINE PIETERSE.
Eu estava sentada no sofĂĄ do quarto, com as pernas apoiadas numa almofada, devorando uma fatia generosa de bolo de chocolate branco com bastante morango fresco por cima. o bebĂȘ-menina parecia amar doce tanto quanto eu â ela chutava animada toda vez que eu colocava uma garfada na boca. o menino era mais calmo, mas ainda sentia os movimentos deles me enchendo de amor.
Estava uma delĂcia. o creme branco derretia na boca, os morangos frescos e suculentos⊠por um momento eu me sentia em paz.
Até o celular tocar.
O nome na tela fez meu estĂŽmago revirar instantaneamente.
MĂŁe
Eu hesitei. quase nĂŁo atendi. ms uma parte idiota de mim â aquela que ainda queria aprovação, que ainda doĂa com a rejeição â deslizou o dedo na tela.
â AlÎ⊠- minha voz saiu baixa.
â Catthyerine. - a voz dela estava fria como sempre, sem nenhum calor. â soube que vocĂȘ estĂĄ grĂĄvida. de gĂȘmeos, pelo que me disseram.
Eu congelei, o garfo parado no ar com um pedaço de bolo. como ela sabia? provavelmente alguĂ©m da famĂlia do meu pai tinha comentado.
â Sim⊠sĂŁo gĂȘmeos. um menino e uma menina. - respondi, tentando manter a voz neutra.
Do outro lado, um suspiro longo e cansado.
â VocĂȘ sempre foi imprudente. engravidar tĂŁo jovem, de um homem como aquele⊠Jackson Morningstar. vocĂȘ nĂŁo aprendeu nada com o que aconteceu com o Luke?
O bolo que eu tinha acabado de engolir desceu como pedra. senti um aperto no peito, o desconforto subindo pela garganta. os bebĂȘs se mexeram inquietos, como se sentissem minha ansiedade.
â MĂŁe⊠por favor. eu nĂŁo quero falar sobre isso agora.
â Claro que nĂŁo quer. VocĂȘ nunca quis encarar a realidade. - ela continuou, a voz cortante. â eu sĂł liguei pra te dizer que nĂŁo vou conseguir fingir que aprovo isso. vocĂȘ estĂĄ trazendo duas crianças para um mundo perigoso, com um criminoso como pai. se algo acontecer com eles, a culpa vai ser sua. de novo.
Minhas mãos começaram a tremer. o prato de bolo quase caiu do meu colo. lågrimas quentes encheram meus olhos.
â Por que vocĂȘ sempre faz isso? - sussurrei, voz embargada. â por que nĂŁo consegue ficar feliz por mim nem uma vez?
Ela riu sem humor. â feliz? depois de tudo que vocĂȘ tirou de mim?
Eu nĂŁo aguentei. desliguei o telefone com os dedos trĂȘmulos, sem me despedir. o celular caiu no sofĂĄ ao meu lado. o bolo, que minutos atrĂĄs parecia o cĂ©u, agora tinha gosto de nada. meu apetite desapareceu completamente.
Eu me encolhi, abraçando a barriga enorme com os dois braços, tentando proteger os bebĂȘs do veneno que minha prĂłpria mĂŁe tinha acabado de jogar em mim. as lĂĄgrimas escorriam silenciosas pelo meu rosto.
â NĂŁo vou deixar ela machucar vocĂȘs⊠- murmurei pra eles, voz falhando. â nunca.
Mal terminei de falar e a porta do quarto se abriu. Jackson entrou, como se tivesse sentido que algo estava errado. seus olhos azuis escuros me analisaram em um segundo â o prato de bolo quase intocado, meu rosto molhado, o celular jogado no sofĂĄ.
â Coelhinha? - a voz dele saiu baixa, perigosa. â quem te ligou?
Eu só balancei a cabeça, estendendo os braços pra ele como uma criança.
Ele veio imediatamente, sentou ao meu lado e me puxou pro colo dele com cuidado, apesar da barriga enorme. eu me agarrei ao pescoço dele, escondendo o rosto no peito largo, soluçando agora sem controle.
