Na aula de amor próprio fui dos alunos mais inquietos
Na carteira branca da sala escrevi, aos trancos, com meu compasso, que o espelho é inimigo íntimo do meu sossego. Em meio às declarações de guerra a meus trejeitos, vi que palpitava em mim a vontade de entender quando foi que a alegria deu palavra de ordem pra fuga do meu riso. Quando foi que a saudade de mim virou decreto de lei. Quando foi que me deixei. O diálogo da razão com a emoção se acaba cada vez mais, em cada decisão tomada. Como se uma parte de mim tomasse conta de todo meu ser, fazendo o peso pender em meu corpo e minhas mãos se afastarem. Não conseguia aprender que eu, antes de qualquer pessoa, deveria ser meu par. Me colocar pra dormir, me acariciar, segurar no colo e secar as lágrimas.
O desinteresse era aparente nas aulas da vida. Mas uma hora, com o ouvido atento, com a mente sã e músculos livres de tensões, coloquei os ensinamentos em prática. Nessa artéria tem sangue, esperança, dedicação.
Tem a vida, com todo (meu) amor
(Por Bia Fortes @textualizei e Lucas Berti @poemaretrato)











