school life bullying brloid - parte 8
A ruiva não se importava muito com detenções. Não quando o assunto era sua melhor amiga. Ela ousou matar aulas apenas para ouvir o apelo da amiga para o “maldito inútil hipócrita” do Conselho Estudantil e ouvir seu soluço doeu mais do que o esbarrão da furiosa.
- RETISH---
Os olhos dela brilharam furiosamente quando a amiga não atendeu seu chamado e virou o corredor ainda mais rapidamente. Ela abriu a porta com tanta força que o vidro tremeu... aparentemente, o rapaz do Conselho também, que ergueu os olhos marejados para ela.
- Eu só quero que você saiba... que se acontecer alguma coisa com a minha amiga... EU VOU TE MATAR. EU. VOU. TE. MATAR!!! – Puxou quanto ar conseguiu antes do soluço e dos lábios também tremidos. – SEU MERDA – suspirou, usando a mesma porta para sair em disparada – RETISHIA!!
Sozinho na sala, Diipu sentia que tinha traído a si mesmo. Onde estava o rapaz gentil que fora tão bem aceito no Conselho Estudantil?
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Durante todos aqueles dias, Vibe almoçava com suas amigas e prontamente tinha companhia para casa. Era natural agora ter sempre uma das “Purples” a seu lado. Ora estava na biblioteca, com Nika e Saigai Haisha. Ora estava com as três. Ou estava perto de Pururu e Nulla sendo conduzida para a reunião do quarteto purple. As meninas insistiam para que ela adotasse algum símbolo roxo em suas vestimentas.
Logo, ela era vista como uma das garotas mais populares do primeiro ano. Itsuki não era mais uma companhia. Não que ela tivesse escolhido isso. Mas era simplesmente impossível encontra-lo nos mesmos horários em casa. Nos almoços, ela sempre era levada pelas amigas para um encontro divertido e, na saída, igualmente tinham algum plano especial.
O colégio era tão grande que às vezes ela achava que o tinha visto, mas sempre era a impressão de uma silhueta.
Todas as vezes que pensava em passar por aquela sala de segundo ano, lembrava-se das meninas que achavam que ela era uma boba – e tinha parecido mesmo. E lembrava-se da companhia mais do que angelical e suficiente que o melhor amigo já possuía. A beleza da moça era reconhecida em todos os anos e os boatos diziam que Itsuki era seu amor platônico, que eles eram parentes (irmãos? Primos?) ou melhores amigos. Mas certamente eram notáveis.
O fato é que havia uma espécie de nuvem cinzenta que impedia que ela sentisse qualquer energia para se aproximar do rapaz, mesmo quando tinha a perfeita certeza de que ele estaria ali, debaixo daquela árvore, conversando com a moça dos cabelos prateados.
Inclusive, andava distraída pelos cantos, talvez para não ter de cumprimentar ninguém se fosse o caso.
O sentimento não era ruim. Eram ainda melhores amigos, mas não tinham tempo para se ver. Correto?
- Acho que não. Acho que amigo que é amigo tem que se ver – palpitou Pururu comendo um saquinho de pipoca doce na cama de Nulla, que por sua vez penteava os cabelos.
- Não precisa ficar grudado... Olha só, eu e o meu amor ficamos separados, estou sempre com vocês – Nika disse e pode ver um sorriso extremamente debochado de Nulla pelo espelho.
- Meninas... – Vamos mudar de assunto...? Queria dizer ela. Por que é que tinha feito uma pergunta besta como aquela de “vocês não acham que tem amigos que ficam distantes mas continuam amigos”?
- Ah Vibe, você é boazinha... Eu já não aguento esse tipo de coisa – respondeu uma Pururu emburrada.
- Qual é sua opinião sobre isso? – interrompeu Nulla, depositando a escova na penteadeira.
- B-bem... eu acho que amigos são amigos, em qualquer lugar do planeta... A qualquer hora e qualquer momento. A afinidade não acaba... nunca!
- Oh... – sorriu a garota, deixando as outras duas curiosas. Nulla se aproximou de Vibe e abaixou o rosto até a altura dela, ela virou o rosto para observar a garota de odangos – Veja só, Puru, uma vez amigos... sempre amigos. Uma vez um amor... sempre um amor – o sorriso em seguida apenas a menina das tranças entendeu, e talvez de uma forma extremamente errada, pois um brilho pavoroso tomou seu olhar.
- Q-que.. Que mentira!!! Tem gente que a gente passa a odiar! E a odiar de verdade! Se a gente se afasta, significa que odiamos a pessoa. Que não queremos nunca mais ver. As pessoas só conseguem ficar com gente do... do “nível” delas. A gente TEM que aceitar que às vezes não somos o “perfil” que combina com aquela pessoa que a gente gosta..
Agora quem parecia entender errado era Vibe. Ou entender muito certo. Ela baixou o olhar por um breve instante. Aquilo tinha machucado.
- O que foi, Vibe? Nós estamos aqui para nos proteger... É por isso que ficamos juntas.
- Nossa gente... que climão ruim. Vamos esquecer esse povo e curtir o dia, tá bom? – sugeriu Nika, mas dificilmente aquilo desapareceria.
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- Senhor Kyrus... Por favor, entenda. É um pouco... incomum – para não dizer extremamente peculiar – receber cartas de alunas na sala dos professores. Especialmente com papel de aroma adocicado de tinta de caneta colorida. Então, antes que isso se torne um escândalo, seria melhor que criasse um limite... – comentou Aline.