â Era minha mĂŁe⊠- consegui dizer entre lĂĄgrimas. â ela disse que⊠que eu vou estragar tudo de novo⊠que os bebĂȘs vĂŁo sofrer por minha causaâŠ
Jackson ficou rĂgido. a mĂŁo dele acariciava minhas costas, mas eu sentia a raiva vibrando no corpo dele. â ela nunca mais vai te ligar. - Jackson riz baixo, mas com aquela frieza assassina que eu conhecia bem. â nunca mais vai chegar perto de vocĂȘ ou dos nossos filhos. eu prometo.
Eu assenti, ainda chorando, me apertando mais contra ele. o cheiro dele, o calor dele, o jeito como ele me envolvia completamente⊠era o Ășnico lugar onde eu me sentia segura.
â Eu sĂł queria que ela me amasse um pouquinho⊠- sussurrei.
Jackson beijou o topo da minha cabeça, depois minha testa, depois secou minhas lĂĄgrimas com o polegar. â ela nĂŁo merece vocĂȘ. nunca mereceu. mas eu amo vocĂȘ. amo vocĂȘs trĂȘs mais que tudo nesse mundo. e vou te dar todo o amor que ela nunca soube dar.
Eu fechei os olhos, ainda agarrada a ele, sentindo os gĂȘmeos se acalmarem devagar com o calor do pai.
Mesmo com o bolo esquecido na mesa e o coração doendo, eu sabia que estava no lugar certo.
Nos braços do meu homem.
Da minha famĂlia.
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CAPĂTULO 47.
JACKSON MORNINGSTAR.
CAPĂTULO 42.
CATTHYERINE PIETERSE MORNINGSTAR.
Eu acordei devagar, ainda sentindo o balanço suave do avião nos ossos, mesmo que jå estivéssemos em terra firme hå horas.
A primeira coisa que senti foi o calor dele.
Jackson estava deitado de lado, um braço forte passado por baixo da minha cabeça, o outro descansando pesado e protetor sobre a minha barriga. meu rosto estava encaixado perfeitamente no espaço entre o ombro largo dele e o pescoço, o cheiro familiar de pele, sabonete caro e um toque de uĂsque me envolvendo como um cobertor.
Eu sorri sem abrir os olhos.
EstĂĄvamos de volta em Londres. a mansĂŁo. Nossa cama. Mas parte de mim ainda estava em Florença â nas varandas com vista para o duomo, nos jardins onde ele dançou comigo devagar, nos momentos em que ele falava baixinho com o bebĂȘ como se o pequeno jĂĄ pudesse entender cada palavra.
Eu me mexi de leve e senti um chute forte logo abaixo das costelas. O bebĂȘ estava acordado tambĂ©m.
â Oi, meu amor⊠- sussurrei, colocando minha mĂŁo sobre a do Jackson na barriga. â vocĂȘ sentiu falta da sua cama?
Outro chute, mais forte. Eu ri baixinho.
Jackson se mexeu atrĂĄs de mim. a voz dele saiu rouca de sono, grave e quente contra meu cabelo. â ele estĂĄ brigando por espaço de novo?â
â Ou ela. - corrigi, virando o rosto pra olhar pra ele.
Os olhos azuis-escuros dele estavam semicerrados, mas jĂĄ me encaravam com aquela intensidade que nunca mudava. ele apertou a mĂŁo na minha barriga, sentindo o movimento. â se for menina, vai ser igualzinha a vocĂȘ. Teimosa pra caralho.
Eu ri, esticando o corpo contra o dele. â e se for menino, vai ser igualzinho a vocĂȘ. possessivo, mandĂŁo e louco por mim.
Ele deu um meio-sorriso perigoso e puxou meu corpo mais pra perto, atĂ© minha barriga ficar totalmente encostada no abdĂŽmen dele. â os dois vĂŁo ser loucos por vocĂȘ. Isso eu garanto.
Eu fiquei em silĂȘncio um instante, sĂł sentindo o calor dele, o peso reconfortante do braço tatuado me envolvendo. a viagem tinha sido mĂĄgica, mas voltar pra casa tambĂ©m tinha seu gosto doce. aqui era onde tudo começou. aqui era onde nosso filho ia nascer.
â Eu amei cada segundo em Florença. - confessei baixinho, traçando com o dedo a tatuagem do lobo no peito dele. â mas tambĂ©m amo voltar pra cå⊠pra nossa casa. pra nossa cama. pra vocĂȘ me segurando assim.
Jackson beijou minha testa, depois desceu os låbios até a ponta do meu nariz, depois até minha boca. O beijo foi lento, profundo, cheio daquele carinho bruto que só ele sabia dar.
â VocĂȘ merece o mundo inteiro, Coelhinha. Florença, Paris, onde vocĂȘ quiser. mas enquanto vocĂȘ estiver carregando nosso filho, eu vou te trazer de volta pra casa sempre que precisar. pra te proteger. pra te mimar. pra te foder devagar quando vocĂȘ estiver cansada demais pra qualquer outra coisa.
Eu corei, mesmo depois de tudo, e escondi o rosto no peito dele. â vocĂȘ Ă© impossĂvel.
â E vocĂȘ Ă© minha. - Jackson respondeu, voz baixa e definitiva, a mĂŁo descendo pra apertar minha coxa de leve. â minha pra carregar nosso bebĂȘ. minha pra dormir nos meus braços. Minha pra acordar toda manhĂŁ com essa barriga linda crescendo.
Eu suspirei feliz, entrelaçando nossas pernas. â eu te amo, Jack. mesmo quando vocĂȘ fica todo possessivo e mandĂŁo.
Ele riu rouco, o peito vibrando contra minha bochecha. â eu te amo mais. e vou amar ainda mais quando eu puder ver vocĂȘ segurando nosso filho no colo.
Ficamos ali mais um tempo, sem pressa de levantar. o bebĂȘ chutava de vez em quando, como se quisesse participar da conversa. Jackson falava com ele baixinho entre um beijo e outro na minha barriga, prometendo proteção, prometendo que ninguĂ©m nunca ia machucar a gente.
E eu, deitada ali, segura nos braços do homem mais perigoso de Londres, com nosso bebĂȘ crescendo dentro de mimâŠ
Eu nunca me senti tĂŁo completa.
TĂŁo amada.
TĂŁo em casa.
âąâąâą
CAPĂTULO 43.
JACKSON MORNINGSTAR.
Dia das MĂŁes â Londres
Eu nunca fui bom com datas comemorativas.
AniversĂĄrios, feriados, nada disso significava porra nenhuma pra mim antes dela. mas hoje era diferente. Hoje era o primeiro Dia das MĂŁes dela. e eu estava decidido a fazer com que ela nunca esquecesse.
Passei a manhã inteira comandando tudo como se fosse uma operação militar.
Mandei os funcionĂĄrios decorarem o jardim de inverno da mansĂŁo com flores brancas e rosas â lĂrios, peĂŽnias e rosas pĂĄlidas, exatamente como ela gosta. no centro, uma mesa posta para dois: toalha de linho, velas, porcelana fina. Na cadeira dela, um enorme buquĂȘ de peĂŽnias cor-de-rosa com um cartĂŁo escrito Ă mĂŁo por mim.
Na mesa lateral, vĂĄrios presentes:
Um colar de ouro com um pingente de coelhinho segurando um coraçãozinho de diamante.
Um ĂĄlbum de fotos que mandei fazer com todas as imagens da gravidez atĂ© agora â incluindo as de Florença.
Um enxoval completo para o bebĂȘ: bodies, macacĂ”es, sapatinhos, tudo em tons neutros de branco, bege e cinza-claro, com o nome âMorningstarâ bordado em alguns.
E o principal: a chave de uma casa de campo nos Cotswolds, um lugar calmo, seguro e longe de tudo, pra quando o bebĂȘ nascer.
Eu vesti uma camisa social preta, calça jeans escura, e fiquei esperando no jardim de inverno. O coração batendo mais forte que o normal â algo que sĂł ela conseguia causar em mim.
Quando ela desceu as escadas, guiada por uma funcionĂĄria que eu instruĂ para nĂŁo falar nada, eu vi seus olhos se arregalarem. â JackâŠ? - a voz dela saiu tremida. ela parou no meio do caminho, mĂŁo na barriga arredondada de quase sete meses, olhando tudo ao redor como se nĂŁo acreditasse.
Eu me aproximei devagar, peguei a mĂŁo dela e beijei os dedos. â Feliz Dia das MĂŁes, Coelhinha.