- Hahahaha, é claro que sim, primadonna~ - Ele examinava as cartas no ar, com um sorriso bobo no rosto.
- Eu estava falando sério... Isso pode deixar alguns pais preocupados.
- Ecco ecco... – ele cheirava uma a uma, tentando adivinhar a origem
- E isso pode acarretar em problemas...
- Framboesa!
- Especialmente para mim. Senhor Kyrus! Eu não quero o senhor Daishi correndo atrás de mim com aquela expressão de “eu avisei”, ele já faz isso sem ter razão... Professor...? Professor! Quê!? – Kyrus segurou a mão de Aline e beijou delicadamente.
- Não se preocupe, minha querida. Toda a passione que sinto em suas palavras são o suficiente para que eu não me importe com o que está escrito nestas cartas... Eu ensino com o coração. Quero provocar todo o amore dessas ragazzas pelo saber!
- ... Logo noto o que elas querem saber - Puxou a mão delicadamente, com a sobrancelha erguida.
- Não vou decepcioná-los. Não se preocupe! Sou diferente do que imagina – e piscou. – A propósito, violetas combinariam mais com você.
- Como...?
- Ciao!
Aline observou o professor se afastar e refletiu sobre que raio de violeta ele estava falando. Olhou em volta, teria alguma decoração diferente na mesa? Balançando a cabeça, tornou a sentar-se e checou seus e-mails. Um estalo rápido veio em sua mente e ela cheirou a própria mão. Tinha falado com Yohji mais cedo e aquilo com certeza era cheiro de flor. Ela balançou a cabeça, como uma Sherlock satisfeita.
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Chipper encarava o portão enferrujado da casa de esquina. Não conhecia os rostos que apareciam pela janela. Nem o endereço mais sabia sobre ela.
Uma família nova na cidade já ocupada o lugar de Retishia. Mal sabiam eles que moravam na casa da bruxa.
Talvez soubessem, mas achariam que era coisa de espírito. Antes fosse só uma brincadeirinha de espírito e não um inferno de verdade.
- Vamos parar de viver no passado? – ouviu atrás de si.
- QUE MERDA! Seu viado . Que susto, Wiruto!
- Chips...
- Chips o quê? Eu só tava passando aqui.
- Apenas passando... apenas se perdendo... apenas errando o caminho todo dia...
- E você? É maníaco? Tá me perseguindo?
- Eu só tô preocupado com você. Te deixo em casa. Eu vim de moto.
- Não precisa. Eu vou a pé - saiu arrastando os passos.
- Para com isso, Chips. A Retishia precisa do tempo dela. Ela tem seus motivos para não querer aparecer. Você nem sabe se ela se recuperou completamente...
A ruiva parou, sentindo um frio percorrer o corpo.
- Ai Chips... Não foi isso que eu quis dizer – suspirou ele, com a mão no topete. – É claro que ela tá bem, só que você está agindo feito doida e-
- Eu sou doida! Sou maluca. Sou INSANA. Eu sou uma bruxa.
- Ah senhor. Dai-me...
- Tchau, Wiruto.
- Chips.
- Que foi?
- Toma a moto. Vai brincar.
Um sorriso selvagem surgiu no rosto branquelo após agarrar a chave.
- Não mata ninguém e não vai para o centro. Não deixa ninguém te pegar.
- Fu. Pode deixar.
- - -
A roda rasgava velocidade enquanto o motor reprimia o ódio que a ruiva carregava no trajeto.
“Eu não te acho uma bruxa... Eu gosto de preto. Preto é legal.”
A menina de cabelos alaranjados escorridos no uniforme parecia encantada. A outra sorriu, mas não disse nada.
“É verdade que você tem bodes na sua casa?”
Retishia piscou. E gargalhou absurdamente.
“MUITOS. Um deles se chama OZZY. É difícil de manter porque ele só come morcegos. E eu só tomo sangue”
As duas riam.
“A gente vai de novo no show?”
“Sua mamãe não deixa”
“E daí? Eu pulo o muro”
“Sou a pior influência do mundo”
“É a melhor amiga do mundo”
- AAAAAAAAAAAAH
Os olhos de Chipper se arregalaram, assustados com a presença humana que de repente tinha surgido a sua frente. Ela virou bruscamente a moto e acabou indo para o chão junto com ela. Ouviu um estrondo horrível de motor e aos poucos mundo era mundo novamente.
- A-ah... Moça! Moça! Desculpe!
Poderia ter ficado apagado para sempre, porque ela sentia uma sensação horrível de conhecer aquela voz de algum lugar.
Chipper teve ajuda dela para se levantar. Aquela pele bem alva e delicadeza absurda era bem familiar. Quando se deu conta, estava sendo apoiada por ela.
- Ai que bosta, a moto...
- Moça... sente-se, a moto é menos importante do que a sua saúde
- O CACETE QUE É! O WILL VAI ME MATAR. Tira a mão de mim, sua idiota. Foi tudo culpa sua por surgir na minha frente. – Chipper se afastou e foi mancando até a moto.
Nenhuma reação. Nenhuma resposta. Apenas alguma coisa ainda mais familiar...
- E-
A ruiva se virou, muito incomodada com aquela situação, e de repente ficou boquiaberta. Era sua colega de sala. A miss perfeição. A linda Yumine Yuuki que tinha derrubado outro dia.