Os olhos verdes dela encheram de lĂĄgrimas instantaneamente. ela cobriu a boca com a mĂŁo livre, olhando a mesa, as flores, os presentes. â vocĂȘ⊠vocĂȘ fez tudo isso?
â Pra vocĂȘ. - respondi, voz rouca. â pra minha mulher. Pra mĂŁe do meu filho.
Eu a puxei com cuidado para os meus braços, abraçando ela contra o peito. ela enterrou o rosto na minha camisa e começou a chorar de verdade â aquele choro bonito, de felicidade, que me desmontava inteiro.
â Eu nĂŁo esperava⊠eu nem lembrei que era hoje. - ela soluçou. â Jack, isso Ă© lindo demais⊠vocĂȘ Ă© lindo demais.
Eu segurei o rosto dela com as duas mĂŁos, enxugando as lĂĄgrimas com os polegares. â vocĂȘ merece muito mais. vocĂȘ estĂĄ carregando nosso filho, aguentando tudo com força, me amando mesmo eu sendo quem eu sou. o mĂnimo que eu posso fazer Ă© te mostrar todo dia o quanto vocĂȘ Ă© importante pra mim.
Ela ficou na ponta dos pĂ©s e me beijou, salgado de lĂĄgrimas, desesperado e grato ao mesmo tempo. â eu te amo tanto⊠tanto, Jack. obrigada. obrigada por tudo. pelos presentes, pela viagem, por cuidar de mim, por ser o pai do meu bebĂȘ⊠obrigada por me amar do jeito que sĂł vocĂȘ sabe.
Eu encostei minha testa na dela, mĂŁo descendo atĂ© a barriga. â vocĂȘ me deu uma famĂlia, Catthyerine. me deu um motivo pra acordar todo dia querendo ser melhor. Esse Dia das MĂŁes Ă© sĂł o primeiro de muitos. e eu vou passar o resto da minha vida te agradecendo por ter escolhido ficar comigo.
Ela sorriu entre as lĂĄgrimas, tocando o pingente de coelhinho que eu tinha colocado no pescoço dela mais cedo. â vocĂȘ Ă© o melhor presente que eu poderia ter ganhado na vida.
Eu a beijei de novo, mais devagar, mais profundo. depois puxei a cadeira pra ela, servi seu suco favorito e fiquei sĂł olhando enquanto ela abria cada presente, emocionada com cada detalhe.
Ver ela feliz assimâŠ
Era melhor que qualquer poder, qualquer dinheiro, qualquer sangue derramado.
Porque essa mulher â carregando meu filho na barriga, sorrindo pra mim com os olhos marejados â era a Ășnica coisa capaz de fazer o diabo se ajoelhar.
E eu me ajoelharia mil vezes por ela.
Feliz Dia das MĂŁes, minha Coelhinha.
VocĂȘ merece o mundo.
E eu vou te dar ele inteiro.
âąâąâą
CAPĂTULO 44.
CATTHYERINE PIETERSE MORNINGSTAR.
O resto do Dia das MĂŁes foi como um conto de fadas que eu nunca quis que terminasse.
Depois do café da manhã surpresa no jardim de inverno, Jackson não me deixou fazer absolutamente nada. ele me carregou no colo até o quarto, me fez trocar de roupa e escolheu pessoalmente o vestido soltinho curto florido com flores vermelhas que eu usaria para a consulta. enquanto eu me arrumava, ele ficou atrås de mim, abraçando minha barriga e beijando meu pescoço.
Eu olhei meu reflexo no espelho. meu cabelo agora estava curto â loiro claro, ondulado, na altura dos ombros. Jackson tinha pedido que eu cortasse hĂĄ algumas semanas, dizendo que ficaria mais prĂĄtico e leve com o final da gravidez. eu adorei. ele passava os dedos nele o tempo todo, dizendo que eu parecia um anjo.
â VocĂȘ estĂĄ perfeita. - Jackson murmurou contra minha orelha, mĂŁos grandes espalmadas na minha barriga.
A consulta era sĂł uma checagem de rotina, mas Jackson insistiu em ir junto, como sempre.
No consultório, eu deitei na maca, levantei o vestido e segurei a mão dele com força. A Dra. Voss passou o gel frio e começou o ultrassom. eu sorri quando ouvi o coraçãozinho acelerado, como sempre.
Mas a mĂ©dica ficou em silĂȘncio por alguns segundos a mais que o normal. franziu a testa, moveu a sonda devagar e depois olhou pra nĂłs dois com um sorriso enorme. â bom⊠parece que temos uma surpresa hoje.
Jackson apertou minha mĂŁo. â o que foi? - perguntou, voz tensa.
A Dra. Voss virou a tela pra nĂłs e ampliou a imagem. â vocĂȘs nĂŁo vĂŁo ter um bebĂȘ⊠vĂŁo ter dois. um casal de gĂȘmeos. um menino e uma menina.
O mundo parou.
Eu arregalei os olhos, sentindo as lĂĄgrimas subirem imediatamente. dois coraçÔezinhos batendo na tela. dois. â gĂȘmeos⊠- sussurrei, voz embargada.
Jackson ficou completamente imĂłvel ao meu lado. eu olhei pra ele e vi algo rarĂssimo: os olhos dele marejados, a boca entreaberta, sem conseguir falar. ele piscou algumas vezes, como se precisasse processar.
â Menino e menina? - a voz do Jackson saiu rouca, quase quebrada.
â Sim. - a mĂ©dica confirmou, sorrindo. â ambos estĂŁo Ăłtimos, crescendo bem. a menina Ă© um pouco maior, mas estĂĄ tudo perfeito.
Eu comecei a chorar alto, de pura felicidade. Jackson se inclinou sobre mim, encostou a testa na minha e soltou um riso baixo, emocionado, que eu raramente ouvia dele.
â Porra, Coelhinha⊠dois. - Jackson sussurrou, voz tremendo. â nĂłs vamos ter um menino e uma menina.
Eu segurei o rosto dele com as duas mĂŁos, chorando e rindo ao mesmo tempo. â vamos ser pais de gĂȘmeos, Jack⊠eu nĂŁo consigo acreditar.
Ele me beijou com força, sem se importar que a mĂ©dica estivesse ali. um beijo molhado de lĂĄgrimas, desesperado, cheio de amor e choque. â vocĂȘ me deu dois. - Jackson diz contra minha boca. â dois, Catthyerine. eu⊠eu nĂŁo mereço isso. nĂŁo mereço vocĂȘs.
â VocĂȘ merece sim. - respondi, ainda chorando. â vocĂȘ merece o mundo inteiro.
Ele beijou minha barriga vĂĄrias vezes, murmurando promessas baixinho pra cada um dos bebĂȘs. quando levantou, os olhos azuis dele estavam brilhando de um jeito que eu nunca tinha visto.
No caminho de volta pra casa, ele nĂŁo tirou a mĂŁo da minha barriga nem por um segundo. Dirigia com a outra, mas olhava pra mim a cada poucos segundos.
â Menina e menino⊠- Jackson repetia, como se ainda nĂŁo acreditasse. â uma coelhinha e um lobinho.
Eu ri, limpando o rosto. â eles vĂŁo ser uma bagunça, nĂ©?
â VĂŁo ser perfeitos. - Jackson respondeu firme. â e eu vou proteger os trĂȘs com a minha vida.
Chegando em casa, ele me carregou de novo pra dentro, me deitou na cama e ficou horas comigo. cabeça encostada na minha barriga, conversando com os bebĂȘs, acariciando meu cabelo curto ondulado.
â Eu te amo tanto. - digo, passando os dedos na cabeça dele. â obrigada por hoje. pelo cafĂ© da manhĂŁ, pelos presentes⊠e agora por isso. Melhor Dia das MĂŁes da minha vida.
Jackson levantou o olhar pra mim, sĂ©rio, intenso, completamente apaixonado. â esse Ă© sĂł o primeiro, Coelhinha. e eu vou passar o resto da minha vida te fazendo feliz. vocĂȘ, nossa menina e nosso menino.
Eu fechei os olhos, sorrindo, sentindo os dois bebĂȘs se mexendo dentro de mim.
Pela primeira vez, eu nĂŁo tinha medo do futuro.
Porque eu tinha Jackson Morningstar ao meu lado.
E agora éramos quatro.
Woodstock represents
June 8, 2013
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March 24, 2016